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C. VALİLİĞİN ÇEŞİTLERİ

2. Hulefâ-yi Râşidîn’in Vali Politikası

Tratando-se da relação com as coordenações e professores de sala, os educadores musicais investigados são acompanhados em suas práticas em geral ou em sua adequação ao projeto da escola. Para a professora Luana, a coordenação acompanha de longe, e às vezes não sabe o que ela está realizando em suas turmas, mas, afirma que: “eles sabem assim,

quando, por exemplo, tem um projeto lá na escola, da amizade. Aí eles perguntam sobre o que é que eu tô fazendo sobre aquele projeto, entendeu?” (PROFESSORA LUANA, 2010a). Assim, poucas vezes perguntam a ela sobre sua prática, mas são geralmente informados pelos “câmeras de plantão” (PROFESSORA LUANA, 2010a), outros professores que falam a respeito da prática da professora para a coordenação.

Para o professor Eduardo as coordenações “pedem, assim, que eu trabalhe geralmente

relacionado ao projeto que a escola está trabalhando. O projeto bimestral”, porém “não tem

um acompanhamento com relação aos projetos. [...] Tem um acompanhamento sim, do que eu

estou fazendo. Também não tem aquela coisa de estar olhando o planejamento aula a aula” (PROFESSOR EDUARDO, 2011a). Como ele está na escola uma vez por semana, é nesse dia que conversa com a coordenação sobre sua prática. Ele ressalta ainda sua boa relação com as coordenações e o fato de que o dia da aula de música parece ser um evento que movimenta toda a escola:

Com todas as coordenações que eu trabalho, eu me dou muito bem, assim. Acaba que, a aula de música é uma vez por semana, mas [pausa] não sei,

parece que é um momento feliz ali, para, assim, diferente da rotina ali, deles. E as crianças gostam, né. Tem aquela coisa de brincar na aula. É claro, você viu, não é só brincadeira (PROFESSOR EDUARDO, 2011a).

Pensando na professora de sala, ambos ressaltam a boa relação e o apoio recebido. Eduardo ainda acrescenta que:

Quando eu observo alguma coisa com algum aluno, eu chego para conversar geralmente com a professora da turma. E nas aulas, quando eu preciso de alguma coisa, [...] a professora está sempre me ajudando. Eu

tenho uma boa relação com as professoras. Também quando acontece alguma coisa diferente com algum aluno ou outro, elas vêm me falar. Algumas participam da aula, algumas participam mesmo, cantando junto, tocando junto, outras não, ficam mais... [...] É ótimo quando elas

participam. (PROFESSOR EDUARDO, 2011a).

Outro momento ressaltado pela professora Luana em que se apresenta importante a atuação da professora de sala é no início do ano – o período de adaptação das crianças da educação infantil – e também no auxílio em relação ao espaço para guardar os materiais “por

exemplo, alguns instrumentos ficam na sala delas, no armário delas” (PROFESSORA LUANA, 2010a), aspecto que, apesar de já destacado como elemento que dificulta algumas ações, é uma solução encontrada que minimiza as dificuldades de infra-estrutura.

Professora Luana destaca também a atuação do professor de Educação Física da Escola C em suas aulas dando suporte principalmente em relação aos alunos. De maneira semelhante, o professor Eduardo explica que “geralmente a orientação é que alguém sempre

fique comigo” (PROFESSOR EDUARDO, 2011a), seja a professora de sala ou a professora auxiliar. Contudo, ele explica que “em algumas turmas em algumas escolas, as professoras

saem mesmo da sala e eu fico sozinho com a turma” (PROFESSOR EDUARDO, 2011a). Questionada sobre a relação entre as aulas de música e as demais aulas, professora Luana diz que “geralmente eu faço relação [...] com o trabalho deles. Nunca eles fazem com

o meu. [...] Mas aí eu sempre procuro, às vezes, uma aula ou outra” (PROFESSORA LUANA, 2010a). Essa relação ela tenta estabelecer a partir do projeto escolar, como afirma: “É projeto da escola, [...] eu tento, às vezes associar com as coisas que elas estão fazendo.

Como é educação infantil, geralmente é muito mais a parte de [...] alfabetização [...] Aí já

fica mais fácil acompanhar” (PROFESSORA LUANA, 2010a). É com esse pensamento que geralmente as atividades finais de desenho possuem um espaço para as crianças escreverem o

nome do objeto que estão colorindo, como por exemplo a atividade do Flautista de Hamelin apresentada na FIG. 10:

FIGURA 11: Atividade final mimeografada da professora Luana com o tema Flautista de Hamelin.

Assim, de maneira geral é possível verificar que, dentre a equipe pedagógica, parece existir uma especial parceria entre o professor de sala ou auxiliar, no caso do professor Eduardo, ou entre o professor de educação física, no caso da professora Luana. Fica evidente que os educadores musicais preferem quando ocorre o acompanhamento desses profissionais. Há também uma boa relação dos educadores musicais com as coordenações e professores. Apesar do acompanhamento da coordenação ocorrer de maneira distinta, há sempre uma preocupação em conversar sobre o direcionamento das aulas de música dentro da proposta da escola, respeitando a liberdade do professor estabelecer suas práticas.

Refletindo sobre tal constatação, e lembrando da minha prática quando professora de música do ensino infantil, parece que grande parte dessa “liberdade” metodológica e prática destinada pelas coordenações aos professores de música, pode ocorrer em virtude do desconhecimento sobre a educação musical, seus princípios, práticas, conteúdos, dentre outros aspectos, tendo em vista ser essa uma área bastante distinta dos conteúdos centrais que constituem a base da formação dos pedagogos. Analisando as falas dos professores notei que o acompanhamento se assemelha a uma descrição do que é realizado nas aulas, mas há pouco

feedback pedagógico senão aquele relacionado à vinculação temática da aula de música com o tema da escola. Fazendo relação com a primeira etapa da pesquisa, em que as concepções da

instituição, gestão e pais são apontadas como a segunda maior dificuldade do ensino de música na educação infantil em geral (Ver tópico 3.2.3.2), pode-se dizer que esse distanciamento pedagógico da coordenação com as práticas musicais realizadas pelos professores de música só tende a agravar essa situação. Ainda assim, considerando que a Lei 11.769/08 e o aumento do número de egressos nos cursos de licenciatura em Música ampliarão a participação de educadores musicais na escola de ensino regular, acredito que é um momento de transição e que, a longo prazo, a integração pedagógica da equipe escolar com os educadores musicais será expandida.