3.4. Araştırmanın Uygulama Süreci
3.4.2. Asıl Uygulama ve Ortam
Pudemos ter acesso a cinco textos de Claparède nesse período, quais sejam: Une semaine a Madrid; The nature of general intelligence and ability; Como diagnosticar las aptitudes em los escolares; Sur la localization du moi e Pourquoi baille-t-on?.
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Original: Libido, cela signifie le plus souvent le désir impétueux, - dont, il est vrai, le désir sexuel
est, selon Freud, le type et le premier représentant, dans l´évolution de l´individu –; c´est ce désir de bonheur, ou de jouissance, cet intérêt pour tout ce qui est de nature à satisfaire nos besoins, que personne ne niera être le príncipe même de toute notre activité”
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Original: “la névrose a une signification fonctionnelle, dynamique, elle est une manifestation
défensive de l´individu qui se réfugie dans la maladie pour échapper aux conflits qu´il ne peut surmonter”
No primeiro, datado de 1923, Claparède descreve sua estadia em Madrid, a convite da Junta de Ampliacion de Estúdios, para fazer algumas palestras. Nele encontramos somente uma referência ao conceito de interesse, quando o autor fala sobre a maneira errônea de se ensinar história às crianças:
Que erro que nossa maneira de ensinar a história às crianças, seguindo a ordem cronológica e lógica, mas sem levar em conta as necessidades psicológicas da mente! A história é um encadeamento de dramas humanos, que primeiramente precisaria se fazer sentir ao coração e à mente, em seguida, então, os eventos que esses dramas têm engendrado tomariam naturalmente o lugar de interesse dos alunos primários93 (CLAPARÈDE, 1923a,
p.187).
The nature of general intelligence and ability foi um trabalho apresentado no sétimo Congresso de Psicologia, ocorrido em Oxford, em julho de 1923. Apesar de o título aparecer em inglês, todo o artigo foi escrito em francês. O próprio Claparède resume seu objetivo nesse trabalho:
1- Definir a inteligência verdadeira, integral, como um processo destinado à resolver pelo pensamento um problema novo – processo de tateamento comportando três operações: questão, hipótese, verificação. 2- Reservar o nome de inteligência geral á capacidade mental média de um indivíduo, tal como ela se sobressai à inteligência geral, ou de uma série de provas dirigidas à inteligência integral, ou de uma série de testes, dentre os quais vários não são testes de inteligência integral (inteligência global). 3- Não chamar o fator g de Spearman ‘inteligência geral’, a fim de evitar confusões. 4- Colocar em estudo as questões postas nos números 2[diferenças individuais], 5 [psicologia profissional] e 6 [inteligência integral], questões sobre as quais é impossível de se pronunciar no momento atual 94 (CLAPARÈDE, 1923b, p.242).
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Original: “Quelle erreur que notre façon d´enseigner l´histoire aux enfants, en suivant
pédantesquement l´ordre chronologique et logique, mais sans tenir compte des nécessités psychologiques de l´esprit! L´histoire est um enchaînement de drames humains, qu´il faut tout d´abord faire sentir au coeur et à l´esprit; ensuite, alors, les événements que ces drames ont engendrés prendront tout naturellement place dans l´intérêt de l´écolier”.
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Original: “1- De définir l´intelligence vraie, intégrale, comme un processus destiné à résoudre par
la pensée un problème nouveau – processus de tâtonnement comportant trois opérations: question, hypothèse, vérification. 2- De réserver le nom d´intelligence générale à la capacité mentale moyenne d´un individu, telle, qu´elle ressort, ou bien d´une série d´épreuves s´adressant à l´intelligence intégrale, ou bien d´une série de tests dont plusieurs ne sont pas des tests d´intelligence intégrale (intelligence globale). 3- De ne pas appeler le facteur g de Spearman ‘intelligence générale’, afin d´éviter des confusions. 4- De mettre à l´étude les questions posées sous les n. 2, 5 et 6, questions sur lesquelles il est impossible de se prononcer à l´heure actuelle”.
Uma única referência foi feita ao conceito de interesse, quando Claparède delega à Psicologia Experimental a tarefa de diferenciar a natureza intelectual da capacidade geral de um indivíduo de outros fatores cognitivos:
Incumbe-se à psicologia experimental determinar quais são os processos que são a base dessa capacidade geral, e se os processos são necessariamente de natureza intelectual, ou se outros fatores como a vontade, a perseverança, o interesse, etc, não estariam concorrendo para o rendimento dessa capacidade95
(CLAPARÈDE, 1923b, p. 237).
O livro de 1924, Como diagnosticar las aptitudes em los escolares, define o termo aptidão como “todo caráter psíquico ou físico, considerado desde o ponto de vista do rendimento. Esse caráter psíquico – para nos limitarmos aqui à psicologia - pode ser tanto um fenômeno sensorial quanto intelectual, afetivo ou motor”96 (CLAPARÈDE, 1924b, p. 22) e alerta para o fato de que uma inaptidão pode ocorrer por uma simples inibição devida a uma causa afetiva, sem se tratar, então, de uma verdadeira inaptidão. Ainda chama a atenção para o fato de que não se deve confundir o rendimento intelectual bruto com a aptidão. Contudo, não há referências importantes sobre a noção de interesse nesse trabalho de Claparède.
Em Sur la localization du moi, de 1924, Claparède não faz menção ao interesse. Nesse artigo, ele separa o “eu conhecedor” (le moi connaisseur) do “eu conhecido” (le moi connu), esclarece sobre a localização física do “moi” e fala sobre cinco noções do eu, distintas umas das outras: le moi = le sujet; le moi = la personnalité; le moi = le moi réel; le moi = le moi empirique e le moi = le je97. As três primeiras são descritas a partir do ponto de vista do psicólogo e, as duas últimas, a partir do ponto de vista do sujeito.
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Original: “Il incombe à la psychologie expérimentale de déterminer quels sont les processus qui
sont à la base de cette capacité générale, et si ces processus sont nécessairement de nature intellectuelle, ou si d´autres facteurs comme la volonté, la persévérance, l´intérêt, etc ne concourent pas au rendement de cette capacité”
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Original: “todo carácter psíquico o físico, considerado desde el punto de vista del rendimiento.
Este carácter psíquico – para limitarnos aqui a lá psicologia – puede ser lo mismo um fenômeno sensorial que intelectual, afectivo o motor”
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Tradução: o eu = o sujeito; o eu = a personalidade; o eu = o eu real; o eu= o eu empírico e o eu = o eu.
No artigo Pourquoi baille-t-on?, também de 1924, Claparède faz uma explanação sobre o bocejo, procurando explicar porque bocejamos, através da hipótese de um fisiologista alemão, M. Valentin Dumpert, que diz ser o bocejo apenas a porção de um reflexo mais geral de alongamento, espreguiçamento. Por essa hipótese, entende-se que bocejamos para ativar a circulação cerebral. Portanto, a tese de que bocejamos porque precisamos dormir não seria correta, mas sim a de que bocejamos quando lutamos contra o sono. O bocejo representa aqui uma reação de defesa contra a falta de atenção que recai na mente fatigada. Não seria um sinal de falta de atenção, mas ao contrário, uma marca de atenção, exprimindo uma luta contra a insuficiência de irrigação sanguínea do cérebro, uma luta contra a falta de atenção.
Não há nenhuma relação clara com o conceito de interesse no artigo abordado, apenas uma alusão a ele, de forma bastante indireta, quando Claparède discorre sobre a importância de se observar as ocasiões em que o bocejo dos alunos acontecem. Dentre elas, ele menciona a natureza da lição: “notar se se trata de uma lição oral ou de um trabalho escrito”98 (CLAPARÈDE, 1924d, p.395.) e, em seguida, lança a pergunta: “As crianças bocejam ainda na escola ativa?”99 (CLAPARÈDE, 1924d, p.395.) Pode-se captar a importância do interesse nesse artigo na medida em que sabemos ser a escola ativa movida por ele.