B. MÜSLÜMAN TOPLUMLARDA YAPILAN ÇALIŞMALAR
I. EVLİLİK, EVLİLİK DOYUMU, EVLİLİKTE ÇATIŞMA VE PROBLEM ÇÖZME
2. Evlilik Türleri
A pesquisa foi desenvolvida com uma amostra de 16 (dezesseis) professoras, cursistas do Pró-Letramento, sendo consideradas para análise, entrevistas realizadas com professoras de escolas públicas e que atuam nos municípios de Ananindeua e de Belém.
Na presente análise os nomes das professoras cursistas entrevistadas foram preservados, sendo atribuídos nomes de obras literárias de famosos autores brasileiros e portugueses tais como: Helena e Iaiá, de Machado de Assis; Lucíola e Iracema, de José de Alencar; Flor de Lis, de Aloísio de Azevedo; A Moreninha, de Manoel de Macedo; Sagarana, de Guimarães Rosa; Gabriela, Dona Flor e Tieta, de Jorge Amado; Dôra, Doralina, de Rachel de Queiroz; Clarissa, de Érico Veríssimo; América, de Monteiro Lobato; Poesias, de Mario de Andrade; Engraçadinha, de Nelson Rodrigues; e Aruanda, de Eneida de Moraes.
As referidas obras clássicas da literatura brasileira e portuguesa foram escolhidas para nomear as professoras entrevistadas por apresentarem, um teor político, no sentido de trazerem marcas da sociedade e época em que foram produzidas, sendo algumas traduzidas em tramas vivenciadas por mulheres, em uma ‘analogia’ ao contexto atual das políticas educacionais experienciadas pelas professoras cursistas entrevistas.
As entrevistas foram realizadas com professoras de diferentes disciplinas, séries de atuação (o que demonstra que o programa não tem sido destinado apenas aos professores das séries iniciais do ensino fundamental) e formação inicial e, que atuam na escola (municipal ou estadual) em um ou mais turnos. Com base nessa configuração do grupo de professoras entrevistadas, são apresentados os Quadros 9 e 10.
Quadro 9: Caracterização das professoras cursistas que atuam em escolas do município de Ananindeua Professoras entrevistadas Formação inicial/titulação profissional Nível de ensino/turno de atuação Etapa/área de conhecimento atual no curso do Pró-Letramento Helena Magistério 3o ano (4ª série) -
manhã e tarde
2a etapa/Matemática
Iaiá Magistério 4ª série - manhã e
tarde
2a etapa/Matemática
Iracema Magistério 2o ano - tarde 1a etapa/Alfabetização e
Linguagem Lucíola Magistério EJA- noite 1a etapa/Alfabetização e
linguagem A moreninha Magistério Educação infantil 1a etapa/Alfabetização e
Linguagem Sagarana Letras/língua portuguesa 2 o ano 2a etapa/Matemática Gabriela Pedagogia (incompleto) 3o e 4o ano - manhã e tarde 2a etapa/Matemática
Dôra, Doralina Pedagogia (incompleto)
1o ano (pré-escolar) 2a etapa/Matemática
Clarissa Pedagogia
(incompleto)
2o ano - manhã e
tarde
2a etapa/Matemática
Dona Flor Magistério Pré-escolar (1o ano)-
manhã e tarde
1a etapa/Alfabetização e
Linguagem
América Pedagogia 1o ano 2a etapa/Matemática
Poesias Licenciatura em História/ magistério
1o ano 2a etapa/Matemática
Professores
Aruanda Pedagogia/
especialização em Gestão Escolar
2o e 3o ano 2a etapa/Matemática
Fonte: Dados da pesquisa (2012)
Quadro 10: Caracterização das professoras cursistas que atuam em escolas do município de Belém Professoras entrevistadas Formação inicial/titulação profissional Nível de ensino/turno de atuação Etapa/área de conhecimento atual no curso do Pró-letramento Flor de Lis Pedagogia Educação infantil e
de 1a a 4a série - manhã e tarde 1a etapa/ Alfabetização e Linguagem Tieta Pedagogia (incompleto) 4
a série e 4º ano 2a etapa/Matemática
Fonte: Dados da pesquisa (2012)
Com base nos Quadros 9 e 10, é importante notar que a maioria das professoras entrevistadas, 6 (seis), têm curso de magistério, seguidas de um número de 3 (três) professoras que concluíram o curso de Pedagogia; 1 (uma) professora com Curso de Formação de Professores, 1 (uma) professora com graduação em Letras (Língua Portuguesa) e 1 (uma) professora com graduação em História. Registra-se também que 4 (quatro) professoras relataram estar cursando Pedagogia e, também que apenas 1 (uma) professora afirma ter curso de pós-graduação, no caso especialização.
A partir dos dados obtidos junto a este grupo de professoras que cursam o Pró- Letramento, foi revelado que a maior parte não possui curso superior ou possui curso superior incompleto, o que acaba por indicar que o artigo 87, § 4o da LDB 9.394/1996, que instituí que até o fim da Década da Educação (1997-2007) somente seriam admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço, não foi cumprido. Além disso, verifica-se com base nesses dados, que a incidência de professores com pós- graduação na educação básica e, principalmente nas séries iniciais do ensino fundamental é baixo.
Outro aspecto significativo para a análise seria o fato de que praticamente todas as professoras trabalham em mais de uma turma e em mais de um turno, o que também confirma o pressuposto anteriormente apresentado de que o trabalho docente vem se precarizando cada
vez mais, no sentido de que os professores estão tendo que assumir mais turmas ou têm que trabalhar em mais de um turno para obter um salário mais significativo na renda familiar.
Registra-se também, que em relação ao vínculo de trabalho, a maioria das professoras entrevistadas afirmou serem estatutárias, sendo que apenas 4 (quatro) professoras relataram ser contratadas/temporárias.
E um último ponto que deve ser destacado sobre os Quadros 9 e 10, seria o fato de que a maioria das professoras entrevistadas está na segunda etapa (revezamento) da formação continuada do curso do Pró-Letramento, o que demonstra que apesar das dificuldades reveladas por basicamente todas as entrevistadas, consideram o curso importante para a melhoria da sua atuação profissional. Tal como pode ser demonstrado no relato da professora Helena, da seguinte forma:
A única coisa que a gente ganha com isso é pessoal; é formação profissional só. A gente vê que parece que a gente tá pagando pra tá lá, né? Você passa sede, você passa fome, você tá cheia de problemas em casa, mas você tá lá, se dedicando, se empenhando e que não tem uma proposta, só de um certificado, que vai pro teu currículo.
As professoras entrevistadas apontam como principais dificuldades para participação no curso do Pró-Letramento: a falta de uma estrutura física adequada para os encontros; a falta de recursos financeiros para transporte, alimentação e compra de materiais didáticos; a falta de tempo para se dedicarem ao curso devido à ampla carga horária de trabalho e participação em outros programas de formação e, a falta de divulgação da importância da participação dos professores em programas de formação continuada de professores, por parte do governo.
3.3 CATEGORIZANDO OS DADOS DA PESQUISA: UMA ANÁLISE DO PRÓ-