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4. BULGULAR ve YORUMLAR

4.1. İlk Yıl Uygulamalarına Ait Bulgular

4.1.7. Mülakatlara Ait Bulgular

4.1.7.2. a Ön mülakatlar

3.5.1 Nutrição

Os dados sobre nutrição foram obtidos através da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A FAO dispõe de informações históricas relacionadas com temas de alimentação (consumo de alimentos, preços, comércio, etc.) e agricultura em mais de 180 países do mundo para o período de 1960 a 2003. Esses dados encontram-se disponíveis no site da FAO: http://faostat.fao.org.

Ante a indisponibilidade de informações sobre a quantidade de micronutrientes consumida em média por cada coorte, utilizaremos como indicadores das condições de nutrição a média do consumo diário per capita de calorias e proteínas observadas em cada país no ano em que cada uma das coortes completaram as idades de 0, 5, 10 e 15 anos. A construção desses indicadores envolve relacionar a produção total de commodities destinadas para alimentação com uma tabela nutricional, que permitira determinar a quantidade total de

calorias ou proteínas disponíveis nessa população. Posteriormente, o valor resultante será dividido por uma estimativa nacional do total da população. Esses indicadores formam parte do conjunto que a FAO disponibiliza nas Planilhas de Balanço Alimentar onde se calcula uma média do consumo de cada alimento (FAO, 2001). Estes cálculos são realizados a partir de duas fontes de informação: a primeira através da disponibilidade de alimentos em um país (dada pela diferença entre duas somas: a soma da produção interna de alimentos com os importados e a soma das exportações e os alimentos não consumidos) e a segunda fonte de dados é a pesquisa domiciliar realizada com certa regularidade na maioria dos países em desenvolvimento (FAO, 2008; Akachi e Canning, 2007; 2008). As informações sobre nutrição produzidas pela FAO são adequadas para nossa análise, pois a FAO (2001) sugere que esses dados podem ser utilizados para: (1) Analisar as tendências de suprimento alimentar de um país; (2) comparar o suprimento de alimentos com as necessidades nutricionais em uma dieta saudável; (3) estimar a escassez do suprimento de alimentos; (4) avaliar as políticas de nutrição e alimentação; (5) medir o grau de desnutrição crônica existente em um país; (6) examinar mudanças no padrão de consumo alimentar (dieta) em um país e, finalmente, (7) investigar a relação existente entre o suprimento de alimentos, períodos de fome extrema, má nutrição, entre outros objetivos (Jacobs e Sumner, 2002; Fogel, 2004b). No entanto, existe uma limitação para o uso da informação fornecida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Essa informação somente apresenta o consumo médio de alimentos, calorias e proteínas para o país inteiro. Pela natureza dessa informação não é possível realizar comparações sobre como se distribuem os alimentos entre as regiões de um determinado país, o que torna inviável uma comparação dessas regiões (Fogel, 2004; Jacobs e Summer, 2002).

3.5.2 Saúde

A estatura nas idades adultas não somente é determinada pelas condições de nutrição durante a infância e adolescência como também é influenciada pela exposição a uma determinada carga de doenças nessas idades, principalmente as doenças diarréicas e infecciosas (Scott & Duncan, 2002; Silventoinen, 2003;

Steckel, 2008). Como já dito, as esses tipos de doenças inibem a absorção de nutrientes limitando o crescimento corporal da criança. A medida adequada para nossa análise seria dispor de uma série histórica de informações sobre morbidade, mas não contamos com essas informações para a América Latina. Se, nas poucas informações existentes sobre morbidade há problemas relacionados com a qualidade dos dados, a solução será aproximarmos a exposição à carga de doenças por meio da mortalidade infantil. Neste sentido, Pelletier (1994) sugere a existência de uma relação simultânea entre a mortalidade infantil e os níveis de nutrição. Para este autor uma má nutrição pode tornar o indivíduo mais vulnerável a determinadas infecções e, consequêntemente, aumentar seu risco de morte.

Uma forma de contornar ambas as limitações é considerar o arcabouço teórico proposto por Akachi & Canning (2008). Esses autores sugerem que é possível aproximar a exposição à carga de doenças para uma determinada coorte durante a infância e adolescência mediante o uso da taxa de mortalidade infantil. O argumento utilizado por esses autores é que a mortalidade infantil está relacionada às condições de nutrição e a carga de doenças existente (UNICEF, 2008; Bryce et al, 2006; Black et al, 2003; Pelletier, 1994). Contudo, é importante mencionar que o declínio da mortalidade na América Latina está associado, principalmente, a importação de novas tecnologias e, em menor medida, está associado a uma melhora substantiva nas condições de vida destas populações (Palloni,1981; Damison, Sanbdu & Wang, 2004). Formalmente, Akachi & Canning (2008) apresentam esse modelo expresso na seguinte equação:

m

ap

a

+δn

ap

+λd

ap (1)

Na equação (1), map representa a taxa de mortalidade infantil para o p-ésimo país

no ano a. As condições de nutrição observadas para o p-ésimo país no ano a são representadas por nap. O termo dap representa a carga de doenças existente no p-

variável incorpora no modelo o efeito do progresso tecnológico que pode contribuir na redução da mortalidade ainda quando os níveis de nutrição e de doenças não apresentem variações.

A literatura existente aponta a taxa de mortalidade infantil como um indicador que se aproxima bem das condições de saúde de uma população (Bozolli et al 2009; Akachi e Canning, 2008; Pritchett e Summers, 1996; Barker, 1992) devido aos níveis de mortalidade infantil estarem associados à prevalência de doenças, sobretudo as transmissíveis (Akachi e Canning, 2008). Por isso, a mortalidade infantil é um dos indicadores utilizados com maior frequência, como pode ser visto nos Objetivos do Milênio (Nações Unidas, 2000). Os dados sobre mortalidade infantil, utilizados neste trabalho, foram obtidos dentre os diversos indicadores que o Banco Mundial disponibiliza desde 1960 (Banco Mundial, 2010b) em períodos quinquenais para cada país. Embora a taxa de mortalidade infantil seja um indicador disponível e usado com frequência, ele não está livre de apresentar algumas limitações. A série de informações históricas está agregada por país, impossibilitando a avaliação da evolução regional da estatura adulta em cada país.