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Bütüncül Perspektif Açısından Sekülerleşmenin Tanımlanması

1. BÖLÜM

1.2. Bütüncül Perspektif Açısından Sekülerleşmenin Tanımlanması

Em meados da década de 1970, as inflamadas discussões sobre a crítica à arquitetura moderna, em especial a de Robert Venturi, Denise Scott Brown e Ste- ven Izenour, exibidas nos livros Aprendendo com Las Vegas e Complexidade e

Contradição em Arquitetura, chegam ao Departamento de Design da Cranbrook.

Katherine e Michael McCoy explicam que esses livros foram alguns dos pri- meiros livros teóricos que eles sugeriram como bibliografia na Cranbrook, e que antes disso a literatura crítica era limitada45:

Isso aconteceu apenas na segunda metade da década de 1970, quando passaou-se a analisar a arquitetura e depois design, mas primeiro em arquitetura, chegando a conclusões tais como “Vejam, isso tem significado”, tudo pode ter uma bagagem, um conteúdo cultural, logo esse era o resumo de toda essa ideia. 46

Michael McCcoy acrescenta que a importância desses textos era a de real- mente olhar para o significado da forma e a sua relação com a cultura, isto é, o designer como produtor cultural.47

No sentido de a literatura teórica ser limitada na época, tomamos como exemplo o depoimento de Michael Carrabeta, aluno ingressante em 1976, que afirma que parte da bibliografia lida foi:

O Cânone da literatura em design na época era: Emil Ruder’s Typografie48; Ar-

min Hoffman’s Graphic Design Manual: Principles and Practice; Josef Müller- Brockmann’s The Graphic Artist and His Design Problems; Jan Tschichold: The New Typography; Lawrence Halprin’s The RSVP Cycles: Creative Processes in the Human Environment; e Reyner Banham’s Theory and Design in the First Machine Age, Niko- laus Pevsner de Pioneers of the Modern Movement.)

45 Adaptação e tradução de trechos da entrevista:

Katherine: Those books, those were like the sour of first theoretical books that we encountered really, I mean until then, there were very few books to be read.

Michael: There were books of history of architectural and industrial design, like Raynold Bainam Katherine: But that all come in the early 70´s

Michael: But the idea of this theories of meaning, and there were so many segments of that, semiotics, wich was, philosophi- cally not even considered significant area, but was big in design and architecture, semantics, wich is a broader aerea, the idea of metaphor, allegory, help people construct meaning, communications theory, wich is a very broad area wich semiotics is a tiny little pocket, so we started read stuff like that

Katherine: I don’t think is a tiny little pocket

Michael: The philosophy, anyway, who is the guy, it’s a british writer, blanking the name, with a very influential article, post modern architecture Broad and Charles Jenks also, but they were beginning to be critics

46 Tradução e adaptação do trecho da entrevista: That was only in the mid 70´s when people started to analize architecture and then later design, but first architecture, “hey this has meaning, people”, everything has sour of package, cultural content, so that was that whole new idea.

47 Tradução e adaptação do trecho da entrevista: And also the beginning of the 70´s and 80´s theory of architecture and design, so the idea of really looking at the meaning of form, the relationship of form to culture, and the idea of designer as cultural maker, participating in the making of culture, so we are reading people like Robert Venturi.

48 O livro Typography: a Manual of Design de Emil Ruder (1996), foi publicado primeiramente em 1967 e se trata de um texto prático sobre a utlização de grids, de fontes, exemplo a Univers e de uma série de regras de como se trabalhar com a tipografia.

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Figura 19

Colagens de Lorraine Wild 1975 - Lorraine Wild. “Media.”

Imagens fornecidas por Katherine McCoy

Figura 18

Colagens de Lorraine Wild 1975 - Lorraine Wild. “Traffic.”

Imagens fornecidas por Katherine McCoy

Descrição de Katherine McCoy: Essas colagens de 1975 são interpretações simbólicas visuais de “citações” ou tópicos. A colagem como abordagem foi inspirada por Ed Fella.

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Os exemplos de livros citados acima, segundo a lista divulgada por Michael Carrabeta, são em sua grande maioria sobre métodos formais modernos.

Kimberly Elam, aluna de 1976 a 1978, explica que passavam muito tempo na biblioteca, lendo e discutindo tópicos como: o estado da arte, pesquisa e educação em design, mas que havia poucos textos de gênero teórico. Logo, Katherine e Michael buscavam recursos em outras disciplinas, eles sempre pa- reciam perceber o que vinha em seguida e, continuamente, olhavam adiante.49

Nessa perspectiva, a maior parte dos textos eram de fundamentos estéticos e gráficos de design.

Katherine McCoy acredita que Venturi foi um dos primeiros arquitetos da época que passou a escrever de modo mais conceitual, ou ao menos esses eram os livros de que eles tiveram acesso, como também o livro de George Nel- son “Problems of Design”50. De qualquer maneira, ela explica que eles levaram

os livros de Venturi ao estúdio, mas que a leitura não era obrigatória, como se dessem exercícios de leitura aos alunos, mas os próprios alunos também levavam outras referências e assim compartilhavam recursos51. Ela credita a

influência de Venturi e de outros arquitetos pós-modernos também como parte de sua mudança de paradigmas em design52

Perguntamos a Michael Carrabeta53 se ele havia lido Venturi na escola e se

os alunos estavam pensando em design vernacular. Ele respondeu que o livro de Venturi foi lido e discutido, sendo um livro marco quanto aos questionamen- tos da arquitetura moderna.

Lorraine Wild (1975), em seu trabalho de conclusão de curso, além de apre- sentar alguns de seus projetos gráficos, acrescenta alguns artigos que escreveu durante o período em que foi aluna. Como veremos nos próximos capítulos, a maioria dos trabalhos de conclusão é realmente prático, com exceção de al- gumas epígrafes ou citações. O trabalho de Lorraine acabou sendo um pouco mais teórico que os demais, sendo possível observar alguns apontamentos quanto aos problemas do design funcionalista em 1975. Ou seja, mesmo na

49 Tradução e adaptação do trecho da entrevista: We spent a lot of time in the library and read and discussed topics including the state of the art of graphic and industrial design, design research, and design education. There was little available at the time in the genre of theoretical texts so Kathy and Mike pulled together resources from many disciplines. They always seems to know what was coming next and were continually looking ahead.

50 publicado pela primeira vez em 1957.

51 Tradução e adaptação de trechos da entrevista: So, another thing we are talking go back to talking back about Venturi, writings were really some of the first theoretical writings. When we were in school the only thing that came that were close to theory were George Nelson´s book “problems of design”, I mean there were nothing else written, there were almost no litera- ture on graphic or industrial design, no history books.

Its wasn’t really theory but it was finally conceptual, there were other things, books on techniques, and in the 70´s, actually, Venturi, where some of the first people that actually begin to writing in a more conceptual way, so that was a big influence, and so I think we probably brought those books in to the studio, but just from then on, it wasn’t like us giving the students books and giving them assignements, I mean, we would bring things in to the studio and tell people to read this or that, but everybody were bringing things in to the studio, and sharing resources.

52 Tradução e adaptação do trecho da entrevista: But then trough the 70´s my design start changing, so you see right away my design start changing, because, Cranbrook. It’s a art school, were you always suppose to be questioning, inventing, and experimenting, and so, it just kind of happen, being in that environment I think, plus Venturi, and architectural postmodernism, so it was an influence.

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Figura 23

Esse trabalho de Jack Keely é uma das mais eloquentes colagens produzidas na Cranbrook. (imagem e descrição

Katherine McCoy)

Figura 21

Nancy Skolos

Colagem sobre arquitetos Buckminster Fuller.

(imagem e descrição Katherine McCoy)

Figura 22

Nancy Skolos

Colagem sobre arquitetos Frei Otto.

(imagem e descrição Katherine McCoy)

Figura 20

Nancy Skolos

Colagem sobre arquitetos Morris Lapidus, the Miami glitz architect c1950-1960.

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época em que a abordagem mais “crítica” não era tão enfatizada, Wild já pro- duzia textos críticos ao design moderno. O título do artigo em questão é “A

question of Function in Graphic Design”.

A autora inicia seu trabalho com uma epígrafe de Robert Venturi, em “Com- plexidade e Contradição”, sobre a riqueza da significação versus clareza. E esse dado comprova mais uma vez a influência de Venturi no departamento.

Ao longo de seu texto, Wild (1975) explica que a abordagem funcionalista foi amplamente difundida, mas que tendeu a se enfraquecer. Ela pontuou o debate do “funcionalismo purista” versus “expressionismo impraticável”.

A autora mostra uma das fundações do funcionalismo na crítica de Adolf Loos em “Ornament and Crime” que parece ter sido mal compreendido, pois o próprio admite que o ornamento pode carregar significado.

Os jovens proponentes do movimento moderno tomaram as ideias de simplificação de Loos e as estilizaram, produzindo a estética arquitetônica do concreto e do vidro, o Estilo Internacional, o qual continua a guiar o vocabulário formal do design e da arquitetura até os dias atuais54.

Wild (1975) lembra das artes comerciais (publicidade) com o uso de tipos exuberantes, entre outras manifestações, mas que, no entanto, os designers se atraíam pelo objetivo do design funcionalista. Ela aponta que o design moder- no é prazeroso, mas “fala” a um público limitado. Lorraine finaliza seu artigo, em síntese, mostrando que os seres humanos são mais complexos do que a simplicidade funcionalista:

Os designers gráficos, os quais pela própria natureza de seu trabalho lidam com a matriz cultural e psicológica de seus “usuários”, poderiam alargar seus escopos e começar a se valer da ‘bagunça’, do informal, mas sem dúvida sobre o papel funcio- nal que as imagens e tipografias expressivas poderiam ter na comunicação visual55.

Perguntamos a Michael Carrabeta se a abordagem do departamento era mo- dernista, ou se ele sentia que as coisas estavam começando a mudar naquela época. Ele responde:

Naquela época a arquitetura e o design pareciam estar em transição do moder- nismo puro para o que hoje chamamos de pós-modernismo. Eu sentia que tinha “um pé” na tradição modernista, como por exemplo nos mestres suíços Armin Hoffman e Josef Müller-Brockmann e o outro “pé” buscando uma nova base. Para mim, nesse tempo, as influências incluíam Wolfgang Weingart, e o movimento Punk, dois pólos opostos no espectro do design. (...) Eu não tinha uma ideia do que viria

54 Tradução e adaptação do trecho do original: The Young proponements of the Modern Movement took the product of Loos simplification and stylized them, producing the aesthetic of concrete and glass slab arquitecture, the International Style, which continues to guide the formal vocabulary of design and arquitecture to this day.

55 Tradução e adaptação do trecho do original: Graphic Designers, Who by the very nature of their jobs deal with the psycho- logical and cultural matrix of their “users” would do well to widen their scopes, and begin accounting for the messy, unaustere, but undoubtedly functional role that expressive imagery and typography can play in visual communication.

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a seguir, mas estava claro que um novo movimento estava se desenvolvendo em todas as disciplinas.56

3.3 “Complexidade e Contradição” e