5. OSMANLI DEVLETĐ TOPRAK REJĐMĐ
5.2.2. Diğer uygulamalar ve Osmanlı toprak rejiminin tarihsel süreci
A construção do questionário procurou seguir as orientações de Fauze Mattar Najib (citadas por VASCONCELLOS; GUEDES, 2007, p. 4), sugeridas na seguinte ordem: “1. Determinação dos dados a serem coletados; 2. Determinação do instrumento e forma de aplicação; 3. Redação do rascunho; 4. Revisão e pré-testes; 5. Redação final”.
Para o envio do questionário (Anexo A) por meio eletrônico, as opções seriam: a) como arquivo em Word (ou programa similar) anexado à mensagem, no qual o usuário teria que salvar o documento no seu computador, respondê- lo e depois anexá-lo novamente à mensagem que retornaria; b) utilizar o Google Docs, que ainda é pouco usado em pesquisas científicas, que teria um link (enviado na mensagem de apresentação) para ser acessado pelo usuário22; c) utilizar a plataforma da Cead, na qual se realizam as pesquisas de opinião sobre os cursos promovidos pelo órgão, com o link semelhante ao sistema anterior.
A primeira opção foi descartada em função do trabalho que daria ao usuário e a segunda pelo sistema ainda não ser totalmente comprovado em pesquisas acadêmicas. A forma escolhida, portanto, foi a terceira (usar a plataforma da Cead), por ser confiável, prática e também porque facilitaria o uso de seu mailing (a mensagem de apresentação foi enviada pelo processo do newsletter, mas devidamente identificada e com autorização da administração da Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância). Ainda sobre a opção do survey eletrônico, além de se tratar do estudo de um website, ele apresenta as seguintes vantagens que foram consideras:
Ainda sob o ponto de vista do pesquisador, o questionário eletrônico possibilita sensível aumento na credibilidade e na velocidade de apuração dos dados coletados. De fato, o questionário eletrônico é programado de modo que a tabulação seja automática, uma vez que as respostas são postadas diretamente no servidor da entidade pesquisadora. Essa característica torna também inteiramente
22 Disponibilização do questionário em uma página da Internet: o respondente é informado sobre o
endereço da página do questionário na Internet, através de um e-mail, carta ou anúncio na Internet. Para responder as questões o participante da pesquisa deve acessar a home page do questionário, responder e, normalmente, ao final, clicar em um botão que envia as informações para o responsável pela pesquisa. Observe-se que neste caso o respondente pode ter a opção de não se identificar (VASCONCELLOS; GUEDES, 2007, p. 7).
confiável a tabulação, reduzindo a zero a possibilidade de erro (a menos, é claro, de um erro sistemático na elaboração das estatísticas) (VASCONCELLOS; GUEDES, 2007, p. 7).
O único inconveniente no sistema adotado pela Cead é que as respostas de cada questão ficam disponíveis de forma conjunta, e não individualmente, de acordo com o usuário. Dessa forma, torna-se impossível realizar o cruzamento de informações entre os usuários. Embora essa alternativa viesse a enriquecer o trabalho, tal fato não irá prejudicar o resultado do trabalho, na medida em que são utilizadas três fontes de coleta de dados diversificadas e ricas de informação para o estudo do usuário.
Foram realizados dois pré-testes com os usuários cadastrados do site: no primeiro, com 25 pessoas, e o segundo com outras 25, mas não houve resposta em qualquer um dos casos. Esse fato talvez tenha motivado que, em algumas perguntas do questionário, a opção “outras” tenha ameaçado ou superado as demais alternativas na escolha dos respondentes.
Diante disso, partiu-se para a remessa efetiva das mensagens. Foram convidados a participar da pesquisa, por meio de um e-mail-convite (Anexo B) – os 10.300 usuários cadastrados no Espaço do Produtor. O questionário ficou disponível durante 20 dias e 187 pessoas se dispuseram a respondê-lo.
Por sinal, o índice de resposta menor que todos os outros métodos de aplicação de questionário é apontado por Vasconcellos e Guedes (2007) como uma das desvantagens do survey eletrônico. Os autores citam pesquisa comparativa sobre a utilização das tecnologias de informação em aplicação de questionários em duas modalidades, cujo resultado foi o seguinte: a taxa média de resposta dos questionários em papel (30%) foi maior que a aqueles via e- mail (8,2). No entanto, o prazo de retorno por esse último foi relativamente curto: 80% dos questionários respondidos foram recebidos até o 10º dia do prazo estipulado, cujo total era de 18 dias.
Citando o pesquisador Leonard Felson, Vasconcellos e Guedes (2007) ressaltam uma recomendação que também foi adotada nesta pesquisa:
Todas as metodologias de pesquisa apresentam limitações. O pesquisador deve compreender estes problemas, realizar ações para minimizá-los e escolher a metodologia (ou combinação delas) que melhor responda aos objetivos da pesquisa (VASCONCELLOS; GUEDES, 2007, p. 15). [Grifo nosso.]
Dentro do questionário, as perguntas – fechadas e abertas – foram distribuídas por temas, adotados também nos subtítulos da análise dos dados, para facilitar a visualização e compreensão do trabalho: Quem é o usuário do site (perfil socioeconômico); Usuários que têm a agropecuária como principal atividade; Acesso à informação; Conteúdo e conhecimento; Extensão e instrumento extensionista.
Vale ressaltar ainda que não foram consideradas as respostas às questões abertas nas quais, dentre as opções, houve apenas um voto. Nesses casos, elas foram reunidas no item “Diversos”.
5.3.2. Quem é o usuário do site (perfil socioeconômico)
De acordo com aqueles que responderam ao questionário da pesquisa, o que se observou foi que os usuários do site Espaço do Produtor, em linhas gerais, são eminentemente masculinos (64,8%), de meia idade, com excelente formação escolar e renda mensal mediana. Por exemplo, a maior incidência de faixa etária ficou entre 40 e 50 anos de idade (30,1%). Mas as faixas de 50 a 60 anos (26,8%) e de 20 a 30 anos idade (23,5%) também reuniram grande número de público, aproximando-se do grupo principal (Figura 7).
Sobre a formação escolar, as respostas revelaram usuários altamente qualificados, pois a maioria tem curso superior completo (39,0%) ou pós- graduação (32,4%). Por outro lado, os grupos daqueles que responderam ter o ensino fundamental completo e ensino fundamental incompleto obtiveram o menor percentual: 1,1% cada (Figura 8).
A renda mensal da maior parte dos usuários que responderam ao questionário está entre três e seis salários mínimos (valor unitário de R$622,00), ou seja, entre R$1.866.00 e R$3.732,00 (31,5%). A faixa que recebe até três salários mínimos (até R$1.866.00), porém, é bastante expressiva: 24,3% (Figura 9).
A maioria dos usuários mora na zona urbana (81,8%) do país, principalmente – por ordem de registro – dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Goiás e Ceará. As cidades que registraram maior número de usuários são: Viçosa (MG); Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP); Uberlândia (MG); Goiânia (GO), Cáceres (MT), Brasília (DF) e Fortaleza (CE).
Figura 7 - Faixa etária dos usuários do Espaço do Produtor.
Figura 9 - Renda familiar mensal dos usuários do Espaço do Produtor.
Com relação à questão “a agropecuária é a sua principal atividade
profissional?”, 79,8% dos usuários responderam “não”. No entanto, dentre as
respostas abertas sobre qual seria, então, a principal atividade profissional daqueles que escolheram essa opção, houve uma grande pulverização – alguns até com mais de uma profissão.
As principais ocupações profissionais desses usuários foram de músico, técnico em radiologia e mecânico a auxiliar protético, livreiro e policial (Tabela 9). Mas, entre as mais recorrentes, as principais foram: Funcionário público (18%); Professor nos vários níveis de ensino (16%) e Profissionais de nutrição e saúde (8%).
Tabela 9 - Profissão dos usuários do Espaço do Produtor Caso a agropecuária não seja, a sua principal atividade
profissional é % - Funcionário público 18,0 Estudante 4,7 Aposentado 6,0 Autônomos 4,7 Bancário 1,3 Comércio 3,3 Consultor 2,0 Professor 16,0 Mecânico 2,7 Empresário 3,3
Engenheiro (áreas variadas) 4,0
Extensionista e técnico em agropecuária 4,0
Área agrícola 1,3
Jornalista 1,3
Médico 2,0
Nutrição e saúde 8,0
Policial 1,3
Analista e técnico de C.Informação 4,7
Diversos* 11,3
Total 100,0
(*) A classificação “Diversos” reúne profissões que tiveram apenas um voto.
Muitas dessas pessoas revelaram que têm a agropecuária como segunda atividade profissional ou estão relacionados a ela ou ao meio rural de alguma forma: pela formação acadêmica, por terem morado no campo, por já terem trabalhado ou terem interesse de pesquisa ou econômico nesta área. Outro aspecto importante a se observar é que todos os usuários têm relação direta ou indireta e – em muitos casos – paixão pelo meio rural. Boa parte deles tem na agropecuária sua segunda atividade profissional – e alguns, inclusive, pretendem, em breve, se dedicar a negócios desse setor. Alguns exemplos desses depoimentos nas respostas abertas são:
“Sou médica veterinária e trabalho com segurança alimentar, mas sou produtora rural também...”
“Hoje tiro meu sustento por atividades seculares, representação, e tenho o sítio apenas como lazer, galinhas, árvores frutíferas, plantação de milho, hortaliças...”
Em decorrência da questão anterior, a pesquisa procurou saber também o seguinte: se a agropecuária não é a principal atividade
profissional e boa parte dos usuários mora na cidade, qual seria o motivo que os leva a acessar o Espaço do Produtor, que é dedicado ao pequeno agricultor e ao meio rural? Embora boa parte tenha respondido que sua
família é ou veio do meio rural (23,8%), a maioria (41,3%) escolheu a opção “outros” (Figura 10).
Figura 10 - Principais motivos que levam o usuário a visitar/consultar o Espaço do Produtor.
Novamente, dentre as respostas abertas da opção “Outros”, ocorreram várias justificativas. Mas observou-se que a maioria consulta o site para Obter conhecimento na área (17,3%). E embora não seja a principal atividade profissional desses usuários, eles pretendem realizar Futuro investimento na agropecuária (11,5%) ou a Agropecuária é segunda atividade (5,1%). (Figura 11)