I. BÖLÜM
3.2. Onuncu S f Türk Edebiyat Ders Kitab nda Yer Alan Halk Edebiyat
3.2.4. XV Yüzy ldan XIX Yüzy l Ortalar na Kadar Osmanl Edebiyat
3.2.4.2.1. Anlatmaya Ba Edebî Metinler
Enquanto organização complexa, a universidade apresenta cinco características específicas, as quais são descritas por Baldridge et al. (1971) como:
• Objetivos ambíguos: as universidades têm dificuldade de construir estruturas de decisão para enfrentar as incertezas e reduzir conflitos. • "Client Service": universidades são consideradas como instituições
processadoras de pessoas. Os "clientes" entram na organização com necessidades específicas e são "alimentados" dentro delas, as instituições agem sobre elas e depois devolvem-nas à sociedade. Na
educação superior, os "clientes" são completamente capazes de falar por si mesmos e freqüentemente o fazem. Eles buscam voz no processo decisório e normalmente conseguem, tornando-o mais complexo e menos sujeito à lógica da escolha racional.
• Tecnologia problemática: é difícil construir uma tecnologia simples para uma organização que lida com pessoas. Se às vezes faculdades e universidades não sabem claramente o que estão tentando fazer, elas freqüentemente não sabem também como fazê-lo.
• Profissionalismo: muitas organizações, para lidar com objetivos ambíguos e tecnologia problemática, empregam profissionais altamente treinados. No caso das universidades, esses profissionais são professores, os quais usam um amplo repertório de habilidades para lidar com os problemas de seus "clientes". Muitas vezes, esses profissionais têm sua lealdade dividida entre as normas da corporação (profissão) e os objetivos da organização.
• Vulnerabilidade ambiental: todas as organizações interagem com seu ambiente social em alguma extensão. O grau de autonomia que uma organização tem em relação ao seu ambiente é um dos determinantes críticos de como ela será gerenciada. Faculdades e universidades estão no meio do continuum entre independência e aprisionamento.
Os mesmos autores (BALDRIDGE et al., 1971) apresentam, ainda, algumas características que diferenciam organizações acadêmicas de organizações burocráticas tradicionais, conforme demonstrado no QUADRO 1.
Pode-se dizer, também, que outra característica das universidades reside na existência de corporativismo e descontinuidade administrativa. Cunha (1995) considera que as organizações universitárias, além de serem formadas por profissionais especializados, possuem um elevado grau de corporativismo, levando à formação de grupos e alianças políticas que interferem nas decisões.
QUADRO 1 - Características organizacionais de organizações acadêmicas e burocracias mais tradicionais.
Organizações acadêmicas (faculdades e universidades) Burocracias tradicionais (agências de gov. e indústrias) Objetivos Ambíguos, contestados e
inconsistentes. Objetivos claros, menos desacordos. Serviço ao
cliente Client-serving Processamento de material, comercial Tecnologia Confusa, não rotinizada e
holística Clara, rotinizada e segmentada
Staff Predominantemente
profissional Predominantemente não profissional Relações
Ambientais Muito vulnerável Menos vulnerável
Imagem
sumarizada Anarquia organizada Burocracia
Fonte: BALDRIDGE et al., 1971, p. 15.
Nas organizações universitárias, também se depara com a predominância da inatividade na tomada de decisão, onde os participantes tendem a manterem- se distantes do processo, julgando esta atividade como não compensadora. A participação acontece de forma fluida, conduzindo os indivíduos que participam do processo decisório a fazê-lo de maneira descontínua.
Por outro lado, Cunha (1995) realça que, além das características anteriores, podem ser adicionadas ainda outras, pois as universidades, principalmente as brasileiras, particularizam-se, também, porque:
os grupos de profissionais atuam de modo independente e compartilham os mesmos recursos;
os objetivos são mal definidos; o corporativismo é muito forte;
as mudanças dos principais administradores são freqüentes; as considerações políticas podem dominar;
a tomada de decisão é incrementalista; o sistema de avaliação é limitado;
muitos grupos de interesse tentam influenciar as decisões, as mudanças geralmente ocorrem com reações e crises.
O caráter eletivo da universidade públicas, principalmente a brasileira, permite distinguir uma outra característica. Em momentos de eleição, a universidade se transforma, mesmo que temporariamente, em uma arena política, até que o processo eletivo passe e a coalizão dominante eleita assuma o poder, fazendo com que as coalizões derrotadas se organizem em uma oposição mais ou menos ostensiva, variando de caso para caso. (MACHADO; COMASSETTO, 1999).
A decisão colegiada é outra característica marcante da universidade pública brasileira. Existem colegiados em quase todos os níveis (conselho superior, de centros ou faculdades, departamental e de curso). A pluralidade do ambiente universitário demanda uma decisão igualmente plural e colegiada. No entanto, em muitas instituições, é possível perceber exageros, considerando-se o elevado número de órgãos colegiados e, dentro deles, o elevado número de membros, tornando quase impossível chegar-se a qualquer decisão. Com o temor de delegar decisões operacionais, algumas universidades insistem em concentrá- las nos Conselhos Superiores. Esses excessos tornam as decisões muito lentas.
A descontinuidade administrativa que é uma característica acentuada das universidades públicas, faz com que, muitas vezes, as atividades de planejamento restrinjam-se à duração do período de gestão. As universidades não podem e não devem ser objeto de medidas imediatas e provisórias a serem implantadas em curto prazo. As promessas de campanha, em ocasião das eleições, são, em muitas universidades, a base do programa de trabalho da gestão, como se a
eleição significasse a aprovação implícita de suas propostas. Desta forma, a administração eleita usa como diretrizes básicas para sua gestão, as promessas contidas no plano de campanha. Ocorrendo assim, devido à forte relação de poder existente no meio universitário, verdadeiras rupturas em processos em andamento. (FONSECA et al., 1994).
As universidades têm procedimentos organizacionais difíceis de serem mudados, na opinião de Vahl (1992). Aponta ainda que, na maioria dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, as universidades tiveram que ser ampliadas ou constituídas integralmente num breve espaço de tempo. Neste cenário, surgem as transformações que viriam a se constituir no principal impulso para as universidades. Essas transformações consistem na busca da melhoria da qualidade nos processos administrativos, por meio de uma administração universitária qualificada para gerenciar as instituições universitárias, de forma mais eficiente possível, nos seus diversos setores e atividades.
Com relação aos problemas observados com os aspectos gerenciais dos administradores universitários, Buarque (1994, p. 81) chama a atenção ainda para um problema muito sério na academia que é a aversão da maioria dos docentes à função administrativa, salientando que
parte dos professores, no entanto, não leva a sério a importância dessas funções e não cumpre as normas e prazos com a seriedade necessária. Muitos nem ao menos aceitam ocupar funções administrativas e sentem-se descomprometidos com tudo que se relacione à administração, limitando-se a exercer o direito à reclamação. Agindo assim, estes professores impedem o funcionamento eficiente da administração [...]. A universidade fica prisioneira de sua própria indefinição.
Por outro lado, um fato interessante a se destacar é que ainda hoje, em muitas instituições de ensino superior, as posições mais altas na hierarquia organizacional são reservadas aos docentes, partindo-se da premissa de que para administrar uma universidade são necessárias visão, sensibilidade e vivência no trato com as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Dessa forma, entende-se que, se alguém é bom professor deverá ser, necessariamente, um bom administrador. “Verifica-se que, em muitos casos, as universidades perderam bons
professores e não ganharam administradores competentes.” (FINGER, 1997, p.12).