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Fiilin Maddi Eser ve Delillerini Uydurarak İftirada Bulunulması

Belgede Türk Ceza Kanunu'nda iftira suçu (sayfa 151-155)

A. CEZANIN AĞIRLAŞTIRILMASINI GEREKTİREN NİTELİKLİ

1. Fiilin Maddi Eser ve Delillerini Uydurarak İftirada Bulunulması

Se até 1974 a conjuntura foi de repressão16, embora com “milagre econômico” e algumas concessões aos setores mais pobres, a partir de então a crise e a piora das condições de vida da população (arrocho salarial, aumento do custo de vida) levaram ao crescimento das forças contrárias ao regime, com um período farto de greves, protestos e marchas (SILVA, 2003; RODRIGUES; 2013; SERAFIM, 2013; FERREIRA, 2014). Com o surgimento de diversos movimentos sociais, operários e profissionais, forjou-se uma nova agenda política, rumo à democratização que retomou e consolidou a luta pela reforma urbana (DAGNINO,

                                                                                                               

16 Silva (2003) divide o período militar (1964-1985) em três períodos: o primeiro, de 1964 a 1968, no

início com intensa repressão política seguida de certo abrandamento; o segundo, entre 1968 e 1974, o de maior intensidade da repressão política e violência do regime, com suspensão de vários direitos políticos, e um último, a partir de 1974, quando começa um processo de abertura política, especialmente entre 1979 e 1985, quando foram revogadas as leis de exceção.

2004; SERAFIM, 2013).

Justamente o período em que a política habitacional brasileira entre em declínio, entre meados da década de 1970 ao início da década de 1990, foi marcado pela ascensão de movimentos sociais, sindicais, fundação de partidos políticos e de redes e articulações entre os mesmos. Assim, ainda durante o regime militar, ressurge o debate sobre o tema urbano, e a expressão “reforma urbana” volta a congregar novas referências sobre o uso e ocupação do solo. Em meados da década de 1970, as manifestações sociais, especialmente os movimentos sociais urbanos, voltaram a ter força, reacendendo a questão urbana e reivindicando a função social da propriedade.

Entre o final da década de 1970 e início de 1980 houve dois fatores que impulsionaram as emergências de movimentos populares de lutas específicas: por um lado, apontava-se para certo desgaste do regime militar e, por outro, um fortalecimento do movimento popular no sentido de derrubar o regime e restabelecer a democracia (MARICATO, 1997; DAGNINO, 2004; SERAFIM, 2013). Diante desta situação política, o governo militar começa a emitir sinais de que a abertura deveria ser feita devido ao iminente risco de descontrole total da situação.

Os movimentos sociais que desde a segunda metade da década de 1970 vinham se reorganizando, ganharam força, resultando na reestruturação e criação de entidades sindicais e populares como sindicatos de base operária, entidades estudantis e outros segmentos como os profissionais liberais e intelectuais. Segundo Maricato (1997), o Movimento pela Reforma Urbana surgiu de iniciativas de setores da igreja católica que se dedicavam à assessoria da luta dos trabalhadores no campo, e passaram, a partir de uma primeira reunião realizada no Rio de Janeiro no final da década de 1970, a promover encontros destinados a "auxiliar a construção de uma entidade que assessorasse os movimentos urbanos".

De 1977 em diante houve um notável aumento da frequência e duração das greves. Os movimentos sociais começaram a despontar a partir de 1974, com o Movimento contra a Carestia, assim como uma série de ocupações em bairros periféricos (São Paulo). Fizeram parte deste momento também a luta contra remoções e despejos, que originou o Movimento em Defesa dos Favelados (MDF - 1975) e as revoltas suburbanas contra a precariedade dos trens e transportes urbanos (Rio e São Paulo) (FERREIRA, 2014).

governo tentou formular novos marcos para a política urbana. Primeiramente foi apresentado o anteprojeto de lei de desenvolvimento urbano (1976), elaborado pela Comissão Nacional de Regiões Metropolitanas e Política Urbana, cuja proposta vazou na mídia (SILVA, 2003), e depois foi transformado no Projeto de Lei Federal nº 775 de 1983. Entre seus princípios e propostas estavam a melhoria da qualidade de vida, o controle das construções e da ocupação do solo, novas formas de taxação e incentivos fiscais, a reformulação do Direito de Construir (de forma a adequá-lo à função social da propriedade, a “tese do solo criado” e a definição de Áreas de Interesse Social (SILVA, 2003).

O anteprojeto foi alvo de críticas e elogios nos setores acadêmicos e políticos em alguns encontros para debate e avaliação (IAB-SP, São Bernardo do Campo, IBAM/Rio de Janeiro, em 1977), sendo que até 1982 o projeto ainda estava sob “análise” do Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano, em que até o Governo Figueiredo estava alocado na Secretaria de Planejamento da Presidência da República, passando depois para o Ministério do Interior.

Em face à retomada da questão urbana nas eleições para governador de 1981, o Ministro Andreazza encaminhou o projeto ao Congresso em maio de 1983, na tentativa de evitar uma comoção das “camadas populares” em oposição ao regime (BASSUL, 2005). Neste momento começa a se revelar mais fortemente o desejo transformador da agenda de reforma urbana e as claras contradições entre esta nova agenda e a agenda habitacional criada no seio da coalizão do setor produtivo da construção civil e incorporada pelo governo militar.

Entre o empresariado, as opiniões variavam de acordo com o setor e o instrumento: para o presidente da ADEMI (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), o IPTU Progressivo no tempo era considerado uma “boa medida”, enquanto o direito de preempção, restrições de parcelamento, edificação e utilização dos terrenos e do direito de superfície eram “medidas violentas” (SILVA, 2003). Já para a Associação dos Empresários de Loteamento do Estado de São Paulo (AELO), o

[...] teor profundamente socializante do projeto de reforma urbana, poderá gerar uma convulsão urbana, além de desanimar a iniciativa privada e impossibilitar o crescimento econômico do país e a consolidação do regime democrático [...] (SILVA, 2003, p. 41).

Na República Nova, durante a governo Sarney, apesar da criação do Ministério do Desenvolvimento Urbano (MDU) e de um seminário nacional para reformulação do SFH –

fatos que geraram expectativas positivas para a agenda urbana – tanto o Ministério como o BNH acabaram sendo extintos e o PL 775/83 foi deixado de lado.

No campo do setor habitacional, assim como em outros segmentos de atuação do setor da construção civil, a década de 1980 trouxe uma estagnação para o setor. Neste período, a situação econômica mudou completamente, com crises sucessivas com o endividamento externo, a desorganização nas finanças públicas, uma longa fase de inflação e perda de eficácia das empresas públicas. Este processo teve enorme repercussão no SFH, com a redução de sua capacidade de investimento, gerada pela retração dos saldos do FGTS.

A recessão econômica provocou, ainda, grande queda real dos salários, o que gerou uma defasagem entre os rendimentos e os valores das prestações habitacionais e a inadimplência. Uma crise fiscal nos estados e municípios, provocada pela desestabilidade da economia nacional, desatou um processo maciço de renegociação de suas dívidas com o BNH. A participação relativa dos investimentos em habitação caiu de 1,1% do PIB, em 1980, para 0,32% em 1985, gerando uma enorme retração da oferta do mercado formal de habitação popular, resultando na extinção do BNH, em 1986, e transferindo parcialmente suas atribuições para a Caixa Econômica Federal (CEF) (MELO; JUCÁ FILHO, 1990). Neste momento ocorre uma retração muito forte da produção habitacional pública e uma descapitalização das empresas que tinham conseguido se capitalizar no período anterior17.

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