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3.3. Faktör Analizi

3.3.1. Faktör Analizine göre Satın Alma Davranışları Kategorileri

Na era de uma sociedade capitalista, em que a capacidade produtiva faz-se presente, destaca-se a profissão da enfermagem, caracterizada, não apenas pela quantidade de pessoas que atende, mas, especialmente, pela qualidade dos

cuidados dispensados.

A escolha pela carreira profissional não é uma decisão fácil, mas é fundamental que o candidato, antes de se definir por uma profissão, conheça a variedade de profissões existentes no mundo do trabalho, bem como suas peculiaridades. É primordial a busca por informações relacionadas ao contexto no qual se pretende trabalhar, tais como: campo de atuação, aceitação e credibilidade da profissão na sociedade, remuneração, dentre outros aspectos (RODRIGUES; RODRIGUES; TAVARES FILHO, 2014).

É importante que o indivíduo tenha liberdade durante a fase de escolha pela profissão, que seja incentivado, por meio do diálogo, a enfrentar as dúvidas advindas da indecisão, de modo a vencer medos e incertezas. Escolher uma profissão não é apenas pensar em uma atividade ou em um curso, é mais do que isso, é refletir sobre um projeto de vida profissional e pessoal (RODRIGUES; RODRIGUES; TAVARES FILHO, 2014).

Silva (1996) afirma que a escolha da profissão acontece por meio das influências e das experiências que o indivíduo sofre ao longo da sua vida, influências dos familiares, dos amigos, das exigências do mercado de trabalho, de seu contexto ou do contexto que pretende vivenciar. A isso, soma-se também a capacidade de lidar com frustrações, conflitos e valores éticos.

O momento da escolha profissional é marcado por períodos de ansiedades, dúvidas e inseguranças. Ao optar por determinada profissão, o indivíduo questiona- se e sofre cobranças sociais, econômicas, culturais e familiares (ZIMMERMANN, 2007).

Gondim (2002), em pesquisa realizada com estudantes concluintes de diversas áreas, ressalta que alguns afirmaram que a escolha pela profissão acontece por empatia, vocação, orientação profissional e motivação; no entanto, parte desses participantes também reconhece que há outros fatores que podem interferir na escolha pela profissão, como a influência e a expectativa dos pais.

Jorge (1996) enfatiza que existem sentimentos positivos e negativos relacionados ao momento da escolha profissional. Sentimentos positivos ampliam o

senso de força e bem-estar, produzindo uma sensação de inteireza, vida, esperança e prazer. Já os sentimentos negativos interferem no prazer, consomem energia, deixam a pessoa com sensação de vazio e solidão.

Ao optar por uma carreira ou um estilo de vida, a pessoa abre mão de outras opções igualmente interessantes e assume papel ativo e maduro de transformação pessoal e social. A escolha pela profissão resulta na inserção de um jovem ou adulto no mercado de trabalho. É vista como um processo de quebra de vínculo e separação dos seus entes queridos, visto que, a partir desse momento, o sujeito passa a maior parte do dia em ambiente de trabalho, tornando-se mais independente (RODRIGUES; RODRIGUES; TAVARES FILHO, 2014).

A decisão pela profissão pode ser acompanhada por diversas dificuldades e problemas; portanto, torna-se desafiador e estimulante descobrir a razão da persistência desses candidatos em continuar a perseguir sua meta. O indivíduo que procura uma profissão busca uma atividade que o realize e que preencha sua vida. Definir o futuro não é somente definir o que fazer, mas, fundamentalmente, quem se quer ser, para que fazer e como fazer; é pensar na construção de projeto de vida. Em face desses fatos, considera-se importante a discussão sobre os aspectos relacionados à escolha profissional, como a vocação e a orientação profissional, instrumentos importantes que auxiliam o indivíduo a se descobrir, conhecer potencialidades e construir a própria identidade profissional (RODRIGUES; RODRIGUES; TAVARES FILHO, 2014).

A vocação profissional é marcada pela história do indivíduo, por sua estrutura psíquica, sua situação sociocultural, suas experiências de aprendizagem e seus desejos, enfim, implica subjetividade, que pode ou não ser satisfeita na prática diária (SILVA; BECKER, 2007). A orientação profissional permite o autoconhecimento, a identificação de seus interesses e a definição de um projeto de vida, considerando-se o contexto social, além das vivências e dos medos, e permite também identificar as dificuldades (ZAVAREZE, 2008).

Considerando-se que de fato exista a vocação e a orientação na escolha profissional no candidato a enfermeiro, resta ainda a questão da motivação, que é uma espécie de força interna que se manifesta, regula e sustenta as ações mais

importantes, que normalmente envolvem sentimentos de realização e de reconhecimento profissional, manifestados por meio das tarefas e atividades que oferecem suficiente desafio e significado para o trabalho (CARVALHO, 2011). Para Medina e Takahashi (2003), a motivação serve de estímulo, impulso, energia ou, ainda, é uma necessidade que faz parte do comportamento do homem e que tem a capacidade de impulsioná-lo e movê-lo em direção a seu objetivo.

Independentemente de qual tenha sido a razão da escolha, o profissional, em especial o de enfermagem, para seguir no trabalho deverá ter resistência a diversos fatores, por exemplo, à frustração, quando a cura do paciente não for possível, a conflitos entre os diversos saberes na área da saúde e entre membros de uma equipe, e a diferentes valores morais, éticos e religiosos que possam influenciar o exercício dessa profissão (SILVA, 1996).

Segundo Medina e Takahashi (2003), em um estudo realizado com graduandos para saber por que escolheram a enfermagem como profissão, 40% dos entrevistados citaram o ato de cuidar, e 35% informaram ter alguma afinidade, aptidão ou profundo interesse pessoal pela área da saúde.

Nota-se que a escolha pela profissão está primeiramente associada a um ato solidário e útil, e depois à compreensão das atividades realizadas pelo enfermeiro – prevenção e educação para a saúde, entre outros (NAUDERER; LIMA, 2005).

Vislumbrando a continuidade nos estudos, nos últimos anos tem-se observado que ocorreu um aumento na escolha pela graduação pelos profissionais de nível médio, técnicos e auxiliares de enfermagem. Medina e Takahashi (2003) destacam alguns motivos que levaram os profissionais de enfermagem a optar pela faculdade: é um curso menos concorrido em relação a algumas áreas, por exemplo, a da medicina; eleva o status de uma classe social mais baixa para outra com nível superior; promove a mudança de categoria profissional; melhora o conhecimento científico, consequentemente possibilita mudança de posição dentro da equipe de enfermagem; e, leva à realização pessoal.

enfermagem vislumbram tornar-se enfermeiros; para tanto, como estudantes- trabalhadores de enfermagem, enfrentam desafios institucionais, como sair do turno, setor ou instituição onde trabalharam como auxiliares/técnicos de enfermagem para adquirir e voltar ao local de trabalho com novas competências e em outra categoria profissional.

Um estudo realizado com alunos de graduação em enfermagem aponta que a escolha pela graduação é uma forma de ascensão social, porém não deve ser considerada como a principal motivação para a escolha da graduação, visto que o resultado demonstrou que a menor parte dos participantes mencionou essa opção. Outro dado relevante no estudo foi o de que os profissionais de ensino médio, auxiliares e técnicos de enfermagem, informaram que optaram pela graduação como forma de progressão social para alcançar melhores condições de trabalho. Este parece ser um fator relevante, pois grande parte dos participantes sente-se segura quanto à inserção no mercado de trabalho (VARELLA; PIERANTONI, 2008).

Medina e Takahashi (2003) acrescentam que não é fácil cursar uma faculdade, pelo contrário, é até mesmo estressante para esses profissionais de nível técnico que buscam a graduação, pois, além de estudarem e trabalharem para arcar com o custo do curso, acabam tendo baixo rendimento escolar, além de enfrentarem a falta de tempo para atender às suas necessidades básicas, como descanso, estudos, contato com a família, lazer. Além disso, os rendimentos, nessa área, são pouco promissores, quando comparados com os de outras profissões de nível técnico.

Os mesmos autores acrescentam que existe um número elevado de estudantes de enfermagem que precisam trabalhar para ajudar no sustento da família e arcar, ao mesmo tempo, com as despesas dos estudos. Apesar dessas dificuldades, enfatizam ainda que alguns deles, durante a graduação conseguem superar essas barreiras graças à motivação. Ao observar a motivação na aprendizagem dos graduandos de enfermagem que já são membros da equipe de enfermagem, percebe-se que aceitam essa experiência como um fator propulsor para a aprendizagem teórica e prática durante o curso. O desejo de dar continuidade à trajetória profissional deve ser visto como um processo contínuo que envolve a construção e transformação do conhecimento e, consequentemente, da identidade

do sujeito.

Estudos referentes aos trabalhadores-estudantes de enfermagem denunciam ser quase insuportável conciliar trabalho e estudo, visto que o trabalho impede maior dedicação às atividades acadêmicas. Esses estudantes referiram falta de tempo para o lazer e a família e dificuldades financeiras, pois grande parte do orçamento é destinada ao pagamento de mensalidades escolares. No entanto, apesar dessa situação, não abandonaram o curso (COSTA; MERIGHI; JESUS, 2008).

Outro estudo realizado com o objetivo de compreender o período de transição entre ser auxiliar/técnico de enfermagem e tornar-se enfermeiro mostrou que esses estudantes, mesmo estando em intenso contato com o grupo de enfermeiros e convivendo diariamente como liderados na hierarquia da equipe de enfermagem, quando buscam a inserção no novo grupo encontram dificuldades, por desconhecerem como é de fato atuar como enfermeiro. Os participantes do estudo consideraram esse período como um código para o qual os cursos de graduação não capacitam, e nem o decifram, situação que só será desvendada na atuação profissional, por meio das vivências e experiências do dia a dia. E também com a convivência com seus pares, o que lhes favorecerá o desenvolvimento de habilidades para vencer as dificuldades (COSTA; MERIGHI; JESUS, 2008).

Oliveira (2006) afirma que é por meio do contato com as ações realizadas diretamente na área da Enfermagem ou ao presenciar o cuidado de um familiar que se estabelece a identificação por parte do profissional. Esse fato serve também como direcionamento na escolha da profissão e encoraja os candidatos a se tornarem enfermeiros.

Apesar de serem várias as dificuldades para se escolher uma profissão, Costa, Merighi e Jesus (2008) afirmam que os auxiliares e técnicos de enfermagem sentem-se mais valorizados, por terem cursado a faculdade. A trajetória percorrida em outras categorias da enfermagem é considerada importante para a transição de funções dentro da equipe, visto que as experiências anteriores propiciam maior segurança na execução de procedimentos e os encorajam a enfrentar os desafios da mudança de categoria profissional, inclusive por conhecerem o local de trabalho.

Tornar-se enfermeiro tendo feito parte da enfermagem em outras categorias é um processo que envolve, além da prática, o enfrentamento de desafios institucionais e a readaptação aos relacionamentos com os membros da equipe.

Os desafios do século XXI exigem dos indivíduos a busca pela capacitação; para tanto, a atualização e a apropriação de conhecimento fazem-se necessárias. Dentro desse enfoque, considera-se que o desenvolvimento profissional ocorrerá plenamente somente se houver consciência do profissional, da necessidade de conciliar a dinâmica das atividades na área da assistência, do ensino e da pesquisa (MEDINA; TAKAHASHI, 2003).

Atualmente, as instituições buscam padrões de excelência; para tanto, os profissionais precisam estar atentos às mudanças que ocorrem no mundo do trabalho e à constante busca pelo conhecimento. É por meio de estudos e pesquisas que o enfermeiro se capacita, desenvolve o raciocínio crítico, torna-se mais reflexivo e adquire postura de sujeito construtor de conhecimentos para a prática profissional da enfermagem nos diversos âmbitos e lugares sociais onde exerce a profissão. Assim, o profissional enfermeiro desenvolve competências que atendem às necessidades dos clientes e às exigências das instituições, sendo importante a capacitação como uma das estratégias que oferece a oportunidade de crescimento profissional e pessoal (GABRIELLI, 2004).

Santos (2005) afirma que, independentemente do motivo que leva o candidato a escolher uma profissão, o fato é que se trata de um processo em que a realidade e o contexto exercem grandes influências, como a família, o contato com os pares e a história de vida de cada pessoa, considerados elementos necessários que auxiliam na decisão, embora seja uma particularidade de cada um. Considera ainda que o momento da escolha pode ocorrer de forma conflituosa, visto que é o período em que a pessoa traça um caminho para seguir, tendo que, por vezes, abrir mão de outras coisas também importantes; assim, considera-se esse período marcante, tendo em vista que se trata do momento em que o processo de construção da identidade profissional ganha destaque.

Assim, pode-se considerar que a profissão representa muito mais do que um conjunto de aptidões e funções; está intimamente ligada à identidade, uma vez que

constitui também uma forma de vida a ser assumida, considerando que a relação entre trabalhador e sua profissão caracteriza-se pelo envolvimento, sentimento de identidade e de adesão aos seus objetos e valores. Assim, quanto mais consistente for a formação profissional e a relação com o trabalho, maiores serão as possibilidades de construção de identidades profissionais mais fortalecidas (VALE, 2010).