DÖRDÜNCÜ BÖLÜM HEKİM SEÇME UYGULAMA ARAŞTIRMAS
4.7. Faktörler
4.7.1. Doktorların Kendi Özelliklerini Hasta Açısından Değerlendirmes
As consequências da gestão eficiente no serviço público consistem na formalização de métodos e rotinas na organização; apuração dos resultados; equacionamento dos gastos e do tempo; qualificação do serviço prestado, e racionalização dos recursos disponíveis.
De acordo com o Professor Luis Carlos Bresser Pereira, in verbis:
Há uma explicação simples: os cidadãos estão-se tornando cada vez mais conscientes de que a administração pública burocrática não corresponde às demandas que a sociedade civil apresenta aos Governos, no capitalismo contemporâneo. Os cidadãos exigem do Estado muito mais do que o Estado pode fornecer. E a causa imediata da lacuna que assim se cria não é apenas fiscal, como observou O’Connor (1973), nem apenas política, como Huntington (1968) destacou 2 : é também administrativa. Os recursos econômicos e políticos são escassos por definição, mas se pode superar parcialmente a limitação com o uso eficiente pelo Estado, quando não se pode contar com o mercado, i.e., quando a alocação de recursos pelo mercado não é solução factível, dado seu caráter distorcido ou dada sua incompletude 3. Neste caso, a função de uma administração pública eficiente passa a ter valor estratégico, ao reduzir a lacuna que separa a demanda social e a satisfação desta demanda.
Há porém uma razão mais ampla para o interesse que a reforma do Estado, e particularmente da administração pública, tem despertado: a importância sempre crescente que se tem dado à proteção do patrimônio público (res publica) contra as ameaças de “privatização” ou, em outras palavras, contra atividades de rent-seeking. A proteção do Estado, na medida que este inclui a res publica, corresponde a direitos básicos que, finalmente, no último quartel deste século, começaram a ser definidos - direitos que podem ser chamados “os direitos públicos”. No século XVIII, os filósofos iluministas e as Cortes Britânicas definiram os direitos civis que, no século seguinte, foram introduzidos pelos políticos liberais (na acepção européia) nas
Constituições de todos os países civilizados. No século XIX, os socialistas definiram os direitos sociais que, na primeira metade do século XX, foram introduzidos nas Constituições de todos os países pelos partidos social-democratas.
4. O surgimento do Estado do Bem-Estar Social para reforçar os direitos sociais, e o papel cada vez maior que o Estado assumiu ao promover o crescimento econômico e a competitividade internacional em nosso século, implicaram num enorme reforço à idéia de Estado como res publica. E assim implicaram também num aumento considerável da cobiça de indivíduos e de grupos desejosos de submeter o Estado a 2 Para uma discussão recente sobre governabilidade e demandas ao Estado, ver Diniz, 1995. 3 Sobre este assunto ver as contribuições recentes de Stigliz, 1995 e Przeworski, 1995. 4 Marshall (1950) escreveu um ensaio clássico sobre este tema. 25 seus interesses especiais. A privatização da carga fiscal (forma principal da res publica) passava a ser o principal objetivo dos rent-seekers.
As principais conseqüências de um modelo de gestão padronizado e atualizado são a efetiva prestação jurisdicional de qualidade e a satisfação do cliente.
O cliente (jurisdicionado) espera uma solução rápida e de qualidade no conflito de interesses que leva ao conhecimento e deslinde do Poder Judiciário. Não adianta a celeridade com prejuízo da qualidade. Esse fator, quando presente nas decisões judiciais, tranquiliza o conflito e as partes, e ainda os sucumbentes nos processos, que se mostram, então, mais conformados com o desfecho.
Não se pode olvidar que esses fatores (efetivação e qualidade) é que promovem a legitimidade e a segurança jurídicas das decisões judiciais.
Além disso, o fator homogeneização da gestão traz a segurança necessária para que os sujeitos envolvidos possam trabalhar e, o administrador, conferir os resultados apresentados com o plano inicial. Sem a organização estratégica, o Juizado não garante a sua eficiência prática e constitucional.
Sem dúvida, diante de tudo o que se abordou, a principal consequência da gestão inovadora é a excelência do serviço prestado pela organização. Todo o planejamento estratégico é focado para se alcançar a excelência enquanto objetivo principal.
A elaboração do serviço, num modelo de gestão de eficiência, promove ao jurisdicionado a certeza de que o seu requerimento será devidamente processado e haverá uma resposta. Esse sentimento traz ao jurisdicionado a garantia e a tranquilidade de que não teve quando tentou a solução extrajudicial do conflito.
Com esse caminhar, a atividade de eficiência levará à constituição de um ambiente de excelência no Poder Judiciário, onde a sociedade legitimará, confiará, respeitará, reconhecerá e acreditará nas decisões judiciais.
Assim, também se verifica que a conquista da eficiência implicará, em termos práticos, no equacionamento da taxa de congestionamento, na carga de trabalho e na taxa de recorribilidade, graças ao fator racionalização dos recursos disponíveis. Nos Juizados, de um modo geral, isso deve estar sob o total controle do gestor. Os desequilíbrios desses elementos quebram os paradigmas informativos do Juizado, ocasiona descrédito à imagem do Poder Judiciário e retira a legitimidade de suas decisões.
CONCLUSÃO
No decorrer deste trabalho verificou-se que é possível fazer a diferença no Poder Judiciário, afastando a pecha da morosidade que, em alguns foros, ainda resiste em se instalar.
A falta de conhecimentos sobre administração ao Juiz é motivo que dificulta o equacionamento da absurda demanda judicial, ainda quando se considera o número insuficiente de Juízes em todo o país.
A deficiência da formação dos acadêmicos de Direito nas universidades é também motivo que contribui para despreparo de alguns que, ao galgar a magistratura, não se sentem em condições de enfrentar o volume excessivo de trabalho.
Alguns magistrados ainda trabalham com a ideia de enfrentamento direto com as partes ou com os advogados. O que o Juiz deve buscar é enfrentar os fatos e tão somente! Caso contrário, a causa perde o seu foco e não alcança o seu desiderato.
Ademais, os candidatos selecionados para o cargo de magistrados, diante de concurso voltado para memorização, nem sempre estão verdadeiramente vocacionados para o mister.
A atuação como magistrado hoje é uma das mais delicadas. A sociedade é mais bem informada e, portanto, tem mais ciência dos seus direitos. Tem mais poder aquisitivo e, por isso, busca mais a solução valendo-se da condição econômica. A gama de informações circulando de forma mais rápida, em função da
internet, exige uma atualização e um esforço maior para acompanhar as mudanças.
E o salário não é mais o diferencial da carreira, não gerando a estabilidade econômica como dantes, se comparado às carreiras da iniciativa privada com o mesmo grau de responsabilidade.
Entram em cena os princípios, hoje concebidos, da teoria do período constitucionalista pós-positivista de DWORKIN e ALEXY, à condição de norma. São postulados mandamentais normativos. Dada a sua força normativa e forma de aplicação (pela ponderação e não a subsunção) conferem efeitos que a regra positivada não alcança.
São os princípios, os fundamentos jurídicos para o modelo de gestão inovadora. E sua aplicação vem regulada expressamente pelo art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil.
Trata-se de um modelo de gestão, onde se busca alcançar a Justiça em sua mais pura e total plenitude, estabelecendo formas mais racionais de atuação judicial.
Essa gestão inovadora, que pressupõe um planejamento estratégico cuidadosamente elaborado, é um programa de ação, no qual é definido o papel de cada sujeito e colaborador (Juiz e servidores).
Aparece, com grande destaque, a figura do líder que se amolda melhor do que o gestor ao modelo de administração nova. Aquele é mais carismático, mais habilidoso e sábio na condução da equipe. O gestor é mais burocrático e voltado estritamente para os interesses da organização e menos flexível. Os colaboradores trabalham melhor com o líder no cenário de campo.
No planejamento estratégico, é imprescindível que se trabalhe o equilíbrio dos fatores internos (Juiz e servidores) e externos (jurisdicionado, advogados e promotores de justiça) da organização, assim como a influência dos pontos fortes (motivação e qualificação, por exemplos) e fracos (falta de rotina de trabalho e a falta de reconhecimento no produto entregue ao cliente).
A partir daí, os colaboradores ao seguirem o plano de ação atuarão com maior segurança e tranquilidade e, consequentemente, produzirão algo mais qualificado.
Para isso, a atuação judicial precisa ser diferente para conseguir promover a efetivação e assegurar a qualidade da prestação jurisdicional, fruto do um modelo de gestão inovador e homogêneo.
É o Juiz proativo que não se apega na literalidade do princípio da inércia da jurisdição. É o Juiz que dá azo a outro princípio com mais ênfase, qual seja, o impulso oficial. Encara esse como um dever ético e natural no processo.
Essa figura, como muito bem salientado pela atual Ministra Corregedora-Geral do Conselho Nacional da Justiça, é a que se deve destacar no modelo atual de gestão administrativa/judicial apresentado tanto por aquele órgão quanto neste trabalho.
Ao mesmo tempo em que o Conselho Nacional de Justiça destaca a melhoria no quadro do Poder Judiciário, a partir de um maior conhecimento da
realidade, mormente pela centralização dos dados estatísticos dos Tribunais, tal premissa se mostra como um limitador ao Juiz na sua unidade jurisdicional, seja administrativamente, seja judicialmente.
Isso, considerando o papel constitucional do Conselho Nacional de Justiça, se vê nas metas e objetivos traçados nas diversas resoluções, portarias e demais atos normativos, que regulamentam as atividades fim e meio do Poder Judiciário.
Mas, apesar dessa constatação, o papel do Conselho Nacional de Justiça representa um avanço e melhoria nas condições de trabalho e no modelo de gestão quanto à justiça entregue à sociedade, face ao efetivo acompanhamento e correção das mazelas impregnadas no Poder Judiciário.
Para isso, não basta para a criatividade, que era denominada de inovação, antigamente. Porém é necessário verdadeiramente inovar, acrescentar ideias que ainda não foram executadas ou sequer pensadas por outros e investir no trabalho, conferindo o crédito que ele merece.
Com o planejamento, o Juiz proativo deve conferir e reconferir a execução do trabalho diariamente. O motivo é a eficiência que se almeja nesse modelo de gestão. A par dele, o uso de recursos deve ser racional, visando à localização lógica da ligação de um ponto a outro.
Fazendo isso, a equipe conseguirá atingir a eficiência dentro do ambiente de trabalho.
E com todo esse esforço para mudar o quadro de morosidade no Poder Judiciário, conclui-se que é possível a realização de um modelo de gestão inovadora, constituindo um ambiente de excelência, no qual se promova uma prestação jurisdicional com eficiência e, em decorrência disso, alcançar a credibilidade, a legitimidade e o reconhecimento das decisões judiciais, a partir de um planejamento estratégico de um Juiz proativo.
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