B. AİLE DEĞERLERİ VE DİN
2. Aile Değerleri ve Din İlişkisi
Com a promulgação da LDBEN 9.394/9631, que passou a compreender o ensino médio enquanto etapa final da Educação Básica, desencadeou-se um conjunto de reformas para essa etapa de ensino. A LDBEN apresenta-o como a finalização de um período de
30 Dentre outras modificações, a Emenda Constitucional nº 14/1996 substituiu a “progressiva extensão da
obrigatoriedade” por “progressiva universalização do Ensino Médio gratuito”, alteração esta que, na prática, pode significar a postergação quanto ao oferecimento deste nível de ensino no Brasil.
31 Saviani (1999, p. 213), relembrando a frase de Álvaro Vieira Pinto, em referência à LDBEN Nº 4024/61, ao
afirmar que se tratava se uma “lei com a qual ou sem a qual tudo continua tal e qual”, e parafraseando-o, afirmou que a atual LDBEN “é uma lei com a qual a educação pode ficar aquém, além ou igual à situação atual”.
escolarização de natureza geral, reconhecendo-o como integrante de uma formação cujo objetivo está voltado para o desenvolvimento do indivíduo, na perspectiva de uma formação geral necessária ao pleno exercício da cidadania, de modo a prepará-lo para progressão no trabalho e nos estudos posteriores (art. 22), tendo como finalidades:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.
Ainda segundo a LDBEN nº 9.394/96, em seu artigo 36, o currículo do ensino médio considerará as seguintes diretrizes:
I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania; II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes; III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição; IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do Ensino médio (BRASIL, 1996, art. 36).
A educação básica tem por objetivo, conforme o artigo 22 da LDBEN 9.394/96, “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (grifos meus). Esta última incumbência deve ser desenvolvida, sobretudo, pelo ensino médio, dado que, entre suas finalidades específicas delineadas no artigo 35, inciso II, incluem-se “a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando”, a serem desempenhadas por meio de um currículo que:
[...] destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania (BRASIL, 1996, art. 35, inciso I).
O estabelecimento dessas finalidades do ensino médio ultrapassa o modelo vigente no Brasil desde a década de 1970, o qual admitia dois percursos no âmbito da formação escolar de nível secundário, que eram: uma formação propedêutica, voltada para o preparo do educando para acessar níveis superiores de ensino, e, uma formação técnico- profissional, integrada ao ensino secundário e dele indissociada, tanto no que se refere ao percurso formativo, quanto no que diz respeito ao título conferido. Com a LDBEN Nº 9.394/1996, o ensino médio configurou-se enquanto etapa final da educação básica, sendo garantida a possibilidade de integração com a profissionalização, à medida que prevê que “o Ensino Médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas” (LDBEN, art. 36).
Em relação à questão da avaliação, a LDBEN em vigência estabeleceu que a mesma deve ser “contínua e cumulativa”, de modo que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos, devendo, ainda, os resultados obtidos ao longo do ano letivo serem mais valorizados do que apenas uma nota final. Nessa perspectiva, para Sousa (1995, p. 62). “impõe-se que seja vivenciada a avaliação da escola, de forma sistemática, para além da avaliação do aluno”. A autora destaca ainda que “essa nova forma de avaliar põe em questão não apenas um projeto educacional, mas uma mudança social. [...] A mudança não é apenas técnica, mas também política” (SOUSA, 2008, p. 01), dado que a avaliação formativa funciona em prol de um modelo de sociedade pautado pela busca da cooperação e da inclusão, em detrimento da competitividade e da exclusão, com vistas à efetivação de uma educação de qualidade.
Entretanto, a LDBEN deixa uma série de lacunas no que tange a muitos aspectos que são de fundamental importância. Por ter pretendido ser tão enxuta, não sem propósito, peca, em muitos aspectos, pela ausência de definições mais explícitas e específicas. Muitas das diretrizes e especificações foram deixadas a encargo do PNE 2001-2010, e acabaram não sendo executadas por problemas de falta de definições também na proposta do executivo para esse Plano.
Exemplo disso é a questão referente aos critérios de acesso ao ensino superior. O Art. 44, em seu inciso II, apresenta o fim da exclusividade do exame vestibular para ingresso no ensino superior, referindo-se a uma classificação por meio de “processo seletivo”, sem especificar, contudo, qual seria o processo. A abolição do vestibular como forma única de ingresso nas universidades, porém, por si só, não determina a democratização na forma do acesso ou, mesmo, que haja efetivas melhorias na qualidade dos cursos superiores. A LDBEN não estabeleceu a forma do processo a ser instituído, ou seja, como seriam avaliados alunos de
diferentes tipos de escolas, nas mais diversas regiões do Brasil, com vistas ao ingresso no ensino superior.