5.1.8 1990’lɪ Yɪllardaki Türkiye-ABD İlişkileri’nin Genel Bir Değerlendirmes
Hipotez 3: 2003 Irak Savaşɪ ve kriz süreci, Türk dış politikasında köklü bir değişime
5.2.1. Afganistan Savaşı: Teröre Karşı Savaşta ABD-Türkiye Birlikteliğ
5.2.1.2. Bush Doktrini ve Afganistan Savaşı
Em providência inversa àquela acima relatada, de imposição de regime especial de controle, fiscalização e pagamento de tributos ao contribuinte, opera outra sanção tributária de natureza administrativa, desta vez de impedimento à adesão ou de
cassação do direito do contribuinte de valer-se de regime especial benéfico de pagamento de tributos ou de cumprimento de obrigações acessórias.
É que, em situações previamente definidas pela legislação tributária, o contribuinte pode optar pela adoção de uma sistemática simplificada de cumprimento das obrigações satélites que orbitam o dever de pagar tributo e que servem ao labor de fiscalizar exercido pela administração fazendária. Também lhe pode ser facultado recolher o tributo em situação mais vantajosa, com prazo alongado, por exemplo, ou ainda recolhê- lo lastreado em presunções capazes de, efetivamente, diminuir a tributação.
São os regimes especiais benéficos de pagamento de tributos ou de cumprimento de obrigações acessórias, também chamados de regimes especiais de interesse dos contribuintes. Em geral, estes regimes especiais benéficos são de grande valia aos contribuintes, permitindo a eles a vantagem de submeterem-se a uma carga tributária reduzida ou de cumprirem as obrigações acessórias com menor burocracia. Porém, não é raro que a legislação tributária obste a adesão a tal regime como forma de sancionar o contribuinte, por inadimplência ou pelo descumprimento de obrigações acessórias.
É a hipótese, por exemplo, do art. 17, inciso V, da Lei Complementar Federal n.º 123/2.006302, o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno
132 Porte. Ele veicula previsão hipotética de sanção tributária administrativa não pecuniária ao impedir que a microempresa ou a empresa de pequeno porte em débito com o Instituto Nacional da Seguridade Social – INSS ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal recolha impostos ou contribuições na forma do Simples Nacional, regime benéfico de pagamento de tributos e de cumprimento de obrigações.
Também não é raro que a legislação tributária preveja a cassação de
regime especial benéfico ao contribuinte em decorrência do descumprimento de obrigação
tributária de natureza principal ou acessória. É o caso, por exemplo, do art. 450-F, do RICMS/SP303, que determina o descredenciamento do regime especial simplificado paulista do contribuinte que não cumpre a obrigação principal de pagar tributo, ou que não obedece às obrigações acessórias relatadas no artigo.
Outro exemplo é aquele do art. 29, inciso XI, da Lei Complementar Federal n.º 123/2.006304, o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que prevê a exclusão de ofício da empresa optante pelo Simples Nacional quando esta reiteradamente deixar de emitir documento fiscal de venda ou de prestação de serviços, na forma determinada pelo órgão responsável.
Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa e a empresa de pequeno porte:
(...)
V – que possua débito com o Instituto Nacional da Seguridade Social – INSS, ou com as fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade esteja suspensa.
(...)
303 O art. 450-F, do Regulamento do ICMS/SP, Decreto Estadual SP n.º 45.490/2.000, é assim redigido: Art. 450-F – Será descredenciado do Regime Especial Simplificado de Exportação, nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda e a partir da ocorrência das hipóteses a seguir indicadas, o contribuinte que:
I – for desabilitado do regime aduaneiro especial administrado pela secretaria da Receita Federal ou
deixar de atender as condições previstas no § 2 do artigo 450-A;
II – não efetuar a entrega de declarações e informações econômico-fiscais ou deixar de cumprir qualquer outro controle estabelecido pela Secretaria da Fazenda;
III – deixar de observar o disposto nesta seção e na disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda; IV – deixar de cumprir a obrigação principal. (...)
304 O art. 29, inciso XI, da Lei Complementar Federal n.º 123/2.006, determina que:
Art. 29. A exclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional dar-se-á quando: (...)
V – houver descumprimento reiterado da obrigação contida no inciso I do caput do art. 26; (...) Por sua vez, o inciso I, do art. 26, de mesma lei, prescreve que:
Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:
I – emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviços, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. (...)
133 Por fim, cumpre lembrar que é comum a cumulação desta espécie de sanção com outros expedientes sancionadores, como as multas punitivas, a serem tratadas em momento seguinte desta dissertação.
V.3.1.4 – A proibição de participar de licitações e de contratar com o Poder Público e com as suas autarquias, fundações públicas, empresas públicas, fundos especiais e com as sociedades de economia mista
Outra espécie de sanção política é a proibição de contratar com a
Administração, imputada aos devedores das obrigações tributárias principais. Isto porque
a regularidade fiscal é requisito exigido para a habilitação em procedimentos licitatórios, nos termos do art. 27, inciso IV, da Lei Federal n.º 8.666/1993305. Como a comprovação da regularidade fiscal se dá por meio da apresentação de certidões negativas de débitos tributários das Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal e também do Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS, ou de certidões positivas com efeitos de negativas dos mesmos, conforme o art. 29, incisos II e IV, de mesma lei306, quem não faz jus à emissão delas não participa de licitações e nem contrata com os Entes da Federação, com suas autarquias, fundações, fundos especiais ou com as sociedades de economia mista da qual participam.
Semelhante comando normativo se aplica aos casos em que a Administração Pública mantém registros cadastrais para efeitos de habilitação em processo licitatório, já que o art. 37307 da mesma lei autoriza o cancelamento ou a suspensão do registro cadastral daquele que deixa de satisfazer as exigências para a habilitação.
305 Dispõe o art. 27, inciso IV, da Lei Federal n.º 8.666/1993 que:
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados, exclusivamente, documentação relativa a:
(...)
IV – regularidade fiscal e trabalhista; (...)
306 O art. 29, incisos II e IV, da Lei Federal n.º 8.666/1993, prescreve:
Art. A documentação relativa à regularidade fiscal e trabalhista, conforme o caso, consistirá em: (...)
II – prova de regularidade para com a Fazenda Federal, Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante, ou outra equivalente, na forma da lei;
(...)
IV – prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de serviço (FGTS), demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei.
134 E, como se as vedações acima apontadas não fossem suficientes, o artigo 193 do Código Tributário Nacional308 trata de reforçá-las, vedando a celebração de
contrato e a aceitação de proposta em concorrência pública ao contribuinte inadimplente.
A finalidade de tais restrições é clara: coagir o inadimplente ao pagamento do débito tributário.