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Foram participantes da pesquisa nove professores do ensino fundamental e médio e dois alunos do curso de Matemática da Universidade de São Paulo.

Quatro professores e um aluno participaram das três pesquisas antecedentes a esta, cujas temáticas foram fração, função e equação, respectivamente das autoras Silva (2005), Rossini (2006) e Lima [2007].

Em 2001, estes quatro professores haviam solicitado ao Professor Dr. Saddo Ag Almouloud, coordenador do grupo de pesquisa, uma formação em Probabilidade e Estatística, haja vista a necessidade de lecionarem este conteúdo em suas aulas de Matemática.

No primeiro encontro desta pesquisa, todos os participantes receberam uma carta de esclarecimento sobre o desenvolvimento da pesquisa e duas vias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE (Apêndice 3)29, que foram lidos coletivamente. Após a leitura e explicação sobre a necessidade deste procedimento (seguindo as recomendações do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade São Judas Tadeu, que avaliou eticamente este trabalho) foi solicitado aos professores que concordassem em participar, que assinassem uma via do TCLE e entregasse à pesquisadora.

Também no primeiro encontro foi solicitado que respondessem a um questionário (Apêndice 2) para que fosse possível conhecer o perfil destes professores e sua experiência com a Estatística.

O grupo era composto por dois homens e sete mulheres. O professor mais novo tinha 26 anos e o mais velho tinha 59 anos. Todos os professores eram graduados em Matemática exceto uma professora, cuja formação era em Química. Todos ministravam aula no Ensino Médio e tinham uma carga horária semanal alta, como pode ser observado no Quadro 22.

29 Protocolo aprovado com recomendação pelo Comitê de Ética da Universidade São Judas

Quadro 22 - Perfil dos professores participantes da pesquisa

Participante *

Formação Disciplina que leciona Séries em que leciona** Número de horas- aula semanais LH 59 anos Matemática Matemática e

Física 1º, 2º e 3º anos do E.M. 18 AM

39 anos

Matemática Matemática 5ª, 6ª e 7ª E.F. 1º, 2º e 3º do E.M. 47 OB 49 anos Ciências e

Matemática Matemática 8ª do E.F. 1º e 2º do E.M. 32 RN 50 anos a) Arquitetura e Urbanismo e b) Matemática Matemática 7ª do E.F. 1º e 2º do E.M. 3º E.J.A. 43 MA 39 anos

Química Matemática para E.F. Física e Química para EM 6ª do E.F. 1º , 2º e 3º do E.M. 17 SB 29 anos

Matemática Matemática 5ª e 8ª do E.F. 7ª E.J.A. 3º do E.M. 45 LF 37 anos Ciências e Matemática Matemática 1º e 2º do E.M. 28 IS 26 anos

Matemática Matemática 6ª e 7ª do E.F. 1º do E.M.

30

RS 44 anos

Ciências e

Matemática Matemática 5ª a 8ª E.F. 5ª a 8ª E.J.A. 2º e 3º E.M.

48

* Foram utilizadas as letras iniciais dos nomes dos professores

** E.F. - Ensino Fundamental; E.M. – Ensino Médio – E.J.A.– Ensino de Jovens e Adultos

A carga horária semanal da maioria dos professores é muito extensa e muitos verbalizaram que só tinham um período livre na semana (a manhã da sexta-feira), e que dedicavam à formação continuada. Talvez esse fosse um dos

motivos para o grande número de ausências, como pode ser observado na Tabela 23.

Tabela 23 - Freqüência dos professores à formação continuada (em 16 encontros)

Professor LH AM OB RN MA SB LF IS RS

Freqüência

ao projeto 16 14 14 14 13 10 09 08 08

Considerando que a formação continuada teve 16 encontros, é possível observar na Tabela 23 que três professores tiveram uma freqüência muito baixa nos encontros (cerca de 50% de freqüência). A professora LF parou de participar do grupo de pesquisa, pois ingressou no curso de Mestrado em Educação Matemática da própria PUC-SP. A professora IS era a mais jovem do grupo e justificava suas faltas pela necessidade de utilizar este horário para elaborar suas aulas. A professora RS foi convidada pela professora RN a integrar o grupo e começou a participar da pesquisa após um mês de seu início.

Para identificar a experiência prévia desses professores com conteúdos estatísticos, foi perguntado se estavam trabalhando ou já tinham trabalhado algum conteúdo de estatística em suas aulas e o Quadro 23 apresenta esses resultados.

Quadro 23 - Conteúdo estatístico já trabalhado em sala de aula Participante Conteúdo estatístico trabalhado

LH ---

AM Freqüência, gráfico, média e desvio padrão

OB ---

RN Levantamento de dados, organização em gráficos e tabelas MA Construção de gráficos de barras e setores

SB Leitura de gráficos e probabilidade

LF Levantamento de dados, porcentagem, tabelas e gráficos (leitura e interpretação)

IS ---

É importante observar no Quadro 23 que três professores nunca ensinaram nenhum conteúdo estatístico e que os que já tinham experiência, em sua maioria, trabalharam com gráficos. Somente o professor AM já tinha trabalhado com medidas de tendência central e dispersão, restringindo-se à média e ao desvio padrão.

Além de conhecer a experiência prévia desses professores com o conteúdo estatístico, buscou-se saber se eles conheciam as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais e os resultados estão apresentados na Tabela 24.

Tabela 24 - Número de participantes que conheciam (ou não) os PCNs

Parâmetros Curriculares Conhece Não Conhece Conhece em parte

Do Ensino Fundamental 6 0 3

Do Ensino Médio 6 0 3

PCN+ 2 6 1

Somente dois professores disseram conhecer o PCN+. Ou seja, somente dois professores conheciam os conteúdos e metodologias sugeridas pelos parâmetros curriculares para o trabalho com conteúdos estatísticos no ensino médio. É possível que utilizassem o livro didático como referência, mas isto não foi perguntado a eles.

Quando perguntado se utilizavam os PCNs para elaborar suas aulas, quatro professores disseram que usavam e dois professores responderam que usavam de vez em quando.

Além desses nove professores, participaram da pesquisa dois alunos de graduação em Matemática da Universidade de São Paulo. A aluna de Matemática (AG – 18 anos) já estava participando do grupo de pesquisa desde 2004, convidada pelo professor AM, que tinha sido seu professor de Matemática durante o ensino médio. Após quatro encontros dessa pesquisa, a aluna pediu permissão para que seu namorado (LJ – 19 anos) pudesse participar. A freqüência deles ao projeto foi de 11 encontros (aluna) e 8 encontros (o aluno). Ambos não tinham experiência como professores de Matemática.

Além dos nove professores e dos dois alunos, dois outros professores participaram de apenas um encontro e depois não compareceram mais por incompatibilidade de horário. Sua participação foi considerada na análise dos

resultados, mas não foi possível identificar o nível de raciocínio de variação destes professores.

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