BÖLÜM I: TEORİK ÇERÇEVE: HİYERARŞİK DÜZENDE MUKTEDİ
1.3. Muktedi Devletlerin Hegemonik Güce Meydan Okuma Nedenleri
1.3.1. Sistem Düzeyi
1.3.1.3. Yeni Güçlerin Yükselmesi
Separou-se as escalas e a pontuação obtida pelos alunos nas duas escalas aplicadas: auto-estima e relação com o professor, das três classes. A partir disso, aplicou-se o teste estatístico de Kruskal-Wallis entre as classes em cada uma das duas questões analisadas.
Em relação à questão da Auto-estima, na prova de Kruskal-Wallis, observou- se que existe uma diferença significativa entre as classes. Nesse caso, a classe 1 (C1), apresenta resultados superiores às classes 2 (C2) e 3 (C3) (H = 10,38; 2 g. lib., p < 0,01).
Em relação à prova de Kruskal-Wallis na questão da Relação com o professor, o resultado obtido (H = 18,50, 2 g. lib. e p< 0,01), entre as classes
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aponta novamente para uma diferença entre as classes, sendo que a classe 1 (C1) apresenta resultados superiores às classes 2 (C2) e 3 (C3).
Para submeter a diferença entre as classes a mais uma prova estatística e confirmar a diferença entre elas, fez-se a prova U de Mann Whitney e comparou-se a classe 1 com as classes 2 e 3; e a classe 2 com a classe 3, tanto para a variável auto-estima quanto para a variável relação com o professor.
Obteve-se, na comparação entre a classe 1 e as classe 2 e 3, na variável auto-estima ( Z = 3,077 e p <0,01) e na variável relação com o professor ( Z = 4,284 e p< 0,01), uma diferença estatisticamente significativa.
Já na comparação da classe 2 com a classe 3, não foi constatada diferença estatisticamente significativa nem na variável auto-estima( Z = 0,7898 e p > 0,01) nem na variável relação com professor ( Z = 0,7898 e p > 0,01).
Tais resultados das provas de Kruskal-Wallis e U de Mann Whitney nos dados dos alunos demonstram haver diferença significativa entre a classe 1 e as classes 2 e 3, apontando que a classe em que o professor apresentou maior pontuação nas questões analisadas (importância do trabalho, expectativa em relação aos alunos e pensamento preconceituoso), os alunos têm maior pontuação na escala de auto- estima e de relacionamento com o professor que os alunos das demais classes. Isso significa que quanto maior a importância atribuída ao trabalho realizado pelo professor, maior é a auto-estima dos alunos. Assim como também quanto menor é o pensamento preconceituoso apresentado pelo professor, maior é a auto-estima dos alunos.
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5. DISCUSSÃO
Um dos objetivos deste trabalho era aferir sobre a expectativa dos professores em relação aos alunos, tendo como hipótese que os professores tinham uma baixa expectativa de êxito escolar de seus alunos. Porém, essa hipótese não se confirmou, já que os professores pesquisados acreditam nos alunos e esperam o êxito escolar dos mesmos.
Em relação ao objetivo de identificar a importância do trabalho realizado foram apresentadas 5 afirmativas, com pontuação variável de 5 a 20 pontos. Nessa questão a mediana da pontuação foi de 19 pontos. O que confirma a segunda hipótese de que os professores tendem a valorizar o trabalho nas classes de EJA.
Tais dados demonstram que os professores acreditam que fazem um trabalho de importância e sentem-se realizados, assim como também mantêm uma alta expectativa em relação ao êxito escolar de seus alunos. Esses dados são significativos se considerar-se que, de forma geral, a realidade tanto do CEJA quanto da Educação de Jovens e Adultos no Brasil é delicada, principalmente para o professor que se depara com alunos tão diversos, conforme dito anteriormente, qual seja, idosos analfabetos que nunca estiveram nos bancos escolares e adolescentes cujo processo de escolarização foi frustrado e que possuem uma auto-imagem negativa em relação às capacidades escolares.
Para os adultos que nunca estiveram na escola, superar a resistência que o medo de uma situação nova traz e superar a condição de analfabeto é um grande desafio, comparado ao dos jovens que já estiveram na escola e que possuem uma percepção frustrante do ambiente escolar. Os professores enfrentam, além da dificuldade em relação à diversidade dos alunos, a dificuldade em termos de espaço físico, o material didático, a falta de qualificação profissional etc. Portanto, constatar que a credibilidade desses professores no trabalho que realizam e no potencial escolar de seus alunos é um alento que se reflete na auto-estima elevada dos alunos das 3 classes analisadas.
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Outro dos objetivos deste trabalho era identificar como é a auto-estima dos alunos e tinha-se como hipótese que, no ambiente escolar, a auto-estima dos mesmos era elevada. Segundo os dados coletados, confirmou-se essa hipótese de que os alunos apresentam auto-estima elevada no ambiente escolar, já que foram apresentadas 10 afirmativas relativas à auto-estima e a pontuação possível de ser obtida era de 10 a 40 pontos, obtendo-se uma mediana entre 34 e 36 pontos nas três classes de alunos.
Quanto a estabelecer uma possível relação entre aquilo que os professores têm de expectativa em relação aos seus alunos e a auto-estima dos mesmos, acredita-se ter-se obtido um dado positivo, já que, nas três classes pesquisadas os alunos apresentaram auto-estima elevada. Sendo que na classe onde o professor obteve a maior pontuação e, portanto, resposta mais positiva aos quesitos indagados, os alunos apresentaram maior pontuação no quesito da auto-estima. O ambiente escolar para esses alunos reflete a possibilidade de socialização e de elevação da auto-estima, na medida em que se sentem capazes de vencer a condição de analfabeto e em que são acolhidos por um professor que acredita tanto no valor de seu trabalho quanto em seus alunos. E ai reside um dos fatores mais importante encontrado nesta pesquisa: o ambiente escolar reflete a possibilidade de superar a marginalização do não-saber e a conseqüente baixa auto-estima que tal condição implica, sendo que o papel exercido pelo professor enquanto agente de recepção de alunos marginalizados, o esforço e a crença na realização de um trabalho importante, aliado à afetividade intrínseca ao fazer docente, melhora a auto- estima dos alunos do CEJA.
Por fim, relativo ao pensamento preconceituoso por parte dos professores em relação aos alunos e à condição de analfabeto, acreditava-se que haveria uma indicação de pensamento preconceituoso bem acentuada, o que não se confirmou. De 11 afirmativas apresentadas aos professores e uma variação na pontuação possível de ser obtida entre 11 e 44 pontos, obtive-se uma mediana de 33 pontos entre os 23 professores. Mesmo que o valor dessa mediana não seja tão acentuadamente positivo - como o obtido nas questões importância do trabalho e expectativa em relação aos alunos, não se constatou a presença de pensamento preconceituoso por parte dos professores.
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