B. AİLE DEĞERLERİ VE DİN
IV. ARAŞTIRMA EVRENİ, ÖRNEKLEM VE NİTELİKLERİ
Com o período de vigência do PNE No 10.172, de 09 de janeiro de 2001, tendo expirado em dezembro de 2010, o Poder Executivo, através do Ministério da Educação, encaminhou ao Poder Legislativo um documento contendo a proposta para o novo Plano. O
48 O ProUni utiliza os resultados do Enem como pré-requisito para a distribuição de bolsas de ensino em
referido documento, ao chegar ao Congresso, se transformou em um Projeto de Lei, recebendo o número 8.035/2010. Foi desencadeada, pelo Parlamento brasileiro, uma série de discussões sobre a elaboração de um novo Plano Nacional de Educação para o período de 2011-2020, cujo Projeto de Lei - PL 8.035/2010, deveria ter sido construído a partir de encontros regionais realizados em seis capitais brasileiras, ao longo do ano de 2009, articulados a I Conferência Nacional de Educação – CONAE, com o objetivo de concretizar a “universalização de toda a educação básica”.
Contudo, tal fato não ocorreu, tendo o referido documento, a proposta do novo PNE, sido elaborado em gabinete, desconsiderando parte do acúmulo adquirido por meio das diferentes conferências. Após sua análise e aprovação pela Câmara, o mesmo seguiu para o Senado, como Projeto de Lei da Câmara (PLC 103/2012). Assim, analisamos a seguir o PL 8.035/2010 e o PLC 103/2012, especificamente no que tange à Meta de número 3, a qual se refere ao ensino médio em particular, visando “universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária”. Para tal, dentre as estratégias a serem utilizadas, o PL 8.035/2010 propunha:
3.1) Institucionalizar programa nacional de diversificação curricular do Ensino Médio a fim de incentivar abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, discriminando-se conteúdos obrigatórios e conteúdos eletivos articulados em dimensões temáticas tais como ciência, trabalho, tecnologia, cultura e esporte, apoiado por meio de ações de aquisição de equipamentos e laboratórios, produção de material didático específico e formação continuada de professores. 3.2) Manter e ampliar programas e ações de correção de fluxo do ensino fundamental por meio do acompanhamento individualizado do estudante com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade. 3.3)
Utilizar exame nacional do Ensino Médio como critério de acesso à educação superior, fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do Ensino Médio e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam a comparabilidade dos resultados do exame. 3.4)
Fomentar a expansão das matrículas de Ensino Médio integrado à educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, dos povos indígenas e das comunidades quilombolas. 3.5) Fomentar a expansão da oferta de matrículas gratuitas de educação profissional técnica de nível médio por parte das entidades privadas de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de forma concomitante ao Ensino Médio público. 3.6) Estimular a expansão do estágio para estudantes da educação profissional técnica de nível médio e do Ensino Médio regular, preservando-se seu caráter pedagógico integrado ao itinerário formativo do estudante, visando ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional, à contextualização curricular e ao desenvolvimento do estudante para a vida
cidadã e para o trabalho. 3.7) Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência na escola por parte dos beneficiários de programas de assistência social e transferência de renda, identificando motivos de ausência e baixa freqüência e garantir, em regime de colaboração, a freqüência e o apoio à aprendizagem. 3.8) Promover a busca ativa da população de 15 a 17 anos fora da escola, em parceria com as áreas da assistência social e da saúde. 3.9) Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão. 3.10) Fomentar programas de educação de jovens e adultos para a população urbana e do campo na faixa etária de 15 a 17 anos, com qualificação social e profissional para jovens que estejam fora da escola e com defasagem idade-série. 3.11) Universalizar o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e aumentar a relação computadores/ estudante nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas da rede pública de Ensino Médio. 3.12) Redimensionar a oferta de Ensino Médio nos turnos diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de Ensino Médio, de forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos estudantes (BRASIL/MEC, 2011, p. 05-07, grifos meus).
Relativamente ao Projeto de Lei - PL 8.035/2010 vale ressaltar que o mesmo apresentou uma série de problemas e limitações em todo o seu conteúdo, tendo, assim, aberto espaço para a apresentação de um amplo conjunto de Emendas por parte de algumas Entidades, tais como Associação Nacional de Educação (Ande); Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Anped); Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes); Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), dentre outras, as quais, reunidas por ocasião do III Seminário de Educação Brasileira, cujo tema central foi “Plano Nacional de Educação: questões desafiadoras e embates emblemáticos”, discutiram e elaboraram o documento intitulado “Emendas do CEDES ao Projeto de Lei n. 8035/10”, com as proposições das Entidades ali representadas. Além das Emendas originárias do referido Seminário, outras foram elaboradas diretamente pela Anped, CNTE, Campanha Nacional pelo Direito à Educação e por parlamentares, como foi o caso do deputado federal Ivan Valente
De acordo com o documento, do ponto de vista técnico, uma das grandes limitações do Projeto de Lei é o fato de o mesmo não apresentar “estratégias de realização gradual, limites de prazo para a maioria das metas e fixação de submetas ou metas intermediárias (anuais, bianuais, trianuais etc.)”, o que é considerado fundamental para não se incorrer nos “conhecidos e costumeiros atrasos ou o simples abandono do previsto” (CEDES, 2011, p. 09), como o que ocorreu com o PNE 2001-2010. Além disso:
O Projeto n. 8.035/2010 transmite a impressão de que seus proponentes nada aprenderam com a experiência, em boa medida fracassada, do PNE 2001- 2010, cujos propósitos não puderam ser integralmente alcançados em decorrência da indefinição, da falta de metas intermediárias e da ausência de uma supervisão sistemática e rigorosa. Outra observação importante na análise do Projeto de Lei do PNE revela a opção por um enfoque formal e técnico, preocupado com aspectos que, embora essenciais à normalização jurídica, deixam em aberto temas indispensáveis como, por exemplo, a definição do que seja “educação de qualidade”. No corpo propriamente dito do Projeto não há nenhuma menção que, de alguma forma, delineie minimamente o sentido desse importante conceito, decisivo para todo o sistema da educação. Esta constatação permite presumir que os legisladores supõem que a qualidade da educação decorra da sinergia das diretivas notoriamente quantitativistas, economicistas e produtivistas presentes no texto (CEDES, 2011, p. 09).
A Anped, por sua vez, ao considerar que o PL 8.035, apresentado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em dezembro de 2010 “não reflete o conjunto das decisões da CONAE” e destacando a necessidade de que o Congresso Nacional precisa aprovar um “PNE que atenda aos anseios da sociedade brasileira” após “ampla discussão entre seus associados, apresentou à sociedade brasileira o documento intitulado ‘Por um Plano Nacional de Educação (2011-2020) como Política de Estado’”, no qual propõe um conjunto de Emendas ao citado PL, com vistas à construção de um PNE capaz de “assegurar uma educação pública, democrática, laica e de qualidade como direito social para todos e todas e para o futuro deste país” (ANPED, 2011, p. 10-11).
Os documentos do Cedes e da Anped interpõem diversas Emendas ao PL 8.035, dentre as quais abordaremos a seguir aquelas que se referem especificamente ao Ensino Médio, objeto de nosso interesse no presente estudo, alvo da Meta 3, cujas estratégias, na forma como estão propostas, são consideradas, no geral, vagas e generalistas, dificultando o atingimento da Meta.
Quadro 2: Propostas de emendas do CEDES e da Anped ao PL Nº 8.035/10.
Projeto de Lei n. 8.035/10 Proposta de Emenda do
Cedes Proposta de Emenda da Anped Meta 3
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 85%, nesta faixa etária.
- Meta 3
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 75% em 2016 e 95% em 2020, nesta faixa etária.
3.1) Institucionalizar programa nacional de diversificação curricular do Ensino Médio a fim de incentivar abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, discriminando-se conteúdos obrigatórios e conteúdos eletivos articulados em dimensões temáticas tais como ciência, trabalho, tec- nologia, cultura e esporte, apoiado por meio de ações de aquisição de equipamentos e laboratórios, produção de material didático específico e formação continuada de professores.
Assegurar o princípio da integração entre trabalho, ciência e cultura como fundamento epistemológico, pedagógico e eixo orientador da política curricular para o Ensino Médio, em todas as suas modalidades, visando à formação omnilateral e politécnica dos estudantes e à constituição plena da escola unitária.
-
3.3) Utilizar exame nacional do Ensino Médio como critério de acesso à educação superior, fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do Ensino Médio e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam a comparabilidade dos resultados do exame.
Utilizar exame nacional do Ensino Médio como critério de acesso à educação superior, fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do Ensino Médio.
-
3.4) Fomentar a expansão das matrículas de Ensino Médio integrado à educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, dos povos indígenas
e das comunidades
quilombolas.
Fomentar a expansão das matrículas de Ensino Médio público, integrado à educação profissional, priorizando-se o atendimento aos beneficiários dos programas de assistência social e observando-se as peculiaridades das populações do campo, dos povos indígenas
e das comunidades
quilombolas.
-
3.5) Fomentar a expansão da oferta de matrículas gratuitas de educação profissional técnica de nível médio por parte das entidades privadas de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de forma concomitante ao Ensino Médio público.
Estabelecer, como política pública, que o patrimônio público, a infraestrutura do Sistema “S”, em particular a do SENAI, construída com recursos públicos, seja disponibilizada à escola pública, exigência da universalização da educação profissional de qualidade nos seus diferentes níveis e modalidades.
Garantir até 2015 que sejam gratuitas todas as matrículas de educação profissional técnica de nível médio ofertadas por parte das entidades privadas de formação profissional vinculadas ao sistema sindical (Sistema S).
3.6) Estimular a expansão do estágio para estudantes da educação profissional técnica de nível médio e do Ensino
Estimular a expansão do estágio para estudantes do Ensino Médio integrado à educação profissional e do Ensino Médio
Médio regular, preservando-se seu caráter pedagógico integrado ao itinerário formativo do estudante, visando
ao aprendizado de
competências próprias da atividade profissional, à contextualização curricular e ao desenvolvimento do estudante para a vida cidadã e para o trabalho.
regular, preservando-se o seu caráter pedagógico integrado ao itinerário formativo do estudante, visando à contextualização curricular e ao desenvolvimento do estudante para a vida cidadã e para o trabalho.
3.8) Promover a busca ativa da população de 15 a 17 anos fora da escola, em parceria com as áreas da assistência social e da saúde.
- Promover a busca ativa da
população de quinze a dezessete anos fora da escola, pelos órgãos responsáveis pela educação, incluindo parceria com as áreas de assistência social e saúde.
3.9) Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão.
Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero e étnico- racial, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão.
Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação de natureza étnico-racial, à orientação sexual ou à identidade de gênero ou qualquer outra decorrente de conteúdos ou condutas incompatíveis com a dignidade humana, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão.
3.10) Fomentar programas de educação de jovens e adultos para a população urbana e do campo na faixa etária de 15 a 17 anos, com qualificação social e profissional para jovens que estejam fora da escola e com defasagem idade-série.
Implementar a Educação de Jovens e Adultos/EJA como
política de Estado,
consolidando-a como direito à educação básica e continuada, e estendê-la para além da faixa etária de 15 a 17 anos.
Implementar políticas e programas para a população urbana e do campo, na faixa etária de 15 a 17 anos, com qualificação social e profissional para jovens que estejam fora da escola e com defasagem idade-série.
3.11) Universalizar o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e aumentar a relação computadores/estudante nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas da rede pública de Ensino Médio.
Universalizar, até 2016, o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e aumentar a relação computadores/ estudantes nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação
especialmente nas escolas da
rede pública de Ensino Médio.
Universalizar o acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade e
aumentar a relação
computadores/estudante nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação nas escolas da rede pública de Ensino Médio como mais um ambiente de aprendizagem.
Como se verifica no Quadro 2, há apenas uma estratégia – a 3.3 – que aborda a questão do Enem, voltada para o atingimento da meta de nº 3 do PNE, a qual se refere à forma de utilização do exame nacional do ensino médio como requisito de acesso à educação superior, sendo que, enquanto a Anped não propôs nenhuma alteração a essa estratégia, o Cedes a manteve praticamente inalterada, sugerindo apenas a retirada de: “e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam a comparabilidade dos resultados do exame”, justificando que esta questão da análise estatística é inerente ao processo e constitui procedimento padrão, prescindindo, portanto, de constar da lei. Quanto às demais Emendas relacionadas à Meta 3, o Cedes (2011) justificou-as conforme segue:
- 3.1: o PNE deve apontar para a concepção de ensino médio integrado nos moldes historicamente defendidos pelos profissionais da área e pelos movimentos sociais organizados;
- 3.4: o ensino médio integrado é uma alternativa de fundamental importância para ingresso no mercado de trabalho de jovens indígenas urbanizados e quilombolas, bem como um estímulo ao crescimento econômico das comunidades;
- 3.5: o Sistema “S”, que conta com contribuição de fundo público compulsório, deve voltar a oferecer cursos em tempo integral gratuitos aos milhares de jovens das periferias das cidades e do campo, ou, então, renunciar a esse fundo e devolver o patrimônio acumulado ao longo de quase 70 anos em que se manteve usufruindo desses recursos públicos;
- 3.6: ressaltou que, ao lado do estágio, a importância pedagógica das atividades de extensão e de iniciação científica à formação integrada dos estudantes, devem ser subsidiadas pelos princípios da politecnia, e não da noção de competências;
- 3.9: o preconceito e a discriminação étnico-racial também são importantes fatores de intolerância nas escolas, com reflexos no desempenho dos estudantes, assim, o Estado deve garantir políticas públicas capazes de assegurar o direito à diversidade, fundado em uma concepção de justiça social e de respeito às diferenças;
- 3.10: a Educação de Jovens e Adultos consiste no direito à educação básica e continuada, a ser garantida pelo Estado a toda a população brasileira, independentemente da idade;
- 3.11: a utilização das TIC’s é condição para a inclusão social e a melhoria da qualidade da educação básica, o esforço da implementação da banda larga deve ser para o prazo de seis anos, além da instalação dos computadores nas salas de aula e não em salas de informática isoladas do trabalho pedagógico.
Em relação às justificativas para as Emendas propostas pela Anped (2011) ao PL 8.035/2010, com vistas ao atingimento da Meta 3, conforme o Quadro 2, anteriormente apresentado, as mesmas foram as seguintes:
- Meta 3: a alteração proposta destaca que é fundamental estabelecer meta intermediária referente à elevação da taxa líquida de matrícula do ensino médio.
- 3,5: devem ser garantidas a gratuidade das matrículas de educação profissional técnica de nível médio, uma vez que os recursos do sistema sindical advêm, sobretudo, de contribuições sociais pagas pelo conjunto da população.
- 3.8: é função dos órgãos públicos responsáveis pela educação promover a busca ativa de crianças fora da escola.
- 3.9: tendo em vista as lei 10.639/2003 e 11.645/2008, o parecer CNE CP 03/2004, a resolução CNE CP 01/2004 e as deliberações da CONAE, justifica-se a inserção da questão étnico-racial, visando a superação de todas as formas de discriminação que fira a garantia da dignidade humana.
- 3.10: dada a competência dos poderes públicos quanto ao estabelecimento de políticas e programas voltados à população de 15 a 17 anos que esteja fora da escola ou em defasagem idade/série.
- 3.11: em razão da necessidade de configuração de um novo ambiente de aprendizagem em rede, a ser compreendido e potencializado em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, de modo a garantir o acesso de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos às tecnologias disponibilizadas pela rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade.
Quanto à estratégia de número 3.3, referente à utilização do Enem como critério de acesso à educação superior, como destacado anteriormente, a Anped não se manifestou, o que nos leva a pressupor que não haja discordâncias quanto à forma da redação apresentada e à citada estratégia a ser empreendida.
No que se refere às estratégias para o atingimento da “Meta 13”, referente à “elevação da qualidade da educação superior”, há uma referência à utilização do Enem para atingimento desse fim, o qual é colocado sob a perspectiva de substituição do Enade, conforme a seguir: “Estratégia 13.6) Substituir o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE aplicado ao final do primeiro ano do curso de graduação pelo Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, a fim de apurar o valor agregado dos cursos de graduação”. Sobre essa estratégia, tanto o Cedes quanto a Anped apresentaram Emenda Supressiva ao PL 8.035/10, sob a justificativa de que embora se trate de uma ação que “representa uma economia de recursos públicos, pois no final do ensino médio o estudante faz
o Enem e no início do curso superior faz o ENADE, mas é necessário levar em conta que são públicos diferentes e metodologias de aferição distintas” (CEDES, 2011).
No geral, essas foram, então, as justificativas dadas pelo Cedes e pela Anped, em relação às respectivas Emendas apresentadas ao PL 8.035/2010. Para Dourado (2011), em seu Relatório elaborado por ocasião do Seminário sobre o Plano Nacional de Educação49, realizado nos dias 19 e 20/05/2011, pelo Conselho Nacional de Educação, com a finalidade de debater e contribuir para a melhoria do Projeto de Lei nº 8.035/2010, é fundamental que o PNE se constitua efetivamente em um Plano de Estado para que seja possível a “materialização do regime de colaboração e de cooperação federativa, bem como da responsabilização entre os entes federados”, favorecendo, assim, “a construção de um Sistema Nacional de Educação, e, no seu bojo, do Fórum Nacional de Educação, bem como o fortalecimento dos conselhos nacional, estaduais e municipais de educação” (p. 08). Para tal, urge que se priorize a educação, de modo a assegurar, sobretudo, a ampliação necessária dos recursos para uma educação pública de qualidade.
Contudo, o PL 8.035 foi aprovado na Câmara dos Deputados sem alterações significativas com vistas a sanar as lacunas apontadas pelas entidades vinculadas à educação, na perspectiva de atendimento às reivindicações da sociedade civil organizada, conforme se pode verificar no quadro comparativo a seguir e, em 25/10/2012, foi encaminhado ao Senado Federal sob a forma de PLC Nº 103/2012, onde se encontra em tramitação:
Quadro 3: Comparação entre o Projeto de Lei n. 8.035/10 e o PLC Nº 103/2012.
Projeto de Lei n. 8.035/10 PLC Nº 103/2012
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze a dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para oitenta e