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İnsan Kaynakları Yöneticilerinin Belediye Personel Sistemi ve Norm Kadro

BÖLÜM 2: BELEDİYELERDE NORM KADRO SÜRECİ VE YASAL

3.5. İstatistiksel Analiz ve Elde Edilen Bulgular

3.5.3. İnsan Kaynakları Yöneticilerinin Belediye Personel Sistemi ve Norm Kadro

Esta seção tem por objetivo, compor uma breve síntese do histórico do ambiente institucional para os OGMS no Brasil, salientando a influência dos principais grupos de pressão relacionados com a liberação comercial dos OGMs.

Os principais atores envolvidos neste contexto são:

• empresas de biotecnologia, com especial atenção à Monsanto; • Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde

• CTNBio

• IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor • ONGs

• Agricultores

• comunidade científica e seus pares

Desde 1997, a empresa multinacional Monsanto está pleiteando a liberação comercial de sementes transgênicas no Brasil. Utilizada comercialmente desde 1995 nos EUA, as sementes de soja geneticamente modificadas estão sendo cultivadas nos principais países produtores de soja desde então, menos no Brasil.

No Brasil, o ambiente institucional para os OGMs é caracterizado pela alternância de liminares liberando o plantio comercial que, posteriormente, são caçadas por medidas judiciais legitimadas por diferentes grupos de pressão da sociedade.

A CTNBIO – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – é o órgão governamental responsável pela emissão de parecer técnico sobre a liberação comercial de variedades transgênicas. Na composição da CTNBio, representantes dos Ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente dão sustentação às medidas tomadas pela Comissão. No entanto, algumas divergências surgiram na emissão de tais pareceres, o que de certa forma, evidenciou que, nem mesmo as diferentes instâncias do governo tinham um entendimento comum sobre o assunto.

A necessidade de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) para liberação de plantio comercial, postura defendida pelo Ministério do Meio Ambiente, esbarra em fatores técnicos de difícil mensuração, tais como: a) a ausência de parâmetros para a realização do EIA-RIMA,

visto que estes são instrumentos baseado em índices comparativos; b) questões relacionadas com a estrutura de fiscalização e controle de áreas de plantio e c) valoração e responsabilidade dos danos ambientais, caso estes venham a ocorrer.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é quem estabelece as políticas a serem seguidas pelo Ministério do Meio Ambiente e está acima da figura pública do Ministro do Meio Ambiente cabendo ao Ministério do Meio Ambiente executá-las. As decisões do CONAMA estão apoiadas em dois instrumentos legais: o Tratado do Meio Ambiente (ECO 92), do qual o Brasil é signatário, o Artigo 225 da Constituição Federal e a Lei de Biossegurança (Lei no. 8.974/95).

Embora a rotulagem de OGMs tenha sido aprovada recentemente, não existe ainda uma normatização com respeito à forma em que se dará a segregação e a fiscalização de alimentos geneticamente modificados, no caso de sua eventual liberação em definitivo. Para fins de aplicação, a normatização aprovada vigora para produtos importados ou grãos em regime de draw-back, não estando portanto, liberado o plantio comercial de sementes transgênicas.

Do mesmo modo, ainda não está definido como o Governo Federal realizará o processo de fiscalização da produção segregada, visto que até o momento, apenas 5% dos experimentos com OGMs foram fiscalizados.

Portanto, o registro provisório de proteção de cultivar concedido pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares do Ministério da Agricultura não é instrumento legal para as empresas de biotecnologia comercializar sementes geneticamente modificadas.

As autoridades governamentais não estão exigindo ensaios prévios rigorosos antes de autorizar tais alimentos, o que faz com que boa parte dos riscos inesperados à saúde – principalmente de médio e longo prazo – permaneçam imprevisíveis, o que em alguns países se agrava pelo fato de não existir sequer a obrigatoriedade de informação nos rótulos desses produtos.

A avaliação feita até agora está sustentada no conceito da equivalência substancial, contestado por deficiências em relação à avaliação de risco desses produtos. A avaliação a partir de equivalência substancial é considerada uma metodologia inadequada cientificamente ou “pseudocientífica”, pois preconiza um

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número limitado de ensaios para a determinação da composição e do potencial toxicológico dos alimentos transgênicos.

Neste sentido, a adoção do “princípio da precaução” tem sido utilizado como modelo de avaliação de alimentos produzidos a partir de biotecnologia.

Ao analisar o conjunto de questões formuladas na Instrução Normativa nº 3 da CTNBio, para a avaliação de alimentos, constata-se que as mesmas são genéricas, deixando para as empresas a decisão de que informações devem ou não ser fornecidas. Na verdade, constituem-se em um rol incompleto de quesitos, insuficientes para atender a uma verdadeira Análise de Risco, como previsto, por exemplo, pelo Codex Alimentarius e regulamentos nacionais já em vigor, como a Resolução 17/2000 da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde.

O próprio Ministério da Agricultura, por meio da Embrapa, tem apresentado um esquema de avaliação de risco que, segundo os seus técnicos, pretende implantar para os produtos que pesquisa, muito mais completo que o da “Equivalência Substancial”.

A respeito do gerenciamento dos riscos advindos dos alimentos transgênicos, não houve por parte da CTNBio, na referida Instrução Normativa 3, a preocupação em exigir das empresas que apresentassem quais as medidas que adotariam para rastrear os alimentos e ingredientes transgênicos e seus derivados e como iriam recolhê-los na ocorrência de danos à saúde dos consumidores. Neste ponto, percebe-se, também, a parcialidade da Comissão em atender aos interesses das empresas em não exigir a rotulagem dos alimentos geneticamente modificados, impedindo a sua rastreabilidade, contrariando, além do Código de Defesa do Consumidor, aspectos importantes na regulação de produtos de interesse à saúde.

O Parlamento Europeu, em fevereiro de 2000, aprovou regras mais rigorosas para o controle dos transgênicos, que, entre outros aspectos, deverão exigir a rotulagem inequívoca e a rastreabilidade para os organismos geneticamente modificados e seus derivados. Para 6 países do bloco – Dinamarca, França, Grécia, Itália, Áustria e Luxemburgo – nenhuma nova aprovação deverá acontecer até que

detalhes da rastreabilidade e rotulagem estejam resolvidos, devendo também estar definido um regime de responsabilidade ambiental.

Nos Estados Unidos, país que iniciou a prática da "desregulamentação" desses produtos, e que influenciou processos idênticos em vários países, surgem mais recentemente uma série de questionamentos sobre a segurança dos transgênicos por parte de consumidores e cientistas. O FDA – Food and Drugs Administration e a EPA – Environmental Protection Agency estão enfrentando ações judiciais que questionam as autorizações realizadas.

Deste modo, pode-se constatar que a controvérsia que envolve os alimentos geneticamente modificados não está relacionada somente ao fato de a sociedade ter uma imagem distorcida ou percepção equivocada sobre o assunto. A causa da controvérsia está na forma como os governos estão autorizando esses produtos, sem a devida avaliação de riscos e sem respeitar o direito de escolha e informação do consumidor. Este é o cerne da questão. Após o estabelecimento de regras satisfatórias para a avaliação dos riscos e informação, um segundo momento de questionamentos deverá surgir com o intuito de discutir os impactos sociais e econômicos decorrente desta inovação tecnológica nas cadeias agroalimentares.

Pelo quadro exposto acima, um consenso entre os diferentes grupos de pressão da sociedade ainda é algo prematuro, principalmente, ao que diz respeito aos riscos ambientais e ao consumo humano e animal de tais alimentos.

Os esforços da ciência têm sido no sentido de responder, ou ao menos, clarear tais indagações. Entretanto, este é um processo complexo e inesgotável em si.

Enquanto tais respostas não são plausíveis, a necessidade de processos de rastreabilidade e certificação está ganhando espaço frente a este cenário. Portanto, espera-se que a adoção de tais mecanismos venha a se constituir em um elemento relevante para o contexto das cadeias agroindustriais, seja por uma exigência dos consumidores, seja pela busca de competitividade no agronegócio.

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