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1. SERMAYE Şİ RKETLERİ VE KOOPERATİFLERİN UZLAŞMA YOLU İ LE YENİDEN

1.2. YENİDEN YAPILANDIRMANIN HUKUKİ NİTELİĞİ

1.2.2. Usul Hukuku Bakımından Hukuki Niteliği

Nesta subcategoria estão registrados somente os pontos de insatisfação que foram mencionados pelos entrevistados durante o processo de implantação do

SGI. Não estão incluídos nesta análise outros tipos já mencionados (falta de

conhecimento do projeto e falta de divulgação do que se pretendia com ele).

Os pontos de insatisfação se concentraram nos aspectos estruturais da implantação, como a falta de pessoal de TI, de treinamento, de infraestrutura e equipamentos. Em nenhum momento foram citados pontos de insatisfação com o próprio SGI. Em alguns casos, consideramos como atendidas as expectativas dos setores, em outros parece que a falta de utilização do sistema se deve a limitações das pessoas e que precisavam ter sido trabalhadas.

Sobre o projeto de TI, EG12 alerta sobre falhas no dimensionamento de pessoal para a implantação.

Acho que a equipe de TI teria que ser maior no início, era um profissional para cuidar de tudo e isso é humanamente impossível. A área de TI tem diversas áreas, como redes, Banco de Dados, desenvolvimento e outras, mas não existia ninguém para ajudar no processo. Teria que ter mais pessoal e mais tempo, desse modo o projeto desenvolvido, poderia ter comportado um trabalho anterior à implantação, junto à instituição, mas não tinha como e dentro dessa realidade, foi muito além das expectativas, hoje o hospital poderia fazer uso muito maior do que tem implantado agora.

EG12 fala que atualmente o hospital tem dependência do SGI e, se hoje não houvesse mais o sistema, o número de pessoas para desempenhar as atividades manualmente seria muito maior, demandando enorme esforço adicional para executar o que se realiza com o SGI.

A realidade hoje no hospital não tem como existir sem o SGI, o hospital simplesmente pararia de funcionar, os processos estão voltados para o sistema, ficar um dia sem o sistema já é um caos, o hospital cresceu muito nesses anos e o número de pessoas necessárias para manter os processos funcionando seria muito além do que temos, isso sem dizer no modo que trabalham e que não se adaptariam a essa realidade.

5.3.2.1 Enfermagem

O maior nível de reclamação e insatisfação do setor de Enfermagem foi na falta de infraestrutura do HUOL, que não dispunha de recursos, seja de pessoal de TI ou de hardware para atender todas as demandas necessárias para a implantação. Segundo EE1, faltavam muitas máquinas para a execução das atividades.

O que não avançou foi a instituição não ter acompanhado em todos os serviços ter a tecnologia necessária. Dou um exemplo, nos próprios consultórios, os médicos querem utilizar a máquina e não tem.

Então como você implanta um serviço, exige que se utilize desse serviço, quando você não pode oferecer uma quantidade suficiente para que todos façam uso?

EE1 ainda reclama da falta de acesso de determinados profissionais, como técnicos e auxiliares de enfermagem, ao sistema devido à falta de computadores.

Nem todos têm acesso ao uso, nós da saúde, os pedidos e evolução são feitos pelo enfermeiro, e não pelo técnico ou auxiliar. O uso deles é bem menor devido à própria atividade em si, que não dá liberdade para eles fazerem [...] ele não pode fazer a evolução do paciente, faz a anotação. Existe uma diferença entre anotação e evolução da Enfermagem. Talvez por isso ele não faça tanto uso da máquina, porque a atividade dele não permite, mas que é importante é, porque ele faz anotação eletronicamente.

EG12 tenta explicar o desconhecimento do grupo de Enfermagem quanto às regras e normas rígidas de segurança da informação e legislação que estão intrínsecas no sistema SGI.

O que o corpo de enfermagem não entende é que o sistema tem normas rígidas de segurança e que essas normas obedecem ou a critérios legais ou institucionais. Por exemplo, os pedidos de setores, que são pequenos em relação às prescrições que faziam manualmente antes, tem que ser feitos por responsáveis pelo setor, para que o controle seja efetivo, é uma questão administrativa.

No caso das evoluções, o caso é bem mais sério, porque legalmente apenas enfermeiros devem acompanhar o quadro evolutivo do paciente e, portanto, é responsável legal pela evolução da Enfermagem. O SGI não permite que ninguém que esteja cadastrado com Enfermeiro faça a evolução, nada diferente da prescrição médica, que somente pode ser feita pelos médicos. Alguns enfermeiros se recusam a fazê-lo por não considerar que sua obrigação é apenas assistencial.

Nas funções que são de sua competência, os técnicos estão plenamente habilitados a realizar

EE2 reclama de uma série de fatores, entre eles, a necessidade de treinamento para utilização do SGI e até da falta de pessoal necessário de Enfermagem para desempenhar todas as tarefas do setor.

Espero que coloquem computadores, pontos de rede, impressoras. Treinar pessoas é uma nova história, treinar a Enfermagem também, porque nós é que lidamos com o prontuário, suprir com pessoas para atender melhor o paciente. A direção não tem ideia do que a gente passa aqui nos ambulatórios.

5.3.2.2 Médicos

Na opinião dos médicos, eles estão satisfeitos com o decorrer dos processos de implantação. Acharam que se houvesse uma infraestrutura melhor de internet, de computadores poderia ter sido melhor. Visualizam que hoje está bem melhor que antigamente a questão da infraestrutura. EM4 menciona também que se a TI tivesse tido um investimento maior de recursos financeiros e uma autonomia para tomada de decisões, talvez os resultados tivessem sido melhores. “Se eu fosse um gestor com condições, poderes para tomar decisões em TI, eu daria condições necessárias para que a TI tivesse as condições que ela precisa ter para completar o seu plano de ação dentro da instituição.”

Nas entrevistas realizadas, por mais que o assunto fosse abordado, os entrevistados não elencaram muitos pontos negativos. Esses foram diluídos durante a entrevista e se tornaram insipientes ao longo da entrevista. Foram mencionadas, diversas vezes, a falta de utilização do SGI por alguns setores e a condução do processo de implantação do SGI, que careceu de maior transparência e de tempo.

5.3.2.3 Farmácia

O setor de Farmácia, por estar com praticamente 100% informatizado e fazer uso do sistema em plenitude, parece ter poucas queixas sobre todo o processo. Boa parte dessas reclamações se baseia na interação com outros setores, já que, com o uso do SGI as dependências de informações de outros setores aumentam, exigindo maior agilidade nas informações para continuidade dos processos.

EF7 reclama de um processo importante do SGI, que ainda se encontra pendente de solução; refere-se à implantação do código de barras de medicamentos que, na opinião dele, já deveria ter sido implantado. “Hoje poderíamos estar melhor, pois não estamos ainda trabalhando com código de barras, que é muito importante para o controle de estoque.”

Mas questiona também que o sistema poderia ser melhor utilizado se os treinamentos fossem continuados. “Faltou a disponibilização de um treinamento de forma continuada [...] acho que uma capacitação continuada na área de TI favoreceria, porque às vezes tem tanta coisa no SGI e você só utiliza o básico.” (EF7).

Importante a observação de EF8 de que não bastam os treinamentos na utilização do sistema; é necessário que os profissionais sejam treinados em suas áreas de formação acadêmica.

Ele exemplificou a área médica, na qual os residentes chegam ao hospital sem conhecimento específico de como fazer uma prescrição médica, que deveria ser uma atividade em sala de aula, então não basta treinar como usar o sistema, se ele não sabe sobre a prescrição.

“A metodologia de treinamento dos profissionais não é eficaz, além do treinamento no uso da ferramenta SGI, também é necessário o treinamento assistencial para que se integrem de modo a minimizar erros.” (EF8).