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2.2. DOĞRUDAN YABANCI YATIRIMLARIN ÜLKE EKONOMİSİ ÜZERİNDEKİ

3.1.2. Cumhuriyet Dönemi

Dentro dos limites deste ensaio clínico controlado os resultados observados permitem-nos dizer que o Aconselhamento fora tão eficiente para o controle de sinais e sintomas de DTM quanto o tratamento por meio de dispositivos interoclusais, seja nos resultados em curto prazo (7 dias), seja com uma acompanhamento mais longo (60 dias). No entanto não é possível afirmar se os resultados positivos manter-se-iam por período de tempo prolongado. TRUELOVE et al. (2006) em acompanhamento a 200 pacientes em um ensaio clínico randomizado e controlado verificou que, para o critério dor à palpação, o número médio de sítios musculares dolorosos permaneceu praticamente inalterado para o grupo que recebeu tratamento conservador e instruções de auto-cuidado quando comparados os momentos de 3 e 12 meses, enquanto que no grupo tratado com placas rígidas, a média de sítios musculares dolorosos continuou decrescendo a partir de 3 meses de acompanhamento. No entanto, ao fim dos 12 meses de avaliação as médias entre grupos não se mostravam diferente significativamente.

O presente estudo não adotou nenhum grupo de controle sem intervenção de maneira que a possibilidade de melhora espontânea da sintomatologia em alguns pacientes não possa ser descartada (WHITNEY & VON KORFF, 1992). Embora seja natural o curso longo e contínuo com a frequente progressão do quadro nas condições crônicas, as DTM não mostram a mesma progressão. Diferentemente das demais condições crônicas sistêmicas que apresentam um curso natural longo e contínuo, as DTM apresentam frequentemente remissão espontânea da sintomatologia, (HUGGINS et

al., 1996). Assim como as mialgias, os casos de osteoartroses da ATM também

apresentam natureza não progressiva e comportamento auto-limitante. (BONT et al., 1997) Isso se deve ao fato que o curso da dor associada com DTM crônica é tipicamente episódico. Assim uma vez que o paciente busque tratamento com intensidade de dor elevada (como os pacientes da atual pesquisa, que apresentaram intensidade média de dor medida através da EVA com valor de 6,9±0,3 em uma escala até 10) tal característica tende a diminuir com o passar do tempo, independentemente de o paciente receber ou não tratamento (WHITNEY & VON KORFF, 1992). Os autores ainda afirmaram que quando o paciente busca tratamento para dor, a melhora obtida pode ser devida a 3 tipos de efeitos: específico do tratamento recomendado; placebo; ou regressão à média (variação cíclica com o tempo). (WHITNEY & VON KORFF, 1992).

No entanto, a característica do desenho do presente estudo é única e permite fazer algumas inferências. A metodologia empregada para a aplicação do tratamento convencional buscou reproduzir a dinâmica do dia-a-dia do atendimento clínico, com a confecção, no Grupo II, de dispositivo anterior de mordida na primeira consulta e remoção deste dispositivo com 7 dias, momento no qual se iniciaram os procedimentos de moldagem e confecção da placa interoclusal até a sua instalação com 30 dias de acompanhamento. Com esse protocolo, observou-se que, entre os períodos de 0 a 7 dias de tratamento, quando do uso do dispositivo de mordida anterior, e entre os períodos de 30 e 60 dias, quando do uso da placa interoclusal rígida, foram registradas melhoras significativas, tanto no valor de dor espontânea registrado na EVA, quanto no comprometimento funcional acessado pelo TMI. O que não foi verificado entre os períodos de 7 e 30 dias de acompanhamento, quando o dispositivo anterior de mordida fora removido e o paciente aguardava a confecção da placa interoclusal. Permitindo-nos supor que a melhora verificada estaria vinculada a aplicação do tratamento, enfraquecendo, portanto, a tese de que poderia ter havido simplesmente uma regressão à média.

Quando observado o fator custo, evidencia-se que o Aconselhamento apresenta grandes vantagens. Dentre os tratamentos descritos para DTM, o aconselhamento pode ser a opção com melhor custo-benefício. Uma placa interoclusal pode custar entre 300 e 600 dólares e demandam múltiplos retornos para instalação e ajuste do dispositivo. Diferentemente do aconselhamento, que não demanda instrumentos nem recursos adicionais, podendo ser instituído imediatamente após o diagnóstico com o custo dispendido apenas em tempo clínico. (GLAROS et al., 2007)

A utilização de apenas pacientes do sexo feminino na pesquisa objetivou controlar esta variável de confusão, uma vez que a prevalência de DTM, segundo McNEILL (1997), varia na proporção de 3:1 até 6:1, com predileção pelas mulheres. Segundo STOHLER et

al. (1997) as mulheres também são acometidas com maior comprometimento físico e

psicológico.

Para BONT et al. (1997), a susceptibilidade das mulheres para DTM pode estar relacionada à natureza biológica e molecular ligada ao gênero. Este fator seria evidenciado também por características frequentemente citadas, mas não comprovadas cientificamente, tais quais o hábito de buscar tratamento, estilo de enfrentamento ou comportamento da doença.

Assim como em MICHELOTTI et al. (2012), neste estudo não fora fornecida qualquer informação acerca da provável etiologia ou qualquer instrução postural ou comportamental para os pacientes tratados com dispositivos oclusais. Essa conduta se mostrou importante por não permitir a associação de tratamentos e eliminar uma possível adição ou potencialização dos efeitos do tratamento e assim dificultar a interpretação dos resultados.

Os resultados obtidos no grupo tratado com aconselhamento podem ser fruto, segundo KLASSER & GREENE (2009), das valiosas informações trocadas e a interação considerável entre paciente e dentista, o que naturalmente não ocorre com o tratamento convencional com dispositivos oclusais. Como resultado os pacientes sentem-se capazes de manter os níveis produtivos da função psicossocial mesmo quando a dor não encontrar-se totalmente ausente por meio do reforço no auto-controle da dor e de atributos cognitivos e dos significados dos seus sintomas (TURK & MEICHENBAUM, 1989, TURNER et al., 1990).

Intervenções como o aconselhamento, que incluem a redução de hábitos contém, segundo AZRIN & NUNN (1973) e AZRIN et al. (1982), basicamente três elementos: 1. Aumento da consciência de comportamentos indesejáveis; 2. Desenvolvimento de alternativas aos comportamentos indesejáveis e, 3. Substituição do comportamento indesejável pelo comportamento aceitável.

Entretanto, o aconselhamento engloba muitos dos elementos comuns,- relaxamento, educação para controle do estresse e modificação de hábitos nocivos,- encontrados nas terapias comportamentais e cognitivo–comportamentais para DTM, não sendo possível determinar qual dos componentes dessas abordagens multimodais é o mais eficaz. (DWORKIN, 1997)

Os resultados encontrados demonstraram que o aconselhamento pode constituir- se em uma opção de baixo custo voltada à abordagem inicial de pacientes com DTM, porém, embora tenha havido uma distribuição quase que homogênea dos pacientes nos dois grupos de estudo no que se refere ao diagnóstico inicial de DTM, dor espontânea, índice temporomandibular e impacto da DTM na qualidade de vida, o tamanho da amostra e a ausência de mascaramento e randomização devem ser levados em consideração antes da extrapolação dos resultados, sendo novos estudos com diferentes desenhos necessários para se avaliar os resultados sob período de tempo mais prolongado.