I- AŞİRET VE AŞİRETÇİLİK
7. Aşiret Yapısında Akrabalık İlişkileri 1. Evlilik Kurumu ve Akrabalık
O princípio é norteador de toda a Administração Pública, previsto no art. 37, da CF, e que deve estar presente não apenas na ação civil pública como na pesquisa do inquérito civil, eis que a eficiência deve nortear as funções do Ministério Público em toda a coleta dos dados ensejadores da propositura ou não da ação civil pública.
O princípio da eficiência invoca que todos os agentes do Estado trabalhem por melhores resultados e alcancem a eficácia e a eficiência de seus atos. O princípio da eficiência deverá ser observado pelo Promotor de Justiça no exame da oportunidade e conveniência ou não da propositura do inquérito civil, haja vista as características da lesão e do eventual exercício produtivo do Ministério Público. Não devemos olvidar que o Parquet tem em sua disponibilidade, ainda, um procedimento de menor complexidade, designado como procedimento preparatório pelo CNMP (art. 2.º, § 5.º, da Resolução nº 23), com prazo de tramitação menor que também é norteado pelo princípio ora em foco.
Outro ponto de ramificação do primado da eficiência é a de fundamentar a não propositura da ação civil pública quando o representante detiver a legitimidade para fazê-lo, não se justificando, neste caso, utilizar o aparato estatal para propor uma ação que outros representantes do direito coletivo podem e devem iniciar.
A necessidade da comunicação social, ou seja, àquela destinada à sociedade para dar conhecimento do inquérito deve ser analisado pelo Parquet levando em conta o princípio da eficiência eis que deverá sobrepesar se há necessidade de se dar ciência à população para se acautelarem possíveis consumidores desinformados e para unir aqueles que sofreram a mesma lesão.
A conduta eficiente do Promotor de Justiça na decisão de informação da população auxilia na prevenção do dano, no desestímulo da conduta e na produção de uma ação mais embasada com maior obtenção de provas e localização do maior número de vítimas.
A ausência de divulgação das ações civis públicas pode levar à sua ineficácia eis que poderiam ressarcir diversos consumidores lesados que não se habilitam em juízo por desconhecimento da demanda. Neste caso, caberá o arbitramento e remessa ao fundo (art. 100, do CDC).
Assim como este primado pode incentivar a divulgação pode, por outro lado, impedi-la, atribuindo o sigilo necessário quando for essencial para a investigação elucidar e levantar as provas que poderão ser eliminadas ou colher o depoimento de testemunhas que poderão ser levadas a modificar a realidade dos fatos.
O primado constitucional da eficiência e a repercussão social219 diversas vezes já abordada pelo STJ impossibilitaram a aplicação do “princípio da indisponibilidade da ação civil pública”, pois os limites da estrutura do Estado não permitem ao Parquet propor ações para a defesa de todas as lesões aos direitos metaindividuais.
Podemos entender por este princípio da indisponibilidade da ação civil pública, como aquele que prescreve que em caso de desistência infundada ou abandono de ação civil pública pelo autor legitimado, um membro do Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. Muitos autores o reconhecem disposto no art. 5°, §3° da lei 7.347/85 e no art. 9° da lei 4.717/65.
Este preceito, por vezes, tem como fundamento a indisponibilidade do interesse público que permeia as ações coletivas. Para Didier essa regra tem como foco a propositura efetiva e a continuidade das ações coletivas220. O legislador parece ter se esforçado em impedir possíveis fraudes por meio de simulações ou conluio entre as partes.
Assim ocorrendo, se o Ministério Público substituir o autor originário que tenha desistido ou abandonado uma demanda coletiva sem qualquer fundamento, estará configurada a sucessão processual. A qualidade de parte será alcançada na transmissão da titularidade, mesmo que ainda não tenha exercido os atos do
219 REsp 855181/SC, 2006/0128915-4, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJ 1/09/2009, DJe 18/09/2009. Disponível em: http://www.stj.jus.br/
processo. Pode ocorrer i. com a propositura da demanda; ii. com a citação; iii. com a intervenção espontânea; iv. com a sucessão221.
Sabemos que a desistência não é vedada pelo ordenamento pátrio, e por isso, Teori Albino Zavascki defende não ser possível o argumento que aduz que a desistência pelo Ministério Público não é vedada e, portanto, estaria permitida. Já que esta regra vale para o particular, os agentes do Estado somente podem praticar atos para os quais são autorizados por norma legal e sua atuação não está vinculada à vontade pessoal de seus agentes, mas a uma finalidade impessoal e pública, definida em lei222.
A desistência da ação extingue o processo sem julgamento do mérito (art. 267, inciso VIII, CPC), diferentemente da renúncia do direito extingue o feito com análise do mérito (art. 269, inciso V, CPC). Da observância do art. 38 do mesmo diploma, vê-se que assim como na renúncia para a desistência se exige do advogado poderes específicos.
Do mesmo modo, o Ministério Público não pode desistir da ação civil pública após sua propositura, eis que igualmente não pode dispor de outros direitos processuais interligados a direito material dos titulares do direito.
Este é um tema intrincado uma vez que não observa a autonomia e independência no exercício das funções do Ministério Público (art. 127, § 1.º da CF) em não continuar com uma ação, por exemplo, temerária.
Acreditamos que da mesma forma que o Ministério Público não é obrigado a ajuizar a ação civil pública, também não está obrigado a dar prosseguimento ao processo abandonado pelo autor. É nessa diapasão, que Dinamarco escreve que diante da desistência ou abandono infundado da associação-autora, o Ministério Público não estará obrigado a assumir a titularidade da causa, pois deverá fazê-lo quando, a seu exclusivo critério, existir interesse social223.
As argumentações autorizadoras para esse desfecho são as mesmas da liberdade para o ajuizamento, ou seja, o Ministério Público é somente um dos colegitimados e, principalmente, envolvido pelo manto da independência funcional.
221 DINAMARCO, Cândido Rangel. Litisconsórcio. 4ª ed. São Paulo: Malheiros, 1996, p. 22. 222 ZAVASCKI, Teori Albino. O Ministério Público e Ação Civil Pública. Revista n. 114, ano
29, 1992, p. 155.
Entretanto, se a ação veicular notório interesse social que pode ser observado pela extensão da ofensa ou importância da coisa jurídica a ser tutelada, deverá o Ministério Público, na falta de outro legitimado, propor a ação e assumir o polo ativo.
Como indicado por Guilherme Fernandes Neto 224 neste caso, vê-se a relevância de se incentivar novas associações de defesa do consumidor a buscarem a defesa de direitos metaindividuais que não apresentam repercussão social por meio de ação civil pública.