İMAM ZÜFER’İN HAYATI VE İLMÎ KİŞİLİĞİ I ÇAĞININ GENEL ÖZELLİKLERİ VE ÇAĞDAŞLAR
E. Hanefi Mezhebindeki Konumunun Değerlendirilmes
Fundamentada nos preceitos da fonologia métrica e considerando o inglês como língua-base, Selkirk (1982) desenvolveu um trabalho destinado a destacar a importância da sílaba nos estudos linguísticos, assim como o seu papel essencial para a teoria fonológica. Em The Syllable (1982), a autora aponta três argumentos que afirmam a relevância do estudo silábico: a questão de a sílaba ser unidade fundamental na descrição das restrições fonotáticas das línguas, o fato de o elemento silábico ser indispensável à caracterização adequada de uma
larga gama de processos fonológicos e, por último, a essencialidade da sílaba para a compreensão de fenômenos suprassegmentais, como acento e tom (SELKIRK, 1982, p. 328). A autora, então, propõe uma representação na qual a sílaba configura-se como uma estrutura interna de constituintes, organizados hierarquicamente. Nas palavras da pesquisadora: “A noção de sílaba que surgirá desta análise do inglês é, portanto, a de uma unidade hierárquica, uma árvore estruturada internamente de forma semelhante a uma árvore que representa a estrutura sintática (tradução nossa)” (SELKIRK, 1982, p. 328)14.
Na proposta apresentada, a sílaba é composta por elementos denominados constituintes silábicos, a saber: ataque e rima, núcleo e coda, sendo o núcleo o constituinte principal. Primeiramente, a sílaba divide-se em ataque e rima, e a rima, por sua vez, divide-se em núcleo e coda. A representação silábica de ramificação binária, proposta por Selkirk (1982), encontra-se expressa a seguir.
Figura 5 – Representação da sílaba proposta por Selkirk (1982, p. 331)
Selkirk (1982), como mostra a Figura 5, faz uso da palavra monossilábica flounce para ilustrar a representação interna da sílaba. O encontro consonantal fl situa-se na posição de ataque, enquanto que os demais segmentos estão localizados na posição de rima: o ditongo aw ocupa a posição nuclear e o encontro consonantal ns, a posição de coda.
Baseada no princípio do Constituinte Imediato (IC), proposto por Pike (1967), Selkirk alega que os nós silábicos apresentam relações diferenciadas entre si. Em outros
14
The notion of the syllable that will emerge from this examination of English is therefore one of a hierarchical unit; an internally structured tree quite analogous to a tree representing syntactic structure (SELKIRK, 1982, p. 328).
termos, os constituintes imediatos, isto é, aqueles que são dominados por um mesmo nó, como no caso o núcleo e a coda, tendem a apresentar uma relação de interdependência. Conforme a autora, a coocorrência de restrições entre esses dois constituintes, portanto, é muito mais provável do que a ocorrência simultânea de restrições entre núcleo e ataque (SELKIRK, 1982, p. 339).
Além disso, a autora indica que os nós imediatos, componentes da estrutura hierárquica da sílaba, apresentam, geralmente, uma relação de dominância na qual um dos elementos é mais fraco do que o outro. Os constituintes fortes são aqueles que apresentam maior grau de sonoridade, enquanto que os fracos são aqueles com menor grau. Com base nas relações forte e fraco15, a representação expressa pela Figura 6 assume a seguinte configuração:
Figura 6 – Representação das relações entre constituintes (SELKIRK, 1982, p. 343)
Conforme mostra a Figura 6, os constituintes com menor sonoridade são subordinados aos segmentos que apresentam maior grau de sonoridade. Dentre os elementos que compõem o ataque silábico, o f assume a posição fraca (w), visto que apresenta grau 0 na escala de soância, enquanto que o l assume a posição forte (s), por apresentar grau 2. Dentre os componentes do núcleo, o a assume a posição forte (w), em virtude de apresentar grau 4 na escala de sôancia e o w assume a posição fraca (w), com grau 3 na escala referida. Por fim, dos elementos que formam a coda da sílaba expressa, o n assume a posição forte (s), com
15 Os constituintes fortes são representados, na Figura 6, pela letra s (Strong) e os constituintes fracos pela letra w (Weak).
grau 1 na escala de sôancia e o s assume a posição fraca (w), apresentando grau 0 na mesma escala.
Apresentada a composição básica da estrutura silábica, torna-se necessário fazer menção à existência de restrições que dizem respeito à posição ocupada pelos segmentos na estrutura silábica. Selkirk (1982, p. 33), ao expor os segmentos aptos a ocuparem as posições de ataque, núcleo e coda no inglês, por extensão, sugere que cada sistema linguístico determina, de acordo com princípios universais e condições específicas de língua, quais elementos podem ou não preencher as posições mencionadas. O molde silábico do inglês encontra-se representado a seguir.
Figura 7 – O molde silábico do inglês (SELKIRK, 1982, p. 344)
Segundo revela a Figura 7, cada uma das posições silábicas (ataque, núcleo e coda) do inglês só pode ser ocupada por elementos específicos. Na língua inglesa, o ataque pode ser constituído por dois segmentos: o primeiro é obrigatório e deve apresentar o traço [+ silábico]. O segundo, por sua vez, é opcional e deve apresentar o traço [+ soante]. O núcleo admite, assim como o ataque, dois componentes, sendo o primeiro obrigatório e o segundo opcional. O primeiro deve apresentar o traço [+silábico] e o segundo o traço [+soante]. Por fim, a coda, composta também por no máximo dois elementos, sendo apenas o primeiro obrigatório, é formada, essencialmente, por um com o traço [+consonantal] e, opcionalmente, por outro com o traço [- soante].
Vale destacar que os constituintes silábicos entre parênteses não são obrigatórios. Dessa forma, o ataque e a coda não são essenciais à constituição da sílaba no inglês, diferentemente do núcleo, constituinte fundamental e obrigatório.
O molde silábico, além de ter a função de delimitar quais elementos podem ocupar as posições silábicas, determina a ordem desses elementos na sílaba, as relações estruturais entre
os constituintes e aponta quais segmentos ou grupos de segmentos são opcionais (SELKIRK, 1982, p. 344 - 345).
A autora, então, ao propor uma nova abordagem para a sílaba, apresenta os princípios gerais que regem o processo de silabificação, a saber: Princípio de Composição da Sílaba Básica, Princípio de Silabação, Princípio de Maximização do Ataque, Princípio de Preservação de Estrutura, Princípio de Sonoridade Sequencial e Princípio de Licenciamento Prosódico. Tais princípios serão enfocados na seção 2.2.1.2, a seguir, junto à exposição da proposta de Bisol (1999) para a sílaba no português.