C- Zamanaşımının Kesilmesinin Sonuçları
V- Zamanaşımına Uğramış Kambiyo Senetlerinin Akıbeti
Esse trabalho partiu da intenção de compreender a crítica de Kant à psicologia racional. Ele foi motivado pela hipótese de que nessa crítica é possível encontrar elementos que permitem ter uma visão mais aprofundada da contribuição de Kant à concepção filosófica do sujeito. Para delimitar de modo mais preciso a especificidade do pensamento kantiano sobre essa questão, tomei como orientação fundamental a pergunta pelas continuidades e descontinuidades existentes nesse ponto em relação à metafísica clássica moderna.
Foi necessário, em primeiro lugar, traçar em linhas gerais a relação de Kant com a psicologia e a problemática particular da psicologia racional. A psicologia racional constituía uma dos três ramos da metafísica especial na época de Kant. A demanda por submetê-la a uma crítica sistemática era uma consequência natural do projeto kantiano de expor a metafísica tradicional ao teste da crítica da razão. Contudo, o sentido do esforço de Kant é muito mais profundo do que a avaliação de um ramo historicamente localizado da filosofia. A convicção de que a psicologia racional, mesmo e principalmente no que tem de enganoso, faz parte de uma necessidade inerente à razão, dá a esse tópico um interesse universal.
A psicologia racional baseia-se em variações do conceito de eu penso, portanto, foi indispensável investigar os sentidos do conceito de eu na Crítica da razão pura. Concluímos pela existência de três sentidos básicos, que se prestam a formas diversas de conhecimento (e desconhecimento). Os problemas da psicologia racional estão ligados especificamente a um dos sentidos e a seu modo de conhecimento: o eu numênico e o conhecimento das coisas em si. Não há problemas relativamente à possibilidade de conhecer o eu enquanto um fenômeno ou como sujeito formal do conhecimento, mas o conhecimento da coisa em si rompe com os limites estabelecidos por Kant.
A crítica dos paralogismos lança mão de um aparato conceitual desenvolvido por Kant na dedução transcendental das categorias. A concepção do sujeito lógico permite a Kant interpretar os resultados da psicologia racional como meramente formais, e sua atribuição a uma substância como ilusão. Contudo, mesmo que essa seja uma abordagem extremamente fecunda do problema, não está livre de dificuldades. Se Kant
deseja manter uma estrita coerência com o idealismo transcendental, precisa superar alguns pontos de tensão com a tradição racionalista.
Concluímos pela tese de que Kant mantém uma relação de continuidade e ruptura no que diz respeito às questões da psicologia racional em relação à tradição metafísica. Por um lado, ele foi capaz de fato de oferecer um quadro para a compreensão do eu em que as conclusões especulativas fortes são dispensadas. Por outro, não é necessário supor que todo o conjunto de afirmações de Kant seja decorrência direta do idealismo transcendental, podendo ser sustentadas de um ponto de vista racionalista. Além disso, o próprio modo como Kant levanta os problemas não destoa completamente do modelo racionalista de pensamento.
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