• Sonuç bulunamadı

2.7. Köyde Eğitim Alanında Yapılanlar

2.7.1. Köyde Eğitim Hayatı ve Okullaşma Oranı

Em julho de 2011, visando à safra 2011/2012, a Companhia de Seguros Aliança do Brasil lançou o produto “seguro agrícola faturamento”. O produto foi disponibilizado inicialmente para a soja, em todos os Estados brasileiros, mas, segundo Zanata (2011), a intenção da seguradora é estendê-lo para outras culturas e regiões produtoras do Brasil.

O período de venda desse seguro é de julho a dezembro, sendo que a expectativa do Banco do Brasil, canal de distribuição da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, era atingir faturamento de R$ 20 milhões em prêmios e segurar R$ 500 milhões em capital na safra 2011/12, volume equivalente a 3.000 apólices. No evento de lançamento do produto de seguro, de acordo com Zanata (2011), o Banco do Brasil esclareceu que o produtor que optar pelo seguro de faturamento deverá pagar um prêmio adicional de aproximadamente 3%, em relação ao seguro de produtividade.

Na visão do Banco do Brasil, essa nova modalidade de seguro deve reabrir a discussão sobre a obrigatoriedade da contratação de seguro em operações de crédito rural subsidiadas pelo Tesouro Nacional. Nessa perspectiva, as operações com crédito rural de custeio, que contam com taxa de juro equalizada, disporiam automaticamente de algum tipo de seguro para proteger os recursos públicos e, ao mesmo tempo, evitar reiterados lançamentos de pacotes de renegociação de dívidas.

A cobertura do seguro de faturamento objetiva garantir a indenização em caso de diferença entre o faturamento garantido e o obtido com a produção segurada, respeitando- se o valor máximo de indenização fixado pela seguradora. Nesse plano de seguro, o bem segurável é o legítimo interesse econômico ou pecuniário que o segurado tem com respeito à cultura objeto da cobertura do seguro.

Algumas definições são importantes para entendimento do seguro de faturamento, principalmente para se apreender as diferenças em relação ao produto da Swiss Re e ao seguro de produtividade da própria Aliança do Brasil. Assim, a partir das condições gerais do seguro, descritas em Companhia de Seguros Aliança do Brasil (2011a), definem-se os seguintes termos:

Faturamento esperado: resultado da multiplicação da área segurada (em ha), do preço base (R$/sc.) e da produtividade esperada (sc./ha), indicados na proposta e apólice/certificado de seguro.

Faturamento garantido: resultado da multiplicação do faturamento esperado (em R$) pelo nível de cobertura (em percentual).

Faturamento obtido: resultado da multiplicação da área segurada (em ha), do preço de colheita (R$/sc.) e da produtividade obtida (sc./ha).

Limite Máximo de Indenização (LMI): representa o valor máximo de responsabilidade assumida pela seguradora em relação ao risco especificamente segurado. Equivale à máxima responsabilidade da seguradora e ao faturamento garantido.

Preço base: preço do produto em reais (R$) por saca, determinado entre as partes na data da contratação do seguro, indicado na proposta e apólice/certificado de seguro, utilizado como base para cálculo do faturamento esperado. É calculada pela média dos últimos 15 (quinze) preços de fechamento (cotação de ajuste diário) anteriores à contratação do seguro, das cotações referenciadas no contrato padronizado para soja, código SFI (Contrato Futuro de Soja com Liquidação Financeira da BM&FBOVESPA). A conversão para reais (R$) é realizada com base na cotação média do dólar PTAX800 (em R$/US$), para o mesmo período em que houve a coleta dos preços do produto.

Preço de colheita: preço do produto convertido em reais (R$) por saca, verificado em bolsa de mercadorias e futuros (nacional ou estrangeira), indicada na proposta e apólice/certificado de seguro, utilizado no cálculo do faturamento obtido. O preço de colheita, convertido em R$/saca, resulta da média dos últimos 15 (quinze) preços diários do Indicador de Preço Disponível da soja Esalq/BM&FBOVESPA, anteriores à data de execução do seguro, que é a data de vencimento do contrato de referência.

Deságio: percentual redutor do preço que poderá ser aplicado ao preço base e ao preço de colheita, desde que estipulado na apólice/certificado de seguro.

Produtividade esperada: a produtividade da cultura expressa em quilos, sacas, toneladas ou arrobas por hectare, determinada pela seguradora e indicada na proposta de seguro.

Produtividade segurada: é a produtividade indicada na proposta e na apólice/certificado de seguro, sendo igual ao produto da multiplicação da produtividade esperada pelo nível de cobertura, expressa da mesma forma que a produtividade esperada.

Produtividade obtida: é média da produtividade suscetível de colheita (média ponderada de todas as produtividades da área total segurada), auferida pelos procedimentos habituais e

tecnicamente adequados para a cultura segurada e informada em Laudo de Vistoria elaborado por Engenheiro Agrônomo credenciado pela seguradora.

Unidade segurada: é a totalidade de áreas cultivadas com a cultura segurada, aceita pela seguradora, ainda que cultivadas em diferentes propriedades, desde que constem em uma única proposta de seguro. Será expressa em hectares e será utilizada como base de cálculo para indenização do seguro.

O seguro de faturamento agrícola da Companhia de Seguros Aliança do Brasil contempla duas coberturas: cobertura básica de faturamento e cobertura adicional de replantio.

A cobertura básica indeniza em decorrência de diferença registrada entre os faturamentos garantido e obtido com a produção segurada, que esteja dentro da mesma unidade segurada. A cobertura adicional de replantio, adquirida mediante o pagamento de prêmio adicional, garante o pagamento de indenização ao segurado referente às perdas causadas exclusivamente por chuva excessiva, tromba d´água e/ou granizo que venham a causar a morte de plantas e inviabilizem a produção, em área maior ou igual ao percentual de área mínima da cobertura adicional de replantio, estipulado na apólice/certificado de seguro, aplicado sobre a área total segurada.

A principal diferença entre o seguro de produtividade e o seguro de faturamento é que o primeiro tem como gatilho a produtividade média da área segurada, enquanto o segundo tem o faturamento total.

O seguro de produtividade da Companhia de Seguros Aliança do Brasil indeniza valor percentual do custeio, equivalente à perda de produtividade calculada. O seguro de faturamento indeniza valor proporcional à diferença entre o faturamento segurado e o obtido, caso este seja inferior àquele. Desse modo, o valor da indenização do seguro de faturamento somente poderá ser apurado após a verificação da produtividade colhida e a fixação do preço de colheita.

Os riscos cobertos pelo seguro de faturamento agrícola são os mesmos do seguro de produtividade, acrescido o risco de variação do preço da cultura no mercado.

Outro aspecto a destacar diz respeito à produtividade de referência utilizada pela seguradora para a determinação da produtividade esperada, pois as estatísticas municipais, publicadas pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, estão sendo substituídas pelas médias calculadas pelo Banco do Brasil e pelo próprio histórico do

produtor, quando houver relacionamento comercial anterior, pois este integra a média sugerida pelo Banco. Essa adequação das produtividades esperadas aproximou-as das produtividades efetivas colhidas pelos agricultores, tornando o seguro mais atrativo para os produtores.

O nível de cobertura eleito pelo segurado no momento da contratação do seguro de faturamento varia de 60% a 75%, dependendo da localidade. Os níveis de 50% e 55%, disponíveis no seguro de produtividade, foram retirados do seguro de faturamento, pois a própria Companhia entendeu que a cobertura oferecida com esses níveis é muito limitada. O Quadro 4 destaca as principais características do seguro de faturamento e ressalta as diferenças em relação ao seguro de produtividade comercializado pela Aliança do Brasil.

Descrição Seguro de produtividade Seguro de faturamento agrícola Garantia do seguro Produtividade (custeio) Faturamento (produtividade x

preço) Riscos cobertos Seca, granizo, incêndio, raio,

geada, ventos fortes, chuva excessiva, ventos frios, tromba d´água e variação de temperatura.

Os mesmos do seguro de produtividade, acrescidos da variação do preço da cultura no mercado.

Variáveis de apreçamento Produtividade Produtividade e preço Produtividade de referência

(esperada)

IBGE, Banco do Brasil/Aliança do Brasil ou histórico do segurado.

IBGE, Banco do Brasil/Aliança do Brasil ou histórico do segurado.

Nível de cobertura De 50 a 75% De 60% a 75% Produtividade segurada e

faturamento garantido

Produtividade esperada x nível de cobertura

Faturamento garantido = produtividade esperada x nível de cobertura x preço futuro do produto determinado no momento do plantio

Produtividade obtida e faturamento obtido

Produtividade obtida na colheita Faturamento obtido = produtividade obtida x preço do produto na colheita

Indenização Se produtividade segurada for maior que a produtividade obtida. Indeniza percentual do custeio equivalente à perda de produtividade calculada.

Se faturamento garantido for maior que faturamento obtido. Indeniza o valor equivalente à diferença verificada entre os faturamentos obtido e garantido. Preço do produto utilizado

na indenização

Fixado no momento da emissão da apólice (no plantio), com base no mercado futuro do produto.

Determinado com base na média dos preços no mercado futuro, na época da colheita.

Quadro 4 - Comparativo entre o seguro de produtividade e o seguro agrícola de faturamento da Companhia de Seguros Aliança do Brasil

A Companhia de Seguros Aliança do Brasil tem adotado deságio de 20% sobre os preços base e de colheita, para todas as localidades do país. Assim, no cálculo do faturamento esperado, há primeiro um ajuste nos preços pelo deságio de 20% e depois a aplicação do nível de cobertura.

A despeito de o deságio parecer elevado, é preciso esclarecer que tal procedimento é adotado para contornar a existência de base21, pois o preço cotado em bolsa para determinado local de referência é diferente do preço na localidade de contratação da apólice, essencialmente, no presente caso, devido ao custo de logística entre esses dois locais/mercados.

A utilização do deságio como forma de compensação da base não é um problema, ao contrário, é fundamental para que o seguro seja atuarialmente justo. O problema reside na dificuldade de se determinar o deságio apropriado, a fim de evitar o sobre-seguro ou sub-seguro, quando, respectivamente, os preços utilizados no seguro estão acima ou abaixo dos preços do mercado, favorecendo o desequilíbrio entre prêmios e indenizações.

A produtividade obtida, conforme a definição apresentada de unidade segurada, equivale à produtividade ponderada de todas as glebas que compõem a área segurada. Isso implica, se o sinistro é localizado em 30% da área plantada, por exemplo, e na média o faturamento não é inferior ao faturamento garantido, não será devida a indenização.

A seguir apresenta-se exemplo aplicado do seguro faturamento agrícola da Aliança do Brasil, considerando quatro situações possíveis, em função de variações na produtividade e no preço de colheita do produto. A unidade segurada no exemplo é de 150 hectares de soja, com produtividade média de 52 sacas/ha e nível de cobertura de 70%.

Com as premissas consideradas e preço base de R$ 48,92/saca, o seguro faturamento agrícola garante receita de R$ 213.704,40 na unidade segurada, equivalente ao faturamento de R$ 1.424,70 por hectare. Embora as bolsas de cotação dos preços futuros do seguro de receita da Swiss Re e Companhia Aliança do Brasil sejam distintas, para facilitar a comparação foram assumidas as mesmas cotações utilizadas no exemplo do seguro receita agrícola da Swiss Re, Quadro 3, para o preço da soja no plantio e na colheita.

21 Segundo Hull (2005, pag. 98), a base pode ser definida como a diferença entre o preço a vista do produto e o

preço futuro do contrato utilizado. Conforme Marques, Mello e Martines Filho (2008, pag. 69), a base tem três dimensões: tempo, espaço e qualidade; incluindo, assim, transporte, impostos, comissões, oferta e demanda local, qualidade do produto, barreiras sanitárias, dentre outros fatores.

Quadro 5 - Seguro Agrícola Faturamento da Companhia de Seguros Aliança do Brasil Fonte: Adaptado pelo autor a partir de Companhia de Seguros Aliança do Brasil (2011b)

A situação 1 representa diminuição de produtividade de 11,50% (46 sc./ha) e de preço de 8%, resultando em faturamento de R$ 248.400,00 (R$ 1.656,00/ha). Assim, a redução de produtividade e preço na colheita, de 18,6% em relação ao faturamento esperado, não é suficiente para disparar a indenização, o que quer dizer que a perda está dentro da faixa do nível de cobertura, devendo ser suportada pelo segurado.

Outro cenário possível, retratado na situação 2, é de uma redução mais acentuada de produtividade (-35%), considerando o mesmo preço da situação 1. Essas condições determinam faturamento de R$ 183.600,00, valor inferior ao gatilho do faturamento garantido de R$ 213.704,40 na unidade segurada, implicando indenização de R$ 30.104,40, equivalente à diferença desses valores.

Na situação 3, há uma combinação de redução de produtividade (-57,7%) e preço (-38,7%) que determinam faturamento obtido de R$ 79.200,00 na unidade segurada, valor inferior ao faturamento garantido. Desse modo, a indenização calculada é R$ 134.504,40, equivalente a R$ 896,70 por hectare.

Outro cenário possível, descrito na situação 4, retrata uma colheita com a produtividade esperada e preço abaixo do preço-base (-22,3%). Assim, a multiplicação da produtividade obtida de 52 sc./ha, pela área segurada e preço de colheita com deságio de R$ 30,40/sc. resulta no faturamento obtido de R$ 237.120,00, valor superior ao garantido. Portanto, a redução de preços de 22,3% não foi suficiente para implicar pagamento de indenização, dado o nível de cobertura de receita de 70%.

Essas situações ilustram adequadamente o funcionamento do seguro de faturamento agrícola da Aliança do Brasil. Outro aspecto desse produto que merece destaque

Na contratação (Plantio) Por hectare Por unidade segurada

Área segurada (ha) 150

Produtividade esperada 52 52

Preço Futuro médio em US$/sc. Cotação BM&F Bovespa 25,75 25,75

Preço Futuro médio em R$/sc. Câmbio R$/US$ = 1,90 48,92 48,92

Preço-base (80%) 80% do Preço Futuro 39,14 39,14

Faturamento esperado 2.035,28 305.292,00

Nível de cobertura 70% 70%

Faturamento garantido 1.424,70 213.704,40

Na apuração (Colheita) Situação 1 Situação 2 Situação 3 Situação 4

Produtividade obtida 46 34 22 52

Preço colheita (R$/sc.) 45,00 45,00 30,00 38,00

Preço colheita ajustado (80%) 36,00 36,00 24,00 30,40

Faturamento obtido (unid. segurada) 248.400,00 183.600,00 79.200,00 237.120,00

Faturamento garantido 213.704,40 213.704,40 213.704,40 213.704,40

Indenização (unidade segurada) 0,00 30.104,40 134.504,40 0,00

Faturamento obtido (ha) 1.656,00 1.224,00 528,00 1.580,80

é que ele, indiretamente, também apresenta um limite de cobertura para perdas mais elevadas. O produto de seguro da Aliança do Brasil não tem um limite instituído como o seguro de receita agrícola da Swiss Re, em que o Limite Máximo de Indenização (LMI) é igual a 40% da receita esperada. O produto da Aliança do Brasil tem como LMI o faturamento garantido; todavia, a perda de produtividade obtida que integra o cálculo do faturamento garantido é limitada a 20% da produtividade esperada.

No presente caso, diante de uma perda total, por exemplo, a produtividade obtida para fins de indenização não seria zero, mas 20% da produtividade esperada. Indiretamente e considerando que o preço de colheita é igual ao preço base, essa situação implica a existência de um limite à indenização de -20% sobre o faturamento esperado. Entretanto, esse limite é variável, pois, se ocorrer perda total e o preço de colheita reduzir 50%, o faturamento obtido equivalerá a 10% do faturamento esperado.

Portanto, o produto de faturamento da Aliança do Brasil também apresenta um limite de cobertura, mas é variável e inferior ao da Swiss Re. De forma geral e considerando que o preço de colheita seja igual ao preço-base, o seguro de faturamento da Aliança do Brasil cobre até 55% do faturamento esperado, excluindo 25% do nível de cobertura e 20% de produtividade mínima. O seguro de receita da Swiss Re, por outro lado, cobre até 40% da receita esperada (excluindo 30% do nível de cobertura e mais 30% calculado por diferença em relação à trava de 40% da receita esperada).

É importante destacar também que o seguro em questão está alocado no ramo agrícola sem cobertura pelo Fundo de Estabilidade do Seguro Rural – FESR, pois a redução da receita ocasionada por variações de preços não está entre os objetivos passíveis de cobertura pelo FESR, de acordo com as Resoluções CNSP nº 46, de 12 de fevereiro de 2001, e CNSP nº 50, de 03 de setembro de 2001, tendo em vista que esses diplomas legais restringem a modalidade agrícola às indenizações que cobrem exclusivamente as despesas de orçamento de custeio direto de culturas periódicas e o orçamento despesas de anuais de manutenção das culturas permanentes.