• Sonuç bulunamadı

1. ŞEYH GÂLİB’İN HAYATI, ESERLERİ, EDEBÎ KİŞİLİĞİ

2.5. Hayal ve Rüya

Para guiar esta pesquisa, foram estabelecidas algumas hipóteses que servem como afirmações provisórias e serão verificadas através dos procedimentos de análise – elas são suposições baseadas na intuição que serão submetidas à prova: como se apresenta a relação das artes plásticas com o jornalismo cultural brasileiro atual; em qual formato essa relação se evidência (notícia, ensaio, crítica, etc); e qual a conexão possível dessa configuração e dos conteúdos veiculados com os aspectos característicos da pós-modernidade.

No que diz respeito à referenciação dos índices e a elaboração de indicadores, com a ideia de que “[...] o índice pode ser a menção explícita de um tema numa mensagem” (BARDIN, 2009, p.126), foram estabelecidas as categorias de classificação e agregação.

58 BORGES, Julio Daio. Digestivo Acessos (planilha). [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por

<[email protected]> 21 de abr. 2015.

59 BULA. Mestrado sobre Jornalismo Cultural. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por

Nesse sentido, a codificação diz respeito à unidade de registro, quando ela corresponde ao segmento de conteúdo considerado unidade base – que pode ser palavra ou tema.

No caso deste trabalho, a análise temática foi escolhida com o objetivo de identificar a presença, frequência, intensidade, ordem e co-ocorrência de textos que apresentem tema (principal ou parcial) relacionado às artes plásticas. Para melhor compreensão, sua porcentagem em relação ao todo foi calculada, também para evidenciar a distinção entre os espaços dedicados à prática nos veículos escolhidos.

Afinal, de acordo com Bardin (2009), o tema é uma unidade repleta de significados que se desprende do texto analisado de forma natural e possui validade por seu valor psicológico. “Fazer uma análise temática consiste em descobrir os <<núcleos de sentido>> que compõem a comunicação e cuja presença, ou frequência de aparição podem significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido.” (p.131).

Importante salientar que a unidade de registro é acompanhada pela unidade de contexto, responsável por facilitar a sua compreensão exata. Essa segunda, mais ampla, fixa limites contextuais e serve de referência para a interpretação, pois “[...] os resultados são suscetíveis de variar sensivelmente segundo as dimensões de uma unidade de contexto.” (BARDIN, 2009, p.133). No caso deste trabalho, por exemplo, a unidade de registro são as artes plásticas, e a unidade de contexto os exemplares dos veículos onde elas se encontram (Ilustríssima, Revista Cult ou site Digestivo Cultural).

A análise categorial se realizou a seguir (compreende a segunda dimensão da análise), considerando a totalidade do texto com o olhar voltado para a frequência e ausência de itens de sentido. A escolha dos grupos de categorias respeita cinco principais regras: da homogeneidade (um único princípio de organização); da exclusividade (cada elemento pertence a somente uma categoria); da pertinência (a categoria está adaptada ao material de análise) da objetividade (quando codificadores diferentes devem chegar a resultados iguais); e da produtividade (pois um conjunto de categorias só é produtivo se produz resultados férteis).

Com o intuito de realizar a análise em sua totalidade, para este trabalho foi estabelecido um conjunto de categorias de caráter de gênero a fim de identificar as especialidades que giram em torno da prática do jornalismo cultural (explicitadas no capítulo 2.3). Tais categorias serão aplicadas aos três veículos escolhidos para que os resultados possam ser interpretados de maneira comparativa. São elas: Notícia, Ensaio, Crítica, Reportagem, Perfil, Entrevista, Crônica, Coluna e Comentário – suas porcentagens serão também reveladas, de acordo com o todo.

Por fim, com os dados recolhidos, devidamente segmentados e descritos, será executada a decodificação dos mesmos a fim de desvendar os sentidos profundos das mensagens, considerando também a função expressiva ou representativa da comunicação do emissor e atentando para correlações presentes referentes à pós-modernidade. Essa fase de exploração do material consiste na aplicação sistemática das decisões já tomadas que é seguida pelo tratamento dos resultados. “O analista, tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objetivos previstos –, ou que digam respeito a outras descobertas inesperadas.” (BARDIN, 2009, p.127). Tais resultados podem ser submetidos a provas estatísticas e a testes de validação.

Através da articulação da superfície dos textos analisados aos fatores que determinam esses escritos, quer-se desencobrir significados válidos, estudar as condições de produção dos textos. É com a inferência aliada a interpretação que se torna possível deduzir conhecimentos sobre o emissor e o meio, como, por exemplo, as causas da mensagem, suas consequências e seus efeitos.

5 NO JORNALISMO CULTURAL, AS ARTES PLÁSTICAS

Ora, o próprio da inteligência, no seu sentido simples, em sua etimologia latina, é a capacidade de ligar as coisas entre si, mas isso só é possível através da coragem intelectual; isso só é possível se, assim como a vida, o pensamento for encarado como um verdadeiro risco. (MAFFESOLI in SCHULER; SILVA, 2006, p. 27 e 28).

Após explorar o jornalismo cultural, sua história, práticas, gêneros; após discorrer sobre as artes plásticas, a criação artística, a arte contemporânea; após apontar as idiossincrasias da pós-modernidade destacadas por importantes pesquisadores do período; inicia-se esta análise enfatizando as características dos objetos escolhidos, sem esquecer-se que sua união se dá devido ao segmento jornalístico a que se dedicam e a utilização de linguagem textual, da palavra escrita.

Ainda, considerando que o ato de oferecer ao leitor determinados conteúdos significa, além de ressaltá-los frente a uma cadeia de produção artística que gera cada vez mais produtos, descortinar aquilo que deve ser exibido, aquilo que deve ser sabido, percebido. “[...] Promover uma imagem ou uma informação é destacar do real uma superfície, um simulacro (na linguagem estóica da percepção) que vêm à frente com relação a um fundo sem imagem.” (MOUILLAUD, 1997, p.37).