1.4. ÖRGÜTSEL BAĞLILIĞIN SONUÇLARI
2.1.3. Üretkenlik Karşıtı Davranışların Belirleyicileri
Antônio Houaiss (1915-1999), professor e
filólogo, Em 1 938 iniciou O curso de letras clássicas na Universidade do Disto daa! e integrou a primeira turma da Faculdade
de Filosofia Ingressou na carreira diplomática, sendo mais tarde nomeado
pelo presidente Juscelino Kubitschek para a
delegaçM permanente do Brasil junto �
assembléia da Organização das Nações
Unidas (ONU) Teve importante papel na
mudança da posiçao diplomática brasil�ra em relaç�o ao colonialismo e, por isso, foi casado pelo regime militar em 1964, encerrando sua Vida diplomática foi
trabalhar no mercado editOrial, prindpalmente na organização de enciclopédias e dicioná6os Tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1971
Foi ministro da Cultura na presidência Itamar franco enre os anos e 1 991 e 1993 Ver 3 Antónios e 1 Jobim, histórias de uma geração: o encontro de Antônio
Calado, António Cãndido, António Houaiss
e António Carlos Jobim, Entrevistas a Zuenir Ventura. OrganizaçAo e apresenta� Marília Martins e Paulo Roberto Abrantes RIO de Janeiro, Relume Dumari, 1 993
o Dicionário Houalss da língua
portuguesa foi publicado em 1001 peja
Editora Objerva. do Ro de Janeiro
Rodrigo Mello Franco de Andrade (1 898-1 969), membro da elite mineira, estudou direito no RIO, em Belo Horizonte e em SAo Paulo, aproximando-se das figuras que viriam a ter papel importante no mimento mdernta iniciado em 1922 Nomeado chefe de gabinete do ministro da Educaçáo Francisco Campos em 1930, indica Lucia Csta para dirigir a Escola Nacional de Belas Artes. Em 1936, por sugesJo de Mário e Andrade e Manul Bandeira, é onvidado a organtzar e dirigir o Serviço do Patrimônio HistÓfico e Artístico Nacional (Sphan), cargo que exerceu até 1967 Ver Terezinha Marinho (org ), 1986
Embora não seja economista, o senhor foi duas vezes secretário de Planejamento no Rio de Janeiro.
Sou engenheiro civil, com especialização em análise econômica e petróleo. Na quele tempo, a Petrobrás oferecia um curso de petroleum proces engineering, para o qual trazia professores americanos; você podia se especializar em manutenção, perfu
ração, pesquisa ou refinação - eu escolhi refinação de petróleo. Trabalhei na empresa até
1 94, quando o Roberto Campos foi nomeado ministro do Planejamento e me levou como seu assessor. Depois disso, custei a voltar à Petrobrás, porque, na Seplan, eu fundei a Finep e fui seu primeiro presidente; de lá vim para o Rio como secretário de Planejamento do governador Chagas Freitas. Em seguida, fui para a Embratur, levado pelo ministro Severo Gomes, então ministro da Indústria e Comércio do governo Geisel. Voltei para o Rio
como secretário de Planejamento do segundo governo Chagas - desta vez, depois da fusão. Ao sair do governo, o vice-presidente Aureliano Chaves me chamou para ser seu assessor na vice-presidência da República Mudei-me para Brasília e lá fiquei até 1 985, quando retornei finalmente para a Petrobrás; aposentei-me pouco tempo depois
Em suma, minha atividade profissional desenvolveu-se inteiramente dentro do setor público; jamais trabalhei na iniciativa privada até me aposentar. Em 1 993 o ministro da Cultura Antônio Houaiss me nomeou presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Atístico Nacional; lá fíquei até o final do mesmo ano, quando ele deixou o Mínístérío. Criamos então o Instituto Antônio Houaiss, com o objetivo de elaborar um grande dicio
nário da /lngua portuguesa, que estou fazendo desde 97.
Após a morte de Houaiss, continuei, em companhia de Mauro de Salles Villar,
à frente do proleto, e o dicionário será lançado ainda este ano.
t
uma atividade privada,amparada pelo sistema de patrocínio do Ministério da Cultura, embora ainda não seja uma empresa.
Quando o senhor começou a se interessar pela questão urbana? Desde jovem. O Serviço do Patrimônio Histórico e Atístico Nacional foi fun dado em 1937 e dirigido por mais de 30 anos por um primo-irmão de meu pai, Rodrigo Mello Franco de Andrade. Desde a fundação ele convidou meu pai para ser membro do Conselho do Patrimônio, função que desempenhou durante 50 anos; daí minha rela ção com os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Em geral, meu pai dava pareceres juridics sobre as intervenções necessárias para a criação de um procedimento, porque na realidade o Patrimônio é uma interferência pública no direito privado. s pessoas custaram a aceitar isso, e a criação dessa jurispru dência exigiu décadas de esforço permanente, em que a atividade jurídica era muito importante.
Um belo dia, o velho Rodrigo me disse: "Vou me aposentar. Não agüento maisl
Olhe o tamanho da verba que o Ministério destinou ao Patrimônio. Isso não é mais
• Novas experiências em urbanismo: Barra da Tijuca e Corredor Cultural
possível". Fui falar com Roberto Campos, de quem era assessor, e ele me pediu para levar
Rodrigo ao seu gabinete. Conversaram um pouco, e o ministro disse: "Rodrigo, u triplicar
oseu orçamento". Depois disso, O ministro Campos começou a me usar um pouco nessa área. A discussão ainda se restringia ao preservacionismo?
Sempre Além disso, havia aquela cultura mineira que fevia na casa de meu pai. Seus amigos, como Lúcio, Carlos Drummond, eram homens que viviam aferrados à idéia de preservação do patrimônio mineiro. Quanto ao Rio de Janeiro, Rodrigo me falava muito do Plano Agache, que ele tinha por muito importante. Depois, veio a eleição de Carlos Lacerda, quando foi chamado o grego Constantino Doxiadis. lembro que me interessei por isso, porque conversava muito com o velho Rodrigo sobre o Doxiadis e suas relações com a evolução do Rio, mas sempre informalmente, tomando um drinque e fumando um cigarro. Uma das coisas que o Rodrigo mais me contava era o esforço que Lúcio e ele - o velho Rodrigo dirigia o Patrimônio e Lúcio chefiava seu Arquivo - fizeram para documen tar o patrimônio brasileiro; todo o grande arquivo do Patrimônio foi feito por Lúcio, tal vez a maior obra cultural oculta do Brasil. Quem for ao sexto andar do Palácio Gustavo Capa nema, antigo prédio do MEC no Rio, verá uma cena comovente: metros e metros de arqui vos com desenhos de Lúcio, em que ele fez o registro de igrejas, com croquis de suas fa chadas.
t
um trabalho valioso, uma realização prodigiosa. Foi uma vida inteira dedicada ao patrimônio histórico.No governo Costa e Silva, como presidente da Finep o senhor já pôde ter uma inteferência concreta na vida urbana do Rio, não?
Realmente, por minha interferência, a Finep financiou os estudos da ponte Rio Niterói, para integrar a antiga província fluminense ao Rio. O governo começou a abrir a
estrada Rio-Santos, que cruzaria a Barra da Tijuca, e com isso era preciso planejar a urba nização daquela região. Na Guanabara, o governo Negrão de Lima beneficiou-se dessa decisão porque, sendo a Rio-Santos uma estrada federal, recursos do DNER foram utiliza
dos para melhorar várias vias cariocas.
Carlos Lacerda já tinha usado esse recurso para construir o túnel Re bouças, não é?
Sim, Carlos usou muito isso; o túnel Rebouças faz parte da BR-l 0 1 , uma rodo via federal. Assim como aquelas obras realizadas ao lado do hospital Miguel Couto, passando pela praça Sibelius, para chegar ao túnel que passa por trás da PUC, tudo foi feito com recursos do DNER. Hoje aquilo é uma rua, mas na concepção original faz parte da BR-l 0l . Mesmo a orla da lagoa, que sai do Rebouças e vai até o Miguel Couto, faz parte da BR-l 01 -é a auto-estrada Lagoa-Barra.
o senhor ainda estava na Finep quando foi convidado a assumir a
Francisco de Mello Franco .
Sim. O general Médici tinha assumido a presidência da República e deu uma entrevista afirmando que todos os governadores teriam ajuda financeira para elaborar seus planos de governo. Chagas Freitas tinha sido eleito governador da Guanabara e foi ao ministro Reis Veloso, do Planejamento, saber se ele, como único governador de oposição, também teria direito à ajuda. Veloso confirmou e o mandou à Finep falar comigo. Acontece que Chagas era primo-irmão de Carlos Chagas, que era casado com uma irmã de meu pai - foi em sua casa que eu o conheci.
Quando me encontrou na Finep, Chagas pediu-me para fazer um esboço de plano de governo, e eu comecei a fazer. Uma vez por semana. eu comparecia ao ediflcio De Paoli, ali na avenida Rio Branco, onde ficava sua equipe, a fim de discutir minhas idéias para o Rio; quando terminei, entreguei o documento a Chagas