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BÖLÜM 1: MACINTYRE’IN MODERN AHLAK ELEŞTİRİSİNİN GELİŞTİĞİ ZEMİNLER GELİŞTİĞİ ZEMİNLER

1.3.3. MacIntyre’ın Felsefesi İçerisinde Aquinas’a Başvurusu

1.3.3.1. Ahlakta Metafizik Biyolojiyi Yeniden Düşünme

A forma como os agentes econômicos se organizam e coordenam suas atividades no mundo atual parece cada vez mais se distanciar da concepção clássica de mercado com agentes atomizados produzindo mercadorias homogêneas em um ambiente de perfeita simetria de informação. Nesse modelo de mercado idealizado pelas correntes econômicas mais ortodoxas não haveria espaço para a negociação ou sequer para o relacionamento entre os agentes que fazem parte uma determinada cadeia produtiva. Inúmeros aportes teóricos têm se oposto a essa concepção, demonstrando que os mercados atuais são coordenados por outros fatores além do sistema de preços.

O estudo das instituições tem sido de grande utilidade no entendimento dos diferentes fatores que norteiam a vida econômica. A fragilidade de pressupostos da concepção de mercado neoclássica, como a perfeita simetria de informação e o isolamento entre os atores econômicos, pode ser entendida pela existência de instituições presentes tanto na esfera econômica como social. Um exemplo disso seria a distorção das informações que se observa nos mercados econômicos. Tal distorção se deve, em grande parte, a estruturas de relacionamento existentes entre os atores e que acabam filtrando as informações. A importância dessas estruturas tem se acentuado cada vez mais após a abertura dos mercados advinda da globalização. Tais fatos propiciaram o aparecimento de vários referenciais teóricos.

O que a maioria dos aportes ligados ao institucionalismo veio a considerar por instituições engloba uma série de significados. Segundo SCOTT (1995) as compreensões que cada corrente tem das instituições difere, dependendo da importância que cada uma atribui a algumas dimensões. Este autor ressalta três dimensões: cognitiva, normativa e regulatória. A

dimensão cognitiva ressalta que as ações dos indivíduos dependem da percepção que cada agente tem da realidade. Essa percepção é que levaria os indivíduos a criarem seus valores de certo e errado. A dimensão normativa reforça o papel dos códigos de conduta e normas como importantes influências sobre o comportamento dos atores. Aqui se destaca o papel da moral na ação dos indivíduos. Nesse sentido, MARCH e OLSEN (1993) afirmam que as pessoas fazem o que se espera delas. Já a terceira dimensão das instituições, a regulatória, destaca que as regras afetam o julgamento dos indivíduos e assim alteram seu comportamento. Deste modo, seriam resultado das ações racionais dos indivíduos buscando atender a seus interesses. Essa visão se mostra dominante em todas as correntes institucionalistas ligadas à economia, tal como a Nova Economia Institucional, que será melhor abordada na próxima . Para SCOTT (1995) essas três dimensões forneceriam uma base de legitimidade para a aceitação e cumprimento das instituições.

O neo-institucionalismo se mostra como uma das correntes mais sólidas e relevantes, buscando atender a demanda da ciência por um referencial que consiga explicar o papel cada vez mais complexo e relevante que as instituições têm sobre a vida coletiva. Essa corrente atribui um papel mais autônomo ás instituições, demonstrando que estas têm grande influência sobre o comportamento dos atores sociais. Segundo HALL e TAYLOR (1996) e SCOTT (1995), o neo-institucionalismo pode ser subdividido em três correntes básicas: o institucionalismo histórico ou político, o institucionalismo da escolha racional e o institucionalismo sociológico. A primeira corrente se desenvolveu a partir da teoria política e do estruturalismo funcionalista dos anos 60 e 70, sugerindo que as instituições são interdependentes, sendo formadas historicamente e não a partir de outras estruturas sociais. Esta abordagem permite boa visualização dos impactos, das conseqüências e da estabilidade institucional, porém pouco

explica sobre o processo de formação das instituições. O sistema político, para essa corrente, não é um simples espaço neutro no qual os interesses competem livremente, mas sim uma forma complexa que gera interesses independentes (SCOTT, 1995). Como representantes dessa escola pode-se citar Durkheim e Hodgson, entre outros.

A segunda vertente, do institucionalismo da escolha racional, foi desenvolvida no sentido de dar resposta aos postulados teóricos e metodológicos da economia ortodoxa que imperavam até então. Discutindo conceitos como a assimetria de informações e as restrições às transações econômicas em razão de características do mercado e dos agentes, esses autores passam a dar ênfase aos custos inerentes às operações de mercado. A coordenação das ações dos agentes e a adaptação destes às mudanças no ambiente econômico passam a ter grande relevância nessa escola. Pressupostos comportamentais como o oportunismo e a racionalidade limitada dos agentes são considerados nesta linha de análise. Elementos antes avaliados como exógenos à análise econômica como direitos de propriedade, a estrutura organizacional da firma e os mecanismos de governança das transações passam a ser incorporados por esta perspectiva de análise. Aqui, as instituições são vistas como um sistema de regras e procedimentos estabelecidos pelos indivíduos para promover e proteger seus interesses (SCOTT, 1995). Essa corrente apóia-se fortemente sobre a dimensão regulativa das instituições. Dentre os principais representantes dessa escola podem ser citados COASE (1937), WILLIAMSON (1975; 1979) e NORTH (1990).

A terceira e última vertente, a do institucionalismo sociológico, é vista por muitos como uma vertente da teoria organizacional, tendo surgido no fim dos anos 70. Partindo de análises sociológicas, os autores que integram essa corrente buscam explicar a influência das instituições sobre a ação dos atores sociais. Atribuem expressivo papel a questões culturais na

formação das instituições sociais. Exemplo disso é o trabalho desenvolvido por PUTNAM (1996) sobre as instituições políticas das diferentes regiões italianas.