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Amerika Birleşik Devletleri’nde Evrensel Hizmet Kavramı

Belgede Hukuki boyutuyla evrensel hizmet (sayfa 102-109)

A. Karşılaştırmalı Hukukta Evrensel Hizmet Tanımı

1. Amerika Birleşik Devletleri’nde Evrensel Hizmet Kavramı

O envolvimento de pessoas adultas nas ações com as quais se pretende combater estes problemas é um requisito prévio fundamental em um programa de intervenção baseado na escola, e é importante que os adultos não pensem que a agressão e a intimidação são elementos inevitáveis na vida das crianças. Nesta forma de ver o

problema também está implícita a convicção de que se pode conseguir muito com meios relativamente simples. Ao mesmo tempo, quero ressaltar o fato de que o conhecimento dos problemas e de medidas adequadas que os combatam é de suma importância para a obtenção de bons resultados (OLWEUS, 1998, p. 87-88, tradução nossa, grifo do autor)32.

Nos textos analisados, os autores se referem ao desenvolvimento de ações que possibilitem a divulgação de informações sobre o fenômeno bullying, atreladas à conscientização e sensibilização para o enfrentamento do mesmo, usando expressões gerais como: informar professores e alunos ou pais; sensibilizar professores e toda a comunidade educativa; primar pela conscientização (BRASIL: CARREIRA, 2005; FRANCISCO, 2010; FRANCISCO; LIBÓRIO, 2009; GONÇALVES, 2011; GUTSTEIN, 2012; HORNBLAS, 2009; JORGE, 2009; LOPES NETO, 2005; MUNARIN, 2007; PINGOELLO, 2012; RADUENZ, 2011; SCHUCHARDT, 2012. ESPANHA: ARMERO; BERNARDINO; BONET, 2011; FERNÁNDEZ MARTÍN; PICHARDO MARTÍNEZ; ARCO TIRADO, 2005; ORTEGA; LERA, 2000; VAN DER MEULEN; GRANIZO; DEL BARRIO, 2010a).

Alguns autores dão indicações mais específicas para informar, conscientizar e/ou sensibilizar, como: palestras, orientações aos professores em Horário de Trabalho Pedagógico - HTP, realização de leituras (BRASIL: MUNARIN, 2007), encontros com pais e alunos (BRASIL: HORNBLAS, 2009; RADUENZ, 2011); inserir no currículo e nas aulas de tutoria temas como o bullying (ESPANHA: AVILÉS et al., 2011; CEREZO; MENDEZ, 2012); realização de atividades de pesquisa para alunos (BRASIL: PINGOELLO, 2012); criação de uma equipe multidisciplinar com representantes da comunidade educativa para realizar atividades de informação (BRASIL: ESCARAVACO, 2011); realização de campanhas antibullying e elaboração de materiais com alunos (BRASIL: HORNBLAS, 2009. ESPANHA: AVILÉS et al., 2011; VIGUER; AVIÁ, 2009); promoção de seções de debates/discussões (BRASIL: FRANCISCO; LIBÓRIO, 2009; PINGOELLO, 2012; CARREIRA, 2005; HORNBLAS, 2009; RADUENZ, 2011; NUNES, 2011; AMORIM, 2012. ESPANHA: FERNÁNDEZ MARTÍN; PICHARDO MARTÍNEZ; ARCO TIRADO, 2005; VAN DER MEULEN; GRANIZO; DEL BARRIO, 2010a; AVILÉS et al., 2011; CEREZO; MENDEZ,

32 Citação original: "La implicación de las personas adultas en las acciones con las que se pretende contrarrestar

estos problemas es un requisito previo fundamental en un programa de intervención basado en la escuela, y es importante que los adultos no piensen que la agresión y la intimidación son elementos inevitables de la vida de los niños. En esta forma de ver el problema también está implícita la convicción de que se puede conseguir mucho con medios relativamente sencillos. Al mismo tiempo, quiero recalcar el hecho de que el conocimiento de los problemas y de unas medidas adecuadas que los contrarresten es de suma importancia para la obtención de buenos resultados" (OLWEUS, 1998, p. 87-88, grifo do autor).

2012), com o apoio de vídeos, textos, reportagens, músicas, teatro ou brincadeiras (BRASIL: PINGOELLO, 2012; SALGADO, 2012; GUTSTEIN, 2012).

Por fim, encontramos a indicação de que pediatras deveriam dar apoio aos pais e professores (ESPANHA: ARMERO; BERNARDINO; BONET, 2011).

Nesta categoria, encontramos ações que vão desde estratégias de enfrentamento genéricas, destinadas a todos os membros da comunidade educativa, como as campanhas e palestras, a trabalhos mais profundos, sistematizados com os alunos, como as aulas de tutoria. A tutoria é um horário semanal instituído no currículo de todas as turmas das escolas espanholas. Cada turma tem um professor tutor que trabalha com os alunos conteúdos geralmente relacionados à convivência, que vão além dos estabelecidos nas distintas disciplinas curriculares. Na Noruega esse espaço é chamado de hora social (OLWEUS, 1998) e também é formal e institucionalizado, assim como em outros países. No Brasil, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral - GEPEM, da UNESP e UNICAMP, tem conduzido algumas experiências e implementado nas redes públicas municipais de ensino, um momento institucionalizado para que se possa ter a discussão dos problemas de cada sala bem como a apropriação de formas mais equilibradas de resolução de conflitos, que é chamado de assembleia escolar (ARAÚJO, 2004; TOGNETTA; VINHA, 2007).

Mesmo sabendo da relevância que campanhas, palestras ou assembleias com professores e pais, por exemplo, têm com relação à sensibilização e informação do bullying, consideramos as mesmas como momentos disparadores de um trabalho que deve ser sistematizado na escola. Por esse motivo, explanaremos sobre o uso de aulas de tutoria na escola para o desenvolvimento de ações informativas, de conscientização e sensibilização. Consideramos que ter esse momento institucionalizado e validado pelas autoridades educacionais no currículo dos alunos é um ganho extraordinário para a comunidade educativa, pois, como enfatiza Avilés (2013a, p. 96) "[...] supõe-se atribuir valor estratégico a esses espaços como ferramentas para combater as dificuldades de convivência nos contextos escolares".

Embora seja quase unânime a indicação do uso de tutorias entre os autores dos artigos espanhóis analisados para o trabalho de prevenção ao bullying, podemos nos reportar às indicações de Olweus (1998) que em seu programa pioneiro de prevenção ao bullying já fazia tal menção à hora social.

Para Olweus (1998), a hora social constitui-se como um espaço e tempo específicos, periódico, no qual se pode tratar sobre temas como o desenvolvimento de regras contra as agressões e das sansões quando houver transgressões às mesmas, além de questões sobre as

relações sociais que acontecem no grupo e na escola, como as agressões entre pares. Possibilitar que os próprios alunos, liderados pelo professor, analisem semanalmente os problemas que envolvem seu grupo, pode exercer uma pressão considerável nestes, uma espécie de controle social, que, segundo o autor, costuma ser um método eficaz de inibição de comportamentos agressivos ou antissociais.

Avilés (2013a) sugere o uso das aulas de tutoria para um trabalho de prevenção ao bullying planejado e prolongado. O professor tutor pode organizar atividades com distintos níveis de aprofundamento e com objetivos específicos, como: oficinas com debate sobre temas relacionados ao bullying, como violência de gênero, xenofobia ou racismo; análise de casos hipotéticos ou reais (mas não relacionados à turma ou que aconteceram na escola), utilizando reportagens, vídeos, filmes ou a literatura; teatralização de histórias sobre bullying, as chamadas estratégias de role-playing, que possibilitam a troca/vivência de papeis e, consequentemente, contribuem para a tentativa de compreensão e reconhecimento de sentimentos e emoções do outro.

Avilés (2013a) relembra que as aulas de tutoria são momentos específicos para o desenvolvimento de atividades que abordam conteúdos que são indispensáveis para a prevenção ao bullying e estão relacionadas à aprendizagem de resolução de conflitos - negociação, comunicação, empatia, autocontrole, assertividade, ao desenvolvimento emocional - expressão e reconhecimento de emoções. No Brasil também usamos a aula de tutoria para realizar as assembleias escolares (TOGNETTA; VINHA, 2007).

Julgamos fundamental destacar que, além de um trabalho sistematizado com os alunos, é preciso desenvolver ações que facilitem a informação e fomentem a conscientização e sensibilização dos demais membros da comunidade educativa também de modo contínuo e planejado. Olweus (1998) já enfatizava que as ações da escola contra o bullying não podem se transformar em espetáculo ou em atividades "febris" de curto prazo que são facilmente substituídas por outras também "febris".

Nesse sentido, podemos citar as reuniões com associações de pais e professores (OLWEUS, 1995, 1998), nas quais a escola, periodicamente, pode apresentar informações sobre o tema e dados da sua realidade, advindos da aplicação de instrumentos de avaliação. Dessas reuniões pode sair um plano de ação a ser compartilhado com os demais pais e outros membros da comunidade educativa. Essa estratégia se faz interessante para ultrapassar o obstáculo de reunir todos os pais na escola. No entanto, é preciso que sejam criados canais de comunicação e compartilhamento efetivos.

Concordamos que a prevenção ao bullying deve fazer parte da agenda contínua de trabalho da escola. Além de ser incluída no Projeto Político Pedagógico, destacamos a relevância de se instituir espaços e tempos formais para esse trabalho, seja com os alunos, para estudo entre professores ou com as famílias, seja por outros canais de comunicação com diferentes membros da comunidade educativa. Como vimos, em outros países isso já é realidade: as escolas contam com espaços e tempos de tutoria onde discutem questões ligadas à convivência. No Brasil, as administrações educativas precisam atentar-se para esse fato, visto que o problema do bullying não é o único que assola as escolas. Tal necessidade será percebida para as demais estratégias.

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