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3.3 Avrupa İnsan Hakları Sözleşmesi Çerçevesinde Türban Sorunu

3.3.2 Avrupa İnsan Hakları Mahkemesi Kararlarında Türban

3.3.2.2 Leyla Şahin/Türkiye Kararı

3.3.2.2.4 Demokratik Bir Toplumda Gereklilik

Os dados das características estudadas (perímetro escrotal, hormônio luteinizante, testosterona, triiodotironina, tiroxina, cobre e zinco plasmáticos) foram submetidos à análise de variância de medidas repetidas, pelo método dos quadrados mínimos, tendo como causas de variações as idades estudadas (12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24 meses) e as duas épocas do ano (período de março a agosto, época de seca; e período de setembro a fevereiro, época de chuva). Utilizou-se o procedimento descrito pelo SAS (1996), admitindo serem os dados normais e independentemente distribuídos. Procedeu-se a decomposição dos graus de liberdade da causa de idade em polinômios não ortogonais para verificar a tendência das características estudadas em função da idade dos animais. A concentração do hormônio luteinizante foi analisada extraindo-se a raiz quadrada ( ) dos valores obtidos em decorrência do seu alto coeficiente de variação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Se Você Pode...

...aprender a viver serenamente,

passando por todos altos e baixos...

...fazer com que a rotina ganhe um novo brilho...

...sentir o gosto de apenas viver

e reconhecer a beleza de cada dia...

...pode ter a coragem de tentar,

mesmo sabendo que o esforço

pode ser maior do que parece.

Você continuará a aprender dia a dia,

que a realização de seus sonhos

depende apenas de você!

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Biometria testicular

O resumo da análise de variância dos dados revelou que o perímetro escrotal (PE) e as medidas dos testículos direito e esquerdo, mostraram efeito significativo p<0,01 para a idade, dos 12 aos 24 meses, como pode ser observado na Tabela 1.

Tabela 1. Resumo (da análise de variância) do perímetro escrotal (PE), altura do

testículo direito (ALTD), altura do testículo esquerdo (ALTE), largura do testículo direito (LTD) e largura do testículo esquerdo (LTE), valores em cm, por idade e época do ano de bovinos Nelore variedade Mocha,Indiana, S.P., 2001.

Variáveis Quadrados médios (QM)

Causas de variação

GL PE ALTD ALTE LTD LTE

Idade 12 348,0098 ** 71,4472** 66,2146** 17,8595** 16,2477** Época 1 11,6100 1,4061 0,6611 0,7620 1,0018 Resíduo 701 7,067 1,0975 1,2218 0,3757 0,3840 X ± DP N = 715 24,91± 2,81 8,74 ±1,04 8,75± 1,10 4,68±0,61 4,66±0,62 CV % 11,29 11,98 12,63 13,08 13,30 ** - p< 0,01

O valor médio e desvio padrão do perímetro escrotal observado em 55 animais foi de 24,91±0,28 cm, coeficiente de variação (CV) de 11,29%, apresentando aos 12 meses de idade a média de 18,87 cm e 29,44 cm aos 24 meses (Tabela 2). Esses valores observados foram semelhantes aos relatados por Villares et al. (1972), Maciel et al. (1987), Pinto et al. (1991), Tróconiz et al. (1991), Chase et al (1996), Fonseca et al. (1997), Sanches (1999) e Penã (2000), inferiores aos de Coulter (1976), Wildeus et al. (1984), Villares & Josahkian (1994), Silva-Mena(1997) e Unanian (1997), sendo superiores aos encontrados por Oba et al.(1989).

Na Tabela 2, encontram-se a média e o respectivo erro padrão das mensurações do perímetro escrotal, altura e largura dos testículos direito e esquerdo, em função da idade e época do ano.

Tabela 2. Perímetro escrotal (PE), altura do testículo direito (ALTD), altura do testículo

esquerdo (ALTE), largura do testículo direito (LTD), e largura do testículo esquerdo (LTE), valores em cm, médias e seus respectivos erros padrões, por idade e época do ano de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Idade Número de

observações PE ALTD ALTE LTD LTE

12 55 18,87± 0,37 5,98±0,14 6,03±0,14 3,27±0,08 3,32±0,08 13 55 20,38±0,53 6,61±0,19 6,70±0,21 3,66±0,11 3,70±0,11 14 55 21,60±0,53 7,48±0,19 7,37±0,21 4,03±0,11 4,00±0,11 15 55 23,17±0,53 7,96±0,19 7,80±0,21 4,26±0,11 4,26±0,11 16 55 24,24±0,53 8,37±0,19 8,10±0,21 4,44±0,11 4,48±0,11 17 55 24,87±0,53 8,70±0,19 8,56±0,21 4,65±0,11 4,65±0,11 18 55 25,50±0,53 9,10±0,19 8,90±0,21 4,81±0,11 4,82±0,11 19 55 25,24±0,53 9,06±0,19 9,10±0,21 4,79±0,11 4,75±0,11 20 55 26,26±0,53 9,38±0,19 9,50±0,21 5,02±0,11 4,96±0,11 21 55 27,20±0,53 9,78±0,19 9,92±0,21 5,21±0,11 5,14±0,11 22 55 27,97±0,53 10,14±0,19 10,28±0,21 5,36±0,11 5,28±0,11 23 55 29,04±0,53 10,51±0,19 10,65±0,21 5,60±0,11 5,51±0,11 24 55 29,44±0,53 10,67±0,19 10,83±0,21 5,77±0,11 5,66±0,11 TOTAL 715 24,91±0,10 8,74±0,03 8,75±0,04 4,68±0,02 4,66±0,02 EPOCA I 358 24,45±0,39 8,58±0,14 8,64±0,15 4,56±0,08 4,52±0,08 EPOCA II 357 25,37±0,39 8,90±0,14 8,86±0,15 4,80±0,08 4,79±0,08

Época I : chuva – setembro a fevereiro. Época II: seca – março a agosto

O perímetro escrotal revelou crescimento linear com a idade p<0,01 (Figura 1), fato este já conhecido em muitos animais tanto europeu como zebuínos, principalmente os de corte (Lunstra et al., 1978; Fields et al., 1979; Bourdon & Brinks ,1986; Maciel et al., 1987; Deragon & Ledic, 1990, Godfrey, 1990; Barbosa et al., 1992; Browning et al., 1996; Moura & Erikson, 1997; Gressler, 1998).

Todas as características estudadas dos testículos, também apresentaram crescimento linear de modo significativo p< 0,01, com a idade, apresentando medidas menores que os Bos taurus e Bos Indicus conforme os descritos por Mies Filho (1981), Toelle & Robson (1985), Larreal et al. (1986), Madrid (1988), Morris (1992), Chase et al. (1997), Dal Farra et al. (1998).

Perímetro escrotal 15 17 19 21 23 25 27 29 31 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses PE ( cm) PE = 24,91+ 0,9533 (x-18) 10 2R2 = 97,79

Figura 1. Distribuição das médias de perímetro escrotal em cm, por idade de bovinos

Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Para a explicação do crescimento linear, Villares (1982) observaram a habilidade de crescimento testicular nos trópicos ou suas mudanças, confrontando 62 indivíduos contemporâneos, sob idênticas condições de alimentação, em duas idades peripúberes, em que o zebuíno Nelore exibiu 7,52 cm de ganho linear, o bovino Chianina 4,43 e os mestiços com 10,50; 9,09 e 10,04 cm de circunferência escrotal entre 13 e 17,7 meses. Os maiores crescimentos dos testículos dos animais mestiços pareceram simples manifestações heteróticas, o Nelore teve ganho linear e o menor valor do Chianina poderia ser atribuído as diferenças iniciais desta raça com 27,5 cm e apenas 17 cm do Nelore.

As causas de variações fisiológicas da biometria testicular, ligadas à espécie, à raça, ao ambiente bioclimático e outros, não permitiriam extender ou aplicar nos Zebuínos os padrões de tamanho testicular estabelecido para bovinos na zona temperada, sem sérios equívocos. Basta dizer que, na faixa etária de 12-14 meses, o padrão norte-americano classifica de ótima a circunferência escrotal de 35 cm, de apenas boa a de 30-35 cm e de ruim menos de 30 cm, para avaliar o PE de bovinos (Villares, 1989). Entre os cinqüenta e cinco animais deste estudo, obtivemos média de 24,45 cm para Nelore variedade Mocha, dos 12 aos 24 meses, e portanto, seriam todos eliminados como indesejáveis à reprodução pelos critérios estabelecidos para taurinos (FONSECA, 1997).

Baseado nisso, há necessidade de pesquisa nas condições tropicais para achar os valores apropriados aos Zebuínos. As variações fisiológicas da biometria testicular ligadas aos efeitos de espécie, raça, adaptação ao clima e outros fatores, exigem a construção de padrões classificatórios próprios para os zebuínos da raça Nelore variedade Mocha.

O resumo das análises de variância das características de biometria testicular (Tabela 1) demonstrou que a idade dos animais tem efeito significativo sobre altura dos testículos direito e esquerdo (p<0.01).

As médias de altura ficaram em torno de 8,74 cm para o testículo direito e 8,75 cm para o testículo esquerdo, oscilando entre 5,98 e 10,67 cm e entre 6,03 e 10,83 cm respectivamente, no período de 12 a 24 meses (Tabela 2).

Para as características altura e largura dos testículos os resultados foram semelhantes aos encontrados por Cardoso et al. (1975) em Nelore, sendo, no entanto, seus dados obtidos em peças de matadouro. Os resultados foram inferiores aos encontrados por Oba et al. (1989). Quanto ao perímetro escrotal e medidas dos testículos direito e esquerdo, os valores obtidos apresentaram entre si relações esperadas com a idade e seus coeficientes traduzem a grande homogeneidade na colheita dos dados, concordando com Oba et al. (1989) que trabalharam com Nelore em várias faixas etárias.

A análise estatística estabeleceu, para altura dos testículos, variações na soma de quadrados totais de 96,60% para testículo direito e 98,45% para testículo esquerdo (Fig. 2 e Fig. 3).

As equações estabelecidas, y = 8,747+0,4293 (x-18) e y = 8,754 +0,4172 (x-18), juntamente com os valores médios estimados em cada faixa etária (Tabela 2), revelaram tendência de aumento da medida de altura do testículo direito e esquerdo, em função da idade (Fig. 2 e Fig. 3).

O resumo da análise de variância das características de largura de testículo direito e esquerdo (Tabela 1), mostrou efeito significativo da idade (P<0,01) para tais medidas, concordando com os achados de Mies Filho et al. (1980).

Altura do testículo direito

4 5 6 7 8 9 10 11 12 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses AL T D ( cm) ALTD = 8,747 + 0,4293 (x-18) R2 = 96,60

Figura 2. Distribuição das médias de altura do testículo direito em cm, por idade de

bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Altura do testículo esquerdo

4 5 6 7 8 9 10 11 12 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses AL T E ( cm ) ALTE = 8,754 + 0,4172 (x-18) R2 = 98,45

Figura 3. Distribuição das médias de altura do testículo esquerdo em cm, por idade de

bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

O valor médio das medidas de largura de testículo direito e esquerdo, foi de 4,68cm e 4,66cm (Tabela 1), e entre 3,27 e 5,77cm, e 3,32 e 5,66cm, respectivamente, para 12 e 24 meses de idade.

Para a análise estatística, a medida de largura de testículo direito e esquerdo, é responsável por 98,22% e 98,41% da variação ocorrida na soma de quadrados totais (Fig. 4 e Fig. 5).

As equações estabelecidas, y = 4,686+0,2164 (x-18) e y = 4,661 + 0,2063 (x-18), juntamente com os valores médios estimados por classe de idade (Tabela 2), revelaram a tendência de aumento da medida de largura do testículo direito e esquerdo dos animais ao longo do período estudado (Fig. 4 e 5 ).

Estes resultados confirmam os achados de Mies Filho et al.(1980) do aumento de largura dos testículos em faixas etárias crescentes, porém com valores relativamente inferiores para bovinos Nelore variedade Mocha.

Largura do testículo direito

2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses LT D (c m) LTD = 4,686 + 02164 (x-18) R2 = 98,22

Figura 4. Distribuição das médias de largura do testículo direito em cm, por idade de

Largura do testículo esquerdo 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses LT E ( cm ) LTE = 4,661 + 02063 (x-18) R2 = 98,41

Figura 5. Distribuição das médias de largura do testículo esquerdo (em cm), por idade

de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

A análise de variância não demonstrou existência de diferenças nos valores de perímetro escrotal, altura e largura dos testículos direito e esquerdo, entre as épocas de colheita, como se observa nas Tabelas 1, e 2 e nas Figuras 1, 2, 3, 4 e 5.

Tabela 3. Peso corporal em kg, número de observações, médias e seus respectivos

erros padrões, por idade de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Idade Número de observações Peso

12 55 201,20± 2,93 13 55 224,24±2,92 14 55 245,18±3,52 15 55 260,04±4,96 16 55 290,51±4,07 17 55 305,62±4,47 18 55 323,84±3,82 19 55 334,09±3,99 20 55 347,58±4,80 21 55 363,47±4,97 22 55 370,64±4,67 23 55 379,89±4,87 24 55 381,34±8,06 X± EP 715 309,82 ± 1,30

Com relação ao peso corporal, a média em 55 bovinos Nelore variedade Mocha verificado uma vez por mês foi de 309,82±1,30, acompanhados dos 12 aos 24 meses de idade, conforme está na Tabela 3. A média do peso corporal no início do experimento aos 12 meses de idade foi de 201,20 ± 2,93 Kg, com crescimento mais acentuado ao longo dos seis primeiros meses e depois um desenvolvimento mais uniforme até aos 24 meses apresentado na Figura 6.

Figura 6. Distribuição das médias de peso corporal (em Kg), por idade de bovinos

Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001. Peso corporal 0 100 200 300 400 500 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses V a riação d e p e so ( Kg)

Os resultados foram semelhantes a todos os trabalhos da literatura como já demonstrado por vários autores (Lunstra et al., 1978; Chenoweth & Ball, 1980; Mies Filho et al., 1980; Brinks, 1981; Pimentel et al., 1984; Pinto et al.,1988; Oba et al., 1989, Vale Filho et al., 1989;, Martins Filho et al., 1990) e não foi objetivo do trabalho estudar o peso, visto que há inúmeros trabalhos a este respeito, associados a idade, nutrição, condições climáticas, inclusive com hormônios (Hammond (1971), Lunstra et al., (1978), Mariante & Zancaner (1985), Pruitt et al. (1986), Coulter et al. (1987), Madrid et al. (1988), Meyer et al., (1991), Wildeus et al., (1994), Salles (1995), Magnabosco et al., (1996), Fernandes et al.(1996), Scarpati et al., (1996), Santos et al. (1997), Chase et al. (1997), Sanches et al. (1998), Rosa (1999).

As condições nutricionais destes animais criados extensivamente foram boas, por isto o desenvolvimento corporal não sofreu retardo por condições ambientais adversas, principalmente dos níveis nutricionais, e assim o desenvolvimento testicular não sofreu comprometimento conforme os estudos de Print et al. (1986) e Sanches (1998).

4.2. Dosagens hormonais

4.2.1.Hormônio luteinizante

O hormônio luteinizante foi transformado em raiz quadrada em virtude do alto grau de coeficiente de variação de 104,25% e média de 0,07 ± 0,08 ng/dL. A concentração plasmática da raiz do hormônio luteinizante de 715 amostras de 55 bovinos Nelore variedade Mocha foi de 0,25 ±0,08 ng/dL, CV= 31,20% como está demonstrado na Tabela 4.

Tabela 4. Resumo da análise de variância dos hormônios; raiz do hormônio

luteinizante ( LH); testosterona, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), por idade e

época do ano de Bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Quadrados médios Variáveis Causas de variação GL LH (ng/dL) TESTOSTERONA (ng/dL) T 3 (ng/dL) T 4 (µg/dL) Idade 12 0,0699** 212938,7379** 1,1722** 25,7686** Época 1 0,0004 270,8965 0,0005 0,0098 Resíduo 701 0,0062 9158,7240 0,0168 0,5907 X± DP 0,25± 0,08 168,04± 95,70 1,31± 0.12 0,25±0.07 CV % 31,20 56,95 9,90 31,20 ** - p<0.01

O nível de hormônio luteinizante apresentou variação nas diferentes idades, iniciando com 0,22 ng/dL ou 0,04 ng/dL aos 12 meses, observando o menor valor de 0,21 ng/dL ou 0,01 ng/dL aos 20 meses e atingindo um pico aos 22 meses com 0,36 ng/dL ou 12,96 ng/dL, decrescendo a seguir até aos 24 meses de idade (Tabela 5 e Fig. 7). Este resultado é inferior ao de Define (1980); Oba (1985) e Moura & Erickson (1997), maiores que os citados por Amann et al. (1986) e concordando com as afirmações de Wise et al. (1987) de que a secreção de LH ocorre independentemente.

O resumo da análise de variância mostrou que o LH exerceu efeito significativo, p<0,01, para a idade (Tabela 4). O acompanhamento da concentração de LH plasmático nos animais mostrou efeito significativo entre eles, p<0,01, semelhante aos encontrados por Oba (1985) em soro sanguíneo e em faixas etárias; diferindo dos estudos de Define (1980). Por outro lado, não foi encontrada nenhuma correlação entre LH e testosterona, confirmando os achados de Rawlings et al. 1978.

Tabela 5. Hormônio luteinizante (LH), hormônio testosterona, triiodotironina (T3),

tiroxina (T4), número de observações, médias e seus respectivos erros padrões, por

idade e época do ano de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Idade Número de observações LH (ng/dl) Testosterona (ng/dl) T3 (ng/dl) T4 (µg/dl) 12 55 0,22±0,01 26,10±12,90 1,21±0,02 1,05±0,10 13 55 0,25±0,01 47,70±18,25 1,22±0,02 1,02±0,14 14 55 0,24±0,01 55,20±18,25 1,23±0,02 1,02±0,14 15 55 0,23±0,01 63,13±18,25 1,21±0,02 1,03±0,14 16 55 0,26±0,01 77,52±18,25 1,48±0,02 1,21±0,14 17 55 0,24±0,01 149,21±18,25 1,49±0,02 1,27±0,14 18 55 0,24±0,01 179,20±18,25 1,73±0,02 1,24±0,14 19 55 0,22±0,01 241,47±18,25 1,36±0,02 2,58±0,14 20 55 0,21±0,01 240,58±18,25 1,22±0,02 3,50±0,14 21 55 0,25±0,01 242,37±18,25 1,24±0,02 4,28±0,14 22 55 0,36±0,01 278,00±18,25 1,21±0,02 4,25±0,14 23 55 0,29±0,01 289,51±18,25 1,18±0,02 3,60±0,4 24 55 0,25±0,01 293,72±18,25 1,20±0,02 4,26±0,14 Total 715 0,25±0,00 168,03±3,57 1,30±0,00 2,33±0,03 Época I 358 0,25±0,01 170,25±13,37 1,31±0,02 2,32±0,10 Época II 357 0,25±0,01 165,81±13,41 1,30±0,02 2,35±0,10

Figura 7. Distribuição das médias de concentração de hormônio luteinizante em ng/dL,

por idade de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001 Níveis plasmáticos de hormônio luteinizante

0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses LH ( n g / dL)

Toda essa variação pode ser atribuída às diferenças de metodologia empregada, material utilizado, época do ano, baixa freqüência de colheita, horário, ou ainda a determinação hormonal em diferentes faixas etárias. A diferença deste resultado é que este hormônio foi estudado por alguns autores no início do crescimento (Lunstra et al. 1978; McCarthy et al. 1979; Evans et al. 1995; Moura & Erickson, 1997), na puberdade por Welsh et al. (1979) e na fase adulta por Katongole et al. (1971).

4.2.2. Testosterona

O resumo das análises de variância revelou efeito significativo da idade dos animais para o hormônio testosterona (p<0.01), como aponta a Tabela 4. Este resultado difere dos resultados de Sanches (1999), onde não foi encontrado efeito significativo da idade sobre os níveis de testosterona em reprodutores Nelore, mas foi similar aos de McCarthy et al. (1979), Harrison et al. (1982) e Oba (1985).

O valor médio e o desvio padrão da concentração de testosterona no plasma de touros Nelore foi de 168,04 ± 95,70 ng/mL, CV = 56,95%, com variação entre 26,10 a 293,72 ng/ml, dos 12 aos 24 meses, como demonstram a Tabela 5. Este resultado é semelhante aos de Kozumplik (1981), Harrison et al. (1982), superiores aos constatados por Thibier et al. (1975), Curtis & Amann

(1981), Fields (1982), Oba (1985), Barbosa et al. (1992), Moura & Erickson (1997), Santos et al. (1997), Sanches et al. (1998) e inferiores aos de Define (1980). Apesar do alto desvio padrão e coeficiente de variação, revelam o quanto a concentração de testosterona variaram dos 12 aos 24 meses em que se procedeu a colheita.

Não se detectou as causas dessas variações, porém sabe-se que muitos fatores podem contribuir para aumentar ou diminuir o valor desse hormônio ao longo de um ciclo reprodutivo.

Para a análise estatística, a concentração de testosterona no plasma, respondeu por 87,82% da variação ocorrida na soma de quadrados totais (Figura 8).

A equação estabelecida y = 175,8 + 32,38 (x-18) – 0,55 (x-18)2 - 0,32 (x-18)3, juntamente com os valores médios estimados por classe de idade (Tabela 5), revelaram a tendência de aumento da concentração da testosterona em função da idade (Figura 8), confirmando os dados de Oba (1985), Unanian (1997) e Sanches et al. (1998).

Procurou-se trabalhar com animais da mesma região do Estado de São Paulo, submetidos as condições climáticas semelhantes e da mesma idade, para não ter interferência e não foi objetivo do trabalho como alguns autores citaram ( Rawlings, 1972; Seccheria et al.,1976; Lunstra et al.,1978 e Mackinon et al.,1991), que animais mais jovens, com maior concentração de testosterona alcançaram a puberdade mais cedo. Além disso, todas as colheitas foram efetuadas em duas épocas do ano, não apresentando influência estacional, visto que as estações do ano podem interferir nas taxas de testosteriona, como já foi apontado por Sundby & Tollman (1978); Martens (1997) e Sanches et al. (1998).

Neste estudo, não buscou-se verificar a influência hormonal sobre a nutrição conforme os trabalhos de Chase et al. (1993), e nem a influência da testosterona sobre o peso corporal ou com a produção espermática conforme a descrição de Mackinon(1991).

Figura 8. Distribuição das médias de concentração de testosterona em ng/dL, por

idade de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001. Níveis plasmáticos de testosterona

10 60 110 160 210 260 310 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses T (ng /d L) 4.2.3. Triiodotironina e tiroxina

O resumo da análise de variância revelou efeito significativo da idade sobre as concentrações plasmáticas de hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), (p< 0,01), como está demonstrado na Tabela 4. As médias e os desvios padrões foram de 1,31 ± 0,12 ng/dL e 2,32 ± 0,10 µg/dL para T3 e T4, respectivamente, menores que os de Define(1980), concordando com este autor somente em relação ao efeito significativo da idade sobre as dosagens de T3 e T4.

As concentrações médias de hormônios tireoideanos e seus respectivos erros padrões apresentaram 1,30±0,12 ng/dL e 2,33±0,03 µg/mL, oscilando entre 1,18 a 1,73 ng/mL; e entre 1,02 a 4,28 µg/mL, respectivamente, para T3 e T4. (Tabela 5), sendo inferior aos encontrados por Define (1980).

O perfil dos níveis plasmáticos de triiodotironina e tiroxina dos 12 aos 24 meses de idade em touros Nelore, está nas figuras 9 e 10, respectivamente.

Com relação ao T3 observou-se uma frequência mais ou menos constante e o T4 apresentou uma frequência constante até os 18 meses, do qual aumentou até os 20 meses, decrescendo a seguir até os 24 meses.

Na Tabela 5, foi demonstrado que o T4 a partir dos 19 meses, aumentou praticamente 100% em relação ao T3 nesse mesmo período.

As concentrações de T3 e T4 não demonstraram a existência de diferenças com relação as épocas do ano (seca e chuva) como citam Graham (1991) e Pérez e Alvarez (1997), embora este último em relação ao T3 também não encontrou efeito significativo para a estação.

Níveis plasmáticos de triiodotironina

1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses T3 ( n g / d L )

Figura 9. Distribuição das médias de concentração de triiodotironina em µg/dL, por

idade de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001. Níveis plasmáticos de tiroxina

0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses T4 ( u g / d L )

Figura 10. Distribuição das médias de concentração de tiroxina em µg/dL, por idade

Segundo a literatura, os hormônios tireoideanos afetam virtualmente cada um dos órgãos, em algum estágio de desenvolvimento, crescimento ou maturação. Os efeitos destes hormônios são órgãos- específicos, mas geralmente aumentam a lipólise, glicose, função cardíaca, produção cardíaca, consumo de oxigênio, e taxa metabólica quando as concentrações circulantes estão elevadas. Além disso, a maturação epitelial, função reprodutiva, desenvolvimento ósseo, e embriogênese são criticamente afetados pelo estatus da tireóide (Graham, 1991), sendo que a tireoidectomia está associada com ausência de libido nos touros, e touros com baixo desempenho reprodutivo tem tido aumento da função reprodutiva após suplementação tiroproteica.

Não foi verificada correlação entre os hormônios tireoideanos com o tamanho do testículo, contrariando as informações de Majdic et al. (1998) aos 12 meses de idade, em touros Simental.

Quanto aos hormônios T3 e T4, pouco se conhece do envolvimento dentro da reprodução masculina, apenas alteração de desejo sexual (MacDowell, 1980), por fatores climáticos (Graham, 1991; Perez & Alvarez, 1997). Daí há necessidade de estudos que estabeleçam parâmetros e conhecimento melhor do envolvimento com a reprodução.

A análise de variância não demonstrou existência de diferenças nos valores de hormônios luteinizante, testosterona, T3 e T4, entre as épocas de colheita, como se observa nas Tabelas 4, 5 e nas Figuras 7, 8, 9, 10.

4.3. Dosagens minerais

O resumo da análise de variância demonstrou efeito significativo da idade dos animais sobre os teores de cobre e zinco (p< 0,01), como mostra a Tabela 6.

Tabela 6. Resumo da análise de variância de cobre (Cu) e zinco (Zn), por idade e

época do ano de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P. 2001.

Quadrados médios Variáveis Causas de variação GL COBRE (Cu) (mg/L) ZINCO (Zn) (mg/L) Idade 12 0,6681** 0,4442** Época 1 0,0161 0,2382** Resíduo 701 0,0190 0,0281 X± DP 0,29 ± 0,14 0,27 ± 0,17 CV % 46,78 61,50 ** - p<0.01

Os dados das concentrações de minerais, determinados durante o experimento estão apresentados na Tabela 7.

Tabela 7. Concentrações de cobre (Cu) e de zinco (Zn), número de observações,

médias e seus respectivos erros padrões, por idade e época do ano de bovinos Nelore variedade Mocha, Indiana, S.P., 2001.

Idade Número de observações Cobre (Cu) (mg/L) Zinco ( Zn) (mg/L) 12 55 0,11±0,02 0,21±0,03 13 55 0,18±0,02 0,18±0,03 14 55 0,16±0,02 0,11±0,03 15 55 0,19±0,02 0,08±0,03 16 55 0,20±0,02 0,19±0,03 17 55 0,28±0,02 0,41±0,03 18 55 0,39±0,02 0,26±0,03 19 55 0,22±0,02 0,36±0,03 20 55 0,32±0,02 0,31±0,03 21 55 0,40±0,02 0,25±0,03 22 55 0,32±0,02 0,44±0,03 23 55 0,44±0,02 0,33±0,03 24 55 0,56±0,02 0,33±0,03 Total 715 0,29±0,01 0,27±0,01 Época I 358 0,31±0,02 0,34±0,02 Época II 357 0,27±0,02 0,21±0,02

A média e o desvio padrão do cobre plasmático foi de 0,29 ± 0,14 mg/L, CV = 46,78% e a média e o erro padrão de 0,29 ±0,01mg/L. O valor mínimo encontrado foi de 0,11 mg/L aos 12 meses de idade e o máximo foi de 0,56 mg/L aos 24 meses conforme mostra a Tabela 7.

Esses resultados são menores daqueles obtidos por Maas (1987) Smart et al. (1981), Corah & Ives (1991), Fernandes et al. (1994), Underwood & Suttle (1999) e próximo aos verificados por Tessman et al. (2001)

Para análise estatística, estabeleceu-se a equação y = 0,2946 + 0,0374 (x-18), a partir dos valores médios estimados de cobre (Tabela 7), por classe de idade, obtendo 78,44 % da variação ocorrida na soma de quadrados totais (Figura 11).

Os animais jovens e em crescimento tem uma maior demanda de cobre e por isso são mais susceptíveis às deficiências do elemento na dieta. No Brasil, a deficiência de cobre já foi diagnosticada com base em determinações dos níveis do elemento no fígado dos animais, nas forrageiras dos pastos, em sinais clínicos do rebanho e em estudos histopatológicos, mas não existem trabalhos confirmando a deficiência pela resposta animal com suplementação de cobre (ROSA, 2002). O modo de ação de como os elementos podem afetar a função reprodutiva são pobremente definidos e certamente são necessárias pesquisas adicionais. Na literatura consultada não foi encontrado relatos referentes ao cobre sobre a idade, reprodução, o que justifica a elaboração de nossos estudos.

A Figura 11 revela a tendência de aumento da concentração de cobre no plasma dos animais em função da idade, com aumento discreto dos 12 aos 15 meses, seguidos posteriormente de três momentos de elevação e subsequente queda nos valores, pontuadas dos 16 aos 18 meses, dos 19 aos 21 meses e finalmente dos 22 aos 24 meses.

Para o zinco, o resumo da análise de variância permitiu a verificação do efeito significativo das classes de idade sobre o nível plasmático de zinco (p<0.01) como mostra a Tabela 6.

Níveis plasmáticos de cobre 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Meses C o n ce