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C- Avrupa Parlamentosunda Grubu Bulunan Avrupa Partileri

4- Diğer Gruplar

Questões referentes ao “estilo consumista de vida” (TRIGUEIRO, 2005) têm impacto considerável sobre a sociedade como um todo. Os problemas atuais, inclusive os problemas ecológicos, são provocados pela nossa maneira de viver (GADOTTI, 2000), sendo fundamental a modificação dos padrões de consumo, em busca da sustentabilidade.

De acordo com Gadotti (2000), o tema da sustentabilidade originou-se na economia (desenvolvimento sustentável) e na ecologia, para inserir-se definitivamente no campo da educação, sintetizando-se no lema “uma educação sustentável para a sobrevivência do planeta”. No entanto, para o autor, esse conceito pode ser ampliado para além da sustentabilidade econômica, permeando todas as instâncias da vida e da sociedade, podendo-se falar em uma sustentabilidade ambiental, social, política, educacional, curricular etc. Para Gadotti (2000), não há “desenvolvimento sustentável” sem “sociedade sustentável”, o que requer de nós uma consciência e uma cidadania planetárias, isto é, reconhecermos que somos parte da Terra e que podemos viver em harmonia com ela.

No contexto da construção de uma sociedade sustentável, a necessidade de se modificar padrões de consumo em busca da sustentabilidade foi um dos temas debatidos no Fórum Econômico Mundial, ocorrido na Suíça no mês de janeiro de 2010 e que reuniu representantes de várias indústrias multinacionais, de vários setores da economia. O foco dos debates sobre o tema foi propor novos modelos de negócios para incorporar valores sustentáveis para o consumidor.

Segundo Trigueiro (2005), o modelo capitalista não se baseia em conceitos de sustentabilidade, mas na maximização dos lucros e no entendimento de que a natureza

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é apenas, ou acima de tudo, fonte de matéria-prima e energia. Assim, existe uma urgência em aprofundar debates sobre os modelos de desenvolvimento que cada região ou país terá. Modelos estes que deverão estar pautados num equilíbrio entre o que se produz e o que se consome e que se preocupem em buscar alternativas para se reduzir problemas como desigualdades sociais, discriminação racial e concentração de renda, por exemplo. Tais problemas, de acordo com Goldemberg (2003), afetam diretamente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 8 e se relacionam diretamente com o consumo de energia pelas diferentes camadas sociais. Para Goldemberg (2003), ricos e pobres diferem tanto em suas rendas per capita quanto em necessidades, aspirações e formas de vida e, conseqüentemente, diferem fundamentalmente em seus usos da energia. Os pobres não apenas consomem menos energia do que os ricos, mas também diferentes tipos de energia e como conseqüência, o impacto ambiental da energia consumida pelos diferentes grupos da sociedade difere de um grupo para outro.

No contexto do consumo de energia, a inserção da tecnologia da máquina a vapor no modo de produção provocou uma ruptura no sistema, exigindo uma nova ordem de grandeza no seu uso. Este impacto demonstra que o tipo de opção de consumo feita pelos indivíduos pode afetar consideravelmente todos os setores da sociedade. Essa hipótese não se refere apenas à geração e à transmissão de energia ou aos seus efeitos sobre o meio-ambiente, mas implica que conservar energia reduz a necessidade de atender a uma demanda muito alta, podendo poupar divisas, que serão empregadas para atender outras necessidades, não menos emergenciais da população, como saúde, educação e segurança pública, por exemplo.

No cenário dessas desigualdades sociais, vale a pena destacar que ainda persistem no país grandes desigualdades no abastecimento de água entre a população carente e as camadas mais ricas da sociedade. Boa parte da população carente não tem acesso aos serviços de tratamento e abastecimento de água, fazendo proliferar doenças e aumentar

8 Conforme Goldemberg (2003), o IDH é uma composição de fatores como Longevidade (medida pela

expectativa de vida; Instrução (medida por uma combinação da alfabetização de adultos e anos médios de escolaridade) e Padrão de vida – medido pelo poder de compra, baseado no PIB per capita, ajustado para o custo de vida local. Para o autor, o IDH não basta para medir o desenvolvimento de um país, uma vez que não leva em conta as disparidades sociais.

os índices de mortalidade, enquanto cresce entre os mais ricos seu consumo per capita (O LÍQUIDO... 2010).

Enquanto no país cresce a indústria automobilística e o transporte por rodovias acaba por ser uma das prioridades na matriz de transporte, grande parcela da população ainda enfrenta diversos problemas quanto ao uso dos transportes coletivos. Além disso, historicamente, o petróleo tem sido motivo de diversas lutas armadas (TEIXEIRA, 2008).

Além disso, no tocante à energia elétrica, ainda existem populações que não possuem acesso a esse recurso, apesar de esforços governamentais como a implantação do programa “Luz para Todos”.

CAPÍTULO 3 - EDUCAÇÃO PARA O USO RACIONAL DE ENERGIA

O consumo de energia tem sofrido um crescente aumento em todo o mundo e diversos países, inclusive o Brasil, vêm desenvolvendo políticas públicas e de planejamento que contemplam a eficiência energética e o uso racional de energia. Porém, de acordo com Rios et al (2006), apesar dos esforços de parte da comunidade mundial preocupada com o futuro do planeta, o ritmo das mudanças não tem sido adequado ao necessário, como se pode constatar nas dificuldades de implementação de medidas como aquelas previstas na Agenda 21 e no Protocolo de Kyoto, o que tem demonstrado, de acordo com Dias (2003), uma urgência em se formar recursos humanos mais sensíveis às necessidades da sociedade.

A conscientização acerca do uso racional da energia deve atingir todos os domínios da sociedade, inclusive o domínio da educação. Nesse sentido, aponta-se a necessidade de se integrar à educação formal conhecimentos sobre energia que busquem a eficiência energética, através da adoção de tecnologias e atitudes que otimizem o uso da energia e de medidas de sensibilização dos estudantes, de seus familiares, amigos, entre outros.