B) ez-Zemahşerî’nin İlmi Kişiliği
I. BÖLÜM
1.1. ZEMAHŞERÎ’NİN TEFSİR YÖNTEMİ
DO CAMPO PELO GOVERNO BRASILEIRO – 2005/2011 ANO AÇÕES
2005 A criação da Cadeira de Juventude Rural no CONJUVE desde a sua instalação;
2005 Diagnóstico do Programa Saberes da Terra como programa para ampliação da escolarização dos sujeitos do campo, entre os quais os jovens
2006 Segmentos da Juventude rural participam do Guia das Políticas Públicas da Juventude - Diretrizes e Perspectivas – onde foi pautada a necessidade de definir políticas estruturais, programas e ações adequados e contextualizados aos jovens do meio rural, integrando os Ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento Agrário e da Cultura. (inclusão tecnológica p.34)
2007/ 2008
Incorporação do Programa Saberes da Terra a Politica Nacional de Inclusão social da Juventude como Programa PROJOVEM Campo Saberes da Terra
2008 Criação no Grupo Temático de Juventude Rural (GTJR), do Conselho Nacional do Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF) - com membros do governo e da sociedade civil.
2009 Criação da Subsecretaria de Juventude Rural na Secretaria da Reforma Agrária no Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA.
2009 Criação do Grupo de Trabalho de Juventude Especializada sobre a Agricultura Familiar REAF.
2010 Criação do Programa Primeira Geração de Políticas Públicas para a Juventude Rural: PRONAF Jovem e Nossa Primeira Terra
2011 Criação do Comitê Permanente de Juventude Rural do CONDRAF
2011 Criação da Assessoria Especial de Juventude no MDA.
2011 Incorporação da PPA/SNJ agenda da juventude rural no Programa de Autonomia e Emancipação da Juventude
2011 Criação do Grupo de Trabalho da Juventude Rural na Secretaria Nacional da Juventude – SNJ.
FONTE: RELATÓRIO FINAL DA I SEMINÁRIO JUVENTUDE RURAL E POLÍTICAS PÚBLICAS E SECRETARIA NACIONAL DE JUVENTUDE (2011).
Na análise dos processos de institucionalização das demandas dos jovens do campo, descritos no quadro 9, identificamos que a visibilidade da categoria se intensifica entre os anos de 2005-2011 com a criação de grupos temático/sub- secretarias voltadas especificamente para o debate sobre as Juventudes do campo em vários órgãos do governo, culminando com 1º Seminário Nacional de Juventude Rural e Políticas Públicas, no período de 21 a 24 de maio de 2012 / Brasília-DF.
Em nosso estudo consideramos que as realizações desses marcos colocaram em pauta a juventude do campo, gerando, como analisa Castro (2008), a aproximação entre a consolidação individual de trajetórias de militância e a construção/consolidação da juventude do campo com ator político. Isto significou na prática uma demonstração de força política, tanto no campo dos próprios movimentos sociais, quanto para os atores das esferas públicas com as quais esses jovens passaram a negociar e reivindicar suas demandas para reconstrução de sua condição e situação juvenil do campo, quais sejam: acesso à educação e à terra. Como nos relata Castro:
Os documentos formais produzidos nesses espaços [...] reforçam questões consideradas especificas como o acesso à educação e à terra. Constroem essas demandas no contexto de transformação social da própria realidade do campo e o fazem tendo como interlocutor claro, a Presidência da Republica. (2008, p.9)
Ressaltamos que o sentido dado à categoria juventude rural ou jovens do campo32, tenta unificar grupos sociais e identitários distintos. A unidade desse
32 Foi na 1ª Conferência Nacional de Juventude (CNJ) realizada no ano de 2008 que se iniciou a
discussão do Estatuto da Juventude (PL n.º 4.530, 2004), sancionado no dia 05 de agosto de 2013, que faz menção à categoria “jovens do campo”.
coletivo passa a ser constituída na identidade cultural com que pode identificar-se ou não na agricultura familiar e como sujeitos de uma política pública, ou seja, sujeitos de direitos, reconhecidos como cidadão e que vivem do campo e da floresta, como extrativistas, seringueiros/as, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, marisqueiros, agricultores familiares, trabalhadores assalariados rurais, meeiros, posseiros, arrendeiros, acampados e assentados da reforma agrária, artesãos rurais. Para autores como Ianni (2004) e Castro (2010) a diversidade da juventude do campo está presente tanto devido a questões geracionais, quanto pelo lugar social que esta juventude ocupa, também imbricado à questão do ficar ou sair do meio rural.
Nos pressupostos expressos no Guia das Políticas Públicas para Juventude - GPPJ (SNJ, 2010) fica explicita a ideia das “oportunidades” e do “direito” como eixos estruturantes para a política pública da juventude no Brasil, neste início do século XXI. Como podemos observar no fragmento do documento abaixo:
As ações e programas do Governo Federal buscam oferecer oportunidades e garantir direitos aos jovens, para que eles possam resgatar a esperança e participar da construção da vida cidadã no Brasil.
Oportunidades para adquirir capacidades: acesso à educação, à qualificação profissional e à cidadania. Oportunidades para utilizar capacidades: acesso ao mercado de trabalho, ao crédito, à renda, aos esportes, ao lazer, à cultura e à terra.
Garantia de Direitos: oferta de serviços que garantam a satisfação das necessidades básicas do jovem e as condições necessárias para aproveitar as oportunidades disponíveis. (SNJ, 2010, p. 7).
No Plano Nacional de Juventude (PNJ) - Projeto de Lei no. 4.530/04 a categoria Juventude rural33 é classificada no campo das Temáticas Juvenis no item 2.5, que trata da Equidade de oportunidades para jovens em condições de exclusão, juntamente com os jovens afrodescendentes, portadores de deficiência, homossexuais e mulheres. A especificidade da juventude do campo é tratada a partir de dezessete proposições de objetivos e metas que foram organizados por Serra Freire (2009), em três eixos estruturantes: 1) Educação e Qualificação Profissional; 2) Direito a terra e à produção; e 3) Proteção Social. Esses eixos
33 Nomenclatura usada pelo documento.
apresentam proposições para responderem às demandas especificas da Juventude do campo, conforme o quadro 10 abaixo: