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KÜRESELLEŞME SÜRECİNDE BEYİN GÖÇÜNÜN İLGİLİ ÜLKE EKONOMİLERİ ÜZERİNE ETKİLERİ

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KÜRESELLEŞME SÜRECİNDE BEYİN GÖÇÜNÜN İLGİLİ ÜLKE EKONOMİLERİ ÜZERİNE ETKİLERİ

Pressupondo que assédio moral é uma forma de manipulação, esta Tese analisou as questões teóricas relacionadas ao fenômeno manipulação a partir do quadro teórico idealizado por Robert-Vincent Joule e Jean-Léon Beauvois (1981).

O fenômeno manipulação, amplamente estudado em países anglo-saxões, compreendido como levar o outro a fazer o que se quer e o mesmo acreditar que fez porque quis, tornou-se objeto de pesquisas na área da psicologia social.

Em síntese, os referidos autores concluíram que SDUD DOJXQVp³QDWXUDO´ a obtenção do desejado por meio da força, independentemente de o meio adotado ser o poder, a pressão ou ambas as formas simultaneamente. Entretanto, eles descobriram que quem se submete à força tem consciência da situação de poder ou da relação de força. O processo psicológico da racionalização propicia a percepção de legitimidade de condutas impostas pelo exercício do poder. À diferença do exercício do poder pela força e da submissão consentida na qual se age em conformidade à decisão do outro, a manipulação propicia ao manipulado a sensação de liberdade, a ausência do sentimento de violação da sua autonomia, a VHQVDomRGH³OLEHUGDGHGHDomR´Há consciência de ganhos para ambos ± manipulador e manipulado. Mas, por que as pessoas manipulam?

Algumas manipulam acreditando que esta é a única forma de se obter algo de alguém. Outras defendem a manipulação como uma forma eficaz de exercer o poder. Outras confiam que o estímulo à reflexão é a melhor forma de se obter algo de alguém ao permitir ao outro tomar a decisão por si só. Outras buscam compreender a dinâmica da psicologia do comportamento humano subjacente a esse fenômeno, no tocante à lógica das relações interpessoais, para tornar a manipulação mais eficaz. O fato é que a manipulação faz parte da vida cotidiana, inclusive de pessoas honestas, às vezes de modo mais conscientes e em outras situações menos conscientes.

Complementando, outra questão se impõe: Por que as pessoas se deixam manipular? Joule e Beauvois (1981), baseados nos estudos de Kurt Lewin (1947) e de Moriarty (década de 1970), argumentaram que o indivíduo se deixa manipular porque experimenta a sensação da concordância. Ao imaginar que não há outra opção o manipulado sente-se livre para decidir. A submissão consentida implica uma aparente tomada de decisão, levando as pessoas a concordarem com o que lhes parece ser uma decisão autônoma.

Para os autores em questão a superioridade do controle em relação à persuasão na modificação de hábitos deve-se ao efeito gel, ou melhor, ao apego à própria decisão. O DSHJR³JUXGD´QDVSHVVRDV Razão de os autores afirmarem que a superioridade do controle não se deve a razões ideológicas ou a características de personalidade. Apesar de estas poderem propiciar ações perversas.

Transferindo a noção do efeito gel para os dados observados na amostra, o efeito gel pode ser uma hipótese plausível para o trabalhador que não agrega valor ser alvo de assédio moral na empresa privada. É possível tratar-se de uma estratégia orientada por uma decisão aderente ao predomínio da lógica financeira que modela as ações empresariais.

Sob a perspectiva do efeito gel poder-se-ia pensar que o assédio moral não decorre GR IDWR GH R SHUVHJXLGRU ³JRVWDU´ RX ³QmR JRVWDU´ GR WUDEDOKDGRU ( QHP VHTXHU devido ao comportamento neurótico do perseguidor. Essa hipótese permite supor que a estratégia organizacional de excluir o trabalhador, ou seja, a perseguição sistemática, aquele que não contribui para o negócio se justifica pelo fato de o seu perfil de competência não gerar o lucro empresarial desejado. Uma exigência da lógica organizacional subjacente que predomina na atualidade. Trata-se de uma resposta condicionada pelas exigências do fenômeno da financeirização, no sentido restrito desse fenômeno. A ciranda financeira GHWHUPLQDR³YDORU´GDVFRLVDV.

Segundo essa lógica, R ³YDORU´ Ge um trabalhador que não agrega valor é demasiadamente reduzido, RTXHRWRUQD³GHVFDUWiYHO´Conseqüentemente, passa a ser alvo das práticas de assédio moral, conforme mostra as figuras 15, 46, 47, 54 e 55.

Em outras palavras, o efeito gel permite pressupor que o assédio moral dirigido a quem não atinge níveis crescentes de resultados competitivos reside no fato de a lógica financeira orientar a classificação do trabalhador no mercado de trabalho. De um lado, quem agrega valor devido ao seu perfil de competência; de outro, os descartáveis. Daí a nítida presença das práticas de assédio moral nas organizações brasileiras (figura 1), após a criação da sua figura jurídica, em 2000, e especialmente, nas empresas privadas de serviços. Todavia, cabe salientar que apesar da continuidade dessas práticas nas organizações brasileiras, após a qualificação do conceito, pode-se perceber a redução da força do efeito gel. O presente estudo demonstra que a FULDomRGDILJXUDMXUtGLFDDVVpGLRPRUDOUHGX]LXR³KiELWRGDQDWXUDOL]DomR´ dessa estratégia organizacional para excluir o trabalhador indesejável.

O volume crescente de denúncias públicas de assédio moral atesta essa afirmação (figura 1) 2 ³KiELWR´ SDVVRX D VHU TXHVWLRQDGR $ QRPHDomR GR IHQ{PHQR explicitou suas estratégias de exclusão.

Staw, Joule e Beauvois destacaram a tendência da escalada do engajamento, ou seja, ao apego à decisão inicial, mesmo quando a mesma é claramente discutível. Assim, convém lembrar que a financeirização não é o único condicionante da continuidade do assédio moral nas organizações brasileiras após a sua qualificação. Considerando que o foco do gerenciamento do capital humano, para o atendimento das exigências da nova economia, é a mensuração das contribuições ao negócio, o processo de gerenciamento se torna cada vez menos focado na dimensão humana, quer dizer, nos aspectos sócio-emocionais.

Na atualidade o predomínio da lógica que emana da esfera financeira norteia a tomada de decisão relativa à gestão das pessoas. Trata-se de uma lógica que se encontra ³JUXGDGD´QRPRGRGHSHQVDUFRQWHPSRUkQHRFRQVHTHQWHPHQWHQRPRGRGHDJLUQRkPELWR do gerenciamento, independentemente dos seus prejuízos. O apego às decisões caracterizadas pelo constrangimento proposital parece se encontrar ³JUXGDGR´ nas pessoas, apesar da nomeação do conceito assédio moral. A despeito de o assédio moral adoecer o indivíduo e a organização e não obstante as denúncias públicas e o empenho dos ³HPSUHHQGHGRUHVPRUDLV brasileiros´, cuja ação busca neutralizar os efeitos deste fenômeno, os autores mencionados não crêem na solidariedade para a consecução deste objetivo.

A leitura dos dados com base nesta visão teórica autoriza pensar que a superação da inércia organizacional em relação às práticas de assédio moral demanda uma profunda mudança de hábitos. Sem querer reduzir a complexidade do problema, isso certamente é um significativo obstáculo, em face das exigências mercadológicas e da resistência à mudança das pessoas, principalmente.

Em suma, independentemente da forma de manipulação, nessa perspectiva teórica a eficácia da estratégia utilizada é levar o indivíduo a experimentar o sentimento de ³OLEHUGDGHGHDomR´$pesar de a manipulação se explicitar por diversas formas, o ponto de partida é idêntico: apego do indivíduo à decisão inicial por decisão própria ou por imposição. E suas inúmeras manifestações residem apenas nas suas finalidades: preservação de interesses do manipulador ou busca do desencadeamento de outros comportamentos. A manipulação se viabiliza por PHLRGH³WHFQRORJLDVFRPSRUWDPHQWDLV´ como persuasão e coação.