4. EMEVÎLER DÖNEMİNDE VELİAHTLIK UYGULAMASINA GENEL BİR BAKIŞ
1.1. Ebu’l-Abbas Abdullah es-Seffâh
1.1.1 Ebu’l Abbas Abdullah es-Seffah’ın Eğitimi, Ahlâkı ve Evliliği:
habilitadas a realizar cópias e exercícios previamente treinados do que seres pensantes. Vivemos numa sociedade em que é necessário uma maior compreensão da realidade, e para que o aluno possa ter essa visão ele deve ser uma pessoa crítica, capaz de tirar suas próprias conclusões. Esta é a perspectiva de Moraes, que relata, “Na realidade, a educação continua formando indivíduos incapazes de pensar de maneira criativa, impossibilitados de analisar e criar novas teorias, de confrontar hipóteses e buscar informações onde quer que elas estejam.” (MORAES, M., 2003, p. 170)
Em busca de respostas para as questões de pesquisa dessa dissertação, foi questionado aos professores participantes das oficinas se eles haviam percebido algum crescimento nos alunos em relação à aprendizagem, após a realização das oficinas, e de que forma. O professor C nos relatou o seguinte: “Sim, percebi uma melhora na interpretação. Eles perguntam algumas coisas relativas ao conteúdo que não perguntariam antes. Melhorou a capacidade de crítica, agora eles colocam com mais facilidade as idéias e respeitam as idéias dos outros...A produção textual também melhorou, agora parece que eles têm mais argumentos.”
Foi observada, segundo o depoimento desse professor uma significativa mudança na capacidade de interpretação dos alunos. Mudança essa de relativa importância no processo de ensino e aprendizagem.
Vejamos a seguir outro depoimento de professor. Colhemos do professor B a seguinte fala: “Sim, a maioria dos alunos demonstrou uma capacidade maior de interpretação nas aulas e nas propostas das atividades.” Nota-se novamente um avanço no que diz respeito ao crescimento individual do aluno. Dessa forma a educação, no tocante à escola, parece exercer sua função que é a de formar cidadão críticos e capazes de argumentar nas mais diversas situações. Pois,
A escola deveria modificar o conhecimento cotidiano, no sentido de torná-lo mais complexo, buscando as articulações e as interdependências entre os conhecimentos, propondo uma visão mais crítica de mundo. (ENRICONE, 2006, p. 47)
O professor exerce papel fundamental, se não o mais relevante, na formação de aprendizes capazes de desenvolver o raciocínio lógico, tomar decisões, enfim, capazes de pensar. Para que isso ocorra, o docente deve estar ciente de que precisa estar atento às mudanças, quase que diárias, que ocorrem no mundo, bem como traçar suas metas baseado em pressupostos e metodologias previamente organizados. Conforme as palavras de Moraes,
as metodologias a serem desenvolvidas devem levar em consideração ou pressupor o aprendiz como investigador, como pesquisador, um sujeito capaz de compreender as diferentes dimensões de um problema sem ater- se uma única causa, capaz de usar diferentes fontes de informações para solução de um problema;(MORAES, M., 2003, p. 164)
As escolas precisam de docentes que se submetam a realmente ensinar os alunos, dar subsídios para que eles desenvolvam habilidades e competências para enfrentarem e solucionarem os possíveis problemas que possam surgir.
Durante as reuniões do grupo surgiu o interesse em discutir os aspectos relacionados ao fracasso escolar. De quem seria a responsabilidade pelo fracasso escolar em nossas escolas? Essa é a questão proposta aos professores entrevistados. Temos o relato do professor B: “A responsabilidade é dos governantes, que não valorizam os professores. Dos professores que, na maioria das vezes, não têm interesse na aprendizagem do aluno, mas sim no pequeno salário no final do mês e nos dias que ainda faltam para as férias. Das famílias, que não motivam seus filhos e muitas vezes não os educam para isso. Temos vários culpados, cada um deve fazer a sua parte, eu já estou fazendo a minha, com certeza.”
Com base no depoimento do professor podemos ressaltar algumas causas do fracasso escolar. Bastaria cada parte envolvida no processo, ampliar essa consciência e realizar a sua transformação. Todavia, temos as palavras de Sobrinho: Compreendemos, igualmente, que o professor é, senão o principal, pelo menos um dos principais agentes de mudanças e inovações na sistemática educacional. Cabem a ele o privilégio e o mérito de promover a necessária mediação entre escola e sociedade, possibilidade que se concretiza por meio da ação docente desenvolvida pelo conjunto dos próprios professores, por seu papel educativo e seu desempenho no contexto escolar. (2006, p. 34)
É função do professor proporcionar ao aluno que ele cresça. Dentro da sala de aula ele deve ser o principal eixo no processo de ensino e aprendizagem. Muitas
vezes o docente é o único parâmetro para o aprendiz, ele é a referência tanto como profissional quanto como pessoa.
Refletindo dessa forma, temos o depoimento do professor C que nos diz: “Em grande parte a culpa é do professor, que tem capacidade para ensinar seus alunos mas prefere não se cansar. Tem professor que depois que termina a faculdade não lê um livro sequer, quem dirá continuar estudando. Como é que alguém assim quer formar pessoas capazes de pensar, argumentar? Isso destrói qualquer vontade de aprender.”
Talvez o grande diferencial esteja na formação dos professores. O docente que tem sua formação direcionada para conhecimentos técnicos, que enfatiza a teoria, dando menos prioridade para processos ativos que desenvolvem a autonomia, possivelmente vai ensinar dessa forma os seus alunos. Se a sociedade visse essa formação sob outro aspecto, é provável que mudanças significativas ocorressem. Conforme Sobrinho:
Efetivamente, uma sociedade complexa, em constante mudança, requer dinamismo na formação do professor. Nesse sentido, postula-se que a formação meramente técnica, estática, deverá ceder espaço para um processo dinâmico de formação de professor, no bojo da qual a busca de autonomia, a capacidade de reconstrução de saberes e de competência pedagógica seja prática permanente. (SOBRINHO, 2006, p. 43)
Outro aspecto a se considerar é o impacto que uma mudança de paradigma da sociedade pode causar na educação. Se o professor fosse reconhecido pela importância do seu papel na vida dos estudantes, das pessoas, e se a educação fosse valorizada, provavelmente haveria uma transformação positiva na escola. Podemos observar esse aspecto no relato do professor D: “Acho que a culpa é da sociedade. Enquanto a sociedade não valorizar o professor, ele vai continuar desmotivado, com salários que não estão de acordo com a profissão. Nem os alunos e suas famílias valorizam o professor. No meu tempo a autoridade máxima depois do pai e da mãe era o professor, agora tem aluno batendo em professor. Se as pessoas não mudarem essa mentalidade, vai ficar cada vez pior.”
Alguns teóricos discutem o assunto, como podemos observar a seguir: A existência de um mundo e de uma sociedade em rede apresenta importantes conseqüências para a educação. Influencia a maneira de trabalhar em educação, de aprender e de educar, bem como a maneira de preparar o indivíduo para o trabalho e para a aprendizagem continuada ao
longo da vida. Influencia também no planejamento e na escolha dos conteúdos curriculares, na maneira como organizamos as atividades e o funcionamento das instituições educacionais. (MORAES, M., 2003, p. 21) É perceptível nos depoimentos e nas falas de alguns teóricos, a presença de alguns responsáveis pelo fracasso escolar. O que se pode apontar nessa discussão é que todos podemos ter uma pequena ou grande parcela de responsabilidade pelo fracasso escolar, é importante a conscientização para uma posterior mudança.