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Anadolu’da Cariye ve Köle Ticareti

Apresentadas as várias definições de PSYOPS e algumas diferenças nas várias doutrinas, importa comparar as várias definições e expor outros conceitos relacionados com as PSYOPS necessários para o entendimento deste trabalho.

O Quadro 1 apresenta uma síntese das várias definições, facilitando a comparação entre as mesmas. Dessa comparação são perceptíveis as diferenças mínimas entre os conceitos, concretamente ao nível da designação variando entre “operações”, “actividades” e “medidas”. Se a designação é diferente, na prática estas diferenças não se verificam,

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sendo a condução de PSYOPS apenas variável com os factores de decisão que afectam todos os outros tipos de operação.

Do quadro 1 são facilmente enumerados os fenómenos psicológicos que as PSYOPS pretendem influenciar: “emoções”, “motivações”, “percepções”, “atitudes” e “comportamentos”. Apesar desta variedade extensiva de fenómenos, uns derivam dos outros estando todos relacionados. Explica-se de seguida estas relações de derivação para uma melhor compreensão dos conceitos.

Quadro 1 – Diferenças nas Definições de PSYOPS (EME, 1963; EME, 2005; NATO, 2007; US Army, 2005)

Iniciando no conceito de motivação que é uma componente directa e dinâmica do comportamento e é determinada por uma combinação de factores biológicos, sociais e de aprendizagem. A motivação activa o comportamento na prossecução de determinado objectivo (NATO, 2007).

Esta resulta de uma hierarquia de necessidades3, que desencadeia as motivações individuais. É essa hierarquia de necessidades que deve ser tida em conta nas PSYOPS, ou seja, o conhecimento sobre as motivações da TA garante ao planeamento da PSYOP a oportunidade de analisar as necessidades dessa audiência e gera a base para alcançar o objectivo da mesma (NATO, 2007).

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Conhecida por Pirâmide das Necessidades de Maslow. Segundo este autor, as necessidades do ser humano estão hierarquizadas, como numa pirâmide, por grau de complexidade, sendo condição necessária para atingir os patamares superiores da pirâmide, a satisfação das necessidades dos patamares inferiores. Assim, as necessidades estendem-se desde as fisiológicas até às de auto- realização (NATO, 2007).

USA NATO PORTUGAL

ACTUALIDADE PORTUGAL NA GUERRA DE ÁFRICA (1961-1974) São… Operações planeadas para levar informação Actividades psicológicas planeadas que usam

Métodos de comunicação e outros meios directos

Actividades psicológicas planeadas

que usam meios de comunicação e outros

meios

Diversas medidas coordenadas

Dirigida s a…

Audiências

externas Audiências aprovadas Audiências aprovadas

Meios Campos

Grupos humanos (População, Inimigo e NT) Que visam influenc iar… Emoções Motivação Percepções Comportamentos Percepções Atitudes Comportamentos Percepções Atitudes Comportamentos Opiniões Sentimentos Crenças Atitudes Comportamento Para… Reforçar tomada de atitudes e comportamentos favoráveis aos seus autores Afectar a prossecução de objectivos políticos e militares Contribuir para a realização de objectivos políticos e militares

Fortificar a determinação (amigos) Atrair a simpatia (neutros) Esclarecer a opinião (amigos e

neutros)

13 Visto que as atitudes resultam das necessidades individuais, e que estas são hierarquizadas e progressivas, importa agora perceber o conceito de atitude. A doutrina NATO define a atitude como sendo um sistema, relativamente estável e duradouro, de julgamentos, emoções e reacções, que predispõem um determinado comportamento para atingir determinado objectivo (NATO, 2007). A atitude pode ser considerada positiva ou negativa e decompõem-se em três componentes (NATO, 2007):

• Uma componente cognitiva, que inclui convicções e juízos de valor para cada objecto específico;

• Uma componente emocional que inclui as relações emocionais perante determinado objecto;

• Uma componente motora que inclui tendências reactivas para agir de acordo com a atitude individual. É a parte observável da atitude.

Concluir sobre a alteração de uma atitude só é possível, através da observação dos comportamentos subjacentes a essas atitudes visto que os comportamentos são acções ou reacções de pessoas em resposta a estímulos externos ou internos (NATO, 2007).

Sendo relativamente estável, a atitude, confere essa estabilidade ao modo de vida de um indivíduo e por tal facto, é difícil ser alterada. Porém, uma alteração de atitude é possível, e quando acontecem são normalmente baseadas em: novas experiências especialmente emocionais ou traumatizantes; para acompanhar as alterações do meio envolvente, ao perceber que as nossas tendências já não se enquadram nesse meio; com base nas causas que tendencialmente atribuímos a determinado fenómeno (NATO, 2007). As mudanças de atitude são provocadas pela percepção que a TA tem dos fenómenos e esta pode definir-se como a “tomada de conhecimento sensorial de objectos ou de acontecimentos exteriores que vai dar origem a sensações mais ou menos numerosas ou complexas” (IESM, 2007 p. 10) . As mudanças de atitude podem ser classificadas da seguinte maneira (NATO, 2007):

• Complacência – quando o membro da audiência alvo cede a alguma ameaça ou suborno da parte da PSYOP. É o processo de alteração de atitude mais simples, a sua estabilidade é bastante limitada e na maior parte dos casos nem comporta de facto uma mudança de atitude verdadeira, mas sim uma alteração de conduta temporária de acordo com os interesses imediatos de um indivíduo.

• Identificação – verifica-se quando um indivíduo escolhe enquadrar-se com as atitudes e opiniões de um determinado grupo. É uma mudança de atitude mais estável que a complacência.

• Internalização – Verifica-se quando a audiência-alvo aceita as atitudes do actor psicológico como se fossem suas. Estas atitudes, depois de internalizadas podem

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constituir convicções profundas no indivíduo que sofre esta influência. É a forma mais duradoura de alteração de atitude.

Explicados os principais conceitos da componente psicológica das PSYOPS, interessa agora, definir os conceitos técnicos deste tipo de operações, começando pela classificação quanto à origem aparente dos produtos de PSYOPS, não sem antes definir o produto de PSYOPS como sendo qualquer item áudio, visual, comunicação audiovisual utilizada sobre numa TA com vista a atingir os objectivos de PSYOPS (US Army, 2005).

Assim sendo, quanto à origem dos produtos, as PSYOPS podem ser (EME, 2005):

• Preta - quando a origem é diferente daquela que se pretende fazer crer;

• Cinzenta – quando se pretender manter a origem na dúvida;

• Branca – quando a origem é reconhecida como oficial.

Relacionados com os produtos de PSYOPS estão os temas de PSYOPS, que são ideias ou tópicos nos quais as PSYOPS podem ser baseadas (NATO, 2007). Integrando os conceitos de produtos e temas, os programas de PSYOPS são “planos faseados para o emprego de produtos de PSYOPS, são baseados em temas e destinam-se a cumprir objectivos de PSYOPS” (IESM, 2007 p. 12).

Os conceitos definidos até aqui visam cumprir a missão de PSYOPS, entendida como uma “expressão clara e concisa que define o que devem as PSYOPS alcançar (tarefa e finalidade) para modificar, no grau necessário, a atitude das TA, de forma a apoiar a missão do respectivo comando” (IESM, 2007 p. 10). A missão é cumprida quando se atinge o estado-final psicológico, ou seja, “as condições atingidas pelas TA que indicam que a missão das PSYOPS e respectivos objectivos foram atingidos” (IESM, 2007 p. 10), objectivos psicológicos esses que devem corresponder a uma “descrição mensurável das mudanças desejadas nas percepções, atitudes e comportamentos da TA” (IESM, 2007 p. 10).

Os resultados de PSYOPS podem ser afectados pela acção de propaganda de entidades hostis ou “concorrentes” sobre as TA. Entende-se por propaganda qualquer informação, ideia, doutrina ou apelo disseminado para influenciar as opiniões, emoções, atitudes ou comportamentos de qualquer grupo específico, com benefícios para a origem da propaganda (NATO, 2007). Para combater esta acção as unidades de PSYOPS, conduzem contra-PSYOPS, que são acções que visam detectar e contra-atacar actividades psicológicas hostis (NATO, 2003).

Em síntese, o planeamento e condução de PSYOPS pressupõe a utilização de todo um vocabulário específico, no entanto, a sua essência é simples: influenciar grupos humanos para apoiar uma missão.

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II – AS OPERAÇÕES MILITARES EM ANÁLISE

…guerrilla war, above all others, is a supremely psychological battle, a fight for the hearts and minds of the civilians in the middle (Watson, 1978).