2. BÖLÜM: İHTİLÂLİ GERÇEKLEŞTİREN ANA UNSUR
2.2. Arap Tezi (Revizyonist Ekol)
2.2.2. Emevî Devleti’nin Arap Kabile Politikası
2.2.2.1. Kabilelerin Asimilasyonu
Ao finalizar esta dissertação de mestrado, retomamos os objetivos delineados na pesquisa que consistiram em: a) investigar se o objetivo de garantir que a criança esteja freqüentando a escola e sendo alfabetizada, está sendo alcançado pelo Programa Bolsa- Escola; b) verificar se a escola representa para as crianças provenientes de famílias de baixa renda, um fator de inclusão social.
Com relação ao primeiro objetivo constatamos, com base nos dados das entrevistas, que os alunos do Bolsa-Escola não apresentam problemas de freqüência à escola. Os sujeitos da pesquisa ressaltaram, inclusive, que independentemente da obrigatoriedade exigida pela legislação que ampara o Programa, a escola se constitui como espaço de referência para os alunos, não só os do Bolsa-Escola. De acordo com as entrevistas, pudemos verificar que a escola representa um ambiente de acolhimento porque as famílias entendem que a direção (Diretor, Coordenador e Funcionários) manifesta preocupação com o bem-estar das crianças e sua educação para o futuro, no sentido de assimilar e vivenciar princípios de cidadania e ética. Notadamente, a escola além de ser uma referência para os alunos, ela é também um ponto de encontro social, onde desenvolvem e participam de atividades diversas, como cultural e de lazer. Além disso, representa também espaço de proteção, pois os entrevistados manifestaram explicitamente que, enquanto seus filhos estão na escola, estão protegidos dos problemas externos que existem no bairro, como por exemplo, uso de drogas, más companhias, brigas entre gangues, roubo, entre outros. Nesses dois aspectos, a escola e a educação, efetivamente representam, para além do direito, garantido nas legislações brasileiras (Constituição Brasileira/1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação/ 9394/1996), alternativa concreta para famílias de baixa renda, ou no sentido utilizado pelos autores apresentados nesta dissertação, uma estratégia de combate à pobreza e à exclusão social.
No que diz respeito ao segundo objetivo, de um modo geral, pudemos perceber que a escola desempenha papel importante para as famílias e para os alunos; é um lugar de referência, podendo ser considerada um equipamento de inclusão social. É um espaço que deve garantir o acesso à educação como um dos direitos básicos de cidadania.
Não obstante, em algumas entrevistas realizadas durante a pesquisa, especialmente as dos professores, apontaram desconhecimento sobre quem são os beneficiários do Programa, o que é e como funciona o Programa e o que ele representa para os alunos e suas famílias. Podemos inferir que para esses docentes, esse tipo de ação do Governo Federal, não tem relação direta com a educação e com a inclusão social das camadas mais
empobrecidas da população. Ao contrário, percebemos que a visão desses profissionais, em relação ao Bolsa-Escola, limita-se a vinculá-lo aos programas de assistência social, de forma fragmentada e isolada da complexidade que envolve o sentido da escola e da educação.
Verificamos, também, a necessidade de um trabalho em equipe multiprofissional, isto é, que possibilitasse uma ação conjunta e colaborasse para a consecução dos objetivos do Programa. Além disso, identificamos que o processo de implantação do Programa foi bastante vulnerável, pois a própria Prefeita e as instâncias que iriam operacionalizá-lo não tinham todas as informações necessárias para compreendê-lo como uma política que poderia e deveria beneficiar as crianças matriculadas. Em conseqüência, observamos a falta de comunicação entre os setores envolvidos: Prefeitura, Escola, gestores, professores e famílias. Portanto, a pesquisa revelou que, mesmo estando presente no discurso de todos esses envolvidos e, mesmo tendo sido implantado, a forma como todos assumiram o Programa, demonstrou-se frágil, isto é, não garantiu o reconhecimento da real importância do Bolsa-Escola para as famílias e seus filhos.
E porque isto acontece nos faz pensar que, no campo da política social ela não se apresenta como um direito de todo cidadão, mas sim com um caráter assistencialista que a fragiliza.
Para exemplificar nossa afirmação, lembramos as entrevistas com as famílias, ao evidenciarem que o Programa Bolsa-Escola, mesmo de forma insuficiente, tem garantido, de alguma maneira, algum benefício, ampliando os horizontes da formação educacional e da construção da cidadania.
Por outro lado, a pesquisa também revelou que o Programa, como uma política de governo isolada e focalizada, não proporcionou mudanças significativas, como a ampliação da rede social de suporte das famílias. O repasse de renda, por si só, não tem resolvido os entraves que limitam as ações e as irregularidades no âmbito social, por serem meras conseqüências de um problema estrutural mal resolvido.
É preciso reconhecer, no entanto, que os entrevistados foram unânimes ao afirmar que o Programa apresenta ajuda financeira significativa às famílias de extrema pobreza, as quais vêm mantendo as crianças na escola como contrapartida para receber o benefício. Além disso, o Programa vem evoluindo por meio de suas novas versões, isto é, o cadastro único de famílias em situação de vulnerabilidade, eliminando inconsistências e possibilitando um trabalho com dados atuais e mais precisos.
Alguns pontos negativos foram apontados por ambas as Gestoras Municipais, como o número escasso de funcionários disponibilizados pela Prefeitura, para a realização das
tarefas administrativas exigidas pelo Programa, e também a falta de equipamentos como computadores, mesas, cadeiras, etc.
É preciso considerar, também, que o Programa Bolsa-Escola/Bolsa-Família inscreve-se no âmbito das políticas públicas compensatórias, que procuram minimizar os efeitos da péssima distribuição de renda existente no Brasil, o que ocasiona uma extrema desigualdade social, econômica e educacional. As políticas compensatórias, entendidas nessa perspectiva, consistem muito mais em “políticas de governos” do que em “políticas de Estado” e acabam por desresponsabilizar o Estado de suas obrigações básicas para com a sociedade. Na compreensão de BUAINAIM (2006) “A sociedade precisa definir se quer manter os pobres vivendo de bolsa ou construir alternativas para a superação da pobreza”.
É nesse espaço contraditório entre a política compensatória e a política de Estado que se inscrevem programas dessa natureza, pois ao mesmo tempo que se constituem em estratégias reais de inclusão social, não garantem as mudanças estruturais das condições de vida das famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social.
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ANEXO