BÖLÜM 2. PRĐZREN TÜRKLERĐNDE GEÇĐŞ DÖNEMLERĐ
2.1. Doğum
2.1.1.5. Gebe Kadının Kaçınmaları - Uygulamaları
Para um cidadão típico, o termo astrologia é muito mais familiar do que astronomia, sendo muitas vezes confundidos. No entanto, os signos de que falaremos a seguir não são os do horóscopo, ainda que, de maneira distante, possam ter relações.
As línguas são códigos de comunicação desenvolvidos pelo homem e que lhe permitem relacionar-se com outros indivíduos da sua espécie de uma forma muito superior à de qualquer outro animal. Esta capacidade humana é tão importante que qualquer vida social sem ela seria inimaginável. Entretanto, o homem desenvolveu outras formas de comunicação além das línguas, como a gestual, o modo de se vestir, as manifestações artísticas e científicas que são linguagens, pois também integram, em algum sentido, a complexa estrutura de comunicação entre os homens.
No caso da linguagem escrita, para que ela se consolide como tal, necessita utilizar signos, que são objetos materiais, como o hieróglifo talhado sobre uma parede ou estas letras impressas na folha de papel. Os signos apresentam duas características: a primeira é que fazem referência a outra coisa e a segunda é que necessitam de um intérprete para o qual têm significado. Por exemplo, as bandeirolas de sinalização das condições de balneabilidade do mar utilizadas nas praias são signos cujos intérpretes são todas as pessoas que conhecem a finalidade de sua utilização e o significado de cada uma das cores. Portanto, ao ser elaborado, o signo carrega uma intencionalidade.
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Os símbolos também são signos, visto que comunicam algo com significado, porém diferem deles com relação à intenção da comunicação. Enquanto os signos são técnicos e dizem apenas o que querem dizer, desde que endereçado a um intérprete que o reconheça, os símbolos se apresentam como indefinidos, sua interpretação depende do receptor, portanto não têm significado definido, não apresentam formalismo. Não significam, sugerem.
Para Cassirer (2004), os signos pertencem ao mundo físico, enquanto os símbolos pertencem ao mundo humano, pois, diferentemente dos demais animais, o homem pode desenvolver também linguagens simbólicas. Assim, considera correto, mas limitado, afirmar que o homem é um ser racional, pois embora a racionalidade seja uma característica particularmente humana, o homem também desenvolve atividades que são especificamente humanas, sem serem racionais. Por isso, o autor prefere considerá-lo um ser simbólico (homo
simbolicus) ao invés de ser racional. Para ele, o pensamento simbólico e a conduta simbólica
encontram-se entre os traços mais característicos da vida humana e todo o progresso e a cultura se baseiam nessas condições. O mundo do humano é sempre mediado pelo sistema simbólico, de modo que o simbolismo apresenta caráter universal, comum a todas as culturas.
Eliade (1998) afirma que o pensamento simbólico precede a linguagem e o discurso e que as imagens, os símbolos e os mitos não são criações aleatórias da psique, mas correspondem a uma necessidade e se prestam a revelar os mais secretos aspectos do ser. Pode-se dizer que o homem moderno ainda conserva resíduos do comportamento mitológico, de modo que não vive somente em um universo puramente material, mas também em um universo simbólico, do qual o mito, a arte e a religião, entre outros, são também constituintes.
Ao se ligarem aos ritos e aos mitos, os símbolos se apresentam, antes de tudo, como a linguagem do sagrado. Recordemos o exemplo do céu, que Eliade (1998) afirma ser símbolo do altíssimo, do elevado, do imenso, do poderoso, do onipresente, do sábio, do soberano, um símbolo especialmente inesgotável. O céu é apenas um entre os muitos símbolos interpretados pelo autor, e todos têm como função fixar os modelos exemplares dos ritos e das ações humanas significativas e são universalmente humanos.
É possível ver ecos desse pensar em certas vertentes da psicanálise, por exemplo, na proposta de Jung (1987) sobre os dois tipos de componentes do inconsciente de cada pessoa: um de natureza pessoal que traz lembranças da própria vida e outro impessoal, pertencente à humanidade em geral, portanto coletivo, e que é herdado pelas pessoas ao nascerem.
Segundo o autor, o inconsciente pessoal compõe-se de conteúdos individuais que são adquiridos no decorrer da vida e também derivados de fatores psicológicos, até inconscientes. São de natureza pessoal e se reconhecem neles traços do passado. O inconsciente coletivo
representa a camada mais profunda da mente humana e faz parte do patrimônio existencial da humanidade. É comum a todos os seres humanos e se atualiza em cada um dos indivíduos.
Os sonhos poderiam representar a manifestação dos dois tipos de inconsciente, o pessoal e o coletivo. Nos sonhos em que se expressam características da vida pessoal e cuja explicação poderia estar nas lembranças de acontecimentos vivenciados pelo próprio indivíduo, estaria manifesto o inconsciente pessoal. Nos que apresentam características impessoais e estranhas ao indivíduo, o qual não as associa a nada conhecido, teríamos a manifestação do inconsciente coletivo, pois é carregado de imagens comuns a todos os seres humanos. Jung denomina esses símbolos de arquétipos, que seriam a fonte onde se buscam as informações para a construção dos mitos, o que explicaria as semelhanças apresentadas por mitos criados por diferentes civilizações que comprovadamente não tiveram ligação (MARTINS, 1994).
A consciência humana seria, então, uma consciência mítica e fundamentada em uma estrutura comum e impregnada no ser humano: o sentido primordial da existência e das orientações daí originadas, o mundo sagrado das origens, manifestado no nível mítico da consciência, que envolve a existência do homem e está presente em suas atividades.
Ainda que metaforicamente, pode-se pensar em paralelos entre essas ideias e as diversas visões do céu construídas ao longo da existência humana. Essas visões evidenciam como cada civilização se situava em relação ao cosmo, como construiu sua relação com o mundo que a cercava e como se considerava imersa nele, estampando no pano de fundo de sua cultura as crenças e os valores que adotava, revelando o sentido que atribuíam à existência humana.
Assim, se o sujeito for exposto a determinadas situações envolvendo temas astronômicos, o inconsciente coletivo propiciaria uma retomada ao mundo simbólico vivido desde as nossas origens, pois
[...] dada nossa constituição psíquica de homo imaginarius, ou de homo simbolicus, o ensino de astronomia vai tocar diretamente nossa ancestralidade humana, independentemente da participação voluntária do professor, e isto leva a muitas implicações. Na verdade, nossa ancestralidade, mais ou menos conscientemente, está viva, firme e forte em nós, mobiliza muitas forças em nosso interior e estimula muita curiosidade. Em particular, os mitos continuam ativamente presentes e atuantes em qualquer ser humano hoje e conteúdos psíquicos arquetípicos comandam nossa existência, mesmo que a pessoa não esteja ciente destes fatos. (JAFELICE, 2002, p. 8).
Assim, ao invés de apresentar aos educandos apenas os conteúdos técnicos, racionais e muitas vezes “frios” da Astronomia, a exploração das relações simbólicas com o céu pode
propiciar uma formação, além de científica, mais humana e, portanto, mais rica, trazendo elementos que se constituem como fundadores da nossa cultura e da nossa própria humanidade.
Há temas ligados a Astronomia e a Cosmologia que apresentam forte simbolismo, como o céu transcendente, os astros deificados e os mitos de criação do mundo, que podem, talvez, facilitar a tomada de consciência da nossa presença no universo, mas principalmente da presença do universo em nós, na nossa cultura e no nosso inconsciente, situando-nos como parte integrante do universo, no sentido de pertencimento mútuo. Entender que tanto nós pertencemos ao universo como o universo que enxergamos é visto através do nosso viés cultural, portanto construído a partir de nossas próprias crenças.
Para isso, é necessário que nos afastemos temporariamente da nossa visão cultural ocidental, herdeira da antiga Grécia, e mergulhemos nas visões das diversas culturas, antigas e atuais, espalhadas por todo o planeta, compreendendo como se relacionaram com o céu e o mundo ao seu redor, e como essas visões influenciaram e foram influenciadas pelas crenças e valores que desenvolveram. Torna-se necessário estabelecer um diálogo com o aluno e não uma relação de mão única. Conhecer suas crenças, valores, visões de mundo e do seu cotidiano, resgatar conhecimentos comuns, trazer à tona a enorme variedade de saberes que eles trazem e que, por puro preconceito, muitas vezes se encontram afastados das salas de aula.
Sabemos que desenvolver uma educação em Astronomia com essas características exigirá do professor conhecimentos muito além do conteúdo de sua disciplina. Será necessário que o professor conheça Astronomia, história da Astronomia, Etnoastronomia, Arqueoastronomia, Religião, culturas antigas e contemporâneas, entre outros necessários.
Isso faz com que a presente proposta, ou provocação, assuma caráter de um enorme desafio. Mas são os desafios que estimulam o ser humano a avançar também em seu conhecimento.