3.3. Dünya’da Altın Piyasaları Ve Özellikleri
3.3.1. Dünya’da Altın Arz Ve Talebi
O professor é um profissional do conhecimento, portanto tem importância fundamental notar os saberes que integram a sua atividade. Na medida em que o sujeito constrói representações sobre sua profissão, seus projetos de futuro, suas relações socioculturais, sua trajetória escolar, ele constrói um sentido para o saber.
Os saberes profissionais são, entre outros, componentes da profissionalidade ou da identidade profissional do professor. É, principalmente, com base nesses saberes que o professor vai estruturando a sua vida profissional, a sua relação com a escola e com os colegas. Enfim, vai estruturando o seu modo de ser professor.
Os saberes profissionais do professor são o conjunto de conhecimentos (teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes) que estruturam a prática e garantem uma boa atuação do professor.
Segundo Tardif (2002, p.11), o saber dos docentes é um saber deles e diz respeito à pessoa e à identidade deles, “com sua experiência de vida e com sua história profissional, com suas relações com os alunos em sala de aula e com os atores escolares na escola. Por essa razão, é preciso estudá-lo sem descartar esses elementos que constituem a sua profissão.
Em um sentido amplo, a noção de saber inclui os conhecimentos, as competências, aptidões ou habilidades e as atitudes referentes à sua profissão. Aquilo que foi muitas vezes denominado de saber, de saber-fazer, e de saber-ser. Tardif afirma que os saberes profissionais dos professores são plurais, compósitos, heterogêneos e, também, temporais; são
adquiridos no decorrer de “certos processos de aprendizagens e socialização que atravessam tanto a história de vida quanto a carreira” Tardif (2002, p. 102-103).
Tardif (1999) também analisa a questão dos saberes profissionais e a sua relação na problemática da profissionalização do ensino e da formação de professores. Considera que a diferença entre as profissões está na natureza do conhecimento profissional que, por sua vez, apresenta as seguintes características: a) é especializado e formalizado; b) é adquirido na maioria das vezes na universidade, que prevê um título; c) é pragmático, voltado para a solução de problemas; d) é destinado a um grupo que de forma competente poderá fazer uso deles; e) é avaliado e autogerido pelo grupo de pares; f) requer improvisação e adaptação a situações novas num processo de reflexão; g) exige uma formação contínua para acompanhar sua evolução; h) sua utilização é de responsabilidade do próprio profissional.
A implantação e o desenvolvimento destas características no ensino e na formação de professores têm sido um dos objetivos do movimento da profissionalização docente que, nos últimos anos, tem buscado construir um repertório de conhecimentos e definir competências para a formação e a prática do magistério.
A formação dos professores implica em um conjunto de saberes que vão sendo incorporados ao longo da própria vida, saberes estes que decorrem da sua imersão num contexto societário, das relações que vão se estabelecendo com pessoas e instituições várias. Na profissão, continuam a incorporar novos saberes que se vão agregando ao processo formativo de construção da identidade profissional. Para Tardif (2002, p.71):
A socialização é um processo de formação do indivíduo que se estende por toda a história de vida e comporta rupturas e continuidades [...] Em sociologia, não existe consenso em relação à natureza dos saberes adquiridos através da socialização.[...] A idéia de base é que esses
saberes (esquemas, regras, hábitos, procedimentos, tipos, categorias,
etc.) não são inatos, mas produzidos pela socialização, isto é, através do processo de imersão dos indivíduos nos diversos mundos socializados, [...] nos quais eles constroem, em interação com os outros, sua identidade pessoal e social.
Tardif (2002) chama de epistemologia da prática profissional o estudo do conjunto dos saberes utilizados realmente pelos profissionais em seu espaço de trabalho cotidiano para desempenhar todas as suas tarefas.
Outra contribuição ao tema é o estudo de Gauthier et al. (1998), que faz um levantamento das pesquisas norte-americanas sobre o que ficou conhecido como knowledge
base ou base de conhecimento. O estudo tem como ponto de apoio as premissas de que, assim como a atividade docente não tem conseguido revelar os seus saberes, as ciências da educação acabam por produzir outros saberes que não condizem com a prática. Gauthier e seus colaboradores identificam, então, a existência de três categorias relacionadas às profissões: ofícios sem saberes; saberes sem ofício e ofícios feitos de saberes.
A primeira categoria, ofícios sem saberes, abrangeria uma falta de sistematização de um saber próprio do docente envolvendo bom senso, intuição, experiência. Já os saberes sem ofício caracterizam-se pela formalização do ensino, reduzindo a sua complexidade e a reflexão que é presente na prática docente. Acabam-se tornando saberes que não condizem com a realidade. Esta categoria, de certa forma, não contribui para o fortalecimento da profissionalização docente. A terceira categoria apresenta um ofício feito de saberes, que abrangeria vários saberes que são mobilizados pelo professor e sua prática envolvendo seis tipos de saberes:
a) Disciplinar - referente ao conhecimento do conteúdo a ser ensinado;
b) Curricular - relativo à transformação da disciplina em programa de ensino; c) das Ciências da Educação - relacionado ao saber profissional específico que não está diretamente relacionado com a ação pedagógica;
d) da Tradição Pedagógica - relativo ao saber de dar aulas que será adaptado e modificado pelo saber experiencial e, principalmente, validado ou não pelo saber da ação pedagógica;
e) da Experiência - referente aos julgamentos privados responsáveis pela elaboração, ao longo do tempo, de uma jurisprudência de truques;
f) da Ação Pedagógica - que se refere ao saber experiencial tornado público e testado.
Segundo Gauthier et al (1998) os saberes docentes são aqueles adquiridos para o ou no trabalho e mobilizados tendo em vista uma tarefa ligada ao ensino e ao universo de trabalho do professor, exigindo da atividade docente uma reflexão prática.
Pimenta (1999) identifica três tipos de saberes da docência: a) da experiência, que seria aquele aprendido pelo professor desde quando aluno, com os professores significativos etc., assim como o que é produzido na prática num processo de reflexão e troca com os colegas; b) do conhecimento, que abrange a revisão da função da escola na transmissão dos
conhecimentos e as suas especialidades num contexto contemporâneo e c) dos saberes pedagógicos, aquele que abrange a questão do conhecimento juntamente com o saber da experiência e dos conteúdos específicos e que será construído a partir das necessidades pedagógicas reais. A autora enfatiza ainda a importância de que a fragmentação entre os diferentes saberes seja superada, considerando a prática social como objetivo central, possibilitando, assim, uma re-significação dos saberes na formação dos professores.
Ainda com referência aos saberes que devem ser construídos pelos professores em seu processo de formação inicial e continuada, Saviani (1996, p. 147), ao se referir a esses saberes que configuram o trabalho do educador – noção que para o autor ultrapassa a de professor, visto que “o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens”, constitui o trabalho educativo que é próprio do educador.
Saviani (1996) afirma que sendo o processo educativo um fenômeno complexo, os saberes nele envolvidos também o são. Por conseguinte, o autor identifica cinco categorias de saberes: o saber atitudinal, o saber crítico-contextual, os saberes específicos, o saber pedagógico e o saber didático-curricular, entendendo que são esses os saberes que todo educador deve dominar e que, portanto, devem integrar o seu processo de formação.
Saviani (1996, p. 145) alerta para o fato de que o educador é aquele que educa, o qual, conseqüentemente, precisa saber educar, precisa aprender, precisa ser formado, precisa ser educado para ser educador, precisa dominar os saberes implicados na ação de educar. Sob essa ótica, o autor afirma que se invertem os termos da questão: “em lugar de os saberes determinarem a formação do educador, é a educação que determina os saberes que entram na formação do educador”.
A afirmação de Saviani (1996) contribui para a premissa de que o professor/educador precisa ter uma visão de mundo, uma concepção de educação, de ensino, e que essas concepções determinam os tipos de saberes que deverão ser mobilizados numa determinada situação em sala de aula e fora dela.
As idéias dos autores apresentados revelam que os professores utilizam/mobilizam um vasto repertório de conhecimentos próprios a sua atuação profissional, e que o conhecimento desse repertório é essencial para que se possa elaborar uma posição sobre o trabalho que os professores desenvolvem no contexto onde atuam.
Para melhor visualização dos saberes docentes aqui categorizados, elaboramos o quadro a seguir que mostra esta categorização.
QUADRO 3- CATEGORIZAÇÃO DOS SABERES DOCENTES
Tardif (2002) Gauthier et al (1998) Pimenta (1999) Saviani (1996) 1. Da formação profissional 2. Das disciplinas 3. Curriculares 4. Da experiência 1. Disciplinares 2. Curriculares 3. Das ciências da educação 4. Da tradição pedagógica 1. Da experiência 2. Do conhecimento 3. Pedagógicos 1. Atitudinal 2. Crítico- contextual 3. Específico 4. Pedagógico 5. Didático- curricular
Não temos dúvidas da importância dos saberes apresentados para o trabalho pedagógico desenvolvido pelos professores, bem como acreditamos que somos capazes de construir novos saberes que nos possibilitem enfrentar as diversas situações que se manifestam tanto na gestão da matéria de ensino como na gestão das salas de aula e nos outros contextos de atuação do profissional pedagogo. Consideramos que as contribuições apresentadas pelos autores são de fundamental importância para orientar os cursos de formação de professores no que concerne à mobilização/construção dos saberes necessários ao profissional pedagogo.