• Sonuç bulunamadı

Bazı Durumlarda Akdi Feshetme

Belgede Osmanlı vakıf hukukunda mukâtaa (sayfa 165-171)

3. BÖLÜM: MUKÂTAA AKDİNİN HUKUKİ SONUÇLARI

3.1. Mütevellinin Hakları

3.1.5. Bazı Durumlarda Akdi Feshetme

O entrevistado relata que sua carreira docente inicia-se ainda como aluno da graduação, mais especificamente, nas disciplinas de Didática e Práticas de Ensino.

Na disciplina Didática, cursada na licenciatura, o entrevistado teve contato com a escola, com os alunos e com turmas heterogêneas e iniciou a prática docente efetivamente durante a disciplina Prática de Ensino quando foi para a escola pública.

Considera que sua carreira inicia-se de fato no projeto Curso Pré-Vestibular da UFSCar.

APRENDIZAGEM DA DOCÊNCIA: UM ESTUDO COM PROFESSORES DO CURSO PRÉ-VESTIBULAR DA UFSCar

Afirma que aos poucos foi melhorando a letra na lousa, falando mais pausadamente de maneira que os alunos compreendam as relações que estabelece enquanto explica o conteúdo.

Afirma ainda que prefere que as carteiras da sala fiquem enfileiradas e que a sua aula só começa quando a sala está como ele deseja.

Sobre a importância de organização da sala para o processo ensino-aprendizagem, afirma:

No começo eu não me importava se eles estavam sentados em trio, todo mundo junto num bloco na sala e agora eu peço para fazer fila. Porque gera um tumulto menos desordenado. Acho interessante eles conversarem entre si na sala de aula, mais, para mim, era melhor estarem em fila porque eu podia andar, eu sempre gostei de andar na sala de aula, mesmo quando eu estava falando assim, estava explicando a matéria, eu não ficava ali na frente. Sempre andava por entre os alunos, sabe. Dar tapa nas costas e perguntar o que ele entendeu daquilo, o que ele acha. Sempre, desde o primeiro dia de aula no estágio eu fiz isso, não sei porque eu fiz, mas eu fiz. No começo do ano não, mas chegava uma época do ano que eram blocos mesmo, eles se fechavam em blocos e não dava para passar, só dava para passar entre um bloco e outro. Então se eu quisesse falar com alguém do meio do bloco eu não podia chegar perto dessa pessoa para falar tinha de falar meio de longe e gerava um certo tumulto.

Sobre os conteúdos aprendidos no curso de formação inicial, o entrevistado relata que utiliza para ensinar aos seus alunos aqueles que aprendeu nos primeiros anos do curso. Considera que os conhecimentos adquiridos na graduação foram essenciais, proporcionando-lhe segurança na hora de ensinar, pois por meio deles foi capaz de identificar os limites entre a Física do Ensino Médio e da Universidade. Mesmo assim, a maior dificuldade no início da carreira foi com relação ao conteúdo específico, confessa que teve que se preparar mais do que esperava.

Relata, ainda, que, em contato com as disciplinas pedagógicas, descobriu que havia “vários estudos sobre a prática docente, técnicas e várias formas de trabalhar”.

Na disciplina Prática de Ensino, afirma ter tido noções sobre planejamento, pois preparou um mini-curso. Relata que o professor que ministrava a disciplina despertou–o para a importância do docente preocupar-se com a aprendizagem do aluno e tentar ao máximo não entrar no que chamou de ´esquemão´, ou seja, transmitir as informações aos alunos, com o intuito de cumprir o conteúdo, sem preocupação com a aprendizagem efetiva dos alunos. Alertou também para o fato de os alunos do Ensino Médio só terem

APRENDIZAGEM DA DOCÊNCIA: UM ESTUDO COM PROFESSORES DO CURSO PRÉ-VESTIBULAR DA UFSCar

contato com a Física e com algumas outras disciplinas apenas nesse nível de ensino, o que dificulta a aprendizagem do mesmo.

Confessa que, ainda, hoje se espelha em um dos seus professores do Ensino Médio para ensinar; no entanto, acredita que dar aula não é repetir as aulas assistidas no colegial. Valoriza nesse professor a forma de explicar, o domínio de conteúdo, a organização de conteúdo e o fato de não se recusar a responder a qualquer dúvida de seus alunos.

A prática desse professor aponta aspectos que considera negativos como, por exemplo, o fato de sempre deixar clara a posição hierárquica de cada um no momento de controlar a disciplina da sala. Sobre isso se posiciona afirmando que o respeito entre o professor e o aluno deve ser mútuo, independentemente do papel exercido por cada um na hierarquia. Relata que esse professor por algumas vezes ofendia os alunos quando os repreendia.

Sobre o seu início no Curso Pré-Vestibular da UFSCar, afirma:

Quando eu entrei no projeto e comecei a dar aula eu não me preocupava muito com o aluno não, no sentido de quem é esse aluno, de onde veio esse aluno, eu sabia que vinha de escola pública e, geralmente ele tinha mais dificuldades. Mas o que eu queria era demonstrar domínio de conteúdo e não ter problema com a aula, não ter risco de falar besteira ou dar um fora muito grande. Eu achava que se eu falasse corria o risco de perder a sala, o aluno pensaria: Pô aquele cara falou asneira, o cara não sabe?

Tal relato do professor nos remete à observação da coordenadora geral do projeto que, por sua experiência, indica que os professores iniciantes têm medo de errar, o tempo todo, sentem-se obrigados a provar sua competência para os alunos dando respostas imediatas às suas dúvidas. Acham que os alunos estão testando seus conhecimentos e, de fato, pode ser que estejam, e em qualquer deslize perderão o respeito dos alunos. Por isso têm dificuldade de pensar junto com o aluno, encontrarem a resposta juntos e se desvencilharem da posição de protagonistas. E ainda, impede o professor, por vezes, de prestar atenção nos alunos, em suas dúvidas explícitas e implícitas (percebidas por gestos, expressões...), pois está centrado em sua aula, em sua atuação, em qual será a reação dos alunos caso falhe e sabem que falham.

O entrevistado explica como superou essa fase inicial:

Eu não sei como é que aconteceu depois. Eu acho que foi ficando mais tranqüilo nesse sentido de, por exemplo, se eu falar uma bobeira muito grande, ir à próxima aula e falar: Olha pessoal viajei na última aula, vamos de novo. Falei uma asneira, viajei é assim que faz as coisas. E de fazer isso de forma a ser sincero com eles, deles estarem vendo que não é

APRENDIZAGEM DA DOCÊNCIA: UM ESTUDO COM PROFESSORES DO CURSO PRÉ-VESTIBULAR DA UFSCar porque não sabe, quer dizer é porque não sabe, mas ele viu que estava errado e veio ensinar, entendeu?

Acrescenta as outras preocupações, após o início, mais centradas na percepção de quem é o aluno do Curso Pré – Vestibular da UFSCar e quais suas necessidades na relação com o professor:

E rompido esse medo de perder o respeito e de dar ´bola fora´ veio naturalmente essa preocupação com o meu público, de dar aula, de onde eles vieram, de saber que tem gente, por exemplo, que não tem biblioteca agora vem no núcleo e fica ai comendo bolacha de água e sal o dia inteiro e depois vai ter aula e a hora que, por exemplo, essa pessoa estiver dormindo e eu for acordar ela, eu vou acordar ela de um jeito diferente, não vou mandar ela levantar a cabeça e prestar atenção na aula, vou chegar lá e dizer vamos lá, vai lavar o rosto eu sei que você está ralando aí, isso mudou completamente.

Belgede Osmanlı vakıf hukukunda mukâtaa (sayfa 165-171)