BÖLÜM 2: İ‘RÂB İLMİ VE İ‘RÂBÜ'L-KUR’ÂN
2.2. İ‘râbın İlişkili Olduğu Temel Dil İlimleri
2.2.2. İ‘râbın Nahiv İlmi ile İlişkisi
2.2.2.2. İ‘râb Vecihlerinin Artmasında Nahvin Yeri:
Procurando deixar de lado a idéia de que tudo pode ser visto como uma rede, fecha-se o leque de opções para uma rede de recursos de poder. Dessa forma, começa-se a ter um objeto bem definido e diferente do que se vinha estudando com a idéia de cadeias e complexos de encadeamentos produtivos.3
Para dar conta da noção de complementaridade dinâmica, ou seja, de que as decisões de investimento e de inovações tecnológicas em determinado setor, empresa ou país podem depender de investimentos em outros setores, empresas ou países, torna- se necessário um arcabouço mais abrangente do que o de cadeias ou complexos agroindustriais.
Para compreender a dinâmica das forças sociais envolvidas neste processo e a complexidade das relações estruturais é necessário englobar fatores tais como a dominação e a preservação do poder, a representação dos interesses públicos e privados, a exclusão de interesses setoriais na realização de políticas públicas, o rompimento e a mudança do padrão de regulação, entre outros. (PAULILLO, 2000)
A complementaridade dinâmica traz a questão da interdependência entre os atores, já que suas ações produzem efeitos nos demais segmentos e atores da cadeia, por isso pode-se concluir que sob esta perspectiva as ações individuais e coletivas são muito mais voltadas à busca por recursos de poder do que a ganhos exclusivos de
3 Segundo essas abordagens, a formação da estrutura de oportunidades dos atores de uma cadeia produtiva é
conseqüência das relações de compra e venda de um produto (matéria-prima, acabado, semi-elaborado etc.) e as decisões estratégicas voltam-se para os mecanismos de formação de preços e de coordenação das transações desses mercados. A busca pela redução dos custos de produção e de transação seria o objetivo principal dos agentes. Para Morvan (1988) citado por Paulillo (2002) essa abordagem considera basicamente três aspectos principais: a) uma sucessão de operações de transformação dissociáveis, capazes de ser separadas e ligadas entre si por um encadeamento técnico; b) um conjunto de relações comerciais e financeiras que estabelece um fluxo de troca entre fornecedores e clientes entre todos os estados de transformação situados de montante à jusante na cadeia; e c) um conjunto de ações econômicas que preside a valoração dos meios de produção e assegura a articulação das operações.
mercado. Os recursos de poder permitem o domínio do encadeamento concedendo a capacidade de dominação a um ou mais agentes. Por isso sugere-se tratar os complexos agroindustriais como redes de recursos de poder, abarcando questões da complementaridade dinâmica e das relações público-privado.
Para estudar uma rede de recursos de poder é necessário envolver conceitos que definam os tipos de recursos que existem e como se pode articulá-los convenientemente.
Conforme observa BENSON (1982) citado por DAUGBJERG (1997) a principal característica de uma rede de poder e um dos critérios para delimitação da mesma é a interdependência de recursos entre seus membros. Seguindo esta idéia e procurando uma forma de análise prática e o mais ampla possível, PAULILLO (2000) classifica os recursos de poder em constitucionais, financeiros, organizacionais, políticos, tecnológicos e jurídicos. A TABELA 1.1 apresenta a descrição de cada um dos recursos de poder propostos pelo referido autor.
TABELA 1.1- Tipos de recursos de poder.
Recursos de Poder Descrição
Constitucionais Regras e normas legitimadas.
Políticos Status público atribuído pelo Estado, poder de representação de um
ator coletivo, poder de aglutinação de um ator coletivo.
Financeiros Financiamento adequado, incentivo fiscal modificado ou concedido, subsídio modificado ou concedido, comissões sobre escala de produção, cotas promocionais etc.
Tecnológicos Conhecimento adquirido, tecnologias gerencial e da informação transferidas, processos e matérias-primas específicas etc.
Organizacionais Infra-estrutura institucional (institutos de pesquisas, centros de treinamento, agências de marketing etc.), informações
compartilhadas e propagadas, parcerias, consórcios, informações ocultadas, proximidade de fornecedores, terceirização, sub- contratação, utilização da marca etc.
Jurídicos Direitos de propriedade intelectual, recursos sobre anti-dumping, ajuizamento de ações etc.
Fonte: PAULILLO (2002).
Assim como sugere DAUGBJERG (1997) de que o conceito de redes de poder é especialmente interessante para entender as relações de interesse governamental, PAULILLO (2000) vê o estudo das políticas públicas como um dos
principais alvos da abordagem de redes. Observa também que o movimento preponderante para uma análise da concorrência ou da efetivação de políticas públicas em setores ou encadeamentos econômicos é articular o fluxo tecnológico e produtivo com o fluxo de recursos de poder.4
A interação estratégica entre os membros de uma rede geralmente é desigual porque os recursos de poder (constitucionais, jurídicos, econômicos, políticos, organizacionais ou tecnológicos) estão distribuídos de forma desequilibrada, bem como a possibilidade de representação de interesses.
Neste sentido a abordagem de redes permite que se identifique quais os recursos críticos para determinados membros e quais significam uma vantagem comparativa para outros, o que alguns autores chamam respectivamente de diferenças e dominâncias. Uma das oportunidades geradas é a de proposição ou avaliação de políticas públicas que visem, por exemplo, a inclusão de atores desfavorecidos e maior estabilidade para a rede como um todo.
Entrando na discussão da reestruturação agroindustrial global que acompanha o processo de globalização dos capitais de modo geral, PAULILLO (2000) acrescenta que as redes podem ser territoriais. Neste caso o global e o local se complementam e geram possibilidades para a formação de novas estruturas de oportunidades territoriais. O espaço global com seus circuitos espaciais de produção é chamado de fluxo, assim como o circuito regional é chamado de fixo.
As chamadas grandes redes agroindustriais do estado de São Paulo seriam bons exemplos de fluxos que atravessam diversas localidades causando impactos diferenciados em cada uma. Alguns exemplos são as redes láctea, citrícola e canavieira. As diferentes localidades regionais com suas atividades locais, seus recursos naturais, sua cultura e história peculiares representam os fixos que podem se articular com os possíveis fluxos que por ali atravessem, gerando novas oportunidades ou até mesmo reagir aos mesmos numa disputa por sobrevivência.
Ao ressaltar a importância dos recursos políticos como sendo uma das maiores contribuições da abordagem de redes, PAULILLO (2000) trata do poder de
4 Essa variável explicativa chamada poder deve ser vista como algo relativo à vida do homem em sociedade, ou seja, o poder só existe quando alguém se dispõe a submeter-se a ele por alguma razão.
representação de interesses que passa pela legitimidade dada pelo Estado e pela reputação adquirida frente aos demais integrantes da rede.5
Ainda dentro dos recursos políticos o poder de aglutinação de um ator coletivo é dito como um indicador da validade de sua participação nos processos de negociação. Para identificar este recurso leva-se em conta o número de associados frente ao total potencial, a dispersão territorial e de interesses dos membros, sua freqüência em reuniões e o apoio dos integrantes aos acordos firmados. 6
Depois de metodologicamente bem estruturado, PAULILLO (2000) procura estabelecer uma base teórica sólida para o conceito de redes de poder. Apoiando-se na ciência política sob a perspectiva do pluralismo reformado o autor considera as redes operando em um contexto no qual o Estado precisa operar de modo fragmentado em setores, subsetores, etc. Desse modo, os atores privados7 interagem com as agências estatais na busca por recursos e pela representação de interesses.
Por seu bom embasamento teórico e profunda capacidade de análise o conceito de redes de poder parece ser especialmente interessante para o estudo das modernas redes agroindustriais paulistas. (PAULILLO, 2000)