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A. İdari Para Cezası

2. İdari Para Cezasına İtiraz

O Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor (DPDC), antes ligado à Secretaria de Direito Econômico (SDE)326, e com funções iniciais de

coordenar a política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), foi sucedido pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (SENACON) do Ministério da Justiça (MJ), sendo agora um órgão de apoio subordinado à esta.

A sucessão do DPDC pela SENACON pode ser considerada como uma espécie de evolução institucional do tema da proteção do consumidor no âmbito da Administração Federal, dada a posição e representatividade do Poder Executivo.

A missão atual do DPDC, portanto, de acordo com o Decreto 7.738/12, é de apoiar a SENACON no cumprimento das competências estabelecidas no artigo 106 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

No tocante à reestruturação gerencial, com a concepção da SENACON, o DPDC passou a exercer um papel estratégico do ponto de vista técnico no âmbito da Política Nacional de Relações de Consumo (PNRC), organizando-se em três coordenações-gerais com atribuições de extrema relevância para a proteção dos consumidores, previstas no Regimento Interno da SENACON: (i) Coordenação-Geral de Estudos e Monitoramento de Mercado; (ii) Coordenação-Geral de Consultoria Técnica e Processos Administrativos e (iii) Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor.

A estrutura regimental e o quadro demonstrativo dos cargos em comissão e das funções gratificadas do DPDC junto ao Ministério da Justiça encontram-se disciplinada no Decreto 8.031/13.

Leonardo Bessa, Walter Moura e Juliana Pereira, discorrem de maneira clara, as atividades realizadas pelo DPDC:

326 A Secretaria de Direito Econômico, órgão anteriormente composto pelo Departamento de Proteção

e Defesa Econômica (DPDE) e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) tiveram recentemente as suas estruturas internas alteradas. O Departamento de Proteção e Defesa Econômica, por intermédio da Lei nº 12.529/2011, passou a integrar a nova Autarquia, denominada Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), tendo, por sua vez, o Departamento de Proteção e Defesa Consumidor, passado a integrar a recém-criada Secretaria Nacional do Consumidor, permanecendo nos quadros do Ministério da Justiça. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) foi instituída pelo Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012, com atribuições estabelecidas no art. 106 do Código de Defesa do Consumidor e no art. 3º do Decreto nº 2.181/97.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria Nacional do Consumidor é o órgão que auxilia a SENACON na execução da Política Nacional das Relações de Consumo. Para tanto, monitora o mercado de consumo e realiza diálogos setoriais com fornecedores, atua na cooperação técnica com órgãos e agências reguladoras, exerce a advocacia do consumidor, por meio do acompanhamento, análise e manifestação acerca de propostas normativas com impacto para o consumidor, promove ações voltadas à saúde e à segurança do consumidor, presta orientação permanente aos membros do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, atua na prevenção e repressão de práticas infrativas aos direitos dos consumidores, em questões que tenham repercussão nacional e interesse geral327.

Tem o objetivo de implementar o trabalho de integração entre os órgãos de defesa do consumidor, realizando importantes seminários e encontros nacionais, onde são discutidos temas diversos para se obter soluções harmônicas e consensuais, juntamente com órgãos federais e agências reguladoras como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), para a formação de um entendimento comum, bem como promover a confecção de exemplares do CDC e cartilhas esclarecedoras dos direitos dos consumidores, para dar efetividade ao tema educação para o consumo.

O DPDC também fiscaliza as práticas comerciais, cumprindo-lhe, se apuradas irregularidades, aplicar as sanções administrativas contidas no CDC. Outra importante atividade do DPDC é a elaboração de Notas Técnicas328 para subsidiar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor em temas controversos, objetivando o direcionamento e pacificação de entendimentos, com a formatação do entendimento do órgão federal.

Do ponto de vista exógeno há também a missão de construir e articular com os demais órgãos da América Latina e de todo o mundo políticas públicas que promovam o interesse e o direito dos consumidores Brasileiros. Um exemplo é a representação do Brasil pelo DPDC no Comitê Técnico nº 7 (CT-7) do MERCOSUL , o qual foi criado em 1995 para dar sentido de maior proteção ao consumidor no âmbito do bloco.

327 BESSA, Leonardo Roscoe; MOURA, Walter José Faiad de; SILVA, Juliana Pereira da (coord.).

Manual de direito do consumidor. Ob. cit., p. 31.

328 As Notas Técnicas podem ser consultadas no site do Ministério da Justiça. Disponível em:

Por oportuno, anterior a existência do DPDC havia, no âmbito da administração Pública Federal, o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor (CNDC), criado pelo Decreto 91.469/85, posteriormente alterado pelos Decretos Federais nº 92.396/86 e 94.508/87, com sede em Brasília, órgão colegiado, que possuía, entre outras atribuições, a de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional de defesa do consumidor, e cuja maior contribuição foi a elaboração do anteprojeto do CDC329, através de comissão especial por ele designada330.

Na opinião de Daniel Fink a estrutura administrativa anterior ao DPDC era mais assertiva, quando o CNDC coordenava o sistema, nos termos abaixo:

A reunião de entidades e órgãos de tendências e objetivos diversos em um conselho propiciava que a coordenação da Politica Nacional de Relações de Consumo fosse muito mais madura e factível. O universo eclético de um conselho com representação paritária de órgãos públicos federais e estaduais que exercem direta ou indiretamente a defesa do consumidor, somado à participação também paritária de entidades civis de consumidores empresariais, favoreceria o surgimento de diretrizes capazes de serem implementadas na pratica, com vantagens para os fornecedores e consumidores331.

Em que pese opiniões diversas quanto à extinção do CNDC ou a criação do SNDC, fato é que pelos anos de existência do DPDC como órgão responsável pela coordenação do SNDC, o mesmo, dado as inúmeras dificuldades continentais, estruturais e políticas advindas do Brasil, tentou cumprir sua missão quanto a promoção, proteção e defesa do consumidor, através da coordenação, articulação e implementação da Política Nacional das Relações de Consumo, conseguindo registrar sua marca e de seus dirigentes, através de seu grande feito, qual seja a criação e implementação do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SINDEC) que foi o primeiro grande passo para a unificação e harmonização de procedimentos dos órgãos de defesa do consumidor, o qual será tratado oportunamente.

329 BENJAMIN, Antônio Herman V.; MARQUES, Cláudia Lima; BESSA, Leonardo Roscoe.

Manual de direito do consumidor. Ob. cit., p. 424.

330 Membros da comissão do CNDC: Ada Pellegrini Grinover (coordenadora), José Geraldo Brito

Filomento (coordenador-adjunto), Kazuo Watanabe, Zelmo Denari e Daniel Roberto Fink. Assessores: Antonio Herman Benjamim, Eliana Cáceres, Marcelo Gomes Sodré, Mariangela Sarrubbo, Nelson Nery Jr., e Regis Rodrigues Bonvicino. Colaboradores: Marco Antonio Zanellato, Roberto Durço, Walter Antônio Dias Duarte, Renato Martins Costa. Conforme publicação do D.O.U de 01.01.1989. p. 241 e seguintes.

331 GRINOVER, Ada Pelegrini

et al. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor comentado pelos autores do anteprojeto. Ob. cit., p. 975.