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CumhurbaĢkanının Yargı Organına ĠliĢkin Yetkileri

Algumas questões nortearam a gestão e articulação dos atores sociais, políticos e privados com suas respectivas funções, a partir de parcerias público-privadas, negociações e convênios. Como será a participação e a parceria pública, Secretaria Municipal e SLU? De que forma elas disponibilizarão o rejeito recolhido e processado, para aplicá-lo na intervenção deste aglomerado? Que outras parcerias, público- privadas seriam captadas, subsidiando o projeto? O ano eleitoral afeta as negociações? Na parceria econômica, como se daria o apoio financeiro e contatos com os parceiros privados viabilizando o projeto? Quais seriam eles? SINDUSCOM faria a mediação no envolvimento das empresas construtoras, numa parceria privada, com financiamentos e cursos de capacitação de mão-de-obra, formando multiplicadores? E os atores sociais como articulá-los e motivá-los? Como capacitá- los? Como trabalhar na comunidade sem gerar expectativas vãs? Quem gerenciará e fiscalizará toda ação? De que forma isso seria possível?

Tomando por base o Organograma I, construído a partir do modelo de planejamento apresentado por França (Apêndice C) analisa-se uma metodologia adequada de articulação e negociação levando-se em conta a pluralidade dos atores envolvidos. Em primeiro lugar, cabe observar que, para a efetivação deste projeto, a associação de órgãos públicos e privados foi de extrema importância, uma vez que esta iniciativa depende totalmente do apoio dos órgãos públicos municipais, de empresas e órgãos externos. A Escola de Design da UEMG atuará como parceira e orientadora na capacitação e inserção da comunidade na melhoria das condições das moradias escolhidas; na capacitação de mão-de-obra para os serviços de revitalização das residências da vila, criando multiplicadores e parceira na captação de apoio à pesquisa e extensão, através de órgãos fomentadores, como: a CAPES, CNPq e FAPEMIG.

Para Pereira (2000), os processos de negociação através de contratos de parceria garantem a execução e o compromisso assumido na execução do projeto, por parte dos atores envolvidos. Ela observa:

É crescente a importância dos processos de negociação como um dos condicionantes da governança (o que necessariamente inclui nela um elemento imponderável, apreensível apenas através do conhecimento, caso a caso, do processo de negociação) e a necessidade do estabelecimento de critérios para a elaboração dos contratos de parcerias – que garantam maior compromisso na execução dos projetos e sua continuidade independente de fatores político-partidários. (PEREIRA, 2000a, p.225).

A autora ainda afirma que: “através de parcerias urbanas, pode-se ampliar a elaboração conjunta de certas políticas locais, incorporando às práticas de gestão das políticas públicas urbanas, o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida urbana.” (PEREIRA, 2000, p.234).

Baseando-se nestas afirmativas, buscamos contatos de parceiros que poderiam ser úteis à implementação dos objetivos do projeto, na tentativa da melhor negociação; do material necessário para a revitalização; do espaço de estocagem; do frete e da disponibilização do apoio técnico. Primeiramente, contataram-se empresas privadas e órgãos públicos municipais expondo-lhes os objetivos, as necessidades e propósitos do projeto. Depois do contato feito, elaborou-se a lista de todo material, quanto aos volumes e quantidades, para cada parceiro, do que seria necessário à execução do projeto. As cartas de apresentação (ou ofícios, conforme solicitados) foram enviadas por email ou entregues pessoalmente pela equipe do projeto. Uma vez conhecidas as propostas do projeto, autoridades e representantes parceiros concordavam ou não, em ajudar neste empreendimento.

Foram necessários alguns meses de negociações e espera por respostas, até que se atendessem as expectativas. A partir do apoio dado, partiu-se para a formulação dos convênios de parcerias, que seriam feitos em nome da Universidade do Estado de Minas Gerais e assinadas pelo Reitor da instituição. Houve alguns contratempos com as parcerias envolvendo entidades públicas, por se tratar de ano eleitoral. A partir do segundo semestre, toda a ajuda, cooperação técnica e/ou financeira foi suspensa, até janeiro do próximo ano. Esta medida emanada de orientações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) resguarda os órgãos estatais de qualquer conotação política partidária que possam ter suas ações. Portanto a Secretaria Regional não pôde dar o total apoio, do qual o projeto precisava, restringindo-se em atender ao projeto somente quanto aos dados técnicos do Plano Global da Vila Paquetá, na indicação da Vila Paquetá como local das intervenções do projeto. A Secretaria Municipal colocou á disposição do projeto a Gerência da Área de Risco, na pessoa do seu Gerente e na disponibilização do seu almoxarifado para guardar o material doado para as intervenções.

Outras parcerias públicas foram firmadas, como a SLU, que disponibilizou Areia de agregado A, para a confecção das argamassas destinadas aos revestimentos e assentamentos de vedação; tijolos Eco bloco utilizados na criação dos móveis de alvenaria. A URBEL, na disponibilização do CD contendo o Plano Global da Vila Paquetá, base de dados fundamentais na apreensão da qualificação da Vila e do público alvo.

Quanto às empresas privadas destacaram-se: a Construtora Caparaó, que doou material de construção diverso (hidráulicos, elétricos, madeiras em geral, vidros, cerâmicas, pedras ardósias, entre outros); a Loja Elétrica, que concordou em doar fios, lâmpadas fluorescentes compactas, tomadas, quadro de distribuição de energia, plafons, entre outros; a ICAL, que doou cal hidratada ensacada, que foi utilizada como componente das argamassas de revestimento; o Sindicato dos Geólogos (SINGEO), parceiros na doação de cimento e dos pós-pigmentos que foram empregados nas argamassas; a Empresa Ardósia Catalão parceira na confecção das bancadas de pias de granito e mármores e nos cortes das pedras.

Cada um dos parceiros concordou com a parceria e doou serviços e material, conforme suas condições e disponibilidades, selando um acordo através do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira, celebrados entre a UEMG e cada um deles (Estes convênios se encontram na integra, para consulta, nos Apêndices H deste trabalho).

Por fim, os atores sociais, também parceiros e voluntários na execução do projeto de revitalização das duas residências da Vila. Dois destes parceiros, moradores da vila, se dispuseram em aprender e a multiplicar seu conhecimento, na confecção e aplicação das argamassas estudadas. Outros vêm se somando a eles, no que se refere à mão-de-obra de pedreiro da construção civil, na reforma e adaptações necessárias, das residências contempladas com o projeto. Os voluntários que se envolveram foram, na maioria, membros da própria família ou pessoas solidárias a uma moradora muito querida na comunidade, dona de uma das residências.

A primeira proposta seria o trabalho de mutirão, mas o envolvimento destes atores foi fraco, talvez por falta de articulação dos membros e representantes da comunidade. Segundo relatos do plano Global da Vila Paquetá e da Gerência da Área de Risco, esta comunidade tem como característica, a pouca articulação e envolvimento entre a Associação dos Moradores da Vila e a comunidade, talvez devido à divisão, na sua representatividade. Podemos ver que a comunidade desconhece a força que tem.