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Dua ile Zor Durumdan Kurtulma ve Beddua

7. EL-FEREC BA‟DE‟ġ-ġĠDDE‟DEKĠ HĠKÂYELERĠN ÖZETLERĠ (ĠLK

1.2. Düğüm Motifleri

1.2.23. Dua ile Zor Durumdan Kurtulma ve Beddua

Segundo a primeira hipótese de mudança (relativa às mudanças na política pública): ―os atributos fundamentais de um programa governamental não serão significativamente revisados enquanto a coalizão que instituiu o programa permanecer no poder, exceto quando a mudança for imposta por uma jurisdição hierarquicamente superior‖.

Desde sua criação, o Prouni sofreu algumas alterações. A primeira foi a Lei n º 11.128, de 28 de junho de 2005, que regulamenta a adesão das IES ao programa.

Dar-se-á por intermédio de sua mantenedora, e a isenção prevista no art. 8 o dessa Lei será aplicada pelo prazo de vigência do termo de adesão, devendo a mantenedora comprovar, ao final de cada ano-calendário, a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob pena de desvinculação do Programa, sem prejuízo para os estudantes beneficiados e sem ônus para o Poder Público.

Em 8 de julho de 2005, por meio da portaria 2.729/2005 do MEC, outra medida atingiu diretamente o Prouni, mas sem alterar seus atributos: pela portaria ficou estabelecido

12 A Universidade Nove de Julho (UNINOVE) obteve o título de universidade em 30 de janeiro de 2008. Seu proprietário Eduardo Storópoli era o presidente da Associação Nacional dos Centros Universitários durante o período de formulação do Prouni, tendo participado das audiências públicas promovida pela Comissão Especial, criada para discutir o Projeto de Lei 3.582/2004.

que terão prioridade ao Fies os estudantes com bolsas parciais do Programa, conforme podemos constatar abaixo:

Art.1o. A política de oferta de financiamento no âmbito do Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior - Fies, instituído pela Lei 10.260 de 12 de junho de 2001, será implementada conforme a escala de prioridades para concessão de financiamentos:

I - Estudantes beneficiários de bolsas parciais 50% (cinquenta por cento) vinculadas ao Programa Universidade Para Todos - Prouni, instituído pela Lei 11.096, de 13 de janeiro de 2005;

II - Estudantes beneficiários de bolsas parciais 50% (cinquenta por cento) adicionais às veiculadas ao Programa Universidade Para Todos - Prouni, oferecidas pela própria instituição de ensino superior, com prioridade aos matriculados em cursos de licenciatura e pedagogia.

III - Estudantes matriculados em instituições de ensino superior que tenham aderido ao Prouni; e

IV - Demais estudantes matriculados em instituições de ensino superior.

Ainda em 2005, a Lei 11.180, instituída em 23 de setembro, criou a bolsa permanência, atendendo a uma reivindicação de vários parlamentares e de entidades de defesa dos estudantes, como a UNE.

Art. 11o. Fica autorizada a concessão de bolsa-permanência, no valor de até R$ 300,00 (trezentos reais) mensais, exclusivamente para custeio das despesas educacionais, a estudante beneficiário de bolsa integral do Programa Universidade para Todos - Prouni, instituído pela Lei no 11.096, de 13 de janeiro de 2005, matriculado em curso de turno integral, conforme critérios de concessão, distribuição, manutenção e cancelamento de bolsas a serem estabelecidos em regulamento, inclusive quanto ao aproveitamento e à freqüência mínima a ser exigida do estudante.

A Lei nº 12.431, de 2011, mudou a regra da bolsa permanência vinculando-a ao "valor equivalente ao praticado na política federal de concessão de bolsas de iniciação científica".

Em 30 de janeiro de 2006, por meio da Portaria Normativa nº 301 (atualmente disposta na Portaria nº 429, de 02 de abril de 2008), o MEC criou a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social (Conap) do Prouni. Segundo a portaria, a Comissão é um órgão colegiado com atribuições consultivas vinculado à Secretaria de Educação Superior (SESu), do MEC. À Conap compete: a) exercer o acompanhamento e controle social dos procedimentos operacionais de concessão de bolsas do Prouni, visando seu aperfeiçoamento e a sua consolidação; b) interagir com a sociedade civil, recebendo queixas, denúncias, críticas e sugestões para apresentação à SESu; e, sobretudo, c) propor diretrizes para organização de comissões de acompanhamento local.

A Lei 11.509/2007 trouxe uma das modificações mais importantes do Prouni ao alterar o § 4º do art. 7º da Lei nº 11.096/2005, dispondo sobre a desvinculação dos cursos com desempenho insuficiente no Sinaes. Segundo o texto original, ―o MEC desvinculará do Prouni

o curso considerado insuficiente (...) segundo os critérios de desempenho do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, por três avaliações consecutivas‖. Desse modo, a nova lei passou a desvincular o curso que possuísse duas avaliações consecutivas insuficientes no SINAES.

Em 12 de maio de 2009, o MEC e o Ministério da Fazendo assinaram um Acordo de Cooperação Técnica visando

fixar procedimentos e estabelecer formas de colaboração entre a Secretaria da Receita Federal do Brasil Secretaria de Educação Superior (SESu), para o aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão do Programa Universidade para Todos, o intercâmbio de informações e o fortalecimento do Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF). através do intercâmbio de informações e do fortalecimento do Programa Nacional de Educação Fiscal (PNEF).

Segundo o acordo, os dois ministérios se comprometem a:

I – estabelecer metodologia de acompanhamento e análise de dados relativos ao Prouni, objetivando o aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão das instituições de ensino superior e dos estudantes participantes do Programa, observadas as competências de cada órgão;

II - estabelecer rotina de permuta de informações sobre as instituições de ensino e os estudantes participantes do Prouni;

III – promover o adequado intercâmbio de informações, tendo por finalidade aprimorar a estimativa dos valores envolvidos na renúncia fiscal decorrente do Prouni;

IV - promover estudos, debates, seminários e outras atividades que contribuam para o permanente aperfeiçoamento do Prouni e do PNEF;

V - viabilizar espaços de interlocução nas reuniões da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos (CONAP), do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), do Encontro Nacional de Administradores Tributários (ENAT), do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (ENCAT) e de outras entidades que representem fóruns em que temas relativos ao Prouni e ao PNEF se revelarem pertinentes; e

VI - realizar periodicamente, em conjunto, avaliação do regime de colaboração estabelecido;

Outro documento que merece destaque, é a Portaria nº 1.132 do MEC, publicada em 2 de dezembro de 2009, que institui as regras para funcionamento das Comissões Locais de Acompanhamento e Controle Social:

Art. 1º As Instituições de Ensino Superior participantes do Programa Universidade ParaTodos - Prouni devem instituir comissões locais de acompanhamento e controle social do Prouni, órgão colegiado de natureza consultiva, com a finalidade de promover a articulação entre a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social - CONAP e a comunidadeacadêmica.

Art. 2º Compete às Comissões Locais:

I - exercer o acompanhamento, averiguação e fiscalização da implementação do Prouni nas Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do Programa;

II - interagir com a comunidade acadêmica e com as organizações da sociedade civil, recebendo reclamações, denúncias, críticas e sugestões para apresentação, se for o caso, àComissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni – CONAP;

III - emitir, a cada processo seletivo, relatório de acompanhamento do Prouni; e IV - fornecer informações sobre o Prouni à Conap.

As comissões locais foram criadas com o objetivo de evitar que o bolsista do Prouni não soubesse a quem recorrer dentro da IES no caso de dúvidas, reclamações, sugestões ou demais necessidade que viessem a ter. Essas comissões se encarregariam de abastecer a Comissão de informações, permitindo a melhora no processo de supervisão das IES, além do aperfeiçoamento do Programa.

Outra mudança no programa deu-se através da Lei nº. 12.431, de 24 de junho de 2011, que no art. 26° mudou a redação do art. 8º da Lei no 11.096/2005. O texto original dizia que ―A isenção de que trata o caput deste artigo recairá sobre o lucro (...) e sobre a receita auferida, (...) decorrentes da realização de atividades de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica‖. Com a nova lei, o texto passou a ser: "a isenção de que trata este artigo será calculada na proporção da ocupação efetiva das bolsas devidas‖.

Diferentes iniciativas que provocariam mudanças mais profundas em relação às regras atuais do programa não prosperaram, como o fim das bolsas parciais de 50% e 25%. A esse respeito, em entrevista concedida ao jornal O Globo, em 4 de novembro de 2011, Fernando Haddad defendeu o fim das bolsas parciais. ―Se todas as bolsas fossem integrais, o preenchimento seria muito mais fácil‖, afirmou o Ministro ao lembrar que a proposta inicial não previa bolsas parciais.

Outra mudança substancial no Prouni presente já nas discussões de formulação do programa é a possibilidade de participação dos alunos oriundos de escolas particulares, mesmo que não tenham sido bolsistas integrais. Já discutida na época da formulação do Programa, a iniciativa converteu-se no Projeto de Lei do Senado 159, apresentado pelo senador Fernado Collor em 16 de maio de 2012.

Segundo a proposta, ―o art. 1º O inciso I do art. 2º da Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação: ‗Art. 2º A bolsa será destinada: I – a estudante de baixa renda, nos termos do art. 1º desta Lei‘‖, retirando a referência à escola pública ou a condição de bolsista integral na escola particular como requisito para o estudante postulante à bolsa Prouni.

Para o senador, o objetivo da medida é beneficiar estudantes de baixa renda que, em função da falta de escola pública, ou de sua falta de qualidade, com esforço de suas famílias, ajuda de benfeitores, ou outra circunstância qualquer, em algum momento, e por algum período, conseguem buscar na escola particular a educação de qualidade que o Estado não

lhes proporciona. A medida seria a ―correção de uma injustiça‖ ao ―negar a uma parcela de brasileiros o acesso a um bem público‖.

No entanto, a relatora da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), propôs a rejeição da proposta.

O que se deflui da lei é uma política de valorização da escola pública, com o intuito claro de lhe trazer de volta, no futuro, estratos sociais formadores de opinião que dela se afastaram nas últimas décadas. Ademais, dado o caráter de generalidade da lei, é forçoso apontar o critério baseado na procedência do aluno como o mais democratizante. Afinal, quase 90% dos alunos matriculados no ensino médio estão vinculados a escolas públicas.

Atualmente, a presente proposição continua a tramitar, nos termos dos incisos do art. 332 do Regimento Interno e do Ato da Mesa nº 2 de 2014.

Mesmo com as propostas de mudanças apresentadas por atores das duas coalizões mapeadas nesta pesquisa, as mudanças sofridas pelo Prouni nesses últimos 10 anos não afetaram os principais atributos do programa, assim como previu a primeira hipótese de mudança do ACF.