3.14. Köy Eğitmen Kursları
3.14.1. Eğitmenlerin Köyde Yaptıkları
O programa inclui os seguros de produção que oferecem cobertura para perdas causadas à produção ou aos ativos produtivos por fenômenos naturais. Este é um programa privado que é coordenado pelas agências administrativas do Departamento de Agricultura das Províncias.
No âmbito desse programa, os produtores pagam um prêmio para proteger a sua atividade e recebem uma indenização quando sofrerem perdas cobertas pela apólice. Basicamente, os planos de seguro ofertados pelas Províncias são muito semelhantes, cobrindo basicamente perda de produtividade ocasionada por fenômenos climáticos como: seca, excesso de umidade, tromba d’ água, neve, granizo, temperatura excessiva e outros.
Os produtores são incentivados a contratar conjuntamente um plano por meio do AgrInsurance e o AgriStability, pois os programas são complementares, na medida em que o primeiro cobre perdas da produção e o segundo a redução da margem (AAFC, 2011b). A fim de encorajar os produtores e evitar prejuízos àqueles produtores que contratarem os dois programas, o BRM estabeleceu duas medidas:
Ajustamento de prêmios – como as indenizações do AgrInsurance entram na composição da margem anual, os produtores podem receber um pagamento menor pelo AgriStability. Para não haver desvantagem aos produtores contemplados nesse programa, há um ajuste no valor do prêmio, que será devolvido por um cheque ao produtor.
Margens negativas – quando houver pagamentos por margem negativa pelo AgriStability, a participação dos produtores no AgrInsurance é levada em consideração de modo que os pagamentos por margem negativa são reduzidos, compensando as perdas já cobertas por aquele programa de seguro.
Conforme se afirmou, os planos de seguro de produção são administrados pelas agências das Províncias, integradas à Companhia de Serviços Financeiros Agrícolas – AFSC54. Neste trabalho, foram analisados os documentos das principais agências provinciais e não foram encontrados planos de seguro de receita, tal como os existentes nos Estados Unidos. Entretanto, na Província de Alberta foram encontrados produtos diferenciados e flexíveis em relação à cobertura do risco de preço associado à cultura segurada. Diante do exposto, a seguir, são apresentados alguns contratos de seguro agrícola da Província de Alberta.
Inicialmente, destaca-se que os programas ofertados na Província de Alberta são baseados na produção ou na área (AFSC, 2011). Os produtos baseados na produção representam os planos tradicionais de seguro utilizados para culturas anuais. As coberturas e prêmios são individualizados para as propriedades, sendo que os contratos descrevem o valor segurado e o gatilho para a indenização. Os planos baseados na área são ditos não tradicionais, pois são aproximações alternativas ao seguro baseado na produção para produtores de silagem e forragem. Nesse caso, as coberturas são oferecidas com base em outra cultura que serve de parâmetro ou indicador externo, de onde se faz a aproximação para determinar o valor segurado. Nesse modelo, é um evento externo à fazenda segurada que é utilizado como gatilho do seguro.
Ao amparo dos planos de seguro baseados na produção é que se têm dois mecanismos que servem como seguro de preço que, indiretamente, contribuem para tornar a garantia do seguro de produtividade mais próxima de uma garantia de receita. Os mecanismos são o Benefício de Preço Variável – VPB55 e o Endosso de Preço da Primavera (plantio) – SPE56.
O VPB é ofertado no momento da compra do seguro. Ele compensa uma redução de produtividade abaixo do nível de garantia quando o preço do outono (colheita) eleva-se de 10% a 50% acima do preço segurado, ou seja, ao longo do desenvolvimento da cultura. O preço segurado, determinado na primavera ou plantio, é uma previsão para o ano- safra.
Os preços das commodities são analisados individualmente para determinar o percentual de acréscimo, quando existir, e ele deve se situar entre 10% e 50% para disparar o benefício do VPB. Como o acréscimo nos preços só poderá ser calculado no outono, caso os produtores já tenham sido indenizados, uma revisão das indenizações será feita a posteriori e o benefício enviado, quando devido, automaticamente aos produtores (AFSC, 2011).
No Quadro 18 apresenta-se um exemplo que ilustra o funcionamento do mecanismo VPB. O exemplo é de uma lavoura de trigo, na Província de Alberta, com área de 180 acres e produtividade histórica de 35 bushels por acre.
No exemplo, a produtividade obtida é de 20 bushels e a perda estimada indenizável para a área total (810 bushels) ocorre quando a produção estiver abaixo do nível de garantia de 4.410 bushels. Entretanto, com a contratação do VPB e o preço verificado no outono 18% superior ao preço garantido, a indenização a ser paga utilizará o preço do outono de $ 4,85/bushel. Assim, a indenização devida é de $ 3.928,50 pela área total.
O outro mecanismo apresentado, de endosso de preço, pode ser adquirido como uma cobertura adicional (buy-up), por meio de modificação/acréscimo no contrato padrão de seguro. O SPE serve para proteger os produtores do declínio de preços entre o período de plantio (primavera) e período de colheita (outono). A Província de Alberta subvenciona todo custo administrativo do programa e 50% do prêmio, pois não há apoio do Governo Federal ao programa.
O SPE é acionado quando o preço de mercado no outono cai abaixo de 10%, até o limite de 50%, do preço segurado na primavera. Os pagamentos ao amparo do SPE são calculados pela diferença entre preços da primavera (plantio) e outono (colheita), multiplicado
55Do inglês: Variable Price Benefit (VPB). 56Do inglês: Spring Price Endorsement (SPE).
pela área de produção, colhida ou com potencial de colheita, até o limite do nível de cobertura escolhido na apólice.
Quadro 18 - Exemplo de seguro agrícola no âmbito do AgrInsurance, na Província de Alberta Fonte: Adaptado de AFSC (2011)
As situações 2 e 3 ilustram o funcionamento da cobertura SPE. Na situação 2, a produtividade é 30 bushels por acre, acima da garantida, dispensando a indenização. No entanto, o preço de outono do trigo diminui 12% em relação ao preço segurado, disparando a cobertura SPE, até o limite de produtividade/produção garantida. Assim, indenização de $ 2.205,00 é devida pela variação negativa dos preços [(4.410 bu. x (4,10 – 3,60)].
A situação 3 também é semelhante à anterior, mas nesta a produtividade é de apenas 20 bu./acre. Portanto, o segurado faz jus à indenização por perda de produtividade, que é calculada pela diferença entre a produtividade garantida e a obtida. A indenização deste componente é de $ 3.321,00 [810 bu. x 4,10]. Porém, como houve variação negativa dos preços situada entre 10% e 50% do preço segurado, a cobertura SPE é disparada e o segurado recebe também uma indenização adicional de $ 2.205,00 [4.410 x (4,10 – 3,60)]. No total, a indenização é de $ 5.526,00.
Essas coberturas adicionais do seguro de produção não podem ser consideradas como um seguro de receita, pois o disparador (gatilho) não é um nível de receita segurado. Contudo, na medida em que, de forma integrada, o seguro garante cobertura para redução de produtividade e preço, simultaneamente, o efeito é praticamente igual ao dos planos de seguro de receita.
Na contratação (Plantio/Primavera) Por hectare Por unid. segurada Produto
Área (acres) 180
Preço projetado p/ outubro na Bolsa de Minneapolis ($/bu.) 4,15 4,15
Desconto de base ($/bu.) 0,050 0,050
Preço na contratação/primaver proj. p/ outubro ($/bu.) 4,10 4,10
Produtividade histórica bu./acre 35,00 35,00
Nível de cobertura (%) 70% 70%
Produtividade / Produção garantida bu./acre 24,5 4.410
Responsabilidade ou valor da cobertura $ 100,5 18.081,0
Na apuração (Colheita/Outono)
Produtividade obtida (bu./acre) 20 30 20
Produção total obtida (bu./área total) 3.600 5.400 3.600
Perda de produção indenizável (bu./área total) 810 0,00 810,00
Preço no outono ($/bu.) 4,85 (+18%) 3,60 (-12%) 3,60 (-12%)
Indenização ($) 3.928,50 = 810 x 4,85 2.205,00 =4410 x (4,1 - 3,6) 5.526,00
Trigo (2CWRS)
Situação 1 (VPB) Situação 2 (SPE) Situação 3 (SPE)
= 810 x 4,10 + 4410 x (4,1 - 3,6)