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Arapça Sözlükler ve İstişhâd Meselesi

1. Sözlüklerdeki Tefsir Malzemesinin Döküm ve Tasnifi

1.1. Arapça Sözlükler ve İstişhâd Meselesi

Podemos dizer, com base na seção anterior, que o uso do português é uma atitude consciente da professora participante, e que os alunos sentem-se confortáveis com essa situação porque o uso do inglês representa algo “assustador”, difícil, algo que eles não entendem e que por esse motivo pode tornar o aprendizado da língua algo frustrante para eles. Essa constatação vai ao encontro dos resultados dos questionários iniciais dos alunos sobre as atividades mais impopulares na opinião deles. Segundo esses resultados, as apresentações orais e os projetos escritos são as atividades mais impopulares entre os alunos, conforme pontuado na seção 3.3.323.

Intrigada com esse resultado, resolvi questionar os alunos sobre o fato. De acordo com os relatos dos respondentes, o principal motivo da impopularidade das atividades mencionadas é a falta de proficiência no idioma para realizá-las. No trecho abaixo, eles comentam sobre suas impressões acerca das atividades orais:

A: É, então, é porque o escrito a gente nem escreve a palavra corretamente, então só nisso já perde ponto...

G: É...

A: ...porque igual, eu tenho mais facilidade de falar a palavra do que a escrever ela, então por isso que ditado às vezes é até mais difícil: ela fala a palavra e na hora de escrever... tudo bem que o ditado ajuda a gente a escrever a palavra corretamente, mas é mais difícil. Na hora da apresentação também. Se ela pedir uma apresentação de...

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K... a gente fica nervoso... (...)

MAp: Ainda mais em inglês...

A: Aí ... aí em inglês ela pede “vc vai ter que apresentar um texto todo em inglês”...

K: Aí cê fala a palavra...

A: Cê não vai saber pronunciar a palavra, então há uma dificuldade maior de apresentar pela vergonha e pelo... tipo... pela fala mesmo...

Voltamos aqui à problematização sobre o uso do português em sala, resultando em um aprendizado que não enfoca oportunidades de uso do idioma, sejam elas orais ou escritas. Significa dizer que tanto as habilidades de produção orais quanto escritas parecem não ter espaço na sala de aula. Abaixo encontra-se um excerto em que os alunos comentam sobre a dificuldade em se “juntar palavras” para formar frases:

Mat2: ... (não é) dificuldade, pode ser algumas palavrinhas como “blue”, “star”, que a gente não consegue juntar com as outras palavras mais importantes da frase, que à vezes a frase fica até sem sentido.

A: É, vamos supor, às vezes ela pede pra gente criar um texto. Algumas palavras que tem que colocar lá você esquece porque fica um texto sem sentido... porque inglês tem isso, cê escrever antes, depois, na hora que cê traduz tira (umas coisas e põe outras)...

A ideia trazida pelo trecho acima é a de que soma-se à baixa proficiência dos alunos no idioma a falta de um modelo ou demonstração prévia para a realização das atividades propostas em sala. Esse modelo, segundo os próprios alunos, poderia ser suficiente para motivá-los a realizar tanto apresentações orais quanto projetos escritos, conforme o excerto a seguir:

EU: Cês acham que se existisse um modelo, se isso fosse um trabalho gradual, é... é... ah, vamo começar a escrever umas frases, agora vamo começar a juntar uma frase com a outra, agora vamo começar a tentar escrever frases relacionando com uma figura, cês acham que se isso acontecesse, se existisse esse trabalho, isso motivaria vocês a fazer esse tipo de atividade?

G: Com certeza.

K: A gente já teria... que já sair treinado.

O trecho acima explicita a relação dos alunos com as habilidades de produção em língua inglesa – escrita e fala –, indicando que um modelo tanto de atividades orais quanto escritas impactaria diretamente o engajamento e a autoconfiança desses alunos ao executar atividades

dessa natureza. Contudo, depreende-se do relato da professora participante que o “falar inglês” parece ter mais condições para ocorrer no curso livre de idiomas do que na escola regular. É o que nos confirma a fala da educadora:

Eu acho que quando se trata, assim, de uma discussão mais aprofundada, eu acho que ela funciona melhor também em português, porque uma coisa em inglês é você trabalhar ali o vocabulário cotidiano, uma coisa que tá no universo do, daquela unidade que ele tá estudando, como às vezes a gente vê em cursinho. O aluno fala inglês, mas é o inglês daquela unidade.

Tal crença é alimentada por muitos professores de língua inglesa que, segundo Siqueira (2011), reproduzem o discurso das condições adequadas do curso livre em contraposição à falta de estrutura da escola; como consequência, esses professores, que são muitas vezes proficientes no idioma, recusam-se a usar o inglês em sala de aula, alegando que essa é uma tarefa impossível, antes mesmo de fazerem uma tentativa. Celani reforça essa ideia, alegando que, nas escolas,

[o] ensino de língua estrangeira, particularmente o inglês, encontra-se totalmente à deriva, com professores, pais e alunos muitas vezes se perguntando a mesma coisa: o que estamos fazendo aqui? Para que servirá esta tentativa frustrada de ensinar/aprender uma outra língua? (2002, p. 20)

Conforme pontua Reid (1995), quando as aulas são apresentadas visualmente e verbalmente, e reforçadas através de atividades orais e escritas, os alunos têm a possibilidade de aprender de acordo com seus estilos de aprendizagem e ainda ampliam seu repertório de estratégias de aprendizagem, tornando-se mais confortáveis com diferentes formas de exposição do conteúdo.

A próxima seção apresenta algumas sugestões dadas pelos alunos, tanto no questionário inicial quanto no grupo focal, sobre atividades, materiais e recursos. Achei importante me informar sobre as preferências e ideias da turma, uma vez que esses dados serviriam de base para a elaboração das atividades de letramento crítico propostas na presente pesquisa. As sugestões dos alunos encontram-se a seguir.

4.2.7 Sugestões de atividades de acordo com os alunos: materiais autênticos e uso de