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Às vezes, a gente sonha tanto que se finda junto com o sonho que quer realizar. Mas quando o sonho é grande ele se distribui na realidade toda. S. Chiquinho (Adec)

Outra questão dirigida aos entrevistados foi Como surgiu a Justa Trama? Propositalmente ampla, a idéia era permitir elaborações mais livres como respostas. Primeiro, é curioso notar que interessantes análises de conjuntura antecederam os relatos factuais.

128 São trabalhadores que “ainda vêem sua atividade mais como uma alternativa ao desemprego, ou única opção disponível, do que como uma conquista ou projeto de caráter político.” (Souza, 2011, p.179).

Os trechos a seguir exibem em leque aspectos importantes sobre a formação ético- política das principais lideranças da Justa Trama, Nelsa (Univens) e Idalina (Fio Nobre)129. É possível localizar neles, tanto em teor como em modo de expressão, aguçadas consciência e desenvoltura políticas, traços esculpidos na larga participação de ambas em diferentes movimentos de resistência.130. O uso de termos do léxico dessas organizações como

militância, luta, resistência, movimento popular, é exemplo disto. As falam também

evidenciam como a proposta da rede articula-se firmemente com as experiências políticas passadas das associadas, como fios de um único tecido. Neste sentido, é patente, no caso da Justa Trama, a presença de um senso político estratégico, desde suas primeiras proposições, estimulado por suas lideranças. Por último, sublinhamos o quanto a Justa Trama e a Economia Solidária comparecem juntas nos depoimentos - ora emaranhadas, ora sobrepostas - como projetos políticos. Sobre esta sugestiva relação trataremos adiante.

a Justa Trama nasceu de uma conjuntura política. Nós também soubemos aproveitar uma conjuntura política. Então análise de conjuntura é fundamental. [...] Porque a gente tem essa história do cenário muito presente. Nós somos de 30 anos de militância, nós não nascemos ontem. Nós nascemos na abertura desse país, no nascimento da teologia da libertação... A Nelsa vindo da linha sindical e da pastoral operária, eu vindo da questão da juventude, do movimento popular, da criação do movimento de direitos humanos desse país! [...] Nós nunca fizemos um encontro em que a primeira manhã não fosse análise de conjuntura. [...] Quando você foi num encontro [da Justa Trama] em que a pauta não começasse com análise de conjuntura?! - Idalina (Fio Nobre)

Senão a política não acontece. Mesmo num governo nosso, a política não acontece. [...] O que é fazer política pública [em relação à Economia Solidária]?! Política pública não nasce do aquém, do além, da vontade do Lula. Política pública nasce da pressão popular e da necessidade. Buenas, se um tempo atrás nós conseguíamos fazer reunião de bairro, discutir, pressionar, hoje, nós não temos mais isso. Isso é uma realidade. [...] Eu não acho que a economia solidária aconteceu por bondade de ninguém. Aconteceu por uma conjuntura. [...] Quando é que nós ganhamos política pública de graça? Quando foi que nós criamos uma política pública que não foi criando um fato social e invertendo a ordem?!‟ [...] Nós temos que ter um movimento forte. - Idalina (Fio Nobre)

Quem vem de um processo de luta há mais tempo, e que teve, algum dia, um pé no movimento sindical, tem esse entendimento muito forte, de que sempre a questão é a mais- valia. É os trabalhadores não serem proprietários dos seus instrumentos de produção, por isso que o capitalismo explora mais os trabalhadores. E aí, de repente, você vê que, puxa! A gente conseguiu tocar um empreendimento da Economia Solidária onde, de fato, a gente tem na mão os meios de produção. Todos os empreendimentos da Economia Solidária, eles são donos dos seus instrumentos de produção. Bom, e aí você vê que é mais do que isso, então, o que a gente precisa, né? Só isso não resolve a questão. Então, pra mim, desde 2000 - porque a Univens começou em 1996 - isso passou a ser algo muito forte. Talvez isso seja a

129 Embora não faça parte dos objetivos centrais, o tema das lideranças é importante no campo configurado pelas questões da pesquisa. Retornaremos a ele mais tarde.

130 A bela história de militância de Nelsa e seu modo peculiar de exercício de liderança foram temas da pesquisa anterior. Para saber mais, sugerimos a leitura do trecho indicado (Andrada, 2009a, pp. 220-233).

coisa que mais me encanta na Economia Solidária, que me convence da sua proposta, e de não me imaginar nunca fora desse contexto, é esse prazer de ser trabalhador e de você ter o controle do processo de produção. De você não ser uma peça, e você ter isso é muito bom. – Nelsa (Univens)

Em 2003 [...] eu li o material, que na época a Agência de Desenvolvimento da CUT, a ADS, fez sobre complexos cooperativos. E lá tinha os vários complexos [...] na área têxtil, na área metalúrgica, que eram exatamente isso, um ensaio sobre as possibilidades das cadeias produtivas. Eu posso dizer que, olha, foi a coisa que mais me marcou! [...] Foi a maior descoberta, ler aquilo! Eu falei: „Puxa! Era isso aqui que a gente precisa. Nós temos que tocar.‟ Todo mundo me olhava assim: „Hum? Mas e daí, né?‟ [...] Como se eu tivesse encontrado uma luz pra aquilo que vinha me provocando. – Nelsa (Univens)

Especialmente na fala de Nelsa, acima, percebemos a ligação direta e contínua que ela estabelece entre as lutas dos trabalhadores no movimento sindical – contra a exploração capitalista e em busca do controle dos meios de produção – e a assunção dos projetos da Economia Solidária, em geral, e da cooperativa e da rede, em particular.

Chamamos a atenção ainda aos princípios éticos que regem as experiências políticas citadas pelas trabalhadoras. Direta ou indiretamente, parecem pautar-se por valores orientados ao bem-comum, ao humano-genérico. As causas defendidas também apontam para interesses coletivos, da classe trabalhadora, em um contexto claro de luta de classes: emancipação, igualdade, participação e gestão democrática dos meios de produção, por exemplo. Em outras palavras, as lutas por melhores condições de trabalho e de vida, no interior das fábricas ou nas ruas do bairro, guiavam-se por princípios semelhantes aos que orientaram mais tarde a proposição da Justa Trama.

Ouçamos agora os relatos das trabalhadoras sobre os primeiros encontros entre elas, que surgem embebidos em leituras políticas muito interessantes:

Chega um determinado momento a economia solidária explode: 2002, 2003. Aí vem a Secretaria Nacional [SENAES], vem o Fórum Brasileiro de Economia Solidária [FBES], e começamos a nos reunir, representantes dos 27 estados. [...] E passamos a sonhar assim: „Bah, estamos aqui já com um grupo de costura. Nós, com um grupo de artesanato em Itajaí [...] „então vamos nos juntar.‟ Claro, tem a coisa „do santo bater‟. Eu com a Nelsa, principalmente, depois Dalvani. Mas desde o início todas as pessoas do Fórum Brasileiro foram participando. [...] Neste momento, o Fórum Brasileiro [FBES] foi berço da Justa Trama. Eu reconheço assim. Por quê? Aonde é que nós nos conhecemos? [...] Foi nas reuniões do Fórum Brasileiro que eu conheci a Nelsa, que eu conheci a Sandrinha, que eu conheci a Shirley, que eu conheci a Dalvani, que eu conheci a Dorama, do Pará, que eu conheci a Joana131... E que nós

sentávamos junto porque, claro, os empreendimentos estavam se empoderando. Então nós sentávamos pelas beiras, pelos bares, e discutia. E aí discutíamos o rural e o urbano, e começamos a nos conhecer e a nos apaixonar um pelo outro e a sonhar o mesmo sonho. [...] Com o nascimento do Fórum Brasileiro, 60% [formado por] empreendimentos, nós

131 Idalina cita trabalhadoras de empreendimentos não pertencentes à Justa Trama, a exceção de Dalvani (Açaí) e Nelsa (Univens). Parece caracterizar, assim, o FBES como um espaço político importante para o movimento que, entre outras coisas, ajudou a dar feições de identidade à classe trabalhadora da Economia Solidária de todo o país, marcadamente feminina, que ali se reuniu e se reconheceu como iguais, em interesses e condições políticas.

começamos a fazer toda a discussão de que nós éramos os empoderados. Hoje já vemos que fomos de 8 pra 80. Mas esses processos de mudanças são assim, de 8 pra 80. [...] No Fórum [FBES], meu Deus, eu lembro nos primeiros anos, como a gente se batia e debatia e brigava! E, aí, os empreendimentos chegaram com voz. Eles nos deram voz pública e representativa. E brigando com as entidades, porque faziam formação, porque controlavam [...] Então eu penso que tem tudo isso misturado. – Idalina (Fio Nobre)

A partir daí, em 2004, de uma forma muito forte, eu assumi isso de ir atrás. Aí, as pessoas que estavam na ADS-CUT na época, foram contando as iniciativas que já tinham feito e tal. E a Univens começou a se apresentar como mais um elo que pudesse estar articulando [complexos cooperativos]. [...] Eu participei de algumas reuniões, mas todas elas tinham muita impossibilidade. Faltava tear, faltava algodão, faltava tudo. E dentro do Fórum Brasileiro, também comecei a conversar muito sobre isso [...] Com os outros grupos, sobre essa possibilidade. E foi lá, então, que a Fio Nobre manifestou o interesse de estar nisso. E foi se aproximando a Cooperativa Açaí. Quando foi no final de 2004, nós marcamos [...] "vamos lá conversar com a Unisol." E aí nós fomos lá, eu e a Idalina. [...] A gente queria, no Fórum Social Mundial de 2005, ter alguma peça de algodão da Justa Trama, que não era Justa Trama ainda [...] não houve possibilidade nenhuma, não existia como ter empréstimo, não existia nada. [...] Viemos embora arrasadas no final. E aí continuamos: „Bom, então vamos tocar as sacolas e ver o que vai dar.‟ – Nelsa (Univens)

A Justa Trama apareceu na minha vida no Fórum Social Mundial. Eu fazia parte do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, era coordenadora. E aí eu conheci a Nelsa mais a Idalina, elas já implementando a cadeia. Ali, mostrando os desafios, as decepções, que elas tinham, porque pessoas não acreditavam naquilo, não valorizavam. Quer dizer, é muito difícil ver a pessoa querer construir algo... Pra construir um empreendimento já dá tanto trabalho, tu imagina algo que você vai ter que lutar com culturas diferentes, modos diferentes, maneiras diferentes da pessoa agir. Quer dizer, era complicado. [...] Estavam debatendo a situação da construção das peças e aí eu falei pra elas: „Bom, se as peças são todas orgânicas, a Açaí pode fazer os botões e os tingimentos naturais.‟ – Dalvani (Açaí)

Os relatos das trabalhadoras revelam uma conjuntura complexa que permitiu o surgimento e a organização da rede Justa Trama. De um lado, elas assinalam a importância do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) como espaço público de encontro do movimento e também das futuras lideranças da rede. Dalvani cita ainda outro espaço político: as reuniões sobre o tema, travadas no Fórum Social Mundial de 2005, em Porto Alegre.

De outro, as trabalhadoras também destacam o papel de instituições de representação e fomento da Economia Solidária, ligadas ao movimento sindical - a ADS-CUT e a UNISOL Brasil. Elas comparecem nas falas das associadas, aqui e adiante, como referências importantes na história da rede, em certos aspectos determinantes de sua existência, já que contribuíram com diversos apoios técnicos, financeiros e políticos ao projeto.132

132 A ADS-CUT já havia elaborado um projeto técnico de uma cadeia de têxteis orgânicos (Cruz, 2010), presente na publicação citada por Nelsa (ADS, 2002). A partir de 2004, a UNISOL e a ADS-CUT também ajudaram a reunir parte dos primeiros elos a compor a rede, especialmente Univens, ESPLAR (organização não- governamental apoiadora da Adec), Cones e Textilcooper. Estas últimas (fábricas recuperadas paulistas) foram os empreendimentos responsáveis pela fiação e tecelagem do algodão, respectivamente, no primeiro arranjo da cadeia. Para saber mais, consultar Metello (2007) e Cruz (2010).

Por ora, sublinhemos este aspecto, qual seja, a Justa Trama parece ter sido desenvolvida como objeto de encontro e de ações políticas, entre trabalhadores, orientados por princípios como igualdade e participação democrática, com o apoio de parceiros importantes do campo da Economia Solidária e o do movimento sindical.

Desconfianças, dificuldades, desafios: “nós arrancamos na raça”133

As trabalhadoras recordam os primeiros encontros em torno do projeto da Justa Trama em meio a muitas dificuldades. Nelsa lembra as primeiras reuniões sobre o tema, na Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS-CUT): “tinham muita impossibilidade”: “Faltava tear, faltava algodão, faltava tudo.” Ao resgatar a agenda com a Unisol Brasil, o fenômeno se

repete: “não houve possibilidade nenhuma, não existia como ter empréstimo, não existia

nada.” Dalvani, ao conhecê-las, solidariza-se: “as pessoas não acreditavam naquilo. [...] Era complicado.” Os trechos abaixo tratam do tema:

Tem até hoje, isso, com outras iniciativas similares. [...] como a cadeia do PET, eles nos dizem isso agora, depois de um ano e meio: „Ah, a gente achou a ideia super legal, mas a

gente não acreditou que isso ia dar certo‟ [...] Com a Justa Trama, imagina isso em 2005!

[...] a gente tinha na volta uma equipe de técnicos que, portanto, tem um acúmulo de conhecimento, de pesquisa e tal. Eles afirmavam isso categoricamente, que a gente iria fazer uma coisa, que podia até tocar, mas ela iria morrer, porque não iríamos conseguir. E sempre era muito fundamentado, sabe, Cris? [...] Eles não deixavam de ter razão, se tu olhar ele só do ponto de vista técnico. – Nelsa (Univens)

Você não vai encontrar nas nossas discussões, „dificuldades‟. Sempre a gente trata como desafios. Quais são os desafios que a gente tem. Então você imaginar que a gente precisava de um tear e que a gente entrou em contato com um deputado [...] que marcou reunião lá no Ministério do Trabalho. Fomos pra Brasília. Imagina, gente, é uma coisa que hoje não daria certo! Naquela época deu. Não dá pra acreditar, sabe? [...] E aí nós apresentamos a ideia... Tínhamos um material pequenininho, eu me lembro que era uma folha, colocando um pouco a situação. Quando nós colocamos o impacto que isso daria pros agricultores... [...] E superar deixa a gente cada vez mais forte, né? [...] Depois parece que a gente incorpora um pouco isso. Nós precisamos vencer, porque já não é mais por nós, sabe? Já não é só porque vai ser bom pra Univens, porque vai ser bom pro grupo... É importante porque atrás disso tem uma concepção de uma outra sociedade que está se construindo e com essa visão, da Economia Solidária, que portanto a gente quer fazer dar certo. A gente está provando além de tudo isso, que a gente sempre falou, de ter uma distribuição justa, de ter um cuidado com o meio ambiente, a gente está mostrando a capacidade que tem os trabalhadores. Pra mim, isso é a coisa mais importante. Não é aquela coisa, que você diz assim: „Continuem sonhando, porque quem sabe um dia...‟ Não! „Olha, está aqui. A gente

conseguiu.‟ – Nelsa (Univens)

Lembro que eu fui com a Nelsa pra uma reunião em São Paulo, aonde nós fomos discutir a história do algodão. [...] E dizerem: „Isso é uma coisa pra se planejar pra cinco anos.‟ E eu e a Nelsa, do jeito que nós somos: „Não se vai esperar cinco anos! Nós vamos achar um jeito

pro algodão.‟ – Idalina (Fio Nobre)

Esses trechos descrevem os primeiros desafios enfrentados pelas protagonistas do projeto da rede, ao sair em busca de apoios, com o esboço dele em mãos. Como resistência a um sistema excludente, haviam desenvolvido um novo recurso, algo que escapava à previsibilidade da reprodução cotidiana: “[...] atrás disso tem uma concepção de uma outra

sociedade que está se construindo e com essa visão, da Economia Solidária”, diz Nelsa. Ainda que já se falasse da necessidade de os trabalhadores da Economia Solidária organizarem-se em redes, não havia exemplos ou tutoriais a seguir. E, como costuma ocorrer com as criações anti-hegemônicas, logo que surgem geram estranhamentos, resistências e negativas, mesmo entre pessoas favoráveis à ideia.

Chama a atenção aqui ao ânimo persistente das trabalhadoras frente às dificuldades. Vimos que Nelsa prefere chamá-las de “desafios”. Em princípio pareceu-nos um exercício retórico, algo comumente utilizado. A consulta semântica, no entanto, revelou-se profícua:

dificuldade remete à idéia de obstáculo e de impedimento. Já desafio alude a uma provocação,

um chamado ao enfrentamento, uma porfia (Hollanda-Ferreira, 1988) 134.

Como vimos, para Nelsa, provar a capacidade dos trabalhadores de engendrar novas construções em processos como este é “a coisa mais importante”. Do ponto de vista histórico, sem dúvida, tem também estimado valor, como mais tarde discutiremos.

Cabe frisar que outros trabalhadores de empreendimentos da rede, como a Fio Nobre e a Coopertêxtil, também viveram embates e desafios semelhantes, ao longo de suas histórias, muitas vezes como única saída tangível a uma situação de precariedade no plano do trabalho. Resistir, nestes casos, exigia construir recursos cotidianos, em menor ou maior escala, como meios de sobreviver política e economicamente em um contexto que os excluía sistematicamente das arenas da produção regulada.

Mas a experiência da Univens, estudada em pesquisa anterior (Andrada, 2009a), ajuda especialmente a ler o fenômeno acima. Nelsa e suas companheiras tiveram que enfrentar grande sorte de dificuldades para organizar uma cooperativa de costureiras, na periferia de Porto Alegre, em 1996, tempos da chamada Crise do Emprego, nos quais ainda não se escutava falar de Economia Solidária no país. Sem instituições de apoio, legislação ou políticas públicas adequadas, as trabalhadoras ouviram muitas negativas até consolidar o empreendimento que, mais tarde, serviria de modelo a tantos outros. E, em semelhança ao que

134 Porfiar tem duplo sentido, segundo Hollanda-Ferreira (1988). Pode ser entendido como discutir acaloradamente; obstinar-se; disputar. Ou ainda, coser com fios ou cabos. Numa aproximação livre com a fala de Nelsa e com o tema da pesquisa, pensamos que, aqui, porfiar poderia ser lido como “resistir cosendo”.

assistimos hoje, na Justa Trama, enquanto forjavam internamente a cooperativa, contribuíam para desenvolver politicamente o campo da Economia Solidária em âmbito local e regional:

A referência era a Univens. Por isso que a Univens ganhou tanto mais referência que os outros grupos. Porque era o que tinha, entendeu? [...] A Univens já era uma cooperativa que estava dando super certo, que já tinha uma renda legal... – Idalina (Fio Nobre)