C. Bir yıllık Bekleme Süresi
2. Fiilen Çalışılan Süreler
O ensino normal paulista data de 1846, quando foi instalada a primeira Escola Normal paulista, localizada em um edifício pertencente a catedral da Sé. Nessa época, era um curso de dois anos, destinado exclusivamente a homens e o único mestre foi o bacharel em direito Manoel José Chaves, que esteve à frente da escola durante 20 anos. (Rodrigues, 1930b)
Em 1866 essa escola foi fechada. Somente onze anos depois, em 1875, foi instalada a segunda Escola Normal de São Paulo, localizada no edifício da Faculdade de Direito. Assim como a antecessora continuava sendo uma escola só para homens, com curso de dois anos. Nesse período havia duas cadeiras, uma regida por Paulo Antonio do Vale e a outra regida pelo Dr. Américo Ferreira de Abreu. Em 1876, a Escola Normal passou a ter duas seções, quando foi acrescida a seção feminina, instalada no Seminário da Glória. Em 1878, apesar de ter formado 44 professores, a escola fechou por falta de verbas. (Rodrigues, 1930b)
Em 2 de agosto de 1880, foi inaugurada a terceira Escola Normal da capital, localizada à rua do Tesouro, no edifício do Tesouro Provincial, onde permaneceu até 1881, quando foi transferida para a rua Boa Morte, nº 39. Apresentava uma composição mais complexa, dirigida por um diretor subordinado diretamente ao Presidente da Província, possuía cinco cadeiras distribuídas em três anos de curso. Nesse período as aulas passaram a ser mistas. (Rodrigues, 1930b)
Imediatamente, após a Proclamação da República, e durante a administração de Caetano de Campos, a Escola Normal foi reformulada pelo Decreto nº 27, 12 de março de 1890.
Nesse período, foi criada, como anexo da escola normal, a escola-modelo, destinada à prática do ensino para os alunos do 3º ano da Escola Normal. Preconizada por Caetano de Campos, era mais do que uma simples escola de prática de ensino, pois deveria ser a instituição modelar, o paradigma de escola primária. (Souza, 1998) A partir do regimento de 1894, os grupos escolares foram obrigados a adotar o tipo de organização e método de ensino das escolas-modelo. Em 1893, com a entrada em vigor do regulamento da instrução pública, a Escola Normal sofreu uma nova reforma. Por esse regulamento:
Artigo 260. O Estado de S. Paulo manterá quatro escolas normais de ensino secundário profissional, uma das quais terá sua sede na capital e as outras em cidades que o governo designar, com previa audiência do Conselho Superior. Artigo 261. Esses estabelecimentos terão por fim ministrar a educação teórica e pratica, necessária àqueles que se destinarem à carreira do magistério primário como professores preliminares, complementares ou adjuntos destes.
Com a inauguração do edifício da Praça da República, em 02 de agosto de 1894, a Escola Normal de São Paulo passou a possuir duas escolas-modelo: uma com sede na Praça da República, sob a direção de miss Márcia Browne e outra, que funcionava na Rua do Carmo, dirigida pelo professor Oscar Thompson. As escolas-modelo faziam parte da Escola Normal. Também anexo à Escola Normal, pelo Decreto nº 342 de 3 de março de 1896, foi instituído um jardim da infância, que passou a atender crianças de três a sete anos de idade. (Rodrigues, 1930b)
Vale ressaltar que, além da Escola Normal da capital, a formação de professores, durante as primeiras década de República ocorria nas escolas complementares.
O ensino complementar instituído pela Lei n. º 88, de 8 de setembro de 1892, teria como objetivo a complementação dos estudos preliminares37. O curso complementar foi descaracterizado, em 31 de dezembro de 1894, quando pelo Decreto n. º 275, de foi criada a escola complementar-modelo, na capital, destinada aos
37 De acordo com a legislação instituída em 1892/1893, o curso complementar foi idealizado para os alunos habilitados no curso preliminar e era ministrado em escolas complementares, com duração de quatro anos. Tratava-se de uma instrução intermediária entre o curso preliminar e o secundário, tendo a finalidade de preparar homens úteis, com formação geral aplicada à indústria, às artes e às ciências. ( Souza, 1998)
exercícios práticos do ensino. Essa escola, de início, foi formada por duas classes, uma para cada sexo, instaladas constituindo o 5º ano de escola-modelo, já em funcionamento desde 1890, anexa à Escola Normal da Capital. E, com o passar do tempo, o curso complementar foi transformado em escola de formação de professores preliminares. (Souza, 1998)
Para Souza (1998), essas escolas eram, de fato, as responsáveis pela formação do magistério primário paulista. Ainda segundo essa autora, a Lei n. º 374, de 3 de setembro de 1895, foi determinante para o futuro dessa modalidade de ensino, pois modificou os objetivos, originalmente propostos, dando-lhe um caráter profissional. Estabeleceu-se ainda, que os alunos que concluíssem o curso complementar e tivessem um ano de prática de ensino, cursado na escola-modelo, poderiam ser nomeados professores preliminares com as mesmas vantagens concedidas aos diplomados pela Escola Normal da capital.
Mas, em 1911, por meio do Decreto n. º 2025, a escola complementar foi totalmente reformulada e adaptada ao objetivo de formar o professor normalista primário. A partir de então, teve a denominação alterada de escola complementar para escola normal primária38.
Dessa forma, em 1911, o ensino normal do Estado de São Paulo passou a ser composto por escolas normais secundárias e primárias. O aumento do número de escolas normais estaduais teria contribuído decisivamente para resolver, sob o ponto de vista quantitativo, o problema da habilitação dos mestres para as escolas públicas. (Antunha, 1967)
Em 1919, o Estado de São Paulo mantinha escolas normais primárias nas cidades de: Campinas, Piracicaba, Pirassununga, Botucatu, Guaratinguetá, Casa Branca e duas em São Paulo, uma no Brás e outra anexa à Escola Normal Secundária da capital; e as normais secundárias; da capital, de Itapetininga e de São Carlos. (Anuário do Ensino do Estado de São Paulo, 1919).
38 Para efeito deste trabalho, as informações e dados numéricos referentes às escolas complementares são entendidos como escolas normais.
Analisado o quadro do ensino normal paulista de 1910 a 1919, pode-se passar ao ensino superior.