BÖLÜM 2: BELEDİYELERDE NORM KADRO SÜRECİ VE YASAL
2.4. Norm Kadro Süreci
2.4.2. İş Analizi
2.4.2.2. İş Analizinde Kullanılan Yöntemler
A capacidade adaptativa tem influência no desempenho das organizações, na medida em que oscilações no ambiente não previstas pelos agentes, podem provocar mudanças nas transações existentes, revisão de contratos e até modificação da forma organizacional, implicando custos de transação advindos da necessidade de mudanças adaptativas (WILLIAMSON, 1996).
No entanto, em situações de contingências imprevistas, surgem oportunidades de lucro àqueles que de forma mais rápida e eficiente se adaptarem às mudanças, pois em situações em que o mercado não atingiu seu ponto de equilíbrio, as oportunidades de lucro são maiores.
Contextualizando, as firmas que já imprimem maior controle sobre a originação de grãos, inclusive impondo padrões de qualidade aos seus fornecedores de suprimentos, em tese, terão maior capacidade em responder e estimular o aumento da demanda por grãos identificados geneticamente, possibilitando menores custos de transação e maiores oportunidades de lucro. Nesse sentido, se for instituído um aparato legal que exija a plena identificação de alimentos produzidos a partir de sementes geneticamente modificadas, os custos de adaptação ao novo ambiente institucional não serão desprezíveis, seja pela necessidade de adequação de estruturas produtivas, seja pela morosidade em atender as mudanças do novo ambiente.
Do mesmo modo que a capacidade adaptativa dos agentes à mudanças externas pode variar, os custos de transação também podem ser maiores ou menores, em função das características intrínsecas a determinada transação. Tais características foram observadas por WILLIAMSON (1985), que as identificou no processo de troca em três dimensões principais – freqüência, incerteza e especificidade de ativos. O enquadramento do processo de troca, com base nestas três dimensões, permite estimar os custos em realizar determinada transação e prever arranjos institucionais que melhor atendam as necessidades dos agentes que se transacionam.
A dimensão freqüência pode ser entendida como uma medida de recorrência das transações, ou seja, a periodicidade na qual as transações são efetivadas. Quanto maior a freqüência, menor será o custo associado à coleta de informações e à elaboração de um contrato que atenda a todas as demandas dos agentes envolvidos na
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transação. Transações onde se observa elevada freqüência podem implicar restrições ao comportamento oportunista dos agentes, visto que não há estímulos a imposição de perdas aos parceiros, pois uma atitude oportunista poderia implicar em interrupção da transação e, conseqüente, perda dos ganhos futuros advindos da relação comercial estabelecida.
A repetição de uma mesma espécie de transação é um dos elementos relevantes para a escolha do mecanismo de governança adequado a essa transação. Como as transações são recorrentes, pode ser economicamente viável a construção de mecanismos de governança. A repetição das transações possibilita que as partes adquiram conhecimento uma das outras, reduzindo a incerteza através da construção de reputação de marca ou dos agentes que transacionam entre si, garantindo a continuidade da relação.
Sendo assim, transações recorrentes têm a capacidade de desenvolver reputação e limitar o interesse dos agentes em agir de maneira oportuna a obter ganhos unilaterais de curto prazo.
A dimensão incerteza é uma característica do ambiente institucional, sendo que seu principal papel é ampliar o espaço para renegociação de contratos, visto que alterações no ambiente institucional não previstas anteriormente – além de ressaltar um problema de racionalidade limitada dos agentes em prever contingências futuras – podem ocasionar perdas decorrentes do comportamento oportunista por uma das partes envolvidas na transação.
De acordo com AZEVEDO (1996, p.59), "o papel da incerteza na ECT é de revelar os limites da racionalidade e, portanto, evidenciar a incompletude dos contratos".
No entanto, o principal aspecto de incerteza no contexto dos OGMs refere-se à indefinição do ambiente institucional, seja para a rotulagem de alimentos, seja para a composição de critérios técnicos destinados ao monitoramento de riscos à saúde humana, animal e ao meio ambiente.
Por último, a dimensão representada por especificidade dos ativos envolvidos na transação é a variável-chave do modelo proposto por WILLIAMSON (1985).
Ativos são considerados específicos à determinada transação se o retorno associado a eles depende da continuidade de uma transação específica, não podendo ser reempregáveis, a não ser com perdas de valor (WILLIAMSON, 1996). Isto equivale a dizer que, quanto maior a especificidade dos ativos necessários, maiores os custos de transação.
No cenário dos OGMs, em um primeiro momento, a principal especificidade de ativos constatada é a semente – uma especificidade física.
A demanda por ativos dedicados também é uma forma de especificidade, pois, para que a informação de procedência genética seja mantida ao longo da cadeia produtiva é necessário segregar grãos GM dos grãos cultivados através de sementes obtidas por melhoramento convencional.
Em seu trabalho, WILLIAMSON (1991, p.281), distingue seis tipos de especificidade de ativos: a) especificidade locacional – onde a localização próxima de firmas de uma mesma cadeia produtiva reduz custos logísticos e possibilita retornos específicos a essas unidades produtivas; b) especificidade de ativos físicos; c) especificidade de ativos humanos, ou seja, toda a forma de capital humano específico empregado a uma determinada firma; d) ativos dedicados – relativos a um montante de investimento cujo retorno depende da transação com um agente particular e, portanto, relevante individualmente; e) especificidade de marca, que se refere ao capital – nem físico nem humano – que se materializa na marca de uma empresa; e f) especificidade temporal, onde o valor de uma transação depende sobretudo do tempo em que ela se processa, sendo especialmente relevante no caso de negociação de produtos perecíveis.
Como ressalta AZEVEDO (2000) "(...) quanto maior a especificidade dos ativos, maior a perda associada a uma ação oportunista por parte de outro agente. Conseqüentemente, maiores serão os custos de transação". WILLIAMSON (1985) salienta que as estruturas de governança – mercado, forma híbrida e hierarquia – exercem uma ordem crescente de controle, começando pelo mercado spot, passando por contratos de longo prazo e terminando na integração vertical, onde uma única firma controla internamente todas as transações em questão.
Entretanto, existe um trade-off nesta ordem crescente de controle, ou seja, à medida que se busca maior controle sobre a transação, perde-se em capacidade de resposta a estímulos externos (AZEVEDO, 2000).
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A especificidade de ativos é a dimensão da transação que mais pode influenciar os custos de transação e, conseqüentemente, a escolha da estrutura de governança mais adequada. Se a especificidade de ativos for nula, os custos de transação serão negligenciáveis, minimizando a necessidade de controle sobre a transação. Nessas circunstâncias, a forma organizacional mais eficiente seria o mercado. Porém, se houver elevada especificidade de ativos para o estabelecimento da transação, os custos associados ao rompimento contratual também serão altos. Sendo assim, em detrimento de estímulos externos, um maior controle sobre as transações é requerido e a forma organizacional mais apropriada, nestes casos, é a estrutura hierárquica.
De forma bastante resumida, de acordo com as dimensões da transação: a) especificidade de ativos, b) freqüência e c) incerteza do ambiente institucional para os OGMs, as firmas irão procurar estabelecer arranjos que melhor atendam suas necessidades de atenuar os problemas de custos transacionais.
Devido, principalmente, à incerteza do ambiente, todas três estruturas de governança – mercado, porém com certificação externa, SAGs estritamente coordenados e integração vertical – podem solucionar o problema de informação sobre a procedência genética dos grãos. Entretanto, o que fará de uma estrutura de governança uma alternativa superior à outra são as dimensões presentes em cada transação específica, onde a opção por determinado arranjo contratual será com base na eficiência em reduzir custos de transação, levantamento de demais custos envolvidos e avaliação do investimento.