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A OEF iniciou-se a 8 de Outubro de 2001 e tinha como objectivos operacionais iniciais (Lamb, 2005):

1. Destruição de campos de treino e de outras infra-estruturas utilizadas por terroristas em território Afegão;

2. Captura dos líderes da Al-Qaeda;

3. Término de todas as actividades terroristas no Afeganistão.

A missão da JPOTF era apoiar o CENTCOM durante o cumprimento de missões de curta duração, operações de contra-terrorismo de longa duração e outros empenhamentos. A 10 de Outubro, a JPOTF era composta por 95 militares, dos quais, 74 estavam na sede da JPOTF em Fort Bragg, na Carolina do Norte (Lamb, 2005).

O USCENTCOM Campaign Plan: Enduring Freedom, Plano de Operações da operação, definia para além das TA, os objectivos psicológicos (Lamb, 2005):

1. Isolar a Al-Qaeda dos Talibãs, e ambos de qualquer apoio interno ou externo; 2. Legitimar a intervenção militar no sentido de convencer a população a não interferir

no conflito;

3. Reduzir a eficiência para combate das Forças Talibã e da Al-Qaeda, realçando a inevitabilidade da sua derrota e incitando à rendição.

As primeiras acções do conflito consistiram em ataques aéreos levados a cabo por aviões de combate a partir de bases aéreas terrestres e a partir de porta-aviões, bem como o lançamento de mísseis Tomahawk a partir de navios Britânicos e Norte-Americanos.

Durante esta fase inicial da operação, a população afegã tinha uma imagem muito negativa das forças da coligação e da justificação das acções militares que esta se preparava para iniciar. O Regime Talibã esforçou-se por explicar à população que a acção militar prestes a ser iniciada visava atacar a fé da nação afegã, tentando desta forma ganhar o apoio político da população e promover a resistência a qualquer acção da coligação.

Perante esta situação, primeiro programa de PSYOPS a ser posto em prática, tinha como objectivo legitimar a acção militar que estava prestes a iniciar, explicando que a coligação não pretendia atacar o Islão, mas apenas atacar as actividades terroristas (Friedman, 2006). Para que tal fosse possível, utilizou inicialmente três meios: o lançamento de panfletos, de comida e outra ajuda humanitária, e a emissão rádio.

Devido ao mau tempo, o lançamento de panfletos não pôde ser iniciado, assim a primeira acção de PSYOPS foi através de emissão rádio, a 5 de Outubro, 2 dias antes do

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início da OEF9. Os primeiros militares da coligação a actuar no terreno foram militares de operações especiais e constituíam equipas de ligação com a NA que desenvolvia a manobra ao nível do solo, apoiados pela aviação e pelos mísseis das forças americanas e britânicas. Estas equipas de ligação actuavam no solo desde 26 de Setembro e a sua missão era garantir uma relação sólida com a chefia da Aliança do Norte, não só para garantir a coordenação dos ataques com as forças da coligação, mas também para que a coligação pudesse usar o vale de Panjshir como uma base de operações no interior do território afegão (Maloney, 2005), uma vez que era nesta localização que a Aliança do Norte se havia concentrado para resistir ao regime Talibã.

Durante as operações de combate iniciais a JPOTF focou a sua atenção na ajuda humanitária, na emissão rádio a partir do EC-130E e na produção de panfletos que seriam enviados para a base Norte-Americana de Diego Garcia, no Oceano Índico, para serem colocados em bombas dispersoras de panfletos e disseminados a partir dos bombardeiros B-52 (Lamb, 2005)

O primeiro lançamento de panfletos aconteceu somente na noite de 14 de Outubro e foi devidamente coordenado com emissões rádio do 193rd Special Operation Wing10 a partir do EC-130E. Cerca de 385 000 Panfletos foram lançados sobre a cidade de Ghazni e entre Sheberghan e Herat (Friedman, 2006), ao mesmo tempo que a população ouvia as emissões rádio em 7500 aparelhos rádio portáteis distribuídos por via aérea e por membros das equipas de Operações Especiais de ligação (Lamb, 2005).

Os panfletos visavam inicialmente separar as forças da Al-Qaeda das forças Talibãs (Objectivo 1), lançando mensagens aos Talibãs para deixarem de apoiar os terroristas da Al- Qaeda. Esta mensagem não foi utilizada por muito tempo pois rapidamente fotos de Talibãs apareceram, nos panfletos, debaixo de mira ao lado de membros da Al-Qaeda (Friedman, 2006) à semelhança do panfleto AFD40d (anexo C).

A seguir a Mazar-e-Sharif caíram as cidades de Talogan, Herat e Shindand e nos dias 13 e 14, a capital Kabul e Jalalabad. A conquista destas cidades deveu-se a uma acção coordenada entre os comandantes da Aliança do Norte, as equipas de ligação, os ataques aéreos da coligação, a resistência da população afegã ao Regime Talibã e nalguns casos à rendição de forças Talibã (Global Security, 2008).

Com os primeiros bombardeamentos e a destruição de infra-estruturas perto da população, os esforços da JPOTF tinham que desenvolver-se também, no sentido de legitimar a intervenção militar (Objectivo 2) com panfletos alusivos aos ataques de 11 de

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Foram emitidas mensagens rádio a partir de plataformas aéreas designadas EC-130E Commando

Solo Transmiting Aircraft que incidiam sobretudo sobre o reconhecimento do direito dos Afegãos

poderem praticar o Islão em paz (Friedman, 2006). 10

Unidade especial da Guarda Republicana que através dos EC-130E tem capacidade para transmitir rádio e TV. As mensagens transmitidas são produzidas pelo 4th PSYOPS Group (Maloney, 2005).

19 Setembro. Inicialmente pensou-se em lançar um panfleto que traduzisse o ataque terrorista aos EUA e produziu-se o panfleto AFD-189 (anexo C) que mostrava uma imagem de uma das torres do WTC após o embate de um dos aviões. A imagem era acompanhada pelo seguinte texto: “20 de Setembro de 138011. A coligação vem para prender os responsáveis por este ataque terrorista contra a América. Vêm também para prender todos os que os tentarem proteger. Mais de 3000 pessoas nos Estados Unidos da América foram assassinados nestes ataques” (Friedman, 2006).

Foi, no entanto, produzido um poster (AFC035 – Ver Anexo C) com uma imagem mais tardia do que a do panfleto anterior mostrando também uma das torres, mas de outra perspectiva, com enormes chamas (Friedman, 2006).