2.7. Sağlıkta Şiddetin Yönetimi
2.7.2. Türkiye’de Şiddetin Yönetimi
2.7.2.2. Beyaz Kod Uygulaması
Resumo
O artigo caracteriza as práticas psicológicas desenvolvidas nos quatro Serviços-Escola de Psicologia (SEP) do Rio Grande do Norte e discute o modo de estruturação em termos de espaço físico, equipe, corpo docente e técnico, atividades ofertadas, horário de funcionamento, clientela, supervisão, forma de acolhimento e organização da demanda, além de apresentar os objetivos e diretrizes dos Serviços-Escola de psicologia. Participaram da pesquisa 57 estagiários, 24 egressos, 9 Gestores, 12 supervisores acadêmicos e 9 Técnicos de Nível Superior (TNS) de quatro SEP no Rio Grande do Norte. Observamos que os SEP continuam focando suas atividades para a formação do profissional liberal, distantes das políticas públicas. Os resultados apontam para a predominância do modelo de atenção baseado na psicologia clínica tradicional. Diferentes modalidades de práticas também foram detectadas para além das psicoterapias e avaliação psicológica.
Palavras-chaves: Serviço-Escola de psicologia; Clínica-Escola; formação de psicólogos; política de saúde; Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN).
Abstract
The article characterizes the psychology practices developed in the for Psychology University Services (SEP) of Rio Grande do Norte and discusses the structure in terms of physical space, team, faculty and technical members, offered activities, opening hours, besides presenting the objetives and guidelines of the Psychology University Services. 57 interns, 24 graduates, 9 managers, 12 academic supervisors and 9 technicians in superior level (TNS) of four SEP in
Rio Grande do Norte. We observed that the SEP keep focusing their activities towards the liberal shaping of professionals, far from the public policies. The results point to the predominance of a care model based on the traditional clinic psychology. Different modalities of practices were also detected in addition to psychotherapies and psychological evaluation.
Keywords: Psychology University Services, University Clinic, formation of psychologists, health policies, National Curricular Lines of Direction (DCN).
Introdução
O presente artigo tem origem na tese de doutoramento em curso, a qual investiga e discute o modelo e as práticas desenvolvidas pelos Serviços-Escola de psicologia (SEP) das Instituições de ensino do Rio Grande do Norte, tendo como referência o campo da política pública de saúde. Tal temática se dá em função dessa política se constituir atualmente num espaço privilegiado de inserção do psicólogo no mercado de trabalho e da possibilidade de reinvenção do dispositivo SEP na formação, através da ruptura do modelo hegemônico caracterizado pelo isolamento dos SEP dos demais cursos que formam profissionais para atuarem na rede de saúde, bem como pela relação informal que mantêm com as redes de cuidado psicossocial. Diante da escassez de estudos na perspectiva de problematizar o papel dos SEP na operacionalização dos princípios e diretrizes da política pública de saúde, empreendemos esta investigação a partir da experiência das autoras na gestão da saúde, no trabalho em estabelecimentos de saúde e como docentes supervisoras de estágio e coordenadora de SEP, visando contribuir com esse debate.
Considerações sobre a formação em psicologia e a participação dos Serviços-escola de psicologia
Vários aspectos que perpassam a consolidação da profissão do psicólogo têm chamado atenção de estudiosos da área, desde a busca de uma identidade profissional à necessidade de atualização constante imposta pelas demandas da sociedade contemporânea que vêm produzindo mudanças tanto na formação quanto no próprio exercício profissional. Sabemos que a Psicologia incorporada ao neoliberalismo atual tem contribuído de forma indiscutível com a produção e fortalecimento dos dispositivos de manutenção, controle e ordenamento social, sendo alvo do interesse do mercado, tal como se pode observar no quantitativo crescente de IES privadas em operação no país, bem como no quem vem sendo associado à categoria em termos de descompromisso com as problemáticas sociais produzidas pelas forças sociais hegemônicas. Houve um crescimento da profissão e das instituições formadoras, após a década de 1970, gerando questionamentos acerca da qualidade da formação de psicólogos. Nesses cinquenta anos de profissão, a sociedade brasileira tem sido marcada por mudanças econômicas, sociais e políticas, demandando reposicionamentos de profissionais de todas as áreas, e em especial do psicólogo, sobretudo no que se refere à ampliação de seu campo de atuação, ao estabelecimento e criação de novas tecnologias, de novas formas de intervir e de conceber os modos de produção subjetiva.
À formação em psicologia tem sido atribuída a responsabilidade pela prática descontextualizada e descomprometida com as necessidades sociais demandadas pela população brasileira – práticas baseadas em concepções a-históricas e abstratas sem vinculação com o social. (Lo Bianco et al., 1994; Dimenstein, 1998; Spink, 2003; Yamamoto, 2007; Abbad & Mourão, 2010; Bernardes, 2010; Dimenstein & Macedo, 2010; Macedo & Dimenstein,
2011). Tal formação tem sido o celeiro de profissionais mal formados intelectual e profissionalmente que operam, muitas vezes, de forma bastante violenta. (Mello & Patto, 2008). Considerando que as práticas educativas interferem nos modos de vida de uma dada população, indagamos: que compromissos a psicologia tem assumido? Quais desafios se colocam atualmente para a psicologia? Que tendências estão se definindo com mais força na realidade dos cursos de formação? Como sair do lugar comum e confortável da prática individualizante, a-histórica e descontextualizada? Como romper com as concepções etnocêntricas, universalistas e naturalistas de natureza humana e como desmistificar a pretensa neutralidade científica que se busca na construção do conhecimento? Como trabalhar com as demandas dos direitos à saúde integral e dos direitos humanos sem cair na dicotomia indivíduo/social?
Se há pelo menos vinte anos essas demandas passaram a povoar o universo “psi” brasileiro, perguntamo-nos se a formação tem se preocupado em oferecer respostas a tamanhos desafios. O sistema educacional universitário tem se preocupado com a nova configuração profissional demandada pelo próprio Estado? Mais especificamente, os Serviços-escola têm atualizado suas práticas e se inserido nas redes de assistência social e de saúde?
Os estudos acerca dos SEP foram evidenciados a partir de 1983 e surgiram principalmente questionando sua efetividade, eficiência e eficácia, pressupondo um futuro pessimista para esses estabelecimentos. (Silvares, 1996). Por outro lado, há um significativo quantitativo de estudos que apresentam as práticas desenvolvidas nesses estabelecimentos, tendo como foco temas relacionados à psicologia clínica, como observado nos Anais do XII Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico da ANPEPP, realizado em 2008, Natal-RN. (Silvares, 2008).
Os SEP foram constituídos a partir de uma obrigação legal de existir enquanto lugar de práticas profissionalizantes para o futuro psicólogo, e não de uma necessidade da população
por demandar serviços psicológicos. (Melo-Silva; Santos; Simon, 2005a; Nunes, Campezatto, Cruxên, Savalhia, 2006; Boeckel et al., 2010). Foram considerados imprescindíveis para o funcionamento dos cursos de psicologia, desde o reconhecimento da profissão de psicólogo, no Brasil, em 1962. A partir desse período, têm como objetivo configurar-se como local de exercício de práticas profissionalizantes, sendo contemplados pela Lei n. 4.119/62, que instituía que cada curso de psicologia deveria disponibilizar “(...) serviços clínicos e de aplicação à educação e ao trabalho (...)” (Brasil, 2011a). A citada Lei 4.119 legitimava o fazer psicológico, hegemonicamente distribuído em três áreas, a saber: clínica, organizacional e educacional. Consolidava, dessa forma, o espaço de formação enquanto fazer clínico e transportava esse modelo às duas outras áreas: educacional e organizacional.
Numa legislação mais recente, consideramos a Resolução n. 8, de 7 de maio de 2004 (Brasil, 2004), que institui as Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação em Psicologia, a qual também preconiza em seu Art. 25:
O projeto de curso deve prever a instalação de um Serviço de Psicologia com as funções de responder às exigências para a formação do psicólogo, congruente com as competências que o curso objetiva desenvolver no aluno e a demandas de serviço psicológico da comunidade na qual está inserido (Brasil, 2004).
Observamos que as duas normatizações, mesmo com a mudança de nomenclatura de Clínica-Escola para Serviço-Escola, consideram um local de práticas, em que na primeira formulação deixa clara a sobreposição da clínica e, na segunda, apesar do avanço, não aponta para práticas interdisciplinares e/ou para um Serviço de Psicologia integrado às redes organizadas pelas políticas sociais. Sabemos que “serviço psicológico da comunidade na qual está inserido” deixa o local de práticas indefinido, ainda com resquícios da hegemonia do atendimento psicológico baseado no modelo liberal privatista. Levando em conta a legislação e, mormente, tantos estudos realizados que realçam os atendimentos individuais desconectados
das políticas sociais, não podemos deixar de considerar a existência de algumas poucas publicações questionando esse modelo, sendo uma delas o Serviço de Atendimento Psicológico (SAP) da Faculdade de Psicologia da PUCRS que, em 2005,
(...) já buscava adequar o modelo de estágio em Psicologia Clínica às necessidades da população, assim como às novas premissas na formação do psicólogo. O SAP visava, segundo as autoras, possibilitar aos estagiários o exercício da Psicologia Clínica e da Saúde através de atividades de prevenção primária na comunidade e do contato direto com grupos em seu contexto. Isso possibilitaria aos estagiários uma atitude clínica diferenciada e mais congruente com a realidade atual. (Boeckel et al., 2010, p. 43). Como afirma Bernardes (2010), mesmo que a discussão quanto à formação de psicólogos para atuação em políticas sociais tenha sido deflagrada desde a década de 1980, em particular para a política de saúde, os SEP têm ainda, hegemonicamente, formado psicólogos para atuar como profissionais liberais. Esse período coincide com um crescimento importante da categoria e das agências formadoras, bem como de expansão das áreas e locais de atuação (Conselho Federal de Psicologia, 1988, 1992, 1994; Bastos e Gomide, 1989; Yamamoto et al., 1997; Dimenstein, 1998, 2000; Yamamoto 2001, 2012; Bastos & Gondim, 2010; Yamamoto & Oliveira, 2011). Ao longo de mais de 20 anos, segundo esses estudiosos, a categoria foi assumindo algumas características: tendência ao assalariamento, precarização e deterioração da remuneração, concentração de 40% dos profissionais no setor público, ligados às políticas sociais, e de 27,9% no setor saúde. Contudo, evidenciaram também que nas instituições públicas os psicólogos realizam prioritariamente a aplicação de testes e o psicodiagnóstico (Yamamoto, 2012).
São dados preocupantes se considerarmos que a quase totalidade dos profissionais vinculados ao setor público está inserida em algum componente do Sistema Único de Saúde (SUS) e/ou Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Ademais, esse quadro revela o que
Bernardes e Menegon (2007) e Bernardes (2010) já apontaram sobre o perfil hegemônico do psicólogo brasileiro, o qual é produzido, também, por um tipo de formação sempre vinculada a um modo de psicologia aplicada, a qual fragmenta o saber psi, indo na contramão dos princípios do SUS, especialmente o da integralidade.
Com a institucionalização do SUS, a partir do reordenamento da política nacional de saúde em 1988, e do SUAS em 2005, muitas críticas foram dirigidas a essas vozes hegemônicas presentes na formação do psicólogo, bem como nas práticas psicológicas, indicando a necessidade de redefinição do perfil profissional fortemente marcado pelo ideário liberal- privatista-biomédico. Tanto o SUS quanto o SUAS compartilham dos mesmos princípios e diretrizes buscando assegurar à população níveis de seguridade social, seja com ações de promoção da saúde, tratamento e reabilitação, seja com ações que garantam e promovam direitos sociais, a partir da prevenção e proteção dos chamados riscos sociais (Menicucci, 2002). Para tanto, essas políticas apostam em um novo trabalhador, com mais habilidades e competências para desenvolver recursos assistenciais adequados à população usuária, culturalmente sensíveis e eficazes. Entretanto, observa-se, tal como indicado por Yamamoto (2012) e corroborado por outros autores (Dimenstein, 1998; Yamamoto et al., 2003; Noronha, 2003; Pazeto, 2005; Paulin & Luzio, 2009; Bardagi et al., 2008; Dimenstein; Macedo, 2012), que o perfil clássico parece ter sofrido poucas alterações ao longo dos anos e que ainda registramos, hegemonicamente, o psicólogo que atua com imagens espelhadas do modelo médico de atendimento, com um trabalho individualizado, atuando a partir de concepções ancoradas “em relações verticalizadas e não focadas no usuário, por intervenções pouco variadas, circunscritas a queixas e voltadas para a remissão de sintomas...” (Dimenstein; Macedo, 2012, p. 237).
Diante desse quadro, questionamo-nos qual tem sido o papel dos SEP no processo de formação e de que maneira têm operado na conformação das práticas profissionais,
especialmente dessa gama de psicólogos que passam a fazer parte das equipes técnicas vinculadas ao SUS.
Em função desse cenário, realizamos uma pesquisa com o objetivo de conhecer e caracterizar o funcionamento dos SEP das Instituições de Ensino Superior de Psicologia do município de Natal. A pesquisa foi realizada em quatro26 Serviços-Escola dos cursos de Psicologia de Instituições de Ensino Superior (IES) do Rio Grande do Norte junto aos docentes, estagiários e egressos. Esse artigo objetiva apresentar os resultados referentes à caracterização desses serviços no que diz respeito às modalidades de práticas desenvolvidas.
Procedimentos Metodológicos
Trata-se de um estudo de cunho qualitativo do tipo observacional-interventivo que faz parte de uma pesquisa cujo objetivo é analisar o funcionamento dos SEP das Instituições de Ensino Superior do Rio Grande do Norte, frente às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e às atuais demandas do trabalho do psicólogo no Brasil, especificamente na política social de saúde. Este artigo visa apresentar os resultados relativos ao primeiro objetivo específico do estudo, que é caracterizar as práticas psicológicas desenvolvidas nos SEP.
Os principais participantes da pesquisa foram 24 egressos, 57 estagiários, cursando o último ano do curso de psicologia, 12 professores supervisores, 9 TNS e 4 gestores de SEP, 4 gestores e uma adjunta de curso/departamento de quatro Instituições de Ensino Superior do Rio Grande do Norte, totalizando 112 participantes que responderam a questionários e entrevistas. Aproximadamente mais 120 pessoas entre profissionais, estudantes e docentes dos cursos de
26 Até o ano de 2014, apenas quatro dos seis cursos de Psicologia do Rio Grande do Norte possuíam serviço-escola, uma vez que um dos cursos foi implantado no ano de 2012 e até o momento não conta com serviço-escola e outro no segundo semestre de 2014. Dos seis cursos, apenas um é em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e os demais em IES particular.
psicologia também se somaram ao universo da pesquisa, participando por ocasião de oficinas e rodas de conversa.
Na pesquisa, foram utilizados prioritariamente os seguintes instrumentos de coleta de dados: Questionários, Entrevista semiestruturada, Rodas de conversa, Oficina de trabalho.
O questionário foi aplicado presencialmente junto aos estagiários e virtualmente com egressos referentes aos anos 2010 e 2011. No caso dos primeiros, os questionários foram entregues em um envelope na recepção de cada SEP durante o segundo semestre do ano letivo de 2012, sendo recolhidos após um período de aproximadamente dois meses. Quanto aos egressos, disponibilizamos um questionário online, o qual foi encaminhado via Conselho Regional de Psicologia 17 aos inscritos nesse Conselho durante o ano de 2011 (egressos de 2010 e 2011).
O questionário versava sobre os seguintes aspectos: atividades ofertadas pelo SEP; atividades desenvolvidas pelo estagiário/egresso; relação entre conteúdos relativos à formação do psicólogo vistos na graduação e as práticas desenvolvidas no Serviço-escola; relação do SEP com as políticas de saúde e assistência social; grau de satisfação com o funcionamento do SEP e contribuição à formação profissional; sugestão(ões) para (r)estruturação e funcionamento do SEP. O questionário presencial acompanhava um Termo de Compromisso Livre e Esclarecido (TCLE), informando sobre a pesquisa. Já o questionário online apresentava um TCLE automático para a resposta, ou seja, caso o psicólogo (egresso) respondesse o questionário, automaticamente ele estava consentindo o uso das informações para os fins da pesquisa.
O roteiro de entrevista com TNS e docentes partia da solicitação ao participante que falasse sobre e descrevesse o Serviço-escola para alguém que não o conhecia, perguntava sobre as expectativas em relação às atividades/funcionamento no SEP, contribuição do serviço-escola na docência/formação em psicologia e se conhece e como são aplicadas as DCN para os cursos de Psicologia, se no SEP há coerência entre a teoria e a prática; se há práticas no Serviço-Escola
relacionadas à rede de saúde e assistência social e como se dá essa relação. Finalizava a entrevista perguntando sobre sugestão(ões) para estruturação e funcionamento do Serviço- Escola.
Resultados e discussão
A partir das observações realizadas, da experiência de estágio durante minha graduação e de trabalho em um Serviço-Escola, bem como do mapa analítico construído a partir das respostas dos participantes da pesquisa, caracterizei e visualizei algumas linhas problemáticas que me ajudaram a identificar a relação entre as práticas desenvolvidas nos SEP e a formação em psicologia: a) a relação acadêmica entre a gestão do curso e a gestão dos Serviços-Escola; b) a natureza jurídica da instituição e as práticas desenvolvidas no Serviço-Escola; c) a identidade da formação do psicólogo forjada a partir do modelo biomédico da exigência de hospital-escola.
Caracterização dos Serviços-Escola de psicologia de Natal/RN e das práticas desenvolvidas
Os SEP das IES do Rio Grande do Norte estão diretamente vinculados aos cursos de Psicologia das instituições de ensino, à exceção de um que não tem vínculo direto com o curso, sendo o único de natureza jurídica pública subordinado e vinculado diretamente a um Centro administrativo de cursos diversos, mantendo certa autonomia em relação à coordenação do curso. Vale salientar que esse Serviço-Escola foi o primeiro do RN, tendo sido criado mesmo antes da instalação do primeiro curso de Psicologia do RN, em 1965. (Mendes, s/d). Na
pesquisa, dois SEP estão em Universidades e dois em Centros Universitários, sendo uma IES de natureza jurídica pública e três privadas.
No que se refere a espaço físico, todos os SEP possuem recepção, dois com recepcionistas exclusivos para a psicologia e, nos outros dois, há uma recepção para atender às pessoas que vêm procurar atendimento da Psicologia e outras áreas de atuação da Instituição. Desse total, há uma recepção compartilhada com os cursos de Serviço Social e Direito e outra com os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição. Cada um possui salas para coordenação, atendimento individual, ludoterapia, atividades grupais, sala para estagiários e para supervisão. Em dois Serviços, há salas destinadas aos atendimentos da área de organizacional (consultoria entre outras) e em um serviço, além dos espaços mencionados, há duas salas para atividades grupais, salas de observação com espelho e Serviço de áudio, que servem às de atividades grupais e de ludoterapia, sala exclusiva para convivência de estagiários e sala para um núcleo de psicologia social e comunitária.
Quanto ao horário de funcionamento, dois SEP funcionam nos três turnos (manhã, tarde e noite) e dois em dois turnos (manhã e tarde). A clientela atendida é variada, com predominância da população com renda familiar baixa, de até um salário-mínimo, em média. As equipes são compostas na maioria por psicólogos formados que atuam como técnicos supervisores de campo e docentes supervisores acadêmicos, com exceção de um serviço em que a supervisora de campo é a coordenadora e/ou docentes supervisores acadêmicos do curso. É o SEP que chamaremos de S2, do qual não temos estagiários participantes da pesquisa.
Os estagiários dos três serviços se submetem à supervisão acadêmica, porém somente os dois que possuem mais estagiários também contam com supervisão de campo, realizada por psicólogos contratados pelas IES. Algo que nos chama atenção é que o serviço com a menor quantidade de estagiários possui o maior contingente de psicólogos contratados, mas estes somente atendem à população, não realizando a supervisão de campo.
Cada Serviço pesquisado tem um tipo diferente de registrar suas diretrizes (Figura 1), o S1 disponibilizou um folder, o S2 e o S3 indicaram o site da IES e o S4 indicou o Regulamento do Serviço-Escola. Destas divulgações, destaco as seguintes características descritas por cada um deles:
Figura 1. Características dos Serviços-Escola em materiais de divulgação das IES.
Nos registros dos SEP, não é evidente qual o alinhamento político-pedagógico deles, nem suas diretrizes. Elencam um rol de atividades desenvolvidas nas quais o atendimento individual é comum a todos, e um prioriza a psicanálise como uma das principais linhas de