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Halka Arzdan Sonra Şirketlerin Yükümlülükleri

Anahtar Kavramlar

3.13. Halka Arzdan Sonra Şirketlerin Yükümlülükleri

Na Tabela 8 são mostrados os extremos inferiores e superiores de anomalia na média percentual anual nas vazões mostrada pelos modelos para os períodos de 2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098 para o cenário RCP 4.5 em relação ao período de 1950 a 1999 dos modelos globais do CMIP5. Assim como no cenário RCP8.5 os modelos do cenário RCP4.5 mostram maior dispersão no terceiro período.

Para as bacias do setor Sudeste/Centro-Oeste a média das anomalias de vazões dos modelos analisados sugerem redução ou leve aumento nas vazões nos períodos de 2010 a 2039 e 2040 a 2069, apresentando média de anomalias negativa em todas as bacias com desvios padrões elevados de aproximadamente 10%. Para o período de 2070 a 2098 há uma grande dispersão entre os modelos com desvio de aproximadamente 20% na maioriadas bacias.

No setor Sul há uma grande variação espacial nas anomalias de vazões com as bacias N.Avanhandava e Porto Primavera indicando sinais distintos das bacias Salto Caxias, Itá e D. Francisca, principalmente no período de 2010 a 2039.

As bacias de Salto Caxias, Itá e D. Francisca a maioria dos modelos indicam possibilidade de aumento nas vazões nos três períodos. Enquanto em N.Avanhandava e Porto Primavera no período de 2010 a 2039 os modelos analisados indicam maior possibilidade de reduções nas vazões anuais, sendo que a média entre as anomalias na bacia Porto Primavera indica diminuição de aproximadamente 10% nesse período.

No setor Nordeste os modelos indicam bastante incerteza nas projeções, não havendo convergência a respeito dos resultados dos mesmos, o desvio padrão entre as anomalias dos modelos apontam valores superiores a 10% já o período de 2010 a 2039 em todas as bacias e atinge 50% em Xingó no período de 2040 a 2069. Porém, no período de 2040 a 2069 todas as projeções dos modelos analisados para Sobradinho indicam que as vazões devem reduzir entre 2% e 50%.

Já nas bacias do setor Norte,a maioria dos modelos sugerem reduções nas vazões em todas as bacias deste Setor nos três períodos analisados, principalmente nas bacias

de belo Monte, S.L. Tapajós e Teles Pires. Esse fato é evidenciado principalmente no período de 2040 a 2069, onde todos os modelos indicam diminuição nas vazões anuais e a média das anomalas dos modelos é superior a 10%.

Tabela 8 - Anomalias percentuais máximas e mínimas de vazões anuais sinalizadas pelo conjunto de modelos CMIP5 usados no experimento para os períodos de 2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098 em relação ao período de 1950 a 1999 para as bacias da ONS.

Bacias 2010-2039 2040-2069 2070-2098

MAX MIN MED DESV MAX MIN MED DESV MAX MIN MED DESV

Emborcação 7,87 -28,41 -8,27 12,62 4,57 -39,48 -14,38 13,88 7,98 -45,57 -13,91 19,46 Nova Ponte 6,82 -27,58 -6,67 11,87 7,56 -37,47 -10,93 13,97 10,44 -35,69 -10,05 16,66 Itumbiana 4,94 -28,41 -10,14 12,59 2,42 -41,05 -16,70 14,09 5,15 -45,72 -16,74 19,36 São Simão 4,19 -32,10 -12,58 14,29 4,35 -47,11 -19,35 15,76 6,57 -54,09 -20,33 20,63 Furnas 7,56 -20,74 -3,23 8,13 10,16 -26,64 -3,82 11,25 16,30 -27,89 -4,01 13,38 Água Vermelha 1,78 -24,70 -6,57 8,34 9,11 -35,87 -8,52 13,03 13,25 -29,49 -7,87 13,63 N. Avanhandava 1,99 -25,26 -6,14 8,10 11,80 -38,16 -6,80 14,70 16,64 -34,26 -7,46 15,03 Porto Primavera 3,68 -29,50 -10,45 10,67 8,04 -42,25 -14,97 15,32 14,58 -44,26 -15,10 18,70 Rosana 10,47 -12,22 -0,91 6,90 20,49 -23,97 -1,15 12,52 20,97 -23,69 -2,72 13,26 Itaipú 9,12 -16,66 -3,41 7,62 19,91 -27,75 -4,78 13,10 20,57 -29,68 -6,13 14,61 Santa Cecília 5,52 -16,44 -3,31 6,57 10,35 -26,99 -3,17 11,73 15,59 -27,14 -3,55 13,23 Salto Caxias 14,25 -5,65 3,24 6,33 17,61 -10,37 4,32 8,29 24,21 -9,78 2,78 10,40 Itá 18,78 -6,26 5,13 8,11 24,63 -7,18 6,94 8,96 28,89 -8,41 3,95 11,99 D. Francisca 23,63 -13,81 6,52 11,64 23,10 -7,19 6,91 9,97 31,04 -23,09 -0,15 19,52 Três Marias 8,74 -27,18 -5,76 11,10 8,67 -31,92 -8,83 12,06 13,90 -33,95 -8,34 16,22 Sobradinho 8,82 -38,67 -11,55 14,59 -1,93 -49,65 -16,99 14,85 20,02 -58,05 -15,40 23,29 Xingó 11,85 -49,13 -15,16 21,20 71,64 -80,64 -14,05 50,31 31,15 -63,16 -28,32 29,78 Serra da Mesa 8,40 -33,00 -12,15 14,54 -2,02 -47,41 -19,92 14,86 4,84 -54,30 -19,61 20,56 Lajeado 8,08 -34,00 -15,55 13,70 -6,96 -49,75 -21,40 13,39 5,41 -57,43 -21,97 20,86 Tucuruí 3,51 -37,28 -13,43 12,41 -6,23 -52,75 -16,88 14,41 14,72 -60,24 -18,39 20,93 Belo Monte -4,73 -43,68 -22,02 14,41 -11,29 -55,02 -25,67 14,32 -10,11 -64,98 -30,70 19,02 Teles Pires -1,35 -20,67 -9,84 6,96 -7,58 -30,64 -14,32 8,04 -7,24 -37,85 -17,54 12,19 S. L. Tapajós -2,70 -18,68 -9,66 5,60 -4,16 -27,07 -11,33 7,74 -4,18 -32,82 -13,88 10,93 Santo Antônio 3,16 -26,81 -9,69 9,01 6,81 -41,68 -18,01 17,52 -0,47 -48,45 -23,51 18,65

Max: Indica a anomalia na vazão anual do modelo do CMIP5 com maior valor para Bacia, cenário e período em questão. Min: Indica a anomalia na vazão anual do modelo do CMIP5 com menor valor para Bacia, cenário e período em questão. Med: Indica a anomalia média das vazões anuais entre os modelos do CMIP5 para Bacia, cenário e período em questão. Desv: Indica desvio padrão entre as anomalias das vazões anuais dos modelos do CMIP5 para Bacia, cenário e período em questão. Fonte: Elaborada pelo próprio autor.

Na Figura 34 é mostrado o impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos (2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP 4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para as bacias de Emborcação e Furnas.

Os modelos MIROC_ESM, BNU-ESM, IPSL-CM5A-LR e CANESM2 indicam reduções nas principais bacias desse setor para todos os períodos. Este último indica reduções significativas superiores a 20% em cada período de 30 anos. Estes modelos sugerem que é necessário um maior investimento em todo o SIN para adaptar- se as condições climáticas do século XXI.

Enquanto o modelo HadGEM2-AO indica aumento nas vazões médias anuais nesse setor,sendo este de até 16% em Furnas no período de 2070 a 2098.

O modelo IPSL-CM5A-MR mostram reduções nas vazões médias anuais nos dois primeiros periodos analisados, seguidos por um possível aumento ou normalidade no periodo de 2070 a 2098.

Já o modelo bcc-csm1-1 mostra aumento nas vazões anuais deste setor no primeiro período e normalidade no periodo de 2040 a 2069, seguido por um novo aumento no período de 2070 a 2098. Isto indica que este modelos não sugere impactos significativos no clima desta região, provavelmente o sinal mostrado é associado a variabilidade decadal da precipitação.

Os modelos CESM1-BGC e CSIRO-Mk3-6-0 indicam maior variação espacial nos impactos nas vazões anuais, indicando reduções na bacia Emborcação nos três períodos analisados e normalidade em Furnas.

Figura 24 - Impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos(2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para : (a) Emborcação e (b) Furnas.

(a)

(b) Fonte: Elaborada pelo próprio autor.

Na Figura 25 é mostrado o impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos (2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5

para o cenário RCP 4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para as bacias de Porto Primavera, Itaipu e Itá. Conforme já mostrado na tabela 6, há uma grande variação espacial nas anomalias de vazões anuais.

Os modelos BNU-ESM, CESM1-BGC eIPSL-CM5A-LR sinalizam reduções nas vazões médias anuais em Itaipu e Porto Primavera associados a aumento em Itá de até 5% por cada período de 30 anos.

Os modelos MIROC5 e HadGEM2-AO indicam aumento nas vazões médias anuais nas principais bacias desse setor para todos os períodos analisados, atingindo valores superiores a 10% no período de 2070 a 2098 . Enquanto o modelo CANESM2 e MIROC_ESM indicam reduções em todos os aproveitamentos hidrelétricos deste setor, porém as magnitudes das diminuições são menores em Salto Caxias, Itá e D. Francisca.

O modelo bcc-csm1-1 indica reduções de magnitude inferior aos demais em Itaipu e Porto Primavera (inferior a 7% nos três períodos) associado a um também leve aumento no aproveitamento de Itá nos períodos de 2010 a 2039 e 2040 a 2069.

Figura 25 - Impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos(2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para : (a) Porto Primavera, (b) Itaipu e (c) Itá.

Na Figura 26 é mostrado o impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos (2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP 4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para as bacias de Três Marias e Sobradinho.Conforme já mostrado na tabela 6, os modelos analisados indicam reduções nas vazões em Sobradinho no período de 2040 a 2069, divergindo apenas em magnitude.

A maioria dos modelos indica reduções nas vazões anuais nestas bacias. Sendo os modelos MIROC-ESM_ e CanESM2 aqueles que indicam maiores diminuições nas vazões. Este último sugere projeções maiores que 30% em cada período de 30 anos em Sobradinho e maiores que 20% em Três Marias.

Os modelos MIROC5 e HadGEM2-AO indicam aumento nas vazões em Três Marias superior a 5% em cada período de 30 anos. Já em Sobradinho,enquanto o modelo HadGEM2-AO indica variações em torno da normalidade nos três períodos analisados, o modelo MIROC5 é único que indica aumento de aproximadamente 10% no período de 2010 a 2039 seguido por uma redução em torno de 7% entre 2040 e 2069.

Figura 26 - Impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos(2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para : (a) Três Marias e (b) Sobradinho.

(b) Fonte: Elaborada pelo próprio autor.

Na Figura 27 é mostrado o impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos (2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP 4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para as bacias de Tucuruí, Belo Monte e Santo Antônio.

Neste setor, a maioria dos modelos projeta impactos significativos nas vazões médias anuais, sinalizando que reduções devem ocorrer em magnitude superior a 10% em cada periodo de 30 anos em Belo Monte, por exemplo. Já nas bacias de Tucuruí e Santo Antônio os modelos divergem quanto o módulo das reduções nas vazões anuais.

Figura 27 - Impacto na média anual de vazões no século XXI em três períodos(2010 a 2039, 2040 a 2069 e 2070 a 2098) para os modelos do CMIP5 para o cenário RCP4.5 em relação ao século XX (1950-1999) para : (a) Tucuruí, (b) Belo Monte e (c) Santo Antônio.

Fonte: Elaborada pelo próprio autor.