2. TAŞIMACILIK VE DENİZYOLU TAŞIMACILIĞI
2.3. Denizyolu Taşımacılığına İlişkin Özellikli Konular
2.3.2. Gemi Bayrağı Hakkında Genel Bilgi
fiquei guardando isso e não resolvi algo dentro de mim.
Esse sonho não foi analisado segundo nossa proposta de trabalho, mas apontou pontos importantes para o casal em relação à sua psicodinâmica. Semelhante aos primeiros sonhos de Lana, “Atrasada” e “Inadequação”, este sonho traz a temática do enfrentamento. Nele, Joel confronta um lado masculino autoritário e prepotente que o acua. A figura do professor pode deixar de ser ameaçadora a partir do momento em que Joel se aproxima da possibilidade de construir uma relação que respeita as diferenças, na qual ele pode receber conselhos e ser cuidado sem se sentir humilhado.
QUADRO 7- Sonho “Contundida” Contexto
Onírico Associações Pessoais Amplifi-cações Oníricos Temas InsightsCasal do Hipóteses sobre os Conflitos
• Lana recebe a faxineira em sua casa de madrugada. • Ela está vestida para trabalhar, mas está machucada, com os olhos roxos e o pé fraturado. • O Joel está dormindo. • A faxineira: uma pessoa tímida, quieta, que tem medo de tudo. • Teme ser acusada de estar fazendo algo errado. • Pede descul- pa pela pos- sibilidade de alguém recla- mar de algu- ma coisa. • O arque- tipo da mulher ferida. • Desamparo • Mulher subjugada, que precisa de ajuda. • Sofrimento. • O casal precisa agir com mais autonomia. • Eles precisam desenvolver uma relação baseada no padrão de alteridade.
6.1.8.4 Comentários sobre a dinâmica do casal
Este momento terapêutico foi importante para o casal perceber que o encontro deles representa a possibilidade de superar os conflitos vividos no decorrer da história pessoal de cada um e viver como companheiros e parceiros que constroem juntos uma história. No término do processo, conversamos sobre a importância de o casal prosseguir com o trabalho psicoterapêutico e assim, trabalhar os complexos carregados de energia psíquica que podem atrapalhar e impedir o fluxo do processo de individuação de cada um e do casamento.
6.2 Casal 2: Paulo e Rita
Histórico do casal
Rita tem 30 anos e Paulo, 27. Eles estão casados há um ano e quatro meses e não têm filhos. Ambos trabalham na área da educação. Eles frequentam uma igreja evangélica desde quando se conheceram e começaram a namorar, há sete anos.
Segundo o casal, nos três últimos anos de namoro, eles trabalharam muito para comprar um terreno, construir uma pequena casa, mobiliá-la e, só então, se casaram. Rita conta que eles se casaram de acordo com a doutrina da igreja e não tiveram relações sexuais antes do casamento.
A família de origem de Paulo é formada pelos pais e um irmão, dois anos mais novo que ele. Seu pai, um militar aposentado, costumava trabalhar em outra cidade e, quando estava em casa, não conversava muito com a família. Sua mãe, uma mulher quieta e reservada, nunca trabalhou fora e sempre dependeu do marido para tomar as pequenas decisões do dia a dia. Paulo conta que em sua casa as pessoas se falavam pouco e como na cozinha não havia uma mesa para fazerem as refeições juntos, cada um fazia seu prato, ia para seu quarto e comia enquanto via a televisão.
Paulo se descreve como uma pessoa calma, alegre e descontraída, mas com dificuldade em administrar seu tempo e dinheiro. Não consegue dizer “não” para as pessoas, o que acaba fazendo com que ele se desvie de suas metas para
aderir ao problema do outro. Reconhece que Rita o ajudou a lidar melhor com suas dificuldades, pois a considera uma pessoa organizada. Segundo ele, apesar de não ter tido uma vida sofisticada, sua família não passou dificuldades financeiras, mas não foi criado com disciplina e rotina. Ele não tem lembranças de ter visto seus pais se preocuparem com seus estudos, com notas e frequência à escola, nem com o futuro dos filhos quanto à profissão.
Atualmente, os pais de Paulo enfrentam problemas com seu irmão, que mora com os pais e agora trouxe a namorada, que está grávida, para morar na casa deles. Seu pai está incomodado com essa situação, pois sente que seu irmão tem ocupado o espaço na casa, mas não consegue conversar com o filho e tomar as decisões necessárias para resolver a situação. Paulo é quem que conversa com o irmão e tenta ajudá-los a resolver os conflitos da casa de seus pais.
Rita cresceu numa família com poucos recursos financeiros e passou muitas dificuldades quando criança. Seu pai trabalhava como pedreiro e sua mãe ficava em casa. Ela tem um irmão três anos mais novo, solteiro e que mora com seus pais. Para Rita, seu pai é uma pessoa boa e calma e sua mãe uma mulher emocionalmente inconstante. Quando criança, lembra que sua mãe ficava brava e agressiva sem motivos.
Rita conta que ela e o irmão sofreram agressões físicas e verbais por parte da mãe. Ela e a avó materna “praticavam bruxarias” em sua casa e nesses dias, Rita e o irmão, que eram ainda pequenos, não podiam permanecer lá, pois sua mãe não fazia comida e batia neles por qualquer motivo. Por isso, eles tinham que passar o dia na rua ou na casa dos vizinhos. Quando o pai chegava, eles se sentiam um pouco mais protegidos, mas ele, apesar de bom, não conseguia enfrentar a esposa.
Desde cedo aprendeu a proteger a si e ao irmão dos comportamentos agressivos da mãe. Conta que com nove anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma vizinha, para comprar um livro para a escola. Trabalhou nessa casa até completar quatorze anos, quando conseguiu outro emprego como vendedora em uma loja. Atualmente, a relação com sua família está estável. Sua mãe está mais equilibrada emocionalmente e seu pai os visita constantemente. Rita está em processo terapêutico individual, cujo foco do trabalho no momento é a vivência traumática de sua infância e como isso tem afetado sua dinâmica pessoal e conjugal.
Queixas e expectativas
Paulo e Rita chegaram ao consultório pela primeira vez em 30/07/07, animados e bem humorados. Nesse mesmo dia, eles receberam a notícia de que Rita estava grávida. Porém, na semana seguinte, ela teve um aborto espontâneo.
O casal trouxe a seguinte situação conflituosa: Paulo teve um caso extraconjugal com uma mulher amiga do casal que frequentava a mesma igreja. Segundo Paulo, Rita não consegue superar essa situação, trazendo sempre esse fato para a relação deles, gerando brigas e discussões.
Paulo e Rita se casaram em maio de 2006 e em junho desse mesmo ano ela teve uma crise de pânico. Conta que nesse período estava trabalhando muito, quase doze horas por dia, sentia-se sozinha, pois o marido não a procurava sexualmente. Nessa época, teve um sonho no qual o marido a estava traindo com uma amiga do casal. Mas, ao questioná-lo sobre o seu possível envolvimento com a pessoa, Paulo sempre negava. Somente em novembro do mesmo ano ele confirmou que teve um relacionamento afetivo com essa pessoa, o qual teve início em maio de 2005 e só terminou em junho de 2006, quando o caso foi descoberto.
Para Rita, o marido ainda não contou a ela tudo sobre o caso e até hoje ela desconfia de sua fidelidade. Segundo ela, ele tem “mania de mentir e omitir a verdade em relação aos fatos da vida dele eé assim pela educação que recebeu de seus pais, os quais nunca exigiram nada dele”. De acordo com Rita, Paulo só revelou toda história do relacionamento em março de 2007, no ano seguinte, ou seja, nove meses depois que foi descoberto. Ela diz: “Ele mentiu para mim e foi leal com a outra. Ele não revelou a história de uma vez, mas foi ‘soltando’ aos poucos e eu fui adoecendo. Isso foi me matando e me atormenta até hoje.”
Paulo conta que a vida do casal está muito ruim, pois os cônjuges não passam dois dias sem discutir e sem que Rita toque no assunto da infidelidade. Para ele, Rita precisa superar esse fato, caso contrário, os dois não poderão viver em paz, pois, segundo ele, “ela tem muita necessidade de falar sobre esse assunto o tempo todo.” Ele diz reconhecer que não foi honesto com a esposa e que na época ela estava trabalhando muito e dispensava pouca atenção para ele. Pensa que precisam seguir em frente e coloca que não contou nada antes, pois tinha medo das reações agressivas da esposa. Ele acredita que eles precisam “pôr uma pedra em cima deste assunto”.
mas diz que seu lado crítico atrapalha o relacionamento dos dois, pois sente que é difícil contentá-la. De acordo com ele, Rita quer estar no controle de sua vida, quer controlar como ele ocupa seu tempo e dinheiro, não tolera um pouco de atraso e acha que ele precisa consultá-la para comprar até um simples utensílio de cozinha. Rita discorda de Paulo quando este diz que ela quer controlar tudo, mas que ela só age deste modo porque Paulo é muito desorganizado, gasta dinheiro com coisas desnecessárias e tem mania de mentir. Tudo isso a deixa muito irritada.
Quanto ao que cada um espera da terapia, Paulo diz que espera que ela ajude Rita a esquecer o que passou e voltar a acreditar nele, para que eles possam ter uma vida melhor juntos. Diz que sabe que tem que mudar muitas coisas em sua vida, mas que o descontrole de Rita só atrapalha o relacionamento e a deixa doente. Paulo considera que atualmente a saúde emocional de Rita está bem melhor, pois não está mais tomando remédio para depressão e quando ela fica “meio nervosa”, eles saem para um passeio e “ela se distrai”. Rita diz que Paulo tem que parar de mentir para que ela possa voltar a confiar nele.
Apesar dos conflitos, o casal diz que tem momentos muito especiais juntos e que não pensa em se separar, pelo contrário, eles querem superar os conflitos e continuarem a crescer juntos. Eles se descrevem como um casal alegre e afetuoso, que cuida um do outro, mas que precisa mudar muitas coisas no casamento.
6.2.1 Primeiro Sonho: “Traição” (Rita)
6.2.1.1 Sonho do casal
• Contar o sonho
Rita conta o sonho na primeira sessão, em 08/08/07. Diz que logo que soube da pesquisa, pensou no sonho que havia tido com Paulo há mais de um ano. Conta que teve esse sonho um mês após seu casamento, quando ainda não sabia que o marido estava mantendo um relacionamento extraconjugal com uma amiga do casal.
R- Estou na cozinha onde há uma porta de vidro separando- a