1908 ÖNCESİ BATI ANADOLU’DA ÜRETİM VE TİCARİ HAYATA GENEL BİR BAKIŞ
1897 YILINDA OSMANLI DEVLETİ’NDE TÜKETİLEN ODUN VE KÖMÜR MİKTAR
4. BATI ANADOLU’DA 1908 ÖNCESİ İTHALAT VE İHRACATIN DURUMU
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A violência é um fenômeno complexo e social, cujas causas biológicas não são suficientes por si só para explicar o fenômeno. Qual a expectativa dos professores acerca da abordagem da violência? Será que os docentes conhecem as tipologias da violência? Que visão relacional da violência tem sido trabalhada por eles? Será que todos concordam com essa visão, de que a violência é um fenômeno social? Essas questões não ficam claras nas falas dos docentes. Sugerimos maiores discussões desse tema pelos docentes, pois seria fundamental que houvesse partilhamento das mesmas ideias, pois mesmo que alguns docentes não trabalhem a questão em disciplinas específicas, no currículo formal, fica claro que a violência faz parte do chamado currículo informal, permeando o processo de aprendizagem seja pela vivência pessoal dos alunos, seja pelo contato nos campos de estágio. Se a violência está presente no currículo informal, acreditamos que deva também fazer parte do currículo formal, de maneira sistemática, fruto de intensas discussões.
A violência pode não estar sendo considerada importante nos currículos por ser um fenômeno social. Apesar de caminharmos em direção à mudanças, as questões biológicas ainda dominam nos currículos. A enfermagem é uma prática social, suas práticas são definidas pela finalidade social do trabalho, e entendê-la como tal é aceitar que é preciso mais que competência técnica e científica para exercê-la, sendo que a pedagogia crítica é um dos caminhos para alcançar tal objetivo. Assim, é fundamental que os docentes também estejam comprometidos com o exercício da enfermagem enquanto prática social para que esses valores sejam incorporados pelos futuros profissionais de enfermagem formados por eles, para que possa haver transformação das realidades sociais, dentre elas a violência.
Como a temática da nossa pesquisa foi a violência, nos questionamos se a forma como os docentes trabalham a violência nos cursos de graduação refletem realmente o que foi descrito por eles. Além disso, atualmente as DCN/ENF incentivam que os PPP dos cursos de graduação em enfermagem utilizem metodologias ativas e a pedagogia crítica, o que pode fazer com que seja um discurso imposto pelas diretrizes e que não reflete o que acontece no dia a dia da graduação. Para haver maiores esclarecimentos sobre o assunto e aprofundamento dessas questões, sugerimos que os egressos do curso sejam entrevistados, para verificar se o que os docentes descrevem é também percebido pelos alunos.
Apesar de vários trabalhos científicos publicados e políticas nacionais de combate à violência destacarem a importância da formação e suporte aos profissionais de saúde, e enfatizarem o papel que este profissional exerce para a detecção e prevenção da violência, são poucas publicações que falam da abordagem do tema nos currículos de graduação. Além disso, não encontramos trabalhos que falem da relação entre a aprendizagem do tema na teoria, durante a graduação, e a prática do enfermeiro, ou seja, trabalhos que discutissem o quanto a abordagem da violência ocorrida na graduação ajudou na prática do enfermeiro, ou quanto não ter tido esse tema na graduação dificultou o lidar com vítimas de violência enquanto profissional. Reforçamos ser fundamental conhecer a opinião dos egressos dos cursos para um maior aprofundamento na questão.
Uma mudança que percebemos nas falas dos docentes no decorrer das entrevistas é que, no início das perguntas, havia maiores colocações dos entrevistados como se eles não tivessem afinidade com o tema da violência, colocando que o tema é trabalhado por outro docente, que não ministra disciplina que aborde a temática, muitas vezes negando, mesmo que de maneira indireta, que a violência faz parte do cotidiano da graduação em enfermagem. No final das entrevistas, todos os docentes relatavam reconhecer a importância do tema com maior ênfase que no início delas, reconhecendo que, por mais que não trabalhe a temática de maneira sistemática, a violência é presente nas falas dos alunos, nos estágios e dentro da própria insituição de ensino superior. É esse tipo de mudança e reflexão que queremos provocar com nossa pesquisa, incitando maiores discussões sobre a temática.
A violência nos currículos é algo novo, em construção. Sugerimos que as instituições de ensino superior da área da saúde, e principalmente de enfermagem, discutam a possibilidade de inserção de uma disciplina específica sobre violência em seus currículos, para que a temática não seja trabalhada de maneira isolada dentro das diversas disciplinas (por exemplo, na saúde da mulher fala-se somente das violências contra a mulher, na de saúde da criança somente de violência contra a criança, e assim sucessivamente), como acontece com tantos outros temas dentro da graduação, sem conexão umas com as outras. Abordando a violência em uma única disciplina seria possível os alunos reconhecerem a violência em todas as dimensões, como problema social, presente nos diversos contextos não só no Brasil como em outros países, e que todos os tipos de violência estão interligados.
Além da criação de disciplinas específicas com a temática da violência, sugerimos intensas discussões sobre a violência entre os docentes, independentemente da área de atuação ou departamento, pois a violência é um tema transversal, que permeia todas as disciplinas,
bem como todo o curso de graduação, sendo de fundamental importância que, ao falar do tema, todos estejam partilhando das mesmas definições e ideias.
Ser enfermeiro é muito mais que cuidar de pessoas. É se envolver, acolher, ouvir, refletir e buscar soluções em conjunto, pois as questões biológicas não são suficientes para explicar as angústias das pessoas. É fundamental que o enfermeiro se reconheça também como agente de mudanças, para que realidades como a violência, que causam danos físicos, mas também psicológicos, emocionais e sociais, possam ser transformadas.